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[Consultar arquivo de notícias?]
Autor: Mário Armão Ferreira
Data: 03/01/2006
  Você está pronto para a alta definição?
 
O futuro está à porta. Ecrãns plasma e LCD´s de alta definição. gastam-se fortunas e todos se equipam, mas será que você está realmente preparado para a alta definição?

A realidade é que este parece ser um artigo completamente desadequado a uma página de informática. E numa análise superficial até dá para concordar, pois a que propósito se faz aqui uma análise a televisores? Mas a realidade é que com o aparecimento das televisões digitais de alta definição, e mais particularmente os LCD´s, as diferença entre a televisão e a informática ficam quase imperceptíveis. Media Centers são o futuro dos sistemas de sala, substituindo vídeos, leitores de DVD, aparelhagens, e todos os restantes aparelhos usados em uma casa. Estes sistemas só tem verdadeiramente expressão com a chegada da TV de alta definição e com televisores que lhes sirvam de verdadeiros monitores de alta resolução. Se ainda não se recomenda a compra de Media Centers devido a estes não estarem equipados com receptores e sintonizadores digitais, sendo que muitos deles nem sequer possuem características que lhes possibilite uma captura e/ou reprodução de vídeo alta definição, os televisores são já uma outra realidade. Os Plasmas e os LCD’s estiveram em alta de vendas este Natal, e como tal terão provavelmente de servir como receptores de imagem para os Media Centers, bem como para as transmissões de TV alta definição que se prevêem começar este ano. Surge então a dúvida sobre se o seu aparelho que adquiriu ou pretende adquirir está já preparado para este futuro.

Plasmas

A tecnologia que equipa os plasmas é uma tecnologia que é barata. Dai se justifica os preços que se conseguem por ecrãs de enormes dimensões. É contudo uma tecnologia que por não ser possível miniaturizar mais se limita a televisores de 37 polegadas ou superiores.

Tratam-se de milhares de pequenas bolhas cheias de plasma e revestidas a fósforo, que se encontram por detrás do vidro de visualização. Cada bolha, basicamente uma micro lâmpada fluorescente, representa um pixel.

Cada uma destas bolhas está dividida em três partes, correspondentes ao vermelho, verde e azul, que designaremos por sub-pixels. Quando é necessário colocar uma imagem no ecrã, uma corrente controlada digitalmente percorre todo o ecrã o que causa que o plasma liberte raios ultravioleta que por sua vez excita a camada de fósforo que brilha na cor apropriada. A combinação das três cores libertada dá ao pixel a cor final.

LCD's

A tecnologia dos LCD´s é mais conhecida, pois já existe à vários anos. No entanto melhorou muito desde o seu aparecimento, o que se traduz em melhor qualidade de imagem, maior velocidade de tempo de resposta dos pixels, ecrãs maiores e melhores ângulos de visualização.

Aqui, duas folhas de material transparente polarizado, sendo que uma usa um revestimento de um polímero especial que contêm cristais líquidos, são aderidas. A corrente eléctrica passa pelos diversos cristais que variam de inclinação abrindo ou fechando a passagem da luz. A reflexão desta nos cristais cria as tonalidades de cor que vemos no ecrã.
Os cristais em si não produzem luz, ao contrário das lâmpadas dos plasmas, dai que precisam de retro-eluminação para operar. É uma tecnologia não emissiva que não liberta radiações e que requer muito menos energia do que os tradicionais televisores CRT ou Plasmas que necessitam de colocar a trabalhar centenas de eléctrodos que estimulam o fósforo.

Retroprojectores de TV

Este tipo de televisores projectam uma imagem que parte de um pequeno aparelho colocado no seu interior, seja ele um televisor CRT tradicional, um LCD ou um sistema DLP. O numero de fontes pode variar, e actualmente alguns modelos possuem três LCD´s como fonte de imagem de forma a intensificar a luz de base e a melhorar a qualidade de imagem. Tipicamente, apesar das diferenças do resultado final, bem como no método de funcionamento estes televisores assemelham-se ao tipo de televisor que se encontra na sua fonte, sendo que os retroprojectores com base em televisores CRT são uma péssima escolha. Aqueles que funcionam com base em LCD´s, apesar das diferenças na qualidade da imagem (ligeiramente para pior, pois na realidade parte-se de pequenos ecrãs ampliados por espelhos) e no método de funcionamento, são basicamente em tudo semelhantes a estes, dai que não voltaremos a falar deste tipo de televisão.
Note-se contudo que há retroprojectores e retroprojectores. Nos melhores os angulos de visão são inclusive semelhantes aos LCD´s, mas noutros saindo da parte frontal do televisor, a imagem desfoca e perde qualidade. Há que ter cuidado e analisar bem este tipo de televisores de forma a não enfiar um barrete. E naturalmente mesmo naqueles que funcionam à base de LCD´s, apenas estão verdadeiramente preparados para alta definição os que possuem uma resolução base capaz de a suportar efectivamente, e que possuam as entradas adequadas como analisaremos mais abaixo.
O sistema DLP é uma alternativa ao LCD. Este sistema de Digital Light Projection é algo semelhante ao LCD, mas cada pixel é na realidade um espelho. Uma boa alternativa aos sistemas de LCD, com resultados semelhantes, mas problemas diferentes.

Televisão de alta definição

A televisão funciona em várias resoluções, sendo que em Portugal só nos interessam aquelas que são definidas na norma PAL.

Os Televisores CRT ao não possuírem verdadeiramente pixels definidos podem no fundo emitir qualquer resolução, sendo que no entanto precisam de receber o sinal em analógico, re-escalando sem verdadeira qualidade a imagem recebida para o ecrã. Podemos ver isso quando por exemplo transmitimos uma imagem 1024*768 para um televisor e a apresentamos em ecrã inteiro. A imagem está lá, mas re-escalada.
Apesar de estes televisores não possuírem pixels os seus canhões de electrões estão limitados a um máximo de 576 varrimentos horizontais e 720 verticais. A norma PAL de 720 colunas por 576 linhas.
Diga-se contudo que a maior parte dos televisores CRT não trabalha com estas resoluções, e apenas modelos mais avançados as conseguem atingir.
Dado que as emissões de televisão raramente passam as 480 linhas visiveis, esse é o varrimento mais comum de ser encontrado nos televisores. Os modelos de ecrã mais pequeno possuem menores resoluções re-escalando a imagem, o que contudo devido à menor dimensão do ecrã se torna imperceptível.
A resolução máxima do PAL é obtida pelos leitores de DVD que suportam Progressive Scan, que para funcionar requer que o televisor suporte um mínimo de 480 linhas de resolução em conteúdo NTSC e idealmente as 576 previstas na norma PAL para conteúdo nesse formato. A activação deste modo em televisores que não a suportem tem como consequência mais comum a apresentação de um ecrã negro.

Os Plasmas e LCD´s apesar de possuírem pixels bem definidos funcionam igualmente com base em sinal analógico. Os modelos com a indicação de HD Ready estão tambem preparados para trabalhar com o sinal digital que a Tv de alta definição vai implicar. Não confundir com o sinal digital das Powerboxes usadas pela TVcabo. Na realidade apesar dessas caixas trabalharem com sinal digital em resolução PAL, a imagem que sai delas para o televisor é sinal analógico.

Para este tipo de televisão, a HDTV, estão previstas três normas, os 720p, os 1080i e os 1080p. A norma 720p trabalhará a uma resolução de 1280*720, a norma 1080i trabalhará a 1920*1080 interlaçados, o que no fundo se revela pior que os 720p, pois apenas metade da resolução será mostrada a cada varrimento, e as 1080 linhas serão no fundo equivalentes a 540, e finalmente a norma ainda não suportada pelos televisores actualmente à venda de 1920*1080.

Qualquer destas resoluções funcionará nos Plasmas e LCD´s actuais, mas a imagem terá de ser re-escalada tal como acontece actualmente com os actuais televisores CRT. O suporte real dos 720p e dos 1080i é já uma realidade em alguns modelos de Plasmas e na maioria dos LCD´s.

Os Plasmas e a alta definição

Se adquiriu um plasma recentemente, a não ser que tenha adquirido um modelo de mais de 3.000 euros que suporte uma resolução mínima de 1280*720, por muito que a marca apregoe HD ready não se trata verdadeiramente de um televisor de alta definição. A compra efectuada trouxe-lhe um ecrã de grandes dimensões, mas que pouco ou nada vai ganhar com as emissões de alta definição, excepto na recepção de sinal digital.

Efectivamente, 90% dos plasmas do mercado possuem uma resolução interna de 852*480. Ora tal mostra a desaquação destes produtos ao mercado europeu, onde a norma PAL se traduz pelos já referidos 720*576 pixels.
Para todos os efeitos, estes televisores nem sequer suportam a resolução máxima prevista no PAL e encontrada em muitos DVD´s, e muito menos a alta definição.
Como se vê, apesar de internamente estes televisores suportarem essa resolução por conversão interna para 480 linhas, na realidade nem mesmo um DVD é reproduzido na sua total resolução e, consequentemente, qualidade, na maior parte dos televisores deste tipo.

Por curiosidade a norma NTSC usada na América prevê uma resolução máxima de 480 linhas. Aqui vemos a realidade das coisas. Os plasmas que se vendem são na realidade feitos para suportar a norma NTSC, sendo adaptados internamente para o suporte do PAL, com algum hardware e software de re-escalamento de imagem.

A maior parte dos Plasmas que se intitulam HD ready na realidade não suportam alta definição. Tudo o que eles possuem mais do que os outros é a capacidade de trabalharem com o sinal digital da alta definição re-escalando a imagem para a sua resolução interna de 852*480.
Na prática, para estes televisores, a TV de alta definição pouco diferente será da imagem obtida pela reprodução de um DVD PAL. Haverá contudo um ganho de 132 colunas na resolução, o que permitirá um imagem ligeiramente mais fina. Os televisores de 1024*1024 suportam já plenamente a norma PAL, e ganharão ainda mais com a HDTV, mas não a suportarão completamente (há uma carência de colunas e um excesso de linhas). Como já foi referido, a resolução mínima para um suporte total é 1280*720.

Os LCD´s e a alta definição

Há LCD´s com as mais variadas resoluções, mas neste tipo de televisores, mais caros que os plasmas, normalmente só se intitulam HD ready aqueles que efectivamente possuem uma resolução capaz de suportar a TV de alta definição, ou seja 1280*720 ou superior.
A alta definição é uma realidade neste tipo de ecrãs, que podem dobrar como monitores de PC. São os mais adequados para trabalharem com Media Centers por permitirem uma imagem perfeita, uma vez que foram desenhados inicialmente para esse fim.

LCD´s, Plasmas e o hardware necessário para a HDTV

A realidade é que quer possua um LCD que se intitule HD ready, quer possua um LCD HD Ready, na prática só vai poder ter TV de alta definição, independentemente dos autocolantes HD READY e das resoluções de ecrã, se a sua televisão possuir uma entrada HDMI. As entradas DVI, VGA e Componentes não servem para alta definição, a não ser que o conteúdo parta de um PC (conteudo desprotegido e não comercial).

Mas mesmo quem possuir um televisor com as resoluções necessárias e entrada HDMI, não pode ter a certeza que vai ter suporte HD. Os estúdios de Hollywood, preocupados com a pirataria de filmes, fizeram aprovar como standard a norma HDCP da Microsoft. Ou seja se a sua entrada HDMI não for compatível HDCP fica em uma situação semelhante aos televisores equipados apenas com entradas DVI.

Componentes, VGA, DVI, HDMI e HDCP

Os cabos RCA em pares de três nas ligações de componentes (YUV) permitem o uso de progressive scan, e consequentemente conteudo HDTV, apesar de o sinal que por eles transita ser analógico. Para além desse inconveniente, as restrições são idênticas às referidas a seguir pelo DVI. É o método usado pela Xbox 360. Dado que a consola não pode ainda reproduzir conteúdo HD, uma vez que se encontra equipada com um leitor de DVD´s normal não houve a preocupação de proteger o conteúdo de alta definição com copyright que só pode ser obtido em jogos.

O VGA é a ligação mais comum. Apesar de transmitir o sinal digital em analógico, que é convertido em digital de novo quando chega ao televisor, permite uma qualidade de imagem superior às ligações de componentes. No entanto as restrições ao conteudo HDTV são as mesmas dos componentes e do DVI.

DVI, ou Digital Visual Interface permite ligações entre fontes digitais e receptores digitais sem conversões de sinal para analógico pelo meio, como acontece, por exemplo, com os cabos VGA. Uma das várias variantes do DVI, o DVI-I pode igualmente transportar em adição ao sinal digital, o sinal analógico
Este interface apenas transmite imagem, não contendo som, nem permitindo a transmissão de múltiplos canais. Por ser um formato aberto que permite a cópia directa, dificilmente será usado comercialmente com a alta definição, estando previsto que sirva apenas de interface para com Media Centers para reprodução de conteúdo não protegido.

O HDMI ou High Definition Multimédia Interface permite a transmissão de sinal áudio e vídeo sem compressão. Permite a transmissão de múltiplos canais de áudio 5.1. É a tomada definida como standard para as emissões HDTV

O HDCP é uma norma que se aplica às tomadas HDMI. Significando High Bandwith Digital Copy Protection, é uma norma imposta por Hollywood aos fabricantes de televisores. Futuramente apenas os televisores dotados de tomadas HDMI compatíveis com a norma HDCP podem ter a garantia que irão receber e poder reproduzir conteúdo HDTV sem limitações. Esta norma Plug and Play será requerida para reprodução de conteúdo HDTV comercial. O leitor será pesquisado pela presença de uma tomada HDMI compatível com esta norma e que negociará com uma tomada idêntica presente no televisor a emissão de conteúdo de alta definição.

A falta deste protocolo ou da tomada HDMI em um ou mais dos lados não impedirá a reprodução de conteudos, mas a resolução descerá para a definida pela norma PAL ou NTSC consoante a zona em questão.

Os formatos disponíveis

MPEG2-TS

O formato de transmissão da HDTV irá ser MPEG 2. Este formato, actualmente já usado adapta-se bastante bem às necessidades da HDTV. A sua reprodução e captura é bastante exigente, e os usos de processador bastante elevados. Recomenda-se um Media Center equipado com uma placa gráfica ATI ou Nvidia e os codecs adequados, bem como um processador PIV a 2.6 Ghz ou mais (Celerons são para esquecer) para a correcta reprodução (Caso use um Athlon, um 2400+ deverá ser suficiente). A Captura deverá ser feita por hardware com o uso de placas DV com capacidades de captura internas por hardware. A qualidade de imagem é irrepreensível, usando um bitrate de cerca de 20 Mbits, ou seja 4 vezes mais do que o usado por um DVD tradicional, o que implica que um filme pode chegar aos 20 Gb. Pode conter diversos streams de áudio e Video em um unico ficheiro.

DIVX (Mpeg 4)

O DIVX HD não pode ser reproduzido pelos leitores Divx tradicionais de sala. Um leitor certificado DIVX HD é requerido, ou alternativamente um Media Center com processador a 2.4 Ghz ou superior. Recomenda-se um processador PIV a 2.6 Ghz ou Athlon a 2400+ (mais uma vez evite-se os Celerons). As placas gráficas ATI ajudam neste tipo de descodificação, mas convém analisar os resultados obtidos. É que se a ultima geração ATI já suportam plenamente MPEG 4 HD, as gerações anteriores não o fazem (Nas Nvidia somente as série 7 suportam descodificação MPEG 4, suportando igualmente o HD). No entanto, todas as ATI directX 9.0, por suportarem aceleração MPEG4 irão tentar pegar no vídeo e descodificar o mesmo. Por vezes, dependendo do modelos (recomenda-se 9600 ou superior), o resultado final pode ser pior do que o obtido com descodificação somente por software, e nesse caso há que desactivar a aceleração da placa. O bitrate usado é de 12000 a 18000, obtendo-se resultados finais que ocupam cerca de 8 Gb. A qualidade de imagem face aos ganhos obtidos é extremamente boa e compensadora. O DIVX HD permite conteúdos 720p a 4 mbits/s, sendo que o resultado final cabe em um DVD. Pode possuir vários streams de áudio e de vídeo num único ficheiro.

WMVHD

A qualidade dos WMVHD é irrepreensível, e a qualidade das cores impressionante. O uso do CPU é bastante mais elevado do que o dos DIVX, mas as placas Direct X 9.0 todas da ATI e a série 7 da Nvidia oferecem aceleração por hardware. A demo oferecida pela Microsoft STEP INTO LIQUID é extremamente exigente a nível de CPU obrigando a um bom processador (PIV 2.6 Ghz ou Athlon 2400+ minimo). A qualidade de imagem e a definição assemelham-se em tudo ao MPEG 2, apesar do Bitrate ser consideravelmente mais baixo (9,2 Mbits).

Matroska

Provavelmente o formato do futuro que substituirá o DIVX juntando o melhor de todos os formatos de cima. A qualidade de imagem é irrepreensível. Pode possuir vários streams de áudio e de vídeo em um único ficheiro

Plasma ou LCD? Comparativo



Comparação

Televisões de Plasma

Televisões LCD

Vantagem

Tamanho de Ecrã

Os ecrãs variam entre 32 e 60 polegadas.

Plasmas maiores estão a ser produzidos, mas os seus preços ainda são proibitivos para os consumidores.

Os ecrãs variam desde as 13 e as 50 polegadas. São igualmente esperados ecrãs maiores mas os seus preços serão igualmente proibitivos.

Os ecrãs de Plasma são actualmente os vencedores a nível de tamanho. Não só são efectivamente os maiores, como são mais vantajosos a nível de preço, onde um Plasma de 42” pode ser mais barato que um LCD de 32”.

Ângulos de visão.

Até 175º

Até 175º

Actualmente, com a nova geração de LCD’s, a vantagem que os plasmas possuíam neste campo desapareceu. Há presentemente um equilíbrio.

Refrescamentos de Ecrã

Possuem refrescamentos rápidos, e lidam com movimentos rápidos quase tão bem como os tradicionais televisores CRT.

Desenhados originalmente lidar com imagens com pouco movimento. Os modelos de ultima geração refrescam os seus pixels em 8 ms eliminado esse problema e tornando‑os equivalentes aos Plasmas.

Se não lidarmos com LCD´s de ultima geração a vantagem vai para os Plasmas.

“Queimaduras” ou pixels presos

Estes televisores podem sofrer “queimaduras” no ecrã produzidos por imagens estáticas de longa duração, sendo extremamente sujeitos a esse problema. Inclusive os logotipos estáticos dos canais podem ser problemáticos criando um efeito de fantasma permanente. Com tecnologias como o 'pixel orbitor' presente em modelos de nova geração, estes televisores conseguem reduzir este problema.

Os LCD’s não sofrem do problema das “queimaduras” de ecrã, mas podem ter cargas não eliminadas nos pixels, o que produz um efeito semelhante. Pixeis presos, ou como lhes chamamos na gíria “fundidos” são também um possibilidade neste tipo de ecrã.

Os plasmas são muito mais sujeitos às “queimaduras” do que os LCD’s estão sujeitos aos seus problemas. Com a tecnologia "pixel orbitor" que move a imagem um pixel lateralmente de tempos a tempos, a probabilidade de problemas tornou-se equivalente nos dois tipos de ecrãs.

Tempo de vida

Os Ecrãs de plasma possuem uma vida entre 30,000 a 40,000 horas, o que se equivale a três anos e três meses de vida caso funcionasse 24 horas por dia, todos os dias. Após este período a imagem terá um brilho de cerca de metade do original. Dado que a iluminação é dada pelos pixels que não são mais que minúsculas lâmpadas fluorescentes com plasma no seu interior, estas fundem‑se sem qualquer hipótese de reparação.

Os LCD´s possuem lâmpadas fluorescentes que fornecem retro‑iluminação. Estas lâmpadas são passíveis de troca. O custo pode ser actualmente bastante elevado, mas com a massificação das vendas destes televisores estes preços tem tendência a decair.

As lâmpadas dos LCD´s duram mais que as dos plasmas e podem ser trocadas. No entanto ambos revelam‑se boas escolhas para os compradores.

Peso

Os plasmas são bastante pesados e podem necessitar de suportes extras para poderem ser colocados numa parede.

Os LCD´s pesam bastante menos do que os Plasmas do mesmo tamanho.

Os LCD’s são consideravelmente mais leves, mais portáteis e mais baratos de expedir.

Resistencia

Os plasmas são extremamente frágeis, o que os torna difíceis de embalar, expedir e instalar. Ao contrário dos anúncios de TV onde os plasmas estão montados no tecto, os plasmas devem ser instalados por profissionais e em uma parede que aguente bem com pesos elevados.

Muito mais resistentes que os plasmas. Qualquer pessoa pode facilmente montar um LCD onde pretender.

Os LCD’s são muito menos frágeis do que os plasmas.

Resoluções

Exceptuando os modelos de preços proibitivos, a resolução interna é de 852*480. Os plasmas não se encontram sequer adaptados à resolução PAL de 720*576 encontrada nos DVD´s. A alta definição, mesmo que suportada será sempre por re‑escalamento dado que os 1280*720 estão fora de hipótese.

As resoluções variam entre os 640*480 até aos 1366*768. É possível encontrar modelos com resoluções superiores, mas a preços extremamente elevados. Os LCD´s que apregoam alta definição, ao contrário dos Plasmas, estão efectivamente preparados para ela.

Para a televisão de alta definição, os Plasmas são a evitar a todo o custo. A qualidade de imagem da televisão de alta definição em ecrãs que a suportem efectivamente é pura e simplesmente deslumbrante.

Mesmo sem pensarmos em HDTV, a qualidade de reprodução de DVD´s é superior nos LCD´s dado que estes efectivamente suportam a resolução a que estes se encontram.

Instalação

Os plasmas são mais pesados e usam mais energia, aquecendo igualmente mais. Requerem mais cuidado e planeamento sobre o local onde vão ser colocados e a sua montagem, devendo esta ser feita por profissionais.

Qualquer um pode instalar e usar um televisor de LCD, seja pousado numa parede ou nas pernas de apoio.

Os LCD´s são muitomais simples de instalar que os plasmas.

Brilhos

Os plasmas apresentam valores entre os 800 aos 1000 cd/m2, mas são contudo medidos numa escala diferente da usada nos LCD´s. Quando comparada em circunstâncias de “Mundo Real”, os televisores de plasma possuem um brilho tipicamente aproximado a 100 cd/m2.

Medidos numa escala mais adaptada aos standards do “Mundo real”, os LCD’s o brilho médio ronda os 500-600 cd/m2.

Apesar das escalas de brilho no papel serem muito superiores nos plasmas, a realidade é que ambos irão satisfazer as expectativas dos consumidores. No entanto em situações de “Mundo Real”, ou seja durante o dia com luz natural ambiente directa os LCD´s irão apresentar-se com mais brilho. Apenas em locais escuros os Plasmas mostram a sua real imagem.

Espessura

Os mais finos atingem as 3 polegadas.

Os mais finos atingem as 2 polegadas.

Os LCD’s são mais finos que os plasmas em termos gerais.

Performance a grandes altitudes.

Grandes altitudes podem afectar a performance dos plasmas devido à pressão criada no interior do gás contido em cada pixel. Alguns fabricantes possuem modelos específicos para grandes altitudes, mas os seus preços são superiores.

Os LCD’s não são afectados pelas altitudes.

A vantagem aqui vai nitidamente para os LCD´s

Racios de Contraste.

Presentemente os plasmas apresentam rácios de contraste que podem ir até aos 10000:1. no entanto, mais uma vez, a diferença de escalas leva a que em uma situação de “Mundo Real” estes valores decresçam tremendamente, tornando-se inferiores aos LCD´s.

Plasma 3000:1 aprox LCD 200:1*

Plasma 1000:1 aprox LCD 600:1

Os rácios dos LCD para os contrastes são medidos usando standards de “Mundo Real”. Os valores mais comuns são 500-600:1, aparecendo já os 800:1

Os rácios de contraste dos LCD são medidos em situações de mundo real, e superiores aos dos televisores de plasma.

* Fonte = NEC-Mitsubishi white paper



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