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[Consultar arquivo de notícias?]
Autor: Mário Armão Ferreira
Data: 19/09/2006
  GBA Movie Player - M3 lite e M3 mini - Análise
 

Tal como muitos usuários alteram as suas playstations com chips de modo a poderem tirar maior partido da mesma, e poderem correr software que nunca foi suportado oficialmente e desenvolvido por terceiros, na Nintendo DS existem também métodos que permitem executar software de terceiros, os chamados HOMEBREWS.

A cena dos homebrews na DS está particularmente activa, com pessoas a desenvolverem e a lançarem diariamente software gratuito do mais variado, tais como leitores de Mp3, leitores de video, organizers, software de correio electrónico, browsers internet, software de streaming audio, softwares compativeis MSN Messenger,IRC, voip e acima de tudo centenas de jogos. Tudo isto dentro da maior legalidade uma vez que são os próprios autores que criaram e desenvolveram os softwares que os cedem gratuitamente.

No entanto, tal como com qualquer consola actualmente vendida, a Nintendo DS é um sistema fechado, e que apenas permite que lá seja executado software vendido quer em cartuchos GBA, quer em cartuchos slot-1 para a Nintendo DS.

O que aqui apresentamos, os produtos M3, tratam-se de uma mistura de software e hardware, vendida comercialmente, que acrescenta à Nintendo DS a capacidade de ler filmes e ouvir Mp3, entre outras coisas. Permite também executar software caseiro, ou seja, os homebrews.

Actualmente no mercado podemos encontrar várias alternativas aos produtos da M3, no entanto, após exaustiva pesquisa, chegamos à conclusão que os produtos da M3, são provavelmente a melhor aposta. Apesar de não serem os mais baratos, e de possuírem alguns problemas de compatibilidade entre as diferentes versões, que tem vindo a ser resolvidos com o lançamento de novas drivers de gestão da fat dos cartões, a realidade é que são reconhecidos como os mais compatíveis e menos problemáticos do mercado.

Garantindo uma compatibilidade perfeita com Gameboy Mono, Sega Master System, Sega Game Gear, Nintendo (NES), Turbografx16 e Game boy Advanced, a principal peça de hardware usa a slot GBA que a Nintendo DS também possui (note-se que para executar jogos de algumas das consolas atrás referidas, estes tem de ser convertidos, uma vez que os seus cartuchos não podem ser usados directamente).

Ora para a Nintendo DS, se tal não é problemático no que toca a software GBA que pode ser executado directamente, já o software desenvolvido especificamente para esta consola terá de ser executado obrigatoriamente da outra slot. Para resolver esta situação, a M3 vende igualmente um outro produto que redirecciona os pedidos feitos à SLOT-1 para a slot GBA.

Vamos então analisar este produto, começando exactamente pela peça de redirecionamento, o PASSCARD.

M3 Passcard

O passcard, frente e costas

O passcard é essencial para quem pretende usar o leitor de video da M3 de forma a poder executar software especifico para esta consola. Como foi referido este cartão é introduzido na slot especifica da Nintendo DS, a slot-1 e redirecciona os pedidos para aqui feitos pelo sistema para a slot GBA.

Actualmente há sistemas, muito recentes e com compatibilidade e qualidade ainda por confirmar, que não necessitam de mais nada na slot GBA. No entanto, a compatibilidade com esse sistema perde-se, e dadas as centenas de peças de software de elevada qualidade, desenvolvidas para este sistema ao longo dos já vários anos da sua existência, achamos preferível o uso deste conjunto.

Existem actualmente à venda duas versões do Passcard, sendo que uma delas, mais antiga e em fins de stock, faz o boot directo da consola para o software da M3. Já a nova versão passa pelo menu de arranque da consola permitindo escolher o que fazer. No entanto, dado que o passcard só é mesmo necessário para aceder ao M3, parte-se obrigatóriamente do principio que este estará inserido na slot GBA, não deixando muito interesse ao facto de no arranque se passar pelo menu da consola, que no fundo cria um tempo de paragem obrigatório e que em 99% das vezes será dispensável.

Existe contudo um 1% de vezes que o novo passcard poderá mostrar alguma vantagem face ao anterior, e que é quando precisamos de mudar a luminosidade do ecrã da consola, o que só pode ser feito no menu de arranque da consola. No entanto, o numero de vezes que se faz tal é de tal forma reduzido que não justifica a paragem. Aliás os possuidores do cartão antigo, podem aceder igualmente ao menu da consola, bastando para isso remover o cartão da slot. Pelos motivos expostos, questiona-se se a novidade introduzida é efectivamente bem vinda ou não. O boot directo é porém uma opção, e com certeza vai ser algo que todos vão utilizar.

O boot directo para o menu do M3 GBA movie Player, e a paragem do novo sistema no menu da consola.

M3 GBA Movie Player

O GBA movie player é uma peça que se insere na slot GBA, e que para álem de possuir uma memória interna de 32 megas usada para fins diversos, como savegames e maior velocidade nas transferências de dados, é basicamente um leitor de cartões de memória.

Actualmente poderemos encontrar no mercado versão para Compact Flash, SD, Mini SD e Micro SD. As versões CF são, por via das necessidades, dando o tamanho do cartão, extremamente volumosas, saindo em demasia da consola, especialmente nas versões lite, como as duas consolas da foto. Para além do mais, o cartão entra lateralmente, o que obriga a remover o cartucho sempre que se necessita de aceder ao mesmo para alterar o seu conteúdo. Os compact flash são contudo os cartões que maior capacidade apresentam, se bem que tal se torna irrelevante dado o pequeno tamanho do software da Nintendo DS, onde 1 GB oferece já um mundo de hipoteses.

A versão SD é mais compacta, mas mesmo assim volumosa. Da mesma forma o cartão entra lateralmente obrigando a remover. É um cartão mais rápido que o CF e igualmente mais suportado podendo ser usado em praticamente todo o tipo de sistemas actuais.

Os mini sd e os micro sd possuem todas as vantagens dos SD, uma vez que trazem um adaptador para este. São contudo bastante mais pequenos, o que lhes permite outro tipo de versatilidade.

As diferenças de dimensões entre cartões e os respectivos adaptadores SD

Dada a facilidade de conversão dos formatos mini e micro em SD, estes tornam-se sempre mais vantajosos que os SD normais. para além do mais, pelo seu tamanho reduzido as versões do M3 GBA para estes cartões tornam-se mais atractivas, e as duas versões preferenciais. Aqui vamos exactamente analisar a versão M3 Perfect Mini SD e a versão M3 perfect lite que usa Micro Sd.

Note-se que poderão existir ainda em alguns sitios à venda a versão M3 Pro mini. Esta versão que usa igualmente mini sd, é contudo maior em termos de dimensões do que a M3 Perfect Midi SD. As suas características são idênticas, e a compatibilidade com os sistemas Sd é ligeiramente maior (não requer software compilado com as drivers mais recentes de gestão da fat para funcionar), mas as suas dimensões tornam-no pouco atraente, destoando bastante na consola.

A nivel de software interno todas as versões usam o mesmo software, que pode explorar a memória arrancando programas, ler Mp3 ou videos, e mesmo consultar ficheiros de texto.

O explorador da m3. O seu aspecto é completamente costumizavel.

M3 Perfect Mini SD

O M3 Perfect Mini SD é a segunda versão do M3 Pro Mini, e é tambem conhecido como M3 Mini v2, pode ser encontrado em duas versões, uma prateada e uma semi-transparente. Trata-se de uma questão de escolha pessoal e de gosto, mas é nossa opinião que a versão prateada se adapta melhor à consola branca e a semi-transparente à preta.

As duas versões do M3 Perfect mini SD, vendidas em separado.

Esta versão do m3 é talvez a mais problemática, uma vez que não é 100% compativel com as anteriores. Isto obriga a que o software homebrew desenvolvido seja compilado usando as ultimas drivers da FAT (versão 16 ou a recentemente lançada versão 17). O software homebrew compilado com versões anteriores não funiona aqui, mas diga-se que todo o software que vale realmente a pena, e que é reconhecido como possuindo alguma qualidade, foi recompilado ou está em vias de ser recompilado com estas drivers e está já disponível para esta versão. O mais certo é mesmo que apenas quem possuiu o cartão nesta fase de transição se aperceba desse problema, uma vez que tudo o que está a sair agora prevê já este cartão.

A realidade é que apesar de a DS estar já no mercado à algum tempo, apenas agora os programadores caseiros começam a possuir os conhecimentos necessários para começarem a lançar software de qualidade. Diga-se aliás que o grande boom do homebrew surgiu com o lançamento da DS lite. Por esse motivo a questão da compatibilidade deste cartão é um problema menor, dado que as drivers já existem, e o software está a tomar o cartucho em conta. Note-se que este problema só existe em software que use mais do que 1 ficheiro (cerca de 5% do total), pois a incompatibilidade só se manifesta quando o software tem de aceder ao cartão.

As DS com ambas as versões do M3 mini.

Apesar de sair ligeiramente da consola, este cartucho possui uma grande vantagem sobre todas as outras versões. A entrada do cartão é frontal, e tal permite remover o mesmo sem ser necessário a remoção do cartucho. Esta opção revela-se interessante por diversos motivos, mas especialmente no que toca à preservação do bom encaixe da slot, e à facilidade de troca de conteúdo para aqueles que possuem 2 cartões ou mais. E diga-se que a actualização ou mesmo correcção de opções de instalação obriga a remover o cartão e a inserir o mesmo num pc, o ocorre com bastante frequência. Este é o ponto forte desta versão do cartucho, e que com certeza influenciará a compra de muita gente. A dimensão do cartucho é idêntica à dos jogos GBA oficiais, e como tal não é algo que destoe completamente uma vez que a slot foi concebida propositadamente para eles.

M3 Perfect Lite

A versão Lite é a mais recente versão do M3. Apresenta como pontos fortes uma suposta compatibilidade com as versões originais do cartão, bem como o facto de o cartão ficar 100% inserido na slot GBA sem qualquer saliência indesejada. A embalagem traz um circuito electrónico com um leitor de mini sd e a memória interna, bem como três caixas de cores diferentes para este ser inserido.

As duas versões do M3 mini e as três caixas para o circuito do m3 Lite

Os dois lados do circuito do m3 lite.

A colocação na consola revela o efeito desejado. O cartucho fica realmente inserido totalmente no interior da slot. Note-se contudo que infelizmente a M3 não optou pela entrada frontal do cartão como na versão mini, mas sim pela entrada lateral. Tal cria novamente o problema de se ter de remover e recolocar o cartucho a cada vez que se altera o conteúdo do cartão, e como foi dito, tal é algo que acontece com bastante frequência.

Para além do mais, a qualidade dos plásticos usados nesta versão não se compara aos plásticos da consola. E se é verdade que esteticamente o cartucho deixa de chamar a atenção pelo facto de ser ligeiramente saliente, aqui não deixa de destoar pela diferença na cor e no acabamento dos plásticos.

Os m3 lite inseridos Devido à fraca luminosidade na altura da foto, a versão negra aparenta ser igual à consola, mas na realidade a diferença é tão visível como na versão branca.

No entanto, apesar dos inconvenientes da colocação do cartão na posição lateral, acredita-se que a equipa M3 pensou no que fazia. A comprova-lo está o facto de a tampa original da consola poder ser separada em duas peças, e a tampa superior, com o revestimento brilhante poder substituir o plástico de pior qualidade das tampas fornecidas.

Há que referir também que esta solução é provavelmente a mais cara de todas, dado o custo mais elevado dos Micro SD.

Já quanto à referida compatibilidade melhorada, os nossos testes, apesar de poucos e simples, revelaram que efectivamente a mesma está melhorada, mas no entanto também tivemos problemas com o seu uso. Apesar de outras reviews dizerem o contrário não conseguimos executar o DSDOOM nem o NITRO TRACKER com sucesso. O primeiro bloqueia exactamente no mesmo sitio onde bloqueia o DSDOOM, mas no entanto o segundo permite navegar no cartão com sucesso, apesar de bloquear pouco depois. Estes dois programas executaram perfeitamente no M3 Pro Mini que não está a ser analisado aqui.

Conclusão

O pack passcard + M3 GBA movie player é um produto extremamente interessante e que abre um mundo de novas possibilidades à consola. As versões M3 Lite e M3 Mini são provavelmente as mais interessantes do conjunto. Sendo o M3 mini do mesmíssimo tamanho de um cartucho de jogos GBA, não se pode considerar como inconveniente aquilo que este sai relativamente à consola, uma vez que ela foi pensada e concebida para correr jogos nessas mesmas circunstâncias. A escolha depende de cada um.

M3 Mini M3 lite
Compatibilidade c/ homebrews de execução directa 9/10 10/10
Aspecto estético 9/10 10/10
Facilidade de uso 10/10 9/10
Custo 10/10 9/10
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