AMD enfrenta Nvidia e lança o GPUOpen, uma iniciativa destinada a combater o GameWorks.

A AMD pretende desta forma acabar com as disparidades de performances artificialmente criadas pela Nvidia, colocando igualmente código optimizado seu nos jogos.

O Gameworks da Nvidia é uma iniciativa exclusiva desta empresa e na qual os jogos abrangidos são contemplados com a colocação de código optimizado para as placas desta empresa. O resultado é, em quase todos os casos, um atropelar das performances da concorrência.

Nesse sentido a AMD abre uma iniciativa Open Source para concorrer com a Nvidia e que vai permitir explorar as caraterísticas não só da Nvidia, mas de todas as placas gráficas existentes, ao máximo.

Recorde-se que as placas AMD já estavam preparadas à muito mais anos do que as da Nvidia para o suporte DirectX 12, sendo que no entanto essas capacidades foram negligenciadas pela falta do API que tirasse partido delas.

Atualmente a AMD possui ainda muitas características no seu hardware que estão negligenciadas e que nem o DX 12 usa, daí que esta iniciativa destina-se à criação de rotinas que possam aproveitar esse hardware, bem como optimizar o código para as suas placas em geral. E essa situação pode ser aplicada por todos os fabricantes!

O GPUOpen é composto por duas áreas: Jogos & CGI para a criação de gráficos de jogos e criação de conteúdos, bem como Computação profissional para computação de alta performance no GPU em aplicações profissionais.

O GPUOpen baseia-se em três princípios:

  1. O primeiro é fornecer código e documentação que permita aos criadores PC o exercer de mais controlo no GPU. A corrente e futura arquitetura (como a Polaris) incluem muitas caraterísticas não expostas nos atuais APIs gráficos para PC, e o GPUOpen pretende dar aos criadores algumas formas de aceder a essas características. Para aláem de se criar vantagens de qualidade ou performance tal acesso tambem permitirá a passagem simplificada de jogos da atual geração de consolas (XBox One™ e PlayStation 4) para o PC.
  2. O segundo é um compromisso com o software open source. A comunidade de desenvolvimento de jogos e gráficos é um conjunto de entusiastas que acredita no valor da partilha de informação. Acesso total e fléxivel à fonte de ferramentas, librarias e efeitos é um pilar chave da filosofia do GPUOpen. Apenas pelo uso de acesso open source access serão os criadores capazes de modificar, optimizar, corrigir, portar e mesmo aprender a partir do software. O objectivo? Encorajar a inovação e o desenvolvimento de técnicas de grafismo fantásticas e a optimização dos jogos PC.
  3. O terceiro é um compromisso colaborativo com a comunidade de criadores de software. O GPUOpen software é alojado em repositórios de código públicos como o GitHub como uma forma de permitir a partilha e a colaboração. Engenheiros de diferentes funções irão regularmente escrever posts nos blogs acerca de vários tópicos relacionados com o GPU, tecnologias de jogos e notícias da indústeia.

Por criadores, para criadores


É um objetivos primordial no design do GPUOpen criado por criadores para criadorescreated by developers, for developers, manter os elementos de marketing ao mínimo. A criação do Radeon Technology Group liderado por Raja Koduri foi uma peça chave em tornar o GPUOpen numa realidade que nos excita agora que este projeto é lançado.
Hoje é o nascimento do GPUOpen e tal como qualquer recem nascido, tem de crescer. À medida que adicionamos conteúdo nos próximos meses iremos estar a ouvir o feedback dos criadores e dar-lhes as respostas necessárias.
É altura de se abrir o GPU. 

A iniciativa está alojada no website GPUOpen.com.

É engraçado como a AMD ao longo dos anos sempre pensou no mercado como um todo, ao passo que a concorrência só pensa no benefício próprio. O Mantle foi lançado como um API aberto, mas a Nvidia recusou-se a participar do mesmo, e as tecnologias proprietárias da AMD são todas suportadas pela Nvidia uma vez que a AMD lhes fornece o código fonte. Mas do lado da Nvidia nunca se viu uma única iniciativa que não fosse exclusiva das suas placas.

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Readers Comments (3)

  1. Para além daquilo que está mais que discutido nas consolas (GPGPU, computação assíncrona, multinúcleo), que outras características por explorar tem o Hardware AMD?

    É que me tenho posto a pensar, nestes dias, que vantagens, para além da óbvia comodidade para as empresas e desenvolvedores, teriam empresas como a Sony em continuar a apostar no x86 de futuro…

    Mais núcleos no CPU e mais núcleos no GPGPU levarão o seu tempo a optimizar claro (há rumores que com o Zen chegarão também os primeiros CPUs de 16 núcleos), mas ponho-me a pensar…

    … em termos de permitir aguentar e dar o “molho secreto”, que mais há?

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