Gears of War 4: Análise ao jogo e explicações sobre o seu final

Gears 4_4

Gears of War foi um dos jogos que marcou os visuais de uma geração, tendo mesmo sido um dos jogos responsáveis pelo facto de a Xbox 360 vir equipado com 512 MB de RAM. Gears of War 4 é a primeira versão do jogo para a Xbox One, e mais uma vez, é visualmente marcante. Aqui analisamos o jogo e o seu final que se revela bem mais complexo do que pode parecer à primeira vista.

No que toca aos jogos Xbox, Gears of War sempre foi o jogo que colocou a fasquia da qualidade no seu topo.

E nesse aspecto, quando a Beta (que depois soubemos ser na realidade uma alpha, mas que alguem resolveu chamar de Beta), do jogo saiu, esta decepcionou tremendamente a nível gráfico (normal numa Alpha, anormal numa Beta), parecendo quebrar completamente com a tradição imposta pelos jogos anteriores.

Mas a versão final de Gears 4 nada tem a ver com a Beta. E o jogo, mais uma vez, eleva a fasquia colocada na qualidade gráfica dos jogos Xbox. E perante uma Xbox tantas vezes criticada e sub aproveitada, os resultados são fantásticos. A Coalition conseguiu tirar o coelho da cartola e, talvez pela primeira vez, mostrar efectivamente aquilo que a Xbox One consegue fazer.

Alguma da geometria do jogo continua quadrada, mas é apenas uma pequena parte e em alguns níveis, sendo que no global, face à Beta a diferença é como da água para o vinho.

gears-alpha

Sim, isto é uma imagem ingame de Gears 4 na sua fase multi jogador Beta (que afinal era uma Alpha)

E sim, isto é uma imagem ingame da versão multi jogador final.

gears-3

E esta é uma imagem ingame da versão campanha final.

Mas o mais impressionante é que Gears não usa um motor de jogo devidamente e especificamente criado para si. Sim, é certo que os anteriores Gears of War corriam numa versão bastante alterada do Unreal Engine 3, alterações essas que certamente terão sido aplicadas ao novo Unreal Engine 4. Mas o certo é que o jogo usa um motor genérico onde não só o resultado final está acima do que já vimos em outros jogos que usam este motor, como é mesmo dos melhores resultados alguma vez vistos numa Xbox One.

E tal como Uncharted 4 o jogo usa um sistema de iluminação global acompanhado de luzes dinâmicas com rendering de shaders com propriedades físicas que elevam o grafismo a um nível superior.

Onde tecnicamente Gears falha um pouquinho face a Uncharted 4 é na transição entre as cut scenes e o jogo. Elas estão boas! Diria mesmo que estão excelentes, mas não possuem a mestria visualizada no jogo da Sony. Na passagem entre as cutscenes e jogo torna-se notória uma diferença na qualidade dos cubemaps, da profundidade de campo, dos lens flares, do pós processamento e particularmente dos modelos das personagens na geometria, no detalhe da pele e do cabelo. Mas nada de especialmente marcante, sendo que  no global a qualidade mantida é tão boa, tão acima da média, e tão próxima do conseguido em Uncharted 4, que se torna necessário estar bastante atento para se perceber estas situações.

gears-2

 gears-ingame

O jogo corre em DirectX 12 e possui uma versão PC oferecida gratuitamente para quem comprar o jogo digitalmente. E o facto de o DX 12 estar lá nota-se, particularmente no número de luzes dinâmicas por cena que se revela claramente superior ao que vemos em jogos DX 11. Mas onde o jogo entra em alguma mestria própria é no capítulo da destruição dos cenários perante os Wind Flares: Há ali uma mistura de situações scriptadas e dinâmicas que associadas às animações criadas pelo GPU em simulação de partículas, animação de vegetação, possibilidade de destruição de muitos dos locais onde nos protegemos e um excelente sistema de detecção de colisões, colocam o jogo num patamar elevadíssimo que dificilmente seria alcançado com um API de baixo nível. É ainda de destacar efeitos como screen space reflections, efeitos volumétricos e de transparência aplicados ao fogo, poeira, terras, etc, bem como de animações de partículas e efeitos de tempo e física aplicada aos cenários destrutiveis, que só podem estar a ser calculados pelo GPU uma vez que estão excelentes e não penalizam as performances, permitindo à consola manter sempre os 1080p 30 fps.

 gears-5

Estas situações passam para o PC que, graças a uma das melhores optimizações DX 12 que já vimos, consegue um jogo com umas performances invejáveis. E onde na Xbox One temos um jogo a 30 fps, num PC com um processador i7 e uma placa gráfica como uma r9-280x/geforce 780 ou superior o jogo consegue atingir os 60 fps com a mesma qualidade da consola, sem problemas.

Naturalmente a versão PC permite depois algumas brincadeiras extras como o supersampling para 8K (sim, 8K), bem como uma série de opções ao nível do detalhe que pode atingir valores como Ultra e Insane.

A questão é que seja qual for o nível de detalhe, este é sempre impressionante, e o conseguido com a Xbox One é uma proeza digna de registo, marcando uma nova era na consola a nível de visuais, levando a questionar que raio tem vindo a ser feito até agora onde outros produtores lutaram com os 1080p e a performance. Aqui prova-se de uma vez por todas aquilo que a consola pode fazer… e acreditem que não é pouco!

gears-6gears-4

Daí que a haver um Gears of War 5, com a experiência acumulada anterior, a nível técnico, os resultados só podem ser impressionantes.

Infelizmente nem tudo em Gears of War 4 é exactamente fantástico. O jogo é o típico Gears! E mantêm-se um Gears clássico até ao fim! Há mudanças de cenários, de inimigos, mas a formula repete-se de início a fim. Esconder, disparar, matar, mudar de sitio… e repetir a dose! E apesar de algumas tentativas de introduzir variedade, elas não são face ao volume total de jogo, verdadeiramente relevantes.

Este é um dos problemas da fórmula de Gears, e um problema que quase todos os jogos sofrem. É certo que mudar os cenários ajuda, mas Gears não introduz verdadeiramente nenhuma mecânica nova. Pelo menos não introduzida de forma a ser relevante e inovadora.

Depois, perante tanta qualidade quer no grafismo, quer nas animações há certas situações no jogo que são faltas de pormenor incompreensíveis, apesar de algumas estarem presentes desde o início da série, sendo por isso já parte da imagem de marca da franquia:

  • As personagens são pesadas – São-no desde o primeiro jogo da série, mas tal torna-se pouco compreensível quando a personagem sem a pesada armadura se comporta e move como quando a tem, especialmente em corrida, onde a personagem curva como se estivesse movida por uma força centrifuga que a impede de curvas apertadas. E infelizmente essa mecânica e a falta de associação da mesma ao peso torna-se mais notória quando a determinada altura controlamos dois robots gigantes, com a altura de um prédio, e curiosamente, os mesmos, apesar de terem largas dezenas de metros de altura e de pesarem várias centenas de toneladas, continuam a mover-se e comportarem-se exactamente da mesma forma que quando temos sob controle as personagens humanas.
  • O peso das coisas é pouco relevante – Algo já basicamente referido no ponto anterior, mas agora expandido a outros pontos. Apesar de o jogo fazer uma personagem carregada com uma arma pesada mover-se mais devagar, o peso parece esquecido quando a mesma é largada pois ela é atirada ao ar como se fosse uma das pequenas armas do jogo. Aqui não há distinção na animação pois na prática não há distinção de pesos. Tudo não passa de uma animação, o que se torna notório quando a personagem, apesar dos problemas em andar com a arma, supostamente devido ao seu peso, caso encontre uma escada ela agarra na arma com uma mão e sobe à mesma velocidade que subiria se tivesse outra arma qualquer mais leve. Da mesma forma, se a personagem estiver escondida atrás de um muro e lhe for dado comando para saltar o muro, mais uma vez o peso da arma que a impede de se movimentar de forma célere é temporariamente esquecido, com o salto a ocorrer com toda a ligeireza.
  • As animações parecem esquecer que as personagens estão vestidas com armaduras rígidas – Infelizmente há algumas cenas no jogo onde tal salta tremendamente à vista. Como sabemos as personagens vestem umas armaduras rígidas de um componente qualquer que não conhecemos. Mas quando se abraçam, os peitos encostam-se como se as armaduras não existissem, dando a entender uma deformação que na realidade não pode existir. As personagens não deveriam nessas animações ter essa maneabilidade de movimentos!
    O caso é mais vincado na cena onde JD Fenix dá uma massagem cardíaca a Marcus Fenix, e lhe pressiona o peito sem lhe retirar a armadura (a armadura nem sequer cede, mas ele continua a massajar e dar murros sobre a mesma). Ora se a armadura é rígida, algo bem visível na animação, sendo mesmo capaz de parar balas, como é que JD espera que uma massagem cardíaca sobre a mesma atinja o coração do seu pai?
    Aliás, se armadura fosse flexível ao ponto de uma pressão de umas mãos a permitir dobrar, como é que as mesmas param as balas? Um colete maleável até pode parar uma bala, mas o impacto seria de tal forma que a dor do mesmo seria terrível e incapacitante. Pormenores… mas que chama a atenção por não serem minimamente realistas.

Mas apesar da sua existência, não é que estes pequenos pormenores sejam verdadeiramente impactantes no jogo, pois não o são. O nível de tudo o resto está tão elevado, que estas pequenas coisas se calhar chamam mais à atenção do que deveriam. Mas… é um jogo! E aqui não há que se ter realismo a 100%. No entanto, dado que tecnicamente a comparação com Uncharted 4 se torna tão relevante, pela qualidade do apresentado, esta comparação surge. Não fosse o facto que o jogo da Naughty Dog é de uma obsessão com o pormenor tremenda.


gears-1

Já quanto à história do jogo… mesmo parecendo algo isolado face aos anteriores, apenas pegando no mesmo universo para continuar o jogo, na realidade não é assim! A história encaixa e entrelaça-se perfeitamente no existente, e dá mesmo continuidade ao que já existia de uma forma que se calhar nem todos perceberam, integrando este novo capítulo plenamente com os anteriores.

E a realidade é que a história de Gears of War é complexa… bastante complexa… E as personagens tem um background bem construído e solido. Daí que quem jogar este jogo como sendo o primeiro Gears of War não compreenderá muito do que se passou. Nesse aspecto o jogo começa com uma série de missões que basicamente revivem algumas das principais batalhas disputadas no passado, de forma a tentar enquadrar o jogador. No entanto tal situação pode ser um pouco confusa para muitos que não entenderão bem o que se está a passar no início!

Tratam-se de batalhas nunca antes vistas num videojogo Gears e incluem o Emergence Day, o dia em que os Locust sairam de baixa da terra em todo o planeta Sera e uma batalha chave da Pendulum Wars, uma guerra que durou 79 anos entre as duas superpotências do planeta Sera, a COG (Coalition of Ordered Governments) e a UIR (Union of Independent Republics) para controlo dos recursos do planeta, em particular a Imulsão, um fluido luminescente, altamente volátil descoberto durante a exploração de petróleo no planeta e que Adam Fenix mais tarde descobriu ser na realidade um ser parasita que se alimentava de outras criaturas e que está por detrás do aparecimento dos Locusts.

Ora quem não seguiu a história de Gears of War não deverá ter ouvido falar da Rainha Myrrah, uma humana que esteve por detrás de toda a guerra entre os Locusts e os Humanos. Não vamos agora discutir o que levou esta humana a ser rainha dos Locusts, ou o que os levou a tomar esta humana como rainha, apenas pegar neste dado para entrar em algumas considerações sobre a forma como este Gears of War 4 se enquadra na história geral, e mostrar como o seu final é bastante mais complexo do que dá a entender.

Avisa-se que estes parágrafos que se seguem contêm vários Spoilers, pelo que aconselhamos que só leiam se já terminaram o jogo. Se não acabaram o jogo retomem a leitura após o próximo parágrafo a negrito.

A história de Gears 4 é talvez das melhores de toda a série, mas não é uma historia perdida. E isso porque a série tem todo um background de enorme qualidade. E este jogo encaixa-se no que já existe de uma forma muito superior ao que se calhar muitos se aperceberam. Não é apenas um encaixar de continuidade… é muito mais do que isso, com inúmeras referências ao já sucedido anteriormente.


Para começar, o final do jogo dá-nos a perceber uma situação que se calhar passou ao lado. É que o que se passou neste jogo é apenas o início de uma nova história, e que há muito mais para vir! Pode parecer que o jogo apresente um final definitivo… mas não… longe disso!

Eis alguns pormenores que podem ter passado despercebidos:

Perto do final os robots da COG, conhecidos por DeeBees atacam os Locusts evoluídos que existem neste jogo. E algo se passa! Os espiões dos “pouncers” mudam a obediência destes robots, dando margem para grandes liberdades no futuro.

Por outras palavras, a COG pode e vai certamente sofrer nas mãos dos Locusts, e só por aí há muito que desenvolver.

Mas a grande questão que muitos sem conhecimento do background do jogo poderão não ter percebido é: Porque motivo a mãe de Kait, Reyna, não foi morta como os outros?

A resposta estava à frente dos nossos olhos desde o início. Para quem conhece a série, Reyna possuiu uma grande semelhança, particularmente ao nível dos olhos e nariz, com uma antiga personagem… A Rainha Myrrah!

myrrah_reyna

Mas uma semelhança não é nada… apenas uma coincidência, certo? Na realidade… não! A cena final, onde Kait recebe da sua mãe o medalhão que era da sua avó, que ela nunca conheceu, revela algo que explica tudo. Apesar de Kait encarar a frente do medalhão como a parte mais trabalhada, esta deixa ver a traseira do mesmo. E o que vemos ali?

O símbolo da horda Locust… Usado por Myrrah, e significando que Kait é, quase certamente, neta da Rainha Myrrah. E isto dá pano para mangas para desenvolver a história… muita história! Porque os Locust querem novamente a sua rainha, mas Kait está longe de desejar tal coisa.

horda-locust

Conclusões

Voltando à análise do jogo em si, Gears of War 4 é talvez o melhor Gears da série. Uma história muito bem contada, muito bem estruturada, e com um lado humano muito grande. É uma proeza técnica e gráficamente diria que é o melhor jogo da Xbox One.

A versão PC é igualmente uma proeza ao mesmo nível, especialmente pela facilidade como se extraiu performance da mesma. Se Uncharted 4 é a maior proeza obtida na PS4, Gears 4 é mesmo na Xbox One. E não sendo comparáveis a nível de jogo, ambos são comparáveis na forma suprema como extraem a performance da consola de forma perfeita com um grafismo de qualidade num um jogo fluido e sem bugs.

Sim, é certo que o jogo pode por um lado ser apenas mais Gears, mas as batalhas bem estruturadas, a presença de “Bosses”, e a variedade na história apresentada levam a que seja um Gears imperdível. Seja para quem já jogou tudo o resto, seja para quem nunca jogou nada da série.

E com jogos desta qualidade e mestria, a Sony tem de abrir os olhos… afinal potência no hardware só por si não chega, é preciso software que seja de qualidade e demonstre o que ali esta. E mais uma vez, tudo aponta para que este será um período de Natal onde não se prevê que a Sony possua verdadeiros trunfos face à qualidade dos jogos exclusivos da Xbox One.

É por todos estes motivos e mais alguns, um jogo a não perder!

Publicidade

Posts Relacionados

Readers Comments (22)

  1. Mário desculpe me meter ao barulho, pois não tenho Xbox One, nem um PC para jogar este jogo. Mas continuando e aproveitando a análise, uma coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas reclamando do lag deste Gears. Procede estas reclamações?
    http://criticalhits.com.br/lag-de-gears-of-war-4-faz-streamer-quebrar-controle-durante-transmissao/

    https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=/amp/s/www.vg247.com/2016/10/12/gears-of-war-4-lag-causes-streamer-to-lose-it-break-his-controller/amp/&ved=0ahUKEwjPg-apkpLQAhVGx5AKHQJsAnUQFggwMAM&usg=AFQjCNFvAd7XXoXYAjAMwol-UorZDk9wtA&sig2=LJIDO2SGvCLjww9xdbJZbw

  2. Otima analise , ano que vem é scalebound, sea of thieves e crackdown

  3. Excelente análise, jogo realmente está com gráfico lindo, mas a jogabilidade é uma das melhores, correr e atirar em Gears of war 4, é muito diferente de outros jogos, da um prazer inexplicável a sensação de matar os inimigos!!
    Mas o melhor do jogo pra mim é o modo horda!

    Eu ainda não joguei quantum Break, um amigo vai emprestar, mas visualmente ele é o jogo mais bonito do Xbox One certo?

    Voltando falar de Gears jogar com o Som da TV e com Headset nossa muita diferença.
    Mas não é legal ficar tirando meu Headset do Play 4, colocando no Xbox One, depois colocando de novo no Play 4, vou acabar quebrando..

    Mario eu não entendo nada de áudio, mas claro que com Headset escuto coisas que pela TV não consigo, poderia falar qual compensa mais desses 3 fones, são preços parecidos, mas a qualidade deles não sei se é boa!!

    O primeiro e oficial do próprio Xbox One, então deve ser uma boa qualidade!
    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-710101668-headset-fone-xbox-one-stereo-com-adaptador-microsoft-_JM

    O segundo da Turtle Beach, uso essa marca no meu play 4, e acho muito boa, mas o que uso PX4 é 5.1 e sem fio esse é com fio, e acho que ele não é 5.1 pelo menos na descrição não está.
    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-737408916-headset-turtle-beach-recon-60p-ps4-ps3-xbox-one-pc-_JM

    E por ultimo é um sem fio foi indicação de um amigo, e funciona tanto no play 4 como no Xbox One, mas nunca ouvi falar dessa marca SJX.
    http://www.submarino.com.br/produto/10512967/headset-fone-de-ouvido-2.4ghz-sem-fio-para-xbox-360-xbox-one-ps3-ps4-pc-mac-hc-s2039?WT.srch=1&condition=NEW&epar=bp_pl_00_go_g35210&gclid=Cj0KEQjwhvbABRDOp4rahNjh-tMBEiQA0QgTGtXsEfLK9_taA-x_5cTDeXKWP4xWQ0mEwdROBxX0anEaAup-8P8HAQ&opn=XMLGOOGLE&sellerId=17369226000167

    obrigado!

    • Quantum Break é um bom jogo, com um bom grafismo, mas não diria que é o mais impressionante da Xbox One.
      Pode-o ser a nível de modelações pela forma fantástica como as personagens estão bem representadas, mas de resto o grafismo apenas se destaca pela luz realista.
      Visualmente é bonito, mas tecnicamente impressionou-me mais o Gears pela quantidade de efeitos presentes no ecrã.

    • Não conheço ao pormenor nenhum dos três. A melhor marca é a turtle, mas isso não significa que sejam os melhores.
      O que te recomendo é que sigas as recomendações de quem já testou. Se o teu amigo recomenda os JSX, tenta experimentar uns e caso a qualidade te agrada fica por aí.
      Eu uso uns Triton, que dão para ambas as consolas e não foram caros.
      Já agora vi um video dos JSX e ele liga à saida óptica e USB. Se por um lado isso é bom, para usar em mais do que uma consola, obriga a andares a mexer na parte de trás delas, o que nem sempre é fácil.

    • Até agora de todos os jogos dp xbox one que joguei quantum break é o mais impressionante tecnincamente.

  4. Excelente texto, o melhor que li sobre o jogo. Tenho todos os Gears, inclusive este, e para mim o melhor foi o 2 em história por conta da dramaticamente, este Gears está mais para um belo filme de aventura. Sobre a proeza técnica vc está certo Mário, o uso da Dx12 num estúdio interno mostrou o que o console é capaz. Tenho que levantar um questão: muito se disse sobre a falta de inovação do jogo como ponto negativo e fico a pensar.. Uncharted mudou a fórmula? Foi criticado por isso? Foi a primeira experiência da Coalition com Gears, a ultimate foi baseado em algo que já estava pronto, e eles acertaram em não alterar muito o jogo pois a dinâmica desse tipo de ação funciona dentro desse modelo
    Para o futuro, a fórmula deve ser ainda mais aperfeiçoada… Quem sabe num mundo aberto??? Um detalhe chamou minha atenção: há um diálogo entre Jd e Marcus onde eles debatem sobre aquelas tempestades e sua permanência… Isso me fez lembrar o filme Hilander 2 onde um Estado opressor mantinha um escudo que substituía a camada de ozônio.. Será que no Gears aquelas tempestades são mantidas pela Cog? Grande abraço Mário

    • Uncharted é o jogo mais revolucionário desta geração por mil e uma razões. O jogo no entanto não deixa de ser Uncharted mas com componentes novas e radicalmente diferentes.
      Não inova muito em nenhum aspecto, mas inova um bocadinho em tantos aspectos que se torna radicalmente diferente.
      Muitos destes aspectos estão igualmente em Gears (especialmente a gráfica e a física), mas no que toca à dinâmica de jogo ela continua um pouco mais idêntica à de sempre com o jogo a ser claramente um corredor com alguma zonas mais abertas com a mecânica do disparar e proteger sempre presente.

      Eis algumas das novidades a nível de dinâmica de jogo que Uncharted trouxe face aos jogos anteriores.
      – Acrescenta novas dinâmicas de jogo com a introdução da corda e do espigão.
      – O mundo deixa de ser completamente linear. Não é aberto, mas é amplo o suficiente para dar a ilusão de grandeza e permitir alternativas de jogo.
      – Certas zonas podem ser abordadas de forma 100% furtiva.
      – Podes agora conduzir veiculos.
      – Os veiculos trazem não só a sua dinâmica própria, mas igualmente outras extras, como o guincho que se revela fundamental no jogo.
      – Tens níveis debaixo de água.

      Todas estas dinâmicas não se limitam a aparecer. Elas são parte integrante do jogo e estão presentes por tempo considerável.

      Naturalmente que as dinâmicas do jogo são quase imutáveis. São elas que definem o jogo. Os problemas com as personagens a curvar durante a corrida são já imagem de marca de Gears. Mudar isso seria mudar uma dinâmica definidora. Torna-se dificil acrescentar e inovar mantendo a génese e a veia original. Daí que nas mecânicas não podes acrescentar muito.

      Uncharted acrescentou… Muito acima da média.

      E não só inovou aí como em outros campos. Grafismo, fisica, interactividade, story telling, e acima de tudo naquilo que eu acho ser a caracteristica mais importante desta geração, a atenção ao pormenor e detalhe.

      Gears of War 4 tenta seguir alguns dos passos de Uncharted, e isso é, a meu ver, de louvar. Tem igualmente novas dinâmicas, mas que se revelam pouco expressivas no tempo de jogo, mas no capitulo do grafismo está impressionante e no de story telling, acho que entra pela vertente mais humana de Uncharted.
      Peca mais é no detalhe e pormenor.

      No entanto eu na minha análise não critico Gears. Pelo contrário, elogio, até porque é o primeiro jogo da Coalition e acho que eles estão a ir pelo bom caminho.

      Quanto aos wind flares, não me parece que a COG tenha algo a ver com isso.
      http://gearsofwar.wikia.com/wiki/Windflare

    • Segundo informações vazadas por uma equipe que fez a cobertura do desenvolvimento de Gears 4, o 5 já estava em pré produção por que havia uma sala no estúdio que ele não tinham acesso e era tudo confidencial.
      A The Coalition pegou um jogo que já tinha a pre produção iniciada pela Epic e teminou o desenvolvimento, isso segundo o proprio Rod Ferguson, pois ele iniciou o trabalho quando ainda estava na Epic, aí eles paralizaram o trabalho por que o desenvolvimento iria ficar caro e tiveram a “brilhante” ideia de transformar Gears em uma especie de titanfall ou overwatch. Um jogo competitivo 100% online, o qual a Microsoft recusou, ainda bem.
      Basicamente, a Coalition teve qu desenvolver um jogo em 2 anos e fez o certo. Entre criar um jogo em cima de uma mecânica pronta e reinventar tudo, eles corriam o risco de estragar tudo, não serem bem recebidos pelos fans e enterrar a série. Então eles fizeram o certo em manter o jogo. As inovações necessárias ficam para o 5.

  5. Mario, tem algum spoiler na análise?

  6. Eu gostei da campanha de Gears 4… Claro que esperava mudanças mais radicais, mas ficaria arriscado para o The Coalition… O game trouxe novamente fases tipo modo horde disfarçado, algo que já tinha sido criticado no Judgement. Mas também adicionou pequenos detalhes na mecânica de tiroteio,e tentou sair, em alguns pontos, do atira-esconde-atira(fase da moto, dos cabos do elevador, do robô-gigante,fases com bosses enormes,etc)…

    Agora em relação a inovação…Isso é algo que parece confundir até os próprios jogadores. Dois exemplos: Resident Evil 4 e o reboot de Tomb Raider…

    Resident Evil 4 foi pra mim um dos melhores jogos já feitos, atualizava a mecânica de jogo,gráficos top,cheio de momentos memoráveis, mas mesmo assim foi muito criticado por jogadores que afirmavam que aquele jogo não era Resident Evil…

    Com o excelente reboot de Tomb Raider foi a mesma coisa… A franquia estava estagnada, com baixas vendas e baixa popularidade.Atualizaram tudo no reboot: Hstória, desenvolvimento de personagens, gráficos maravilhosos,mecânica de jogo, etc… E mesmo assim foi outro título que recebeu muitas críticas, que estava “muito parecido com Uncharted”,etc

    Ou seja, se o game não muda, criticam por ser mais do mesmo… Se o game muda completamente, mesmo que o resultado seja bom, criticam por ter mudado demais… Os próprios jogadores não sabem o que querem…

    Pra mim o que vale é o resultado final: Se o jogo é excelente, tanto faz se mudou muito ou pouco… Adorei Gears 4 e Uncharted 4,pois mesmo não tendo tantas mudanças radicais, são competentes em suas propostas…

  7. Tem uma coisa que possa ainda ter passado despercebido nessa analise do final do game.
    Pouco se conhece da história da rainha Mirrah mas o que se sabe é que ela passou muitos anos da vida ao lado do Pai do Marcus Fênix. A Mãe da Kait pode na verdade ser uma meio irmã do Marcus e JD e Kait são algo como “primos”.
    Fica evidente também naquele momento onde um dos locusts remanescentes diz à Kait que a Reyna estava no lugar onde deveria estar, ou seja, como a Rainha, mesmo que contra a vontade.
    Achei o final do jogo genial e realmente não entendi o tanto de análises com criticas à campanha que em algumas foi descrita como péssima.
    Como eu previ antes, as notas de Gears of War sofreriam com os analistas. Certamente tinham alguns que nunca procuraram saber a história, outros que não sabem jogar shooter e talvez alguns que estivessem procurando um dramalhão estilo novela do tipo Uncharted que não tem realmente uma grande trama de fundo e na verdade usa de trunfo o relacionamento entre os personagens.
    Gears of War assim como Halo não faz questão alguma de fazer inclusão de novatos na trama. Quem não conhece o jogo certamente perdeu muito da história.
    Eu imaginei que o medalhão fosse tipo um prêmio que ela quis pegar por matar algum locust. Só no final fica evidente.
    Obs: espero que tenham visto que existe uma cena pós creditos.

    • Nâo me parece que haja qualquer relação do pai do Marcus Fenix, o Adam Fenix com a Myrrah. Entre eles houve um pacto em que ela não atacava a superfície com os Locusts enquanto ele tentava encontrar a cura para as mutações. Mas não se conhece verdadeiramente mais nada.
      Agora, claro que eles podem complementar a história nesse ponto.

Os comentarios estao fechados.