Análise: Gran Turismo 5, a review pela PCManias

Chegou a nossa vez de analisar Gran Turismo 5 (e de estrear o nosso novo sistema de pontuação): Foram 5 anos de espera, e com eles 5 anos de angústia, mas GT 5 está aí após uma série de atrasos, de vídeos lançados pelos fans, artigos a dizer bem e mal, e mesmo guerras entre fan boys que encheram páginas e páginas de fóruns.

E o seu lançamento não acalmou as coisas pois Gran Turismo 5 é um dos jogos mais bem sucedidos de sempre e pertencente a uma série que na sua totalidade já vendeu mais de 60 milhões de exemplares (números oficiais da Sony a 6 de Dezembro de 2010)

E as inovações são muitas: Mais de 1000 carros e 70 pistas (ou variantes porque algumas são a mesma mas com o percurso ligeiramente diferente), efeitos de tempo (sol, chuva, vento, neve), ciclos dia/noite e acima de tudo, danos, quer estéticos, quer mecânicos.

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É possível ainda ao jogador ver os replays, tirar fotografias aos seus carros preferidos, correr num modo simplificado de arcada, correr com um amigo em ecrã dividido, oferecer carros e mesmo criar novas pistas sejam elas em circuitos, terra, gelo, etc.

O modo online foi melhorado face a GT 5 prologue e é aqui que os danos mecânicos entram em acção, impedindo assim os jogadores que utilizarem velhas tácticas como a de atingir as paredes a 250 Km/h e dessa forma orientar imediatamente o carro na direcção certa sem sofrer qualquer penalização.

O jogo oferece ainda a possibilidade de se usar o Playstation Eye para a função de “head tracking” que permite assim virar a câmara no interior do carro para os lados com o movimento da nossa cabeça. No entanto, tendo testado esta funcionalidade, a mesma revela-se pouco prática, dado que não só confunde o jogador a nível de controlo do carro, como ao virar a cabeça temos de manter os olhos no ecrã, o que torna todo o processo algo idiota. Eventualmente, com um ecrã circular que envolva o jogador ,tal se revele perfeito, mas para 99% dos jogadores com um ecrã plano na sua frente, esta é uma opção que apenas servirá para mostrar aos amigos.

Para finalizar esta introdução, não podemos deixar de referir ainda as opções do GT TV presentes no menu que permite ver vários programas de TV em HD, sendo alguns gratuitos, outros a pagar.

O modo GT

É no modo GT que a maior parte dos jogadores vão perder o seu tempo. Infelizmente e apesar de atractivo visualmente este é um menu confuso, mas é com ele que terão de lidar. É aqui que modificam o vosso perfil, que acedem à vossa garagem, que podem ver as vossas fotos, os vossos videos, que podem aceder aos eventos online, às provas A e B-Spec, aos eventos especiais, às licenças, aos stands de novos e usados, ao modo de practicar, e às opções de tunning que podem usar em todos os carros com maiores ou menores limitações.

Como referi este é um menu confuso porque as opções não possuem todas as mesmas dimensões, e algumas das mais importantes, como é o caso da vossa garagem tem direito a um icone ridiculamente pequeno.

Eventos especiais e Licenças


As licenças são necessárias para se poder participar nas provas, e os eventos especiais são onde se pode ganhar bastante dinheiro de forma rápida. É aqui que encontraremos muitas provas interessantes e onde superaremos, por exemplo, as provas na famosa pista do Top Gear, “lar” do famoso THE STIG!. (há quem diga que é um robot, e há quem diga que é uma mulher, mas tudo o que sabemos é que se chama THE STIG! )

Infelizmente muitas destas provas são ESTUPIDAMENTE DIFÍCEIS. Não que não se consigam completar, mas apenas que para se conseguir obter a medalha de ouro que é a que libera mais dinheiro, muitas vezes é necessário repetir a prova algumas dezenas de vezes, o que acaba por ser bastante frustrante. Este é um dos pontos mais negativos do jogo, até porque para um jogo que parte da premissa do realismo, colocar as pessoas perante provas onde, por exemplo, tem de partir em 12º e em apenas 2 voltas acabar em primeiro, acaba por ser muito caricato.

Mas pior são as provas onde todos os milésimos de segundo contam, e o mais pequeno erro atira-nos para uma nova tentativa, e tudo isto em pistas grandes, que demoram a ser percorridas, e onde as curvas mais difíceis estão exactamente… perto do fim… é frustrante.

O jogo em si

Tal como sempre foi costume em Gran Turismo o jogo exige progressão. É com ela que nos habituamos aos carros e ganhamos dinheiro para os melhorar e/ou adquirir. E Gran Turismo segue uma premissa segunda a qual não são apenas os super carros actuais que contam, mas também os mais pequenos e particularmente os mais antigos. Nesse aspecto possui conteúdo com uma variedade de pequenos carros bem como super carros e carros vintage, particularmente aqueles que fizeram história.

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Naturalmente começamos a carreira como um qualquer jogo de Gran Turismo. Um Nissan ou um Toyota fraquinho, normalmente em segunda mão, que melhoraremos com algum tunning e que guiaremos até podermos comprar um carro melhor. E é aqui que Gran Turismo 5 realmente se destaca, nos seus carros  e respectiva qualidade da modelação dos mesmos presentes na grande lista com 1031 carros para se escolher.

Mas nessa lista há algumas jóias enterradas, nomeadamente cerca de 200 carros denominados de “premium” cujos modelos, texturas, shaders e reflexos da luz dinâmica do jogo são absolutamente EXTRAORDINÁRIOS e de se chorar por mais. Aconselha-se mesmo algum cuidado com as poças de baba que ficarão no chão ao olhar para estes carros e que devem ser evitadas na presença de outras pessoas ;).

GT5 apresenta grandes melhorias face às versões anteriores e que lhe permitem inclusive afastar-se da concorrência, nomeadamente com um motor de física assombroso que torna a experiência da condução quase realista. Ajustes de travão, acelerações em curva e muitos outros pormenores, respondem realisticamente, como se efectivamente de um carro se tratasse. Posso referir que a título de exemplo, numa das pistas de testes da Mercedes havia uma curva que não conseguia passar sem perder muita velocidade devido à travagem necessária. No entanto, tal como na realidade, bastou-me tirar o pé do acelerador, curvar, e pressionar furiosamente o pedal para que o carro se orientasse para a nova direcção, conseguindo assim uma curva muito mais apertada e feita a alta velocidade. E são as dezenas de pormenores como este, relacionados com a resposta, peso e aerodinâmica do carro, e a forma realista como efectivamente os carros se comportam perante todas as situações,  que realmente separam GT 5 do resto da competição.

Como cereja no topo do bolo temos um grafismo que só posso classificar de assombroso. As luzes dinâmicas e iluminação geral é pura e simplesmente fabulosa (e aqui Forza, o concorrente mais directo de GT5, na consola concorrente, ainda tem de comer muita sopa), as árvores oscilam ao vento e o cenário reflecte-se nos carros, e os efeitos de tempo e a forma como alteram a condução e interagem com o carro (no caso da chuva, neve e mesmo a terra) são assombrosos.

Há também pontos menos positivos como a inconsistência dos danos que se revelam pequenos face à batida. Mas esta é uma situação que vai sendo minorada à medida que subimos de nível, e só se torna plena a partir do nível 40. De certa forma esta situação existe relacionada com a progressão, de forma a não penalizar tanto o jogador inexperiente.

Mas essa nem é a situação pior. Algumas texturas menos conseguidas e algum público ainda a 2D, bem como a falta de marcas de pneus na relva são talvez as situações que mais chamam à atenção. Mas há que referir que tal é mais uma realidade para quem vê uma repetição ou quem assiste ao jogo como espectador, porque durante o jogo, dada a adrenalina causada pela velocidade o jogador não tem efectivamente tempo para se aperceber dessas situações na sua plenitude.


PCMANIAS: Análise a Gran Turismo 5
Gráficoswww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Uma iluminação soberba e uma modelação e cuidado com o pormenor fora de série. Pena algumas texturas, sombras e o facto de o detalhe não ser igual em todos os carros.
Somwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Cada motor está reproduzido fielmente, e a banda sonora é bem conseguida ajudando a puxar pela adrenalina da velocidade, mas podia ser mais popular ao estilo GTA.
Jogabilidadewww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Do melhor que já foi visto em jogos de carros. Cada automóvel comporta-se de forma diferente e jogos de pedais e caixa obtém os resultados pretendidos. Pena que as provas especiais e as licenças exijam perícia em demasia para as medalhas de ouro, o que lhe tira aqui a pontuação máxima.
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O jogo cativa e prende o jogador logo desde o início. Aliado a isso as suas repetições foto realistas levam a que muitos percam horas só a visualizá-las. É um jogo ao qual se regressa facilmente, e o seu modo online ajuda a prolongar a sua vida.
Overallwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Um dos melhores jogos de carros de sempre, e aquilo que seria de esperar de um Gran Turismo. Foram muitos anos de espera, mas valeram a pena.

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