As bacoradas da nova geração até ao momento

Felizmente para a Sony, esta tem estado calada, pelo que as actuais bacoradas se tem limitado à Microsoft.

Diz uma frase popular que “quem muito fala, diz disparates, e quem não fala… é um senhor”. E ela aplica-se aqui que nem uma luva.

Sempre que há um inicio de uma geração, as chamadas bacoradas de Marketing tornam-se comuns. Elas existiram sempre e vão continuar a existir.

Actualmente a diferença que temos é que a Sony não tem falado sobre a sua consola. E assim sendo, quem não fala, não diz disparates. Mas sosseguem, haverá muito tempo ainda para ela ter a sua oportunidade de se enterrar. No entanto diga-se que comparando o tempo que a Microsoft fala com o que a Sony fala, que será algo como de três em três meses comparado com quase todos os dias, as probabilidades de se dizer asneiras são bem maiores na Microsoft.

A realidade é que actualmente as bacoradas existentes são todas da Microsoft. E vamos aqui abordar duas situações onde a Microsoft diz uma coisa… e depois o que se vê não é isso e há que se “clarificar” a situação.



  • Os 60 prometidos FPS

A Microsoft apresentou um novo logótipo. O optimizado para a série X:

E logo após a apresentação deste logótipo, AAron Greenberg, chefe da secção de Marketing da Xbox veio para o Twitter referir que 60 fps será o output standard da consola, com a possibilidade de haver suporte até 120 fps.

E isto não era nenhuma novidade. num de muitos possíveis exemplos, o Marketing no site oficial da Xbox série X sugere o mesmo:

Suporte 120 fps: Com suporte até 120 fps, a Xbox série X permite aos criadores exceder o standard de output de 60 fps, em favor de realismo acrescido ou acção mais rápida.

Ambas as frases dão a entender um standard de 60 fps que existirá na Xbox série X. A frase de Greenberg é mais assertiva, mas a do website fala igualmente num output standard de 60 fps.



Mas a aumentar ainda mais a confusão temos o seguinte. A seguinte frase e imagem publicitária da Microsoft:

O que há aqui que chame a atenção?

A frase por baixo do título e ao lado do logótipo de optimizado para a Xbox série X. e que refere

Jogos criados usando o kit de desenvolvimento da Xbox série X estão desenhados para tirar vantagem das capacidades únicdas da Xbox série X. Irão mostrar tempos de carga sem paralelo, visuais, resposta e fotogramas até aos 120 fps.

Repare-se que na imagem há uma foto de Assassins Creed Valhalla.



Ora o que se veio a saber? Que Valhalla, na realidade, correrá a 30 fps em todas as plataformas.

E após tantas afirmações de que 60 fps seria um standard, algo que os fans já tomavam como certo, Tom Warren, Editor sénior da revista Verge, viu-se obrigado a questionar Aaron Greenberg sobre o assunto.

A resposta de Aaron Greenberg contradiz tudo o que tinha sido dito. Quando da sua própria boca era confirmado que 60 fps seriam um standard, agora 60 fps não só não é um standard ou sequer um mandado.

E esta hein?



  • A optimização Xbox série X

O que quer dizer o logótipo que refere a optimização para a série X.

Na boca de Aaron Greenberg:

Este logótipo é como magia de próxima geração. A fasquia está alta para um jogo ser optimizado para a série X. É algo que vai mais além dos 4K… Espero que todos estejam prontos para um excitante futuro de jogos de consola.

Mas depois, durante o último Inside Xbox, que começava com o logótipo em pleno ecrã acompanhado do texto: “Todos os jogos que se seguem são Optimizados Xbox Série X”.

E o que foi apresentado como optimizado Xbox série X continha isto:



  • O conceito de gerações e toda uma geração de conceitos e promessas

A actual geração foi uma geração de mudança para a Xbox. Tal foi obtido à custa de muito tempo com uma Xbox sem rumo definido, mas no final tudo acabou por se conjugar numa série de conceitos que Phil Spencer defendeu.

Vamos expô-los aqui:

Em 2016 a Microsoft dava a conhecer ao mundo uma nova consola. A Xbox One X!

As suas especificações eram de tal forma elevadas face à consola base que, olhando friamente para o que ela oferecia, ela podia ser considerada um salto geracional. Não só a consola alcançava os 4K quando a One por vezes ainda lutava para sair dos 720p, como tinha 4 GB de RAM a mais que seriam usados para texturas de alta definição, criando ainda maior disparidade entre as consolas (algo que felizmente só foi usado de forma muito limitada, mantendo-se assim a paridade, mas tornando este 4 GB numa mera peça de decoração)



Daí que nesse sentido, quando a consola foi apresentada, Phil Spencer apressou-se a introduzir um conceito para as suas consolas. O conceito de “Beyond Generations”.

Basicamente para Phil as gerações acabavam com a Xbox One. Daqui para a frente o que existiria seria uma plataforma, uma família de aparelhos que seriam todos eles suportados da mesma forma, e todos eles compatíveis entre si, e partilhando o mesmo código de jogo. Basicamente o conceito que existe no PC, onde os jogos re-escalam em hardware diverso.

Esta conceito realmente existiu, e foi ele que esteve na base da decisão de a Xbox série X não ter qualquer tipo de exclusivo no seu lançamento, e não se prever nenhum antes de finais de 2021 ou até mais tarde.

Este conceito foi executado de forma mais extensa. Os exclusivos da consola desapareceram, e todos eles passaram para o PC, que passou assim a ser igualmente parte da plataforma XBox, e um membro da família.

É nesse contexto que surge o conceito da Xcloud. A Microsoft tem plena consciência que não poderá manter o suporte às consolas mais antigas para sempre, e que mais cedo ou mais tarde, as terá de largar. Daí que este sistema de streaming não só permitirá que essas consolas nunca sejam abandonadas, como ainda permite expandir a plataforma Xbox a outros sistemas, nomeadamente dispositivos móveis.



Há assim aqui todo um plano para não só acabar com as gerações, mas igualmente tornar o hardware irrelevante. Ao ponto de Phil Spencer, de forma aberta e clara dizer que não se importa se compram um jogo na Xbox ou noutra plataforma qualquer. Desde que o jogo seja distribuído por eles. Para ele, o negócio não está na venda de consolas, mas sim nos serviços e jogos. Aliás ele refere claramente que Sony e Nintendo nem sequer serão as suas concorrentes directas no futuro, que passarão a ser a Apple e a Google.

Já a postura da Sony foi radicalmente diferente. Quando anunciou a PS4 PRO, a Sony comunicou que a Pro não existia para criar diferenças face à PS4. Ela apenas servir para fornecer melhores resoluções a quem tinha televisões 4K, mas a consola estava impedida por políticas de fornecer elementos que não existissem ou fossem diferentes dos da consola base. Algo bem diferente do que a Microsoft pretendia quando inseriu os 4 GB adicionais (mas que depois raramente se usou, seguindo o conceito da Sony).

Da mesma forma a Sony deixou imediatamente bem claro que isto não significava de forma alguma o fim das gerações, dando a entender que acreditava nelas como sempre existiram. Algo bem contrastante com a política da Microsoft da família de aparelhos todos eles suportados.

Ora três anos depois surge uma nova consola. A Microsoft aplica as suas políticas de família de aparelhos, e promete suporte a todas as consolas. A Sony faz igualmente o que sempre disse, e refere que a PS5 terá suporte exclusivo.

Perante isto muitos fans da Xbox queixam-se. Vão comprar uma consola nova e o que vão ter vai ser apenas jogos da geração anterior melhorados. Já a Sony não tem esse problema, e pode fornecer jogos com suporte total à sua consola. E estas queixas e receios de ficarem para trás, inundam os fóruns.



E o que vemos? Uma resposta curiosa de Aaron Greenberg:

Basicamente Aaron, numa tentativa de serenar os ânimos e de ver as pessoas a reagirem com as consolas, esperando das consolas aquilo que as consolas sempre lhes deram e não as novidades que a Microsoft quer introduzir, entra numa de demagogia. E tal como uma certa personagem religiosa o fez em tempos, nega o seu patrão.

Agora, segundo ele, a Microsoft já acredita em gerações, e o Hardware já é relevante.

Ou seja, exactamente o contrário do que Phil Spencer vem a defender à anos! E porque? Porque a Microsoft apostou forte numa nova consola, e as pessoas estão desgostosas com políticas que acabam por não lhes dar o que elas querem. E com uma apresentação da Sony à porta que pode mostrar exclusivos de nova geração, há que controlar danos.



O mais engraçado é que há quem venha com paleios que esta situação é pró-consumidor… Ou seja, há quem ache que uma pessoa comprar uma nova consola, com um hardware que esmaga as anteriores e não poder tirar total partido dela é algo que é bom para o consumidor.

Basicamente quem diz isto é certamente alguém que não está a pensar comprar a nova consola, e o que quer é manter a que tem! Alguém que está a olhar para o seu umbigo, e não para o quadro global. Porque a situação que a Microsoft está a criar não pode nunca ser vista como pro ou anti consumidor. Primeiro porque as gerações nunca foram algo anti consumidor, e segundo porque mesmo que essa perspectiva existisse, este suporte de ponta a ponta cria uma situação de dualidade onde não é possível agradar ambos os extremos.

O engraçado é que nos nossos comentários houve até quem já referisse uma data para o fim desta situação. Algo que a acontecer (e cremos que efectivamente isso é inevitável) só tem como deixar mal a Microsoft! Mais uma vez as suas frases e ideologias caem em saco roto, e a Microsoft acaba a seguir o caminho da Sony. A questão é que o vai fazer tardiamente. Para adiar o inevitável, que é o abandono da geração anterior, a Microsoft vai fazer com que quem compre uma série X esteja limitado no uso da sua consola por pelo menos 1 ano. Algo que caso haja uma nova consola de meio de geração daqui a três anos, é um terço da sua vida como a melhor oferta da marca.

Agora não julguem que AAron Greenberg esteve alheio a tudo o que se passa. Ele é o líder dos estúdios Xbox! As decisões de não haverem exclusivos e de os os jogos em que as equipas estão a trabalhar serem AA para alimentar o Gamepass são suas também.

Porque fazendo futurologia, essa será a próxima queixa. A falta de jogos AAA 1005 de nova geração. Algo que certamente, na devida altura, será acompanhado de um novo tweet em que Aaron vai afirmar o comprometimento da Microsoft face a esses jogos.



Isto já não é novo. Aconteceu nesta geração quando a Microsoft veio referir que os jogos single player estavam mortos e que os multi eram o futuro. Mas quando a Sony vendeu toneladas de jogos Single Player, conseguido graças a eles uma posição de destaque em vendas, a Microsoft já veio mostrar o seu comprometimento com esses jogos.

E assim vai o mundo das consolas…

 



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Daniel Cardoso
Daniel Cardoso
3 meses atrás

Mário não é por nada, mas a Microsoft já teve muitas e muitas oportunidades para fazer algo de bom em relação a Xbox, e nelas todas está sempre a se despistar logo na primeira curva. Eu começo a achar que a Microsoft não tem amor com a sua consola, eles só olham para ela como mais um meio de fazer MUITO dinheiro, e extorquir aqueles mais alienados. Eles até o game pass já andam a dar nas pastilhas trident, isso na minha visão de ver as coisas são políticas desesperadoras e nem eles sabem o que querem.

Rui
Rui
3 meses atrás

Eu acho que as declarações do ag das gerações faz sentido e é verdade.

A questão das mudanças de opinião acontecem em todas as empresas, exemplos existem em todos, como por exemplo passamos de vibração é uma tecnologia do passado a haptic vibration na ps5, só não mudam os burros.

Eu comprar uma consola que me permite usar os periféricos da geracao anterior e jogar toda a biblioteca da xbox one, uma grande porção da x360 e uma pequena da xbox não é bom? Gratis? Ainda por cima em muitos casos com upgrades, estas a obter mais melhor e grátis, se isto nao é pro consumidor então tenho de me atualizar.

A questão da crossgen mais uma tempestade num copo de água, é obvio que isso sempre aconteceu, e é obvio que a xbox one vai ficar para tras e sem suporte, essa história dos 2 anos na minha opinião é mais para ficar bem na fotografia ou então os exclusivos de topo da sx ainda nao estão prontos.

A questão dos singleplayers, sao várias as vozes ligadas a singleplayers que já o afirmaram que sao cada vez mais jogos de nicho, quantos jogos vendeu o last guardian? E o days gone? E o infamous ss? E o death stranding? Ja sei que vao dizer o gow vendeu bem e o spider man, quantas copias vende um fifa por ano? Ah é multi, mas ha muitos multis singleplayer que nao vendem 5% de um fifa ou de um cod, cada caso é um caso, e cada um gosta do que gosta mas é absolutamente inegável que jogos singleplayer only, pouco peso tem em vendas no geral.
As afirmações recentes do kojima sobre a extinção dos AAA também penso que tem a haver com isso.

E por fim, o sr mario aqui disse nos que a gente confunde arte com tecnologia penso que a frase foi essa na situação demo do infiltrator vs a ue5 tech demo, penso que está a cometer esse mesmo erro com essas stills do tlou2 e do silent hill 3, está a olhar para a arte e não para a tecnologia, e ja agora porque nao comparou o the médium por sinal um jogo dentro do género do sh3 com o sh3?

Rui Teixeira
Rui Teixeira
Responder a  Rui
3 meses atrás

Em que é que mudar de vibração para haptic feedback é mudar de opinião? Quando é que alguém da Sony disse que a vibração era melhor? Apenas viram uma tecnologia melhor e decidiram usá-la. não houve mudança de opinião em nenhum momento.

E agora os jogos SP são jogos de nicho! Aonde chegamos. Por certo, também há uma tonelada de jogos multi que não vendem nem 1% de um cod, nem de muitos single. Por essa lógica, tudo são jogos de nicho!

O Kojima não disse que os jogos AAA irão ficar extintos, só que irão diminuir. Ele prefere lançar jogos episódicos em vez de estar a trabalhar vários anos num jogo e lançá-lo completo. É a opinião dele, eu prefiro jogar jogos completos do que jogos episódicos, mas se um jogo episódico tiver qualidade de jogo AAA (como pode ser o caso do FF VII), então já não será um mau tão grande, sempre e quando o preço reflita o conteúdo.

Livio
Livio
Responder a  Rui
3 meses atrás

Mas não é o pessoal do Xbox que vive falando que mais TF é significado de melhor qualidade gráfica??

Não acho errado a comparação do Mário(e a imagem creio que nem é dele) e nem que está a ver a arte ao invés da tecnologia, a crítica ali é que tens um jogo em um sistema de 4TF com qualidade imensa e do outro lado tens um sistema de 12TF a não ter a mesma qualidade de detalhes. XSX tem melhor CPU e melhor GPU que um PS4 Pro e com isso o jogo em comparação não poderia ser melhor?? Lembrando que em comparação numérica é quase o triplo de TF, se for equivaler na mesma arquitetura (GCN) seria algo em torno de 4X a diferença entre ambos, com isso não achas que o jogo do XSX não deveria vir com uma qualidade melhor??

PS: Uma observação, não sei quais foram os jogos apresentados no Inside, nem sei se o que foi comparado com o The Last 2 é um jogo para XSX, mas mesmo assim compreendo e concordo com a comparação.

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Rui
3 meses atrás

Rui sei que já és uma pessoa ativa no site à um bom tempo e eu só comecei agr, mas vou te dizer uma coisa aprender com os outros não é algo ruim e as críticas que o Mário fez servem para tu como consumidor receberes em tua casa o que eles prometeram. Primeiro, empresa nenhuma pode andar aos trambolhões com a informação que passa ao seu cliente, pode muito bem ser lesada por isso, portanto esse argumento só demonstra que confias demasiado em empresas fraudulentas, a mensagem de uma empresa tem de ser preservada para manter a confiança do público em geral, exemplo, a EA e Ubisoft são conhecidas por terem bons jogos mas também pelos seus downgrades e bugs e faltam de respeito pelo consumidor, por outro lado tens a CD Project Red, que é conhecida por jogos excelentes e uma mensagem pro-consumidor, acho que já deves ter noção que a última é bastante respeitada e aclamada e as outras são chacota no mundo dos games em certos momentos e eu pergunto de qual destas empresas compravas um jogo?? Por último arte e grafismo não tem nada a ver, a beleza da arte vem das escolhas de cenários e caracterização dos personagens, o grafismo vem do poder da máquina que “embeleza” e revela melhor os detalhes e as texturas, se tens uma máquina com menos poder e a comportar-se melhor no quesito gráfico, por que raio vou comprar a mais cara?? Qnd a Microsoft preocupa-se a vender o que as massas compram, mostrar a criatividade da empresa não é tão vasta e a tal flexibilidade dos estúdios não é real, não me digas que todos querem desenvolver os mesmo jogos, e por fim demonstra que a empresa só pensa no objetivo final lucro, que não te enganes é o objetivo deles e eles são uma empresa não uma ONG, mas não se importam com o consumidor como um todo mas sim só com aqueles que no final dia gastam dinheiro com loot boxes

Felipe Leite
Felipe Leite
3 meses atrás

Mário, mais uma vez um grande artigo.
Apenas tenho a acrescentar que no meu entendimento, para piorar as coisas, o Aaron Greenberg utilizou de uma postagem dúbia para falar das gerações.

Creio que o que ele referiu é ” a Microsoft acredita em gerações DE JOGOS que possam ser jogados no mais recente hardware.”

Ou seja, no fundo ele se livra de ser acusado de estar a se contradizer, essa frase reflete essas políticas e contradições da Microsoft em pleno.

Com geração de JOGOS ele pode estar a se referir a um jogo que passe na one com 1080p 30fps e 55 segundos de loading e na series X a 1440p, 60fps e 2 segundos de loading.
Mesmo que sejam apenas essas as diferenças.

Nesse meu entendimento, ele literalmente atirou ainda mais areia aos olhos de quem é consumidor da marca.

Rui Teixeira
Rui Teixeira
Responder a  Felipe Leite
3 meses atrás

Essa última citação que o Mário coloca do Aaron Greenberg parece meio confusa, talvez propositadamente confusa. Por um lado ele diz que os jogos serão feitos para tirar partido das capacidades do último hardware, mas se os jogos vão funcionar no hardware anterior isso é impossível. Logo depois ele diz que terás um upgrade grátis graças ao gamepass. Primeiro, o que tem uma coisa a ver com a outra! Segundo, em que sentido é um upgrade grátis? O gamepass pode ser barato, mas não é grátis. Quer ele dizer que se comprares um jogo crossgen para a XBox One, a única forma de jogar o mesmo jogo na SX é através do gamepass!?
Não era a MS que ultimamente tanto falava do cross buy? Para eles obrigar a aderir ao gamepass é considerado cross buy e grátis!?
Sou eu que estou a entender mal a frase!?

Rui
Rui
3 meses atrás

Esqueci me de uma coisa, e nao vou editar porque como sempre tenho de esperar bastante para ver se o meu comentário é aprovado ou é aprovado com resposta.

Nos 2 primeiros anos da ps4 que jogos sairam que nao seriam possíveis na ps3 com cortes gráficos e resolução?
É que dizem pois, vamos ficar presos 2 anos ao passado, na geração da ps4 eu nao me lembro de nenhum jogo nos 2 anos iniciais que nao pudessem ser feitos na ps3 ou seja nao estavamos realmente a dar um grande salto, so mais tarde apareceram as grandes bombas, mas isto sempre foi assim acho eu.

O forza horizon 2 saiu em ambas e a versão da xbox one era muito superior mas foi possível na x360, ou seja não é por se manter suporte por um ano ou dois que os jogos não sejam realmente um avanço, o fh2 contrária essa ideia.

Agora concordo quando dizem ah e tal mas os programadores vao ter mais trabalho na xbox por haver mais consolas que na ps5, concordo e aceito, mas eu também tenho de trabalhar e as vezes em excesso se quero algo além do básico na vida, eles que façam o mesmo, ha que dar o litro.

bruno
bruno
Responder a  Rui
3 meses atrás

Jogos PS4 que seriam impossíveis na PS3:

Infamous Second Son, Knack e Killzone Shadowfall.

Essa de dar o litro foi precisamente o que levou a teres jogos não optimizados para a PS3, na altura.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Mário Armão Ferreira
3 meses atrás

Mario, se permite uma pergunta off Topic. Não é possível nessa geração a ps5 voltar a rodar o jogo do disco e diminuir muito o tamanho das instalações do mesmo? Digo isso para os optantes de mídia física pois hj os games rodam a partir da instalação no hd e não da mídia física como era anteriormente

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Mário Armão Ferreira
3 meses atrás

Obrigado, Mario. Vc poderia mto bem fazer um post sobre tvs samsung e LG para visando próxima geração de consoles né… Estou para comprar uma tv 4k nova e a dúvida está enorme com os modelos disponíveis… Eu quero mto com HDMI 2.1 já e que seja 120hz em 4k. Um artigo mostrando vários modelos com as suas explicações, seria de utilidade pública. Pegar tanto as melhores em tudo como as melhores custo x benefício do mercado e detalhando as especificações dos modelos com prós e contras. É uma ideia boa, não?

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Mário Armão Ferreira
3 meses atrás

Obrigado Mario. Tô achando que vou de Samsung Q80 mesmo. Tem suporte HDMI 2.1 e TB faz os 120hz. Não gosto mto do marketing da LG e as oled tem problemas que eu não quero me deparar.

Rui Teixeira
Rui Teixeira
Responder a  Rui
3 meses atrás

O Mark Cerny até deu um exemplo de algo que vai mudar e que será impossível de fazer downgrade para que funcione na geração actual. O exemplo que ele deu foi de um jogo para a PS2, Jak and Daxter, os mapas do jogo foram criados com corredores estreitos para que a geometria da parte seguinte do jogo possa ser carregada sem que se veja. Ao tirares esses corredores ou os famosos elevadores com o uso do ssd, torna-se impossível portar esse jogo para um hdd tradicional. Isto é apenas um exemplo, quem sabe que mais se poderá fazer com um I/O tão rápido!

Rui
Rui
Responder a  Rui Teixeira
3 meses atrás

Rui Teixeira

Quantos jogos ao longo da historia foram alterados ou ligeiramente alterados para correr noutros sistemas? Sao tantos os casos que nem consigo enumerar, deixo um exemplo o doom 3 na xbox original, ou o crysis na x360 e ps3 com pelo menos um nível que deixou de existir nas consolas para funcionar.

Sr Mário

É verdade que o ssd é uma fratura com a anterior geração e ja sabia que o sr Mário ia puxar desse argumento, mas com trabalho extra (que ninguém quer ter) podia ser adaptado, até na switch tivemos ports incríveis.
Nao concordo com crunch mas também nao concordo com facilistismos e vedetismo, estão lá e são os melhores como dizem é para trabalhar, estão a ser bem pagos.

Bruno

Dos 3 joguei dois, umas horas e não concordo que nao pudessem correr na geração anterior em qualidade inferior e com retoques.

Geral

Se um jogo recorrer se da velocidade do ssd principalmente para funcionar, talvez seja muito dificil recriar na atual geração, eu frequentei lei na faculdade e resolvi mudar de curso nao tenho conhecimentos para dizer que sim ou que não, talvez não, talvez sim.

Assim como haviam jogos “3d” na mega drive que nao eram 3d e disfarcavam como podiam as versões da saturn.

Marcos Silva
Marcos Silva
Responder a  Mário Armão Ferreira
3 meses atrás

se the witcher 3 roda no nintendo switch tudo é possivel

bruno
bruno
Responder a  Rui
3 meses atrás

@Rui Podes não concordar, mas o facto é que o primeiro tinha um mundo aberto impossível na anterior geração fora os poderes e a escala. O segundo não podias ter a personagem principal na geração anterior e o terceiro, os mesmos motivos do segundo.

Mas sim qualquer jogo pode ser reduzido a geração anterior… Teoricamente…

https://youtu.be/NJY0LVDLncU

A grande questão é que chamar-lhe mesmo jogo é uma questão de nome e fica-se por aí.

Se no primeiro e terceiro abdicates mundo, no segundo da personagem principal e em todos trocares os gráficos completamente, incluindo modelos e afins… Então sim, tens o “mesmo jogo”.

Marco Antonio Brasil
Responder a  Rui
3 meses atrás

Amigo a questão é que estamos na expectativa de haver uma quebra de paradigma nessa mudança de geração. E isso não será possível se os jogos forem desenvolvidos com as plataformas antigas em mente.
Também acho que tu perdes o ponto do debate: o marketing. O problema reside nas declarações. Não tenho dúvida que no início da geração existirão jogos mais “fracos”, possíveis de existirem na anterior (nos dois consoles!). Mas, com a declaração da Sony, ela garante o foco nos jogos realmente de nova geração. Se vai entregar ou não teremos de aguardar. Mas está criada a expectativa.
A MS, por sua vez, ao negar jogos exclusivos por 1-2 anos, pode até vir a tê-los, mas cria expectativa de jogos que não poderão aproveitar todo o poder da nova plataforma. Isso é real, tanto que o AG está precisando ir ao tweeter dar declarações. E está se atrapalhando com isso.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Rui
3 meses atrás

De facto Forza Horizon 2 ficou mais bonito no Xbox One. Entretanto, Forza horizon 3 teve um notável salto de qualidade. Será que isso ocorreu porque não precisaram mais se preocupar em funcionar no hardware do Xbox 360? Fica a questão.

Sobre jogos cross-gen, eu sou a favor da seguinte política: que construam todos os jogos para o melhor hardware, e depois de terminado, que tentem portar para o hardware da geração anterior. Se conseguirem entregar uma versão decente, ok, se não conseguirem, que não o façam. Aconteceu isso em The Witcher 3. Foi pensado no Xbox One e Playstation 4. Algum tempo depois contrataram o estúdio Saber que portou para o Nintendo Switch.

Mas a minha opinião é que tudo se resume a investimento. Um jogo exclusivo para o novo hardware acarreta em maiores custos. Só que em médio prazo se obtém retorno, já que como sabemos, ajuda a vender videojogos. Mas a Microsoft me parece querer vender videojogos com gamepass e retrocompatibilidade.

bruno
bruno
Responder a  Carlos Eduardo
3 meses atrás

Exacto. Porque Forza Horizon 2 foi um título cross-gen. Com alguns teaks na nova geração.

Compara isso com o primeiro a surgir exclusivamente na nova geração.

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Rui
3 meses atrás

Porque tens de justificar a política de uma empresa, com uma situação que ocorreu na outra, o política é da Microsoft, se queres defender a empresa defende com as práticas da mesma, não com os “problemas” ou “benefícios” de outras. Podes até dizer que não vimos, mas assim negas a possibilidade de podermos vir a ver jogos de qualidade nos primeiros anos de vida da consola? A beleza da tecnologia é essa a evolução e de vermos coisas não antes vistas, abraço

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Rui
3 meses atrás

Amigo, tem uma diferença ainda pior no quesito da geração atual para próxima. É impossível vc pensar nas possibilidades de um game com SSD tendo um HD que TB precisa rodar o mesmo game. É completamente inconcebível e irracional o que a MS está fazendo.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
3 meses atrás

O mercado de jogos possui vários segmentos distintos para se fazer dinheiro, e a Microsoft tem potencial para obter resultados satisfatórios em praticamente todos eles. O problema é que segmentos específicos envolvem diferentes públicos, e por consequência investimentos.

Por exemplo, um artigo do Protocol (link: https://www.protocol.com/tech-gaming-amazon-facebook-microsoft) mostrou como os grandes Apple, Google, Amazon, Microsoft e Facebook estão lucrando com jogos. A Apple por exemplo fatura cerca de 10 bilhões/ano com royalties sobre jogos de terceiros vendidos na Apple Store. É claro que a Microsoft quer esse público com seu xCloud já instalado nos smartphones.

Enquanto Amazon e Google possuem expertise em fornecer plataformas de alta escalabilidade, Nintendo e Sony possuem expertise em fornecer games de qualidade. A Microsoft possui expertise em ambos, tanto com o Azure quanto com seu Xbox.

O problema é que no ramo de videojogos, não basta um hardware ultra-potente, e bons serviços (gamepass, xcloud). O consumidor de videojogos quer jogos de qualidade. Hardware e serviços são a atividade-meio, e jogos são a atividade fim. Se hardware e serviços fossem o mais importante, a Nintendo estaria fora deste mercado.

Então do meu ponto de vista, me parece que a Microsoft está a oferecer uma gama geral de produtos e serviços, tentando abraçar todos os públicos de jogos. Entretanto, Nintendo e Sony me parecem estar mais dedicadas ao público específico de videojogos, entregando o que eles de facto querem.

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Carlos Eduardo
3 meses atrás

Mas quando tu tens ser bom em tudo acabas por não ser bom em nada, por essa filosofia, não digo que estás errado, digo que eles têm de ser foco pois têm potencial se não, não seriam uma empresa multi-milionária

Deto
Deto
3 meses atrás

Eu comprei um Lumia 930 na epoca que a MS parecia estar investindo na plataforma… Meu pai usou um Lumia 830 até o final de 2019.

Dito isso, parece muito a postura da MS na epoca do WP, mas agora com o xbox.

O papo de “acabar com as gerações” parece o mesmo de unificar PC, celular e xbox com UWP.

e nos celulares a MS fazia tantas promessas furadas quando faz com o xbox.

parece que é a cultura da empresa isso.

Helmer Silva
Helmer Silva
3 meses atrás

Mário muito bom post, informativo e conciso, eu sendo licenciado em Gestão, tenho muito conhecimento ligado a todo um cenário envolvendo uma empresa e por conseguinte as partes que constituem a mesma. Neste caso queria falar sobre o conceito de Marketing, que na minha ótica está a ser usado de forma defeituosa por parte da Microsoft, digo isto porque, a publicidade de um produto é só uma fracção do que é o Marketing, estudos de mercado, concorrência e distribuição são tão importantes, mas são as que menos são visualizadas pelo consumidor e acabamos por commumente associar erradamente que publicidade é marketing, sendo que a mesma é uma ferramenta. Não podemos vir para a secção de comentários e defender os porta-vozes das empresas, visto que eles saibramos para transmitir a mensagem e de uma forma que o comum dos mortais entenda, posto isto, quando eu leio pessoas a defender o Aaron Greenberg dizendo que ele estava a falar em “gerações de jogos” e não “gerações de consoles”, ou que “padrão” não é igual a “obrigatório” no que toca aos 60fps, não entende que se a dúvida foi instalada na cabeça das pessoas já é um sinal da má utilização do marketing para passar a mensagem ao público, pq eu até posso dizer que ele falou em geração de jogos, mas ele assim como o Mário disse já voltou a dar relevância ao hardware e entendam uma coisa a mensagem transmitida por pessoas da mesma empresa tem de ser 100% igual, não pode vacilar e nem oscilar pq inspira desconfianças e falta de credibilidade, eu posso garantir que ele falando em gerações tinha perfeita noção que a maioria das pessoas iria entender de uma forma que ele estava a dizer que pra a Microsoft que o desenvolvimento de jogos em específico para uma plataforma é importante, ele é líder de marketing a palavra dele é lei, portanto tudo o que ele disser vai ser tomado como verdade é não pode variar e ele sabe disso e por isso que disse o que disse, totalmente errado e na minha ótica uma boa forma de lidar a comunicação da empresa que tem sido boa mas pelos vistos fraudulenta pq é maleável. No que toca aos 60fps eles legalmente só têm de garantir pelo menos um grupo de jogos a funcionar nessas condições para não serem acusados de caloteiros e por isso que ele pode e vir a público contradizer-se que os desenvolvedores é que decidem. A únicas vertentes que perdem com estas políticas de marketing por parte da empresa são os seus consumidores finais e possíveis interessados, ou seja, o seu público alvo e a imagem da empresa que é manchada. Referente ao lado da Sony, em boca calada não entra mosca portanto não há muito para dizer, mas podemos dizer que ele também não exibem a melhor postura a nível de gestão de marketing mas eles são líderes de mercado e quando és líder, só o teu nome associado a um produto vende e não estás numa posição de obrigatoriedade de inovar e de “vender o teu peixe” porque as pessoas já o conhecem, mas na indústria dos games em que as plataformas vivem de jogos e os jogos vivem dos seus players, a indústria vive dos players e eles têm de ter voz ser ouvidos e também serem lembrados que eles são o foco e nesse quesito a Sony poderá não estar a ter a melhor postura exibindo distanciamento. Em suma, queria voltar a ressaltar o excelente e só me senti à vontade de comentar por saber o quão saudável é a secção de comentários, queria ressaltar também uma outra questão lembram-se qnd Mark Cerny disse que os 100 jogos mais populares do PS4 já tinham sido testados para funcionar no PS5, as pessoas assumiram que eles só dariam suporte a 100 jogos, vêem com a mensagem é importantíssima e como ela deve ser divulgada é importante, portanto não se deve dar pano para mangas para líderes de empresas que eles sabem bem o impacto das suas palavras, abraço

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Mário Armão Ferreira
3 meses atrás

Certo Mário tens toda a razão, eu venho ao pcmanias porque estou longe de ser a pessoa mais informada e com um conhecimento vasto a nível tecnológico, por essa razão venho procurar esta informação, para ser um consumidor mais consciente, para saber o que eu estou a comprar, não podemos ser leais a empresas, sejam leais ao vosso bolso e não comprem tudo que vos é apresentado, podemos sim preferir produtos de uma em relação à outra mas temos de entender que eles têm o objetivo de lucrar com isso. Como é possível eu acreditar nos specs e por aí fora que foram divulgados sobre o series X se a empresa não tem nem uma mentalidade e nem um discurso unificado, quem me garante que aquilo que eles prometem é o que terei em casa? Ninguém, visto que nem os responsáveis por essa mesma empresa o sabem, um discurso ambíguo, leva sempre a desconfiança, cabe a nós tomar medidas para com uma indústria ou empresa que não é 100% verdadeira com o seu público e torná-los responsáveis pelo que dizem, qualquer empresa vive de resultados e não de promessas. Se eu prometo vender um creme que ajuda a fortalecer a barba, por exemplo, e eu sei que ele só funciona em certas e determinadas situações, não posso vender o mesmo como se o mesmo funciona-se sempre, terei que de certa forma publicitar que o mesmo só funciona em certos ambientes, posto isto, devo ser correcto e dizer quais são situações e não fazer o contrário e deixar o consumidor a sentir-se enganado, pq não fui 100% verdadeiro com a informação disponibilizada

Sparrow81
Sparrow81
3 meses atrás

Particularmente não tenho mais confiança alguma na Microsoft. Eles vivem se atrapalhando e se contradizendo. E não é só a divisão Xbox, é em tudo. Eles acabam, por mtas vezes, a alimentar a guerra de consoles e apoiar fanboys da empresa. Isso é absurdo, antiético e nada profissional. Parecem meninos.

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