Como a PS5 pode mudar o futuro dos videojogos.

Aqui iremos falar sobre como um SSD pode mudar a face dos jogos.

O SSD da PS5 e a mudança de paradigma que pode trazer aos videojogos.

Quem já usa PCs à uns anos deve-se recordar do Windows Experience Index, uma medida do windows de avaliar a performance do sistema.

Eis um exemplo de uma medição:

Como vemos cada um dos elementos do sistema é avaliado. Temos um excelente processador, excelente memória, uma placa gráfica de valor médio alto, mas que é extraordinária para os requerimentos de trabalho de secretária, e um disco relativamente mediano.



A média do sistema… é igualmente mediana… E se bem se recordam esta valor é sempre, mas sempre, igual ao valor obtido pelo elemento mais fraco do sistema.

Basicamente um sistema vale pelo seu todo. E é sempre o elemento mais fraco que vai ditar as performances globais do sistema. Se o CPU é fraco, o resto ser excelente de nada vai valer. Se o GPU é fraco e o resto excelente é a mesma coisa. E se o disco é fraco, e o resto excelente é também o mesmo.

Resumidamente, a peça que dita gargalos ao sistema é a peça que o vai limitar. A máquina pode ser excelente numa coisa, mas não prestar para outra. E isto é tão simples quanto isso!

Ora o que tem acontecido ao longo dos anos nos videojogos é a criação de motores que superem estes limites. E como o fazem? Muito simplesmente explorando ao máximo as partes melhores do sistema, mas limitando os jogos naquilo que é imposto pelas componentes mais fracas.

A realidade é que a evolução nos CPUs e GPUs tem sido muito grande, mas a dos discos rígidos não. E quando a maior parte das máquinas vendidas possui discos ainda lentos ou SSDs de baixo custo, os limites criados pelo disco não são de forma alguma superados. Aliás os SSD ainda não são sequer um standard.

A piorar a coisa, se um menor CPU pode ser superado com quebras de FPS, e se um menor GPU pode ser superado com cortes na resolução ou nível de detalhe, um menor disco rígido não pode ser superado. Se um disco estiver responsável pela velocidade de deslocação no mundo, pela colocação de geometria, pela colocação de texturas ou outras situação, a ausência de performance iria pura e simplesmente fazer com que o disco fosse incapaz, tornando o jogo injogável. E com um mercado SSD relativamente reduzido e com performances tão variáveis derivadas de milhares de modelos, apesar de já ter podido existir algum avanço na melhoria dos motores dos jogos para explorar discos mais rápidos, a mesma esteve basicamente estagnada, até porque a evolução no CPU e GPU tem dado bastante com que as pessoas se entretenham.



Mas eis que os SSD chegam às consolas. E eis que uma delas quebra as barreiras e apresenta um SSD mais rápido do que tudo o que existe no mercado.

Se o SSD da Xbox série X é algo da gama média alta, o da PS5 é inquantificável pela escala existente. É pura e simplesmente superior a tudo o que existe actualmente no mercado, definindo novos patamares.

Mas mais importante do que isso, é algo que vai ser standard numa plataforma de sucesso, e suportada por diversas equipas de produção de jogos de nível mundial. Esta situação vai permitir que os jogos ali produzidos quebrem barreiras que até ao momento eram impossíveis de serem quebradas. Determinados limites pura e simplesmente desaparecem.

Um exemplo referido por Cerny é que com a velocidade do disco da PS4 a consola era obrigada a ter na memória dados para gerir pelo menos 30 segundos de todas as combinações possíveis de movimentos da personagem, de forma a dar tempo ao disco de poder ler e ir fornecendo novos dados. Infelizmente, igualmente por motivos de velocidade, os dados fornecidos teriam de ser limitados em conteúdo, e basicamente repetições de geometrias que tinham igualmente de estar na RAM, que eram depois dispostas no mapa. Pelo seu consumo de RAM esta geometria tinha de ser simples, sem grandes resoluções de detalhe.

Basicamente, pelas suas limitaçõe, o disco fornecia apenas apontadores novos para o mundo que depois a memória preenchia com aquilo que lhe era possível armazenar. E alterar isto obriga a passagens em túneis ou elevadores que dêem tempo ao disco de fornecer nova geometria e texturas.



Mas com este SSD, os 16 GB não precisam de conter nada disso. Na realidade a memória só precisa de ter 1 segundo de combinações possíveis de movimento, dado que o SSD é capaz de responder imediatamente. Ora isto não só liberta memória como, mais do que isso, o mundo não precisa de geometrias repetidas e sem sabor. O SSD é capaz de colocar 2 GB de informação no GPU em 0.27 segundos. É alias capaz de trocar a memória toda do GPU em apenas 2 segundos.

Esta situação vai permitir uma liberdade até agora inimaginável. Algo que a Xbox série X pode igualmente fazer com o seu disco, mas apenas num nível muito mais reduzido uma vez que o seu disco opera basicamente a metade da velocidade do da PS5, sendo previsível que tenha latências superiores, pelo facto de o SSD estar ligado ao sistema por 4 pistas PCI E 4.0, ao passo que a PS5 usa 12 pistas para a mesma coisa (daí o disco da PS5 ser completamente integrado no sistema). A piorar as coisas para o lado da Xbox série X temos o suporte aberto e declarado ao PC, com o lançamento dos exclusivos nesta plataforma. Uma plataforma que não tem o SSD como standard, e que mesmo que o tenha muito certamente não alcança na maior parte dos casos as performances da série X, o que levará a que o seu suporte pleno seja questionável.

Este tipo de ajuda que o SSD da PS5 pode dar, não só permitirá a criação de mundos até agora impossíveis, como será um tremendo auxilio na performance global. Geometria pré rendida pode ser metida no mundo em tempo útil e em grande quantidade, poupando assim processamento ao GPU. O mesmo pode ser dito de luzes e de texturas de alta definição. O leque de possibilidades é tão grande que há mesmo quem questione se este SSD não pode acabar por virar a maré a favor da PS5 a nível de performances. Afinal, tal como começamos esta parte, a performance do sistema é ditada pelo elemento mais lento, e aqui não está em causa uma comparação de GPUs em jogos clássicos com os motores actuais, onde a Xbox série X terá sempre vantagem por ser mais potente, mas sim na revolução criada por jogos de nova geração com novas tecnologias que não se apoiam apenas no aumento da resolução e melhoria do grafismo, mas tiram partido do que o SSD pode trazer como auxiliar ao processamento e inovação, bem como potenciador de melhorias das performances do sistema como um todo.



Resumidamente, o SSD da PS5 pode trazer uma inovação que o mercado anda a adiar à quase 20 anos: Modificar os conceitos de jogos, os limites existentes, criar novas liberdades e novas formas de se jogar e mesmo de se trabalhar o grafismo.

Basicamente há uma enormidade de potencialidades que se abrem e que advêm do facto que a consola como sistema completo, e não como um conjunto de partes, melhora a sua capacidade de processamento, garantindo que performance máxima é atingida mais vezes.



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Felipe Leite
Felipe Leite
2 meses atrás

Não havia olhado para o ssd dessa forma. Assim sendo realmente as consolas irão estar bem afastadas na forma geral de comparação.
Isso pode realmente nos dar experiências de jogo novas o que é muito bom.
Agora, que a Sony tem que demitir o pessoal do marketing todo, a isso é verdade!
Como raios é preciso os desenvolvedores e especialistas serem obrigados a dizer que afinal a consola é muito mais do que foi apresentado????
Era só explicar que o Super Sensational Dressing (SSD) consegue abrir novos caminhos de forma que os Tflops não seriam capazes de fazer.
Agora é esperar e ver no que realmente tudo isso pode resultar.

nETTo
nETTo
Responder a  Felipe Leite
2 meses atrás

Sony contratou o pessoal do marketing do xbox One de 2013

Felipe Leite
Felipe Leite
Responder a  nETTo
2 meses atrás

Acho que é isso!
😂😉

Alex
Alex
2 meses atrás

Eu gostei muito da abordagem da Sony, espero que ela consigo o seu objectivo principal e a experiência de jogo (como um todo – não é só gráficos) seja efectivamente melhorada. Um SSD assim tão rápido é uma novidade numa consola. Fará diferença (além da visível redução nos tempos de loading)? É bem possível que seja um factor diferenciador do desempenho geral da consola pelo facto de se tratar de um sistema fechado. Só tenho dúvidas em relaçao ao facto dos clocks serem bem elevados, será que vem aí um sistema de refrigeração de elevada qualidade (vai ser preciso)? É esperar para ver, mas tenho esperanças de que a sony apresentará uma PS5 capaz de conquistar os gamers. Mário, mais um artigo muito bom.

nETTo
nETTo
Responder a  Alex
2 meses atrás

se entendi bem na apresentação de cerny, os clocks variáveis e da forma que ele explicou estão integrados ao funcionamento do sistema de resfriamento. Ao que parece será seguro

Domgamers
Domgamers
Responder a  Mário Armão Ferreira
2 meses atrás

Pelo que eu entendi sobre a questão do gpu variável, foi que vai depender do jogo, por exemplo, se o jogo não puxar ao máximo a potência da gpu, ela vai ficar operando em potência mais baixa, se tiver jogos que precisem dos 10 teraflops ela vai operar com potência mais alta.

bruno
bruno
2 meses atrás

Excelente artigo Mário.

Algumas questões:

Se substituísse nesse sistema o GPU por outro com mais CUs o que ocorreria?

Isso que descreves ajuda à resolução?

De que forma o SSD pode auxiliar no RT face ao que existe hoje?

Carlos Zidane
Carlos Zidane
2 meses atrás

A parte do SSD sem dúvida foi animadora, o Mark Cerny explicou daquele jeito chato, podiam fazer algo pro público, que em geral mal sabe escrever aqui no Brasil, mais digerivel por qualquer um.
Tenho por exemplo um amigo que é advogado, ele fala desses assuntos de direito como um juiz da suprema corte, mas pra todo o resto das coisas ele é meio tapado, não entende uma vírgula disso aí. E é o que estou falando sobre a forma como as coisas são levadas ao público devem ser pensadas pra eles, que vão comprar o produto e não são engenheiros, são o cara que vende pão, o que acenta tijolos, o que vende crack…
Falem com programadores em off e com o público no YouTube. Pronto.

E muita gente falando de specs quando o que eu gostaria de ver era mesmo jogos correndo pra mostrar na prática isso aí. Jogo correndo e não cutscene pré cozinhada.
Quando joguei HZD fiquei tão encantado com a beleza daquilo (e correndo num hardware tão anêmico) agora como será com toda essa capacidade é o que vamos ver. E gráfico não é tudo também, tem que ver no que vai resultar de criatividade.

Só espero que o score geral do PS5 atuando não caia porquê o sistema está quase incendiando lol.

nETTo
nETTo
2 meses atrás

O discurso que os amantes do Xbox adotaram mediante essa grande diferença de performance do SSD é de que os studios third party não vão tirar proveito disso pois vao ter de suportar outras duas plataformas mais lentas (XSX/PC)

Até que ponto isso é vrd Mario.

PS: Vi a ánalise da DF sobre o port de Gears 5 pro XSX, visuais de Topo, 4K60fps até em cutscenes, porém, um loading de 13s quando no One X eram 38s. O que o PS5 poderia fazer nestes casos já que o SSD do mesmo conta com até 130% mais performance que o do XSX

Deto
Deto
Responder a  Mário Armão Ferreira
2 meses atrás

As first usando empurram as third para usarem tb.

quem vai querer jogar Assassins Creed que não usa SSD quando aparecer spiderman 2 ou Horizon Zero Dawn 2 ou ainda God of War “2” ?

a diferença vai ser tão grande que as third vão ser obrigadas a usar pelo menos o SSD do SX no limite.

Outra, eu acho que a Sony já garantiu com as thirds o apoio.

Deto
Deto
Responder a  Mário Armão Ferreira
2 meses atrás

sera que as versões para PS5 e SX vão ter alterações de arquivos?

apagar arquivo duplicado por ex?

AlexandreR
AlexandreR
2 meses atrás

Só o tempo dirá as vantagens do SSD da Ps5 relativamente ao da Xbox SX. No lado da Xbox o SSD também vai conseguir excelentes resultados, pois os jogos também seram otimizados para a mesma.
Porque no lado da Sony temos um gpu que só poderá chegar aos 10,3 teraflops, em detrimento do cpu. Que supostamente, o cpu, será um game change para a nova geração. Para não falar que o gpu normalmente era para fixar se nos 9,2 Teraflops, sem afetar o Cpu.
Agora com esta nova ideologia o mesmo Cpu, poderá ser reduzido, e mesmo não sendo reduzido, tem menos performance que o cpu da Xbox SX.
A meu ver se o preço das consolas for igual (499€), acho que é um tiro no pé relativamente ao hardware. Porque a curva para adquirir conhecimento é menor na Xbox SX, e provavelmente mais fácil de desenvolver. Mas se a Ps5 custar menos 100€ que a concorrente, acho que fizeram uma boa escolha!
Mas ainda não sabemos os preços e não sabemos o quanto mais caro é o SSD da ps5

nETTo
nETTo
Responder a  AlexandreR
2 meses atrás

É como eu tenho dito, quem curte Xbox se fechou nestas informações ai de que o PS5 temm 9TF, não importam o que o Mark Cerny diz, não importa os elogios de diversos desenvolvedores a máquina e ao seu funcionamento, o próprio Mario já explicou que a frequencia variável vai permanecer no top quase todo tempo, mas né tem gente que insiste kk

E como eu digo por ai:

Todo mundo sabe contar de 1 até 15, quando contar, no 3 o PS5 já terá aberto o jogo, e isso vai ser indiscutivel

Já pra ver as diferenças de resolução ou efeitos, teremos de entrar no site da DF com seus zooms de 300x pra ver as diferenças nos jogos, visto que na TV até mesmo lado a lado, pobres mortais sem conhecimento igual a nós as diferenças passarao despercebido

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  AlexandreR
2 meses atrás

Concluindo, vai depender do preço das consolas!
Porque eu não me importo que a ps5 tenha menos performance que a Xbox SX, mas que tenha um preço mais atraente.
E que a velocidade do SSD seja uma forma de se aproximar da concorrente

https://www.eurogamer.pt/articles/2020-03-20-ex-director-de-marketing-na-xbox-elogia-a-ps5
“Concordo com isto”

Livio
Livio
Responder a  AlexandreR
2 meses atrás

Falei sobre este link ontem e creio que o preço alvo do PS5 pode ser os U$400,00, enquanto do XSX poderá ser os U$500,00

Livio
Livio
Responder a  AlexandreR
2 meses atrás

Se não me engano logo no inicio da apresentação do Cerny cita que a curva de aprendizado para programação no PS5 é inferior a 1 mês, sendo um tempo menor que na época do PS1 e menor que todos os outros consoles PS

Andrio
Andrio
Responder a  Livio
2 meses atrás

Interessante, se a curva for assim tão pequena acho que as devs de tercerios n vai ter problemas em desenvolver para o ps5 e extrair o seu máximo

Shin
Shin
2 meses atrás

Pense por exemplo se nos atuais consoles atuais, ao invés de um HDD, além das memórias principais houvesse uma partição de LPDDR3 1066 com 825GB, essa ao invés de ser uma memória volátil que apaga quando desliga o hardware, é uma organização não volátil, então ao invés do desenvolvedor guardar uma versão pré compilada de seus jogos que terá de passar pela CPU, para ele abrir cada arquivo e só então mandar os dados pré compilado dos shaders pra GPU, a GPU só precisa acessar a mesma memória pois ela tbm tem acesso ao HUB e os dados já estão lá para ela simplesmente despejar na sua VRAM. É mais ou menos isso que irá acontecer na nova geração, desde a tela de loading de Doom e Quake nos PCs, lá em 1997, a GPU está limitada a aquilo que a CPU fornece, é algo milenar, mas a tecnologia dos consoles evolui a partir das Radeon Pro SSG e do High Bandwidht Cache introduzido nas Vega, são 12 chips Flash no caso do PS5 alcança 5,5GB no espaço físico da PCIE 4.0, mas transfere até 9GB/s em uma compressão de hardware fornecida pelo DMA nomeado de Kraken. Kraken traduz os dados do SSD para o IO Complex que é coerente com a CPU, GPU e memória, ele também é um co-processador duplo, se a CPU está consultando, outro dispositivo não precisa esperar. Isso permite uma flash que reage como uma RAM o que significa que se você está jogando Marvel Spiderman olhando para Newyork, tudo que está a frente de seus olhos está na VRAM, rodando a 30 ou 60 quadros, mas toda a informação que está atrás de sua cabeça e não está sendo vista está também lá através do SSD, quando você muda a visão e ver o outro lado da cidade, rapidamente o sistema carrega toda a memória com os dados do SSD para VRAM, a VRAM se livra daqueles dados e apenas despeja a coordenadas dos objetos móveis, que serão atualizados na medida que o jogo avança.

Isso muda a forma como os games são concebidos. God of War por exemplo, são uma sequência de cenários fechados divididos com portas para que você não perceba quando o console carrega. God of War part 2 não precisa ser assim, ele pode ser contínuo. A VRAM, CPU e GPU ainda limita o número de objetos simultâneo com base no desempenho máximo da plataforma, mas agora, desde que tenha espaço no SSD, se eles quiserem renderizar o mundo inteiro, grão por grão, eles podem fazer.

Shin
Shin
Responder a  Mário Armão Ferreira
2 meses atrás

Em falar de Cerny tem algo que eu gostaria que você fizesse um artigo esclarecendo, tem vários sites divulgando uma informação errônea sobre a retrocompatibilidade do PS5, Cerny disse que testou 100 dos 4000 jogos e espera ver eles disponíveis no lançamento. Todos passaram a entender que apenas 100 jogos são compatíveis quando na verdade todos os jogos são compatíveis e a equipe está testando todos para descobrir as falhas e abrir a compatibilidade com o tempo.

https://www.msn.com/pt-br/entertainment/jogos/sony-esclarece-retro-compatibilidade-da-playstation-5/ar-BB11uZsG

Isso teve que ser exclarecido pela Sony. Existe um modo PS4 e PS4pro no PS5 mas se você quiser que tais jogos rode com recursos melhores e preciso rodar eles no PS5 mode e é por isso que eles precisam avaliar game a game.

Shin
Shin
Responder a  Mário Armão Ferreira
2 meses atrás

Dar pra dizer que o HBCC é uma tecnologia de entrada que tinha como objetivo chegar onde os consoles chegaram. O que ele fazia em Vega é oferecer um cache de paginação dinâmico para VRAM, usando a parte não ocupada para carregar ativos extra, para isso ele dividia tais artivos em blocos sequenciais do mesmo tamanho evitando o gargalo pcie. comment image

No PS5 e XSX tem um tipo de HBCC entre seu controlador e a memória, que é aquilo que o Kraken ou o Velocity fazem mas agora com um hardware dedicado. A segunda parte é o SSG que significa, permitir que a GPU use o SSD, através do controlador HBC e assim a paginação também e feita no SSD que por sua vez serve como cache. O que eles estão falando de compactação e a Microsoft oficializa como parte fundamental do DirectX e irá influenciar principalmente as Virtual Textures.

É tudo a mesma coisa no final das contas mas cada uma implementou de sua maneira.

Shin
Shin
Responder a  Shin
2 meses atrás

Vamos tirar por exemplo Infamouscomment image

Se eliminar todos os objetos estacionados na memória, o game passa a ocupar 875MB, no PS4 era apenas 500MB era memória dinâmica, agora os desenvolvedores pode reservar 8 a 10GB dos 16GB do PS5 e eliminar a maior parte dos ativos estáticos em prol dos paginados. Isso também vale para o XSX.

Isso é mais um ponto positivo para o desempenho, mais espaço para buffer de quadros.

Shin
Shin
Responder a  Shin
2 meses atrás

A diferença entre PS5 e XSX a respeito do SSD não é apenas a velocidade. 336GB/s é consistente mas não a VRAM de 560GB/s, então é mais parecido ao usar o NVMe com os PCs embora também seja melhor que as soluções generalizadas pois possui um hardware dedicado. O que Kraken faz no PS5 o XSX usa o Direct Storage que é uma API dedicada para controlar os DMA da tecnologia que eles chamam de Xbox Velocity, e dar acesso ao SSD.

“descompressão hardware é um componente de hardware dedicado introduzido com o Xbox Série X para permitir jogos para consumir o mínimo de espaço possível no SSD, eliminando toda a CPU sobrecarga tipicamente associada com a descompressão em tempo de execução. Reduz a sobrecarga do software de descompactação ao operar com desempenho SSD total de mais de três núcleos de CPU para zero – liberando assim considerável poder da CPU para o jogo gastar em áreas como melhor jogabilidade e melhores taxas de quadros. A descompactação de hardware é um dos componentes da arquitetura Xbox Velocity.”

Ou seja, é a mesma tecnologia mas com várias diferença. A Sony se dedicou a aumentar a largura de banda do acesso e a independência bem como diminuir a latência, a Microsoft se preocupou com a usabilidade e o espaço.

Rui
Rui
2 meses atrás

Ou seja li tudo e cheguei a mesma conclusão, a X é claramente superior.

Passo a explicar:

Em primeiro lugar quem tem o hardware desiquilibrado é a ps5 e não a X, a X tem componentes topo (podem nao ser os melhores mas estao no top5 digamos) em todos os sectores, cpu, gpu, disco, ram, a ps5 por sua vez tem um ssd do mais rápido que existe mas quase todos os outros componentes ha melhores logo aqui existe um claro desequilíbrio do suposto equilibrio brilhante da ps5.

Depois a questão das velocidades do cpu e gpu, numa consola inferior sempre que tiver de descer abre mais o fosso e supostamente a consola nao pode ter o cpu e o gpu ambos ao mesmo tempo no pico máximo ou é um ou é o outro, na X é sempre fixo e superior em ambos.
Na ps5 o programador vai ter de lidar com isto hoje e no futuro, na X o programador sabe que aquela performance nao mexe, nem desce nunca.

A questão do ssd é verdade que é muito rapido a carregar assets para a memoria libertando a mesma e reduzir os loadings e se ali tem de haver uma porta na X na ps5 nao, é caminho aberto ou se o tunel na ps5 tem 100m na X vamos percorrer 250m antes de chegar a zona seguinte, mas a funcao do disco é e sera sempre de guardar e carregar, nao calcula, nao constrói , e depois fico parvo com este simples facto se a ps5 tem um ssd a X tambem tem, e se encher a memória na ps5 demora 3s na X demora 7s, nao demora meia hora, ao ler estas conversas fico com a sensação que a ps5 tem um super ssd e a X tem um hd da loja dos 300.

Por fim gosto muito desta conversa “ah e tal eu nao me importo que seja sub 4k” quando na geracao anterior foi debatido até a exaustão os 720p em alguns jogos na Xbox one e a grande maioria deles nos 900p.

Aonde esta a coerência? Diziam ah e tal comprei uma nova geração para nao jogar a resolução do passado, ora se a ps5 andar sub4k vao andar a jogar em resoluções que a one X fazia com uma perna as costas, consola essa do passado..

E por fim, nao sou eu que o digo li em “milhoes” de opiniões que a ps5 foi uma desilusão, mas agora estamos a descobrir que afinal a X é que é uma consola mal desenhada, quando ganha em 4 dos 5 parâmetros. Cpu,gpu,ram, e ray tracing (se ambas tiverem a mesma solução) e perde no armazenamento.

Ainda falta muito para os comparativos, se a ps5 correr os jogos melhor ou muito melhor que a sX ai venho aqui e digo nao percebo nada disto e vou me dedicar a pesca até lá nao me enfiam a carapuça.

Eu ate diria mais e ja me estou alongar, a maior prova vem da própria sony, ausência de confronto, silêncio, falta de argumentos, meia hora a falar no ssd, esta pérola ps5 = 58cu ps4, o numero de tf esteve em palco prai 2 min, nao vieram dizer que os true 4k é muito importante como disseram dos 1080p, ray tracing quase nada e do outro lado?

A consola é esta, as specs sao estas, as demos sao estas e dao a cobertura à DF e ao evans, muito diferente, confiança total no produto.

Eu nao digo que a ps5 seja má é boa sim senhor mas esperava melhor e a X é superior, olha é a vida.

Rui
Rui
Responder a  Mário Armão Ferreira
2 meses atrás

Sao ambas muito boas (resta saber a que preco), e corrigem totalmente as maiores falhas da anterior gen.

Eu so quero saber as caches, a implementação do RT de ambas, se na ps5 o pico performance é independente de cpu e gpu ou se um depende do outro (velocidades), mais a 5700xt equivalente ao gpu da ps5, nao escala particularmente bem com o aumento da frequência e os ganhos em real world performance sao baixos e isto vai contra a teoria do cerny para este gpu.

O milhões ja por isso estava entre aspas, é um exagero, tenho lido e visto comparativos e opiniões.

E quero focar neste ponto, se o gpu para atingir o máximo o cpu tem de baixar e vice versa é um ponto que acho que esta a ser overlooked, no curto prazo não, mas no fim da geração nos jogos mais exigentes as diferenças vao ser bem notórias.

nETTo
nETTo
Responder a  Rui
2 meses atrás

O que parece Rui é que vc se incomoda de alguma forma com o PS5, incomoda vc ele ter esse “milagroso” SSD que os Devs publicamente já vieram a dizer que se renderam, talvez falte devs falarem o mesmo do console que tanto ama, sei lá, aqui ninguém ta afirmando que o pedaço de plástico que vc tanto curte vai ser inferior, apenas explicando as possíveis possibilidades do no sistema de armazenamento do PS5. “Milhões de opiniões” kkkkk

Rui
Rui
Responder a  nETTo
2 meses atrás

Estou super incomodado e preocupado com o milagroso ssd, admito fui apanhado.

Quanto aos devs, alguem da rockstar disse isso? E da platinum? E da capcom? E da square? E da ea? E da remedy? E podia continuar por aqui afora, alguns dizem bem da ps5 e eu apesar de nao ser um devs digo bem, outros nem tanto, mas talvez o amigo netto possa me esclarecer quem sao esses devs de reputacao mundial que caíram de joelhos perante a poderosa ps5.

Se existem eu que estou em casa sempre ha dias devido a preocupante situacao do covid19 nao vi e gostaria de ler.

Convido o amigo netto a ir ler o que disse o kojima san quando a ps3 foi anunciada e depois o que disse quando o mgs4 foi finalizado.

José Galvão
2 meses atrás

Confesso que quando acabou a apresentação da PS5, fiquei desiludido, aqueles 10.2TF sabiam a pouco, aparentemente a Sony tinha metido a pata na poça e a Microsoft cujo foco está na cloud, tinha uma vantagem significativa, embora nunca em momento algum equacionei não comprar a PS5, fiquei com com a noção de que a Sony tinha um produto muito inferior em mãos e que teria imensas dificuldades em vingar nesta geração.

Passados alguns dias e depois de avaliar os números com olhos de ver e ouvir quem mais interessa que são as pessoas que fazem os nossos jogos, começo a perceber a forma brilhante como à primeira vista a Sony terá conseguido uma consola não só mais barata que a concorrência, como uma consola que pela forma revolucionária e inteligente como foi pensada, conseguirá em muitos casos igualar ou até bater uma consola tecnicamente superior, a Series X.

Ao contrário de muitos de vocês, eu não percebo grande coisa de hardware, sei o suficiente para não estar a ver navios no meio dos artigos e comentários mas falta-me o conhecimento técnico para ver entre as linhas, com essa lacuna em mente, opto por tentar ver as coisas de outra maneira, porque uma coisa é olhar para as specs de ambas as consolas lado-a-lado com o ruido dos fanboys no background, outra é ouvir quem sabe, e quem sabe parece muito mais empolgado com a consola da Sony do que a papa monstros ao pequeno-almoço.

Ao ler sobre o que difere as diferentes abordagens da Sony e Microsoft para atingir um sistema poderoso, lembrei-me sobre a grande revolução que ocorreu entre 2002 e 2003 no mundo do motociclismo, especialmente no expoente máximo da competição das duas rodas, o campeonato do mundo de motociclismo.
Durante cerca de 35 anos, as provas de competição das motos era totalmente dominadas por motores a 2 tempos, conhecidos pelos custos de manutenção elevados mas pela forma como debitava potencia bruta, pilotar uma Honda NSR 500 com 130kg de peso e 190cv de potência não era para todos e para ajudar, os engenheiros da Honda, (e de todas as outras marcas), sempre tiveram uma tremenda dificuldade em canalizar essa potência para o solo dada a natureza dos motores de 2 tempos, conhecidos pela forma selvagem como debitam potência, apesar dos avanços técnicos ao longo dos anos muita dessa potência acabava por ser despediçada, no entanto não havia alternativas, pelo menos até 2002, altura em que houve uma enorme viragem.
Em 2002 a Honda apresenta a RC211V, uma moto com um motor de 4 tempos cuja vantagem era não só o custo muito menor de manutenção, como resolvia o maior problema que assolava os engenheiros ao longo de 35 anos, a forma como as caracteristicas únicas do motor de 4 tempos pelo seu temperamento menos selvagem permitia uma transição de potência muito superior para o solo e assim gerir e aproveitar a mesma.
Digamos que esta simples mudança mudou para sempre o mundo do motociclismo a todos os níveis ao ponto de quase já nem se fazem motos com motor a 2 tempos.

A meu ver, esta analogia exemplifica a forma como olho para a estratégia da Sony para a sua PS5, uma moto que não tem tanta potência bruta mas que a aplica de forma extremamente eficaz e com menos custos de fabrico.
Como curiosidade o IGN também fez uma analogia interessante, imaginem a Series X como um carro com um motor V8, a PS5 como um carro com motor V6 mas com Turbo…

De facto a Microsoft tem uma grande consola, e isso significa que nesse campo já não vai estar em desvantagem, a parte do hardware está feita, agora depende das politicas e claro, do conteúdo porque acima de tudo o que conta sempre foi e sempre será os jogos, e nesse campo, a Microsoft ainda tem muito que caminhar mesmo com a recente reconstrução da sua rede de estúdios que no que toca à Sony é a mais forte de toda a industria, penso que temos mais que nunca, consolas que apesar das ideologias diferentes, estão mais próximas em termos de capacidades, olho para a Series X como a moto a 2 tempos, potência bruta mas com gargalos que a impedem de se utilizar todo o seu potencial, já a PS5 olho como a moto a 4 tempos, mais dócil mas sem gargalos logo mais utilizável.

A Xbox pode muito bem ganhar nas rectas, mas a PS5 apanha-a nas curvas, tudo vai depender do formato da pista e acima de tudo, dos pilotos.

Edson
Edson
Responder a  José Galvão
2 meses atrás

Exatamente, José!

Deto
Deto
Responder a  José Galvão
2 meses atrás

Eu tb estava igual vc… achei horrível a apresentação e pensei que o PS5 seria horrível e a sony tinha feito besteira.

agora tô esperando a pré venda do PS5 e não só isso, o SX tem seus jogos até EXclusivos tendo que rodar no xbox… isso vai ser um desastre na hora de comprar um spiderman 2, god of war 2, hzd2 contra halo infinite.

Daniel Torres
Daniel Torres
Responder a  José Galvão
2 meses atrás

Concordo José, um comentário bem eficiente para explicar a situação das consolas.

Mário, como meu conhecimento é raso você poderia me tirar uma dúvida?
Eu estava pensando será que a Sony poderia usar o SSD para controlar o sistema operacional liberando assim os 16gb apenas para jogos?

José Galvão
Responder a  Daniel Torres
2 meses atrás

@ Daniel

Por acaso fizeste uma boa pergunta e na qual eu já tinha pensado, a PS5 usar o SSD para controlar o SO e deixar praticamente toca a RAM para os jogos, aliás não deve ser por acaso aquele valor de armazenamento interno, 825GB, é um valor estranho de facto, é porque o SO totalmente alocado nele.
Se estiver errado que me corrijam.

nETTo
nETTo
Responder a  José Galvão
2 meses atrás

XSX – Honda
PS5 – Yamaha

João Magalhães
João Magalhães
Responder a  José Galvão
2 meses atrás

Grande comentário José !É isso ai!Boa análogia.

Alexandre Oliveira
Alexandre Oliveira
Responder a  José Galvão
2 meses atrás

Completamente de acordo, já venho dizendo isso aqui..
Está de parabéns pela forma clara como se expressou!

Andrio
Andrio
2 meses atrás

Excelente artigo e o já compartilhei!
Agora lembro que vc falou em ter cortado partes pq n tinha certeza do que ia postar funcionava. Caso seja confirmado pretente adicionar em um futuro artigo?

Daniel Rodrigues Corrêa
Daniel Rodrigues Corrêa
2 meses atrás

Com todo a tecnologia empregada no PSSD 5, não é de estranhar que veremos um avanço tecnológico substancial, é difícil de alguma forma, até pelo custo/benefício, outra plataforma equiparar, e isso constitui vantagem para a Sony. Sem dúvida, que ela está na vanguarda e como bem lhe aprouver, até quem sabe, poderá vender essa tecnologia para ser usada no futuro em outros eletrônicos. Infelizmente somente poucos jogos poderão desfrutar da mesma, a saber, exclusivos e alguns multis optimizados, mas deverão ser instalados no minusculo PSSD 5! Infelizmente, e como ela abriu para que outros fabricantes desenvolvam ssds para serem “instalados” no PSSD 5, mas não terão a mesma velocidade que o SSD primário, e inclusive, para instalarmos precisaremos abrir a máquina, e isso pra mim constituí problema bem maior, que trocar minhas pilhas no meu controle do XSEX. Falou

Rodrigo
Rodrigo
2 meses atrás

Excelente artigo Mário, muito bem explicado. Muito melhor que o artigo da Digital Foundry, que foi meio genérico, no caso eles falaram das novas tecnologias, mas sem demonstrar claramente quais serão os novos reais benefícios. Você explicou quais serão os proveitos de tudo isso. Mas surgiram algumas dúvidas: Você cita no começo o Windows Experience Index, e mostra que o sistema todo é validado pela média do sistema e o seu valor é obtido pelo elemento mais fraco, ou seja, o elemento mais fraco é que vai ditar as performances globais, a peça que dita gargalos é a peça que o vai limitar. Esse exemplo não poderia ser aplicado aos jogos multiplataformas e a todo esses benefícios que o SSD da Sony promete trazer? Porque a grande maioria dos jogos não serão exclusivos para o PS5, eles serão multiplataformas. Como os estúdios vão aplicar tudo isso se por exemplo a maioria dos jogadores de PC usam HDs mecânicos de 500GB ou 1TB? E o Nintendo Switch? E como você escreveu, a maioria dos PCs que possuem SSD, são modelos de baixo custo. Sem falar também que os a maioria dos jogos, ainda durante um bom tempo, vão ser lançados para a geração anterior. Essas novas performances, que o SSD da Sony promete trazer, não vão ser assim niveladas para baixo? Claro que os jogos exclusivos vão sim tirar proveito de tudo isso, mas eles não são a minoria?

João Magalhães
João Magalhães
2 meses atrás

Agora deu para entender….O maior gargalo dos últimos anos não estava nem na CPU e muito menos na GPU como escrevi em outros Forúns.Estava no sistema de arquivos e como eles eram armazenados e liberados pelos HDs, em quantidade e velocidade aos outros sistemas.

E é nos arquivos que está praticamente todas as informações referentes ao game…Modelos,detalhes,escala e etc.

Quem achava que era só melhores Loads caiu do cavalo .

E essa velocidade de SSD do PS5 pode também liberar muitos recursos importantes.