Como estão os lucros da Nintendo, Microsoft e Sony?

Vamos analisar algumas das fontes de receita das principais empresas!

As receitas das diversas marcas são, naturalmente, diferentes. Uma base de utilizadores diferente, um conjunto de serviços diferentes, preços diferentes, ofertas diferentes, suportes a serviços diferentes, enfim, há uma série de factores que levam a que os valores mudem de empresa para empresa.

Vamos tentar analisar as receitas de cada uma das empresas, baseado nos dados disponíveis.

Eis então aqui alguns gráficos. Eles são propriedade da IHS Markit, uma empresa de estudos de mercado, e analisam o mercado em 2015, 2016, e 2017 (valores estimados dado que não há ainda resultados finais).

Vamos então ver:



O gráfico mostra as receitas das diversas empresas em 2015, 2016 e 2017 (estimado), relacionado com tudo o que o consumidor gasta em hardware, conteúdo para jogos e serviços relacionados com a plataforma e geridos pela empresa.

Note-se que plataforma implica todas as consolas da empresa!

E ele mostra dados curiosos!

Comecemos por 2015!

2015

A Nintendo com a sua Wii, Wii U e 3DS gerou em 2015 algo perto dos 6 mil milhões de receita, sendo que a Microsoft com a Xbox One e Xbox 360, gerou algo perto dos 12 mil milhões, e a Sony, com a PS4, PS3 e Vita, algo perto dos 18 mil milhões.

Em 2015 a louvar-se alguma empresa pelos resultados obtidos seria a Microsoft. Apesar de nesta altura a PS3 e a Xbox 360 possuírem o mesmo mercado, e a PS4 não estar ainda com uma margem de vendas 2:1, a realidade é que as receitas da Microsoft eram bastante mais elevadas. Este foi aliás um tema já abordado na devida altura aqui na PCManias, e onde davamos a conhecer que a gestão da Microsoft estava superior à da Sony!

2016

Em 2016 vimos basicamente uma quebra da Nintendo para alto perto dos 4,9 mil milhões. A Microsoft também cai para perto dos 11 milhões! Já a Sony sobe para algo perto dos 19,5 milhões (A IHS faz referência a este valor em específico, referindo-o como 19,7 mil milhões)!



Num gráfico mais detalhado, eis as receitas que advieram de cada uma das consolas:

A Sony conseguiu 17,8 mil milhões de receita só com a PS4, sendo que a Microsoft obteve 9.1 mil milhões com a Xbox One. A 3DS foi a consola que mais receitas obteve para a Nintendo. As restantes receitas advieram das outras consolas no mercado.

2017 (Valores esperados)

De acordo com as previsões feitas por esta empresa, e que precisam ainda de ser revistos face à realidade, 2017 vê nova subida da Nintendo, em parte pelo lançamento da Switch, indo para os 5 mil milhões.

Certamente os valores serão bastante superiores, uma vez que o sucesso da Switch bateu todas as expectativas que se poderia ter em Março de 2017, altura em que esta previsão foi feita

Quanto à Microsoft, o previsto em Março é que não altera basicamente nada as receitas de 2016. Não sabemos tambem se aqui já se contabilizava as receitas de uma One X a 500 euros (note-se que falamos de receita e não lucro).

A Sony é a única que se prevê que volta a subir as receitas, passando para perto dos 21 mil milhões e pela primeira vez aproximando os seus valores face à Microsoft daquilo que é a diferença na base de utilizadores, o 2:1. No entanto há ainda que se referir que dificilmente qualquer previsão de 2016 poderia esperar os valores recorde alcançados pela Sony quer nas vendas do periodo de Natal, quer nas vendas anuais, no número de utilizadores que pagam PSN e na venda de jogos.

Para que se perceba melhor como esta previsão pode estar a falhar, 2017 foi o melhor ano da história da Sony a nível de receitas da divisão de jogos! E isto não sei se seria previsível tomar-se em conta na altura!

Daí que será muito interessante ver estes dados quando forem actualizados em meados de 2018, mas mesmo assim o estudo para este ano é interessante pois mostra a evolução estatisticamente prevista perante os resultados dos anos anteriores.

 



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Readers Comments (30)

  1. A receita de 2016 da divisão Xbox aproxima do que é informado neste link, valor em torno de $9,35 bilhões.

    https://www.visualcapitalist.com/chart-5-tech-giants-make-billions/

    Mas sabe porque eu coloquei o link? Um defensor do Xbox disse que os 11% do gráfico refere-se ao valor da divisão Xbox em relação ao valor de mercado da MS, na época $536 bilhões. O problema é que ele esqueceu que acima do gráfico há a seguinte informação: 2016 Revenue. Depois que o corrigi este não teve a coragem de me pedir desculpas, visto que anteriormente ele me chamou de burro e cego porque ali eram dados “concretos” do valor da divisão.

    O estranho é que em nenhum canto da internet informa que a divisão Xbox tem aquele valor de 11%, ou $58,96 bilhões segundo eles. Mas sabe de onde alguns tiram estas conclusões? Tem um vídeo de uma galerinha do YT que falou isso, preciso dizer quem foi?

    • Na Microsoft é muito dificil teres valores certos. Tu pegas nos relatórios de contas da Microsoft e eles mascaram todas as fontes de receitas. Sabes o valor global, mas não sabes exactamente o que dá o quê. É uma forma de poderem operar sem grandes queixas dos accionistas pois desde que o global seja equilibrado e dê lucro, tudo está bem.
      Não critico essa forma de atuar, pois ela liberta a empresa de pressões externas e permite atingir objectivos a longo prazo que de outra forma seriam questionados. Mas o certo é que não permite ver nada de forma correcta!
      Seja como for, o que referes face ao gráfico é correcto! A empresa teve uma receita de 85 mil milhões, e 11% ou 9,35 mil milhões vieram da Xbox. É isso que está lá! O market cap não está em percentagens, mas sim as receitas!

      • Sim além de responder ao tal usuário que os 11% se referia ao valor da receita de 2016 eu coloquei os links dos relatórios 2016 e 2017 da própria MS e nestes não informam sobre o valor real da divisão Xbox perante o valor de mercado da MS.

    • Eu sei @Livio, o Xbox Mil Grau

  2. Se esses números forem verdade, Livio, então a MS está muito atrás da Sony nas receitas da divisão de jogos.

    E curiosamente, é também aquela que continuamente aposta em novos IPs e novos jogos singleplayer.

    O que é que os senhores que sempre falaram dos lucros da MS com a Xbox, e como o facto de ser tão lucrativa provava que a única alternativa possível neste mercado eram as subscrições e os DLCs e afins no multijogador têm a dizer?

    • Eu vou noticiar isso mal tenha uma vaga, e só para saberes, até nem vou comentar, limitando-me a dar conhecimento. Mas dado que falaste, aproveito:
      A tua avó deve ter-te ensinado um ditado popular que, apesar de mudar de região para região, se aplica em todas. A versão Norte Americana é “Não há tal coisa como um almoço gratuito”.
      Daí que eu pergunto: Achas que isto vai ser bom para ti?
      Olhando para lá, tudo aponta nesse sentido. Se a Microsoft lançar 2 exclusivos por ano são 120 euros. O game pass custa isso por ano, e ainda tens direito a uma carrada de jogos extra!
      Maravilha, certo?
      Agora eu pergunto… Se jogares nesse ano, 6 jogos que seja, se os pagasses era uma receita de 360 euros. Aqui só pagas 120!
      Se para ti é tudo uma maravilha, questiono-te como achas que este negócio será sustentável com cada jogador a pagar menos 240 euros por ano! Não tendo números do lado da Microsoft vou usar números da Sony para ver:
      A 7/12 de 2017 o attach rate da PS4 era de 8.7 jogos por consola! Dado que isto inclui jogos full price e outros, vamos atirar este valor para 4 jogos de 70 euros só para contas.
      4 jogos ano a 60 euros são 240 euros por utilizador, o que em 73,6 milhões são 16 mil e 800 milhões de receita ano. Que caso só pagassem 10 euros mês ou 120 euros ano descia para 8 mil e 800 milhões de receita ano.
      Apesar de os números da Microsoft serem diferentes, a ideia é a mesma. Este serviço traz claramente uma quebra de receitas! Daí que, se isto não tem água no bico, e formas de te prender e te obrigar a gastar tanto ou mais do que antes, então é realmente um negócio da china, e as empresas estão a perder dinheiro a pensar nos clientes!
      E se for… conta comigo… que eu também vou!
      Mas eu não acredito no Pai Natal…
      Ah sim, e não compares com o Netflix, porque não é directamente comparável… A venda de filmes estava a decair, a de jogos está a crescer. Um filme custa 25 euros, e um mês custa 12, aqui um jogo custa 70 e um mês custa 10. Um filme vês em duas horas, um jogo pode durar meses ou anos. Por ano, atualmente, chegam ao cinema entre 800 a 900 filmes, por ano, atualmente, são publicados 2778 jogos. Há diferenças grandes nos dois mercados que os tornam distintos!

      • Sinceramente não dá pra entender!
        A Microsoft pode fazer o que for que de qualquer jeito será criticada.
        Vivem falando em respeito ao consumidor, mas quando é a empresa com o “nome errado” que dá um passo desses sempre será ruim.
        Decidam-se de uma vez se estão mais preocupados com o seu bolso ou com os cofres das empresas porque senão, todo esse discurso fica mais parecendo uma grande retórica.
        Realmente a Microsoft chegou onde chegou sem saber o que faz.
        Como é mesmo que adoram dizer… “Vai falir!”
        Se não me engano é outra empresa que vira e mexe é notícia sobre estar correndo esse risco, apesar de todo o seu know how no mundo dos negócios.

        http://br.ign.com/m/sony/57754/news/sony-pictures-podera-ser-comprada-se-nao-conseguir-crescer-d

        Tem isso também…

        http://www.comboinfinito.com.br/principal/rumor-sony-estaria-preocupada-com-as-fracas-pre-vendas-de-god-of-war/

        😕

        • Criticar???
          Mas quem criticou?

          Eu questionei apenas algo que é lógico! Eu sou cliente Netflix… Acho a melhor invenção depois da roda! Se um sistema assim funcionasse nos videojogos achava super interessante!
          Agora os filmes sempre venderam pouco e os videoclubes estavam a ir à falência quando vieram com o streaming, mas aqui as vendas de jogos estão em altos históricos e as lojas de aluguer de jogos nenhuma delas vingou.

          Na altura da criação do Netflix não havia ninguem a prestar serviços iguais, nem empresas capazes de implementar esse tipo de serviços. Mas aqui atualmente a EA tambem o faz. o Steam tambem no PC, e muitas outras empresas já deram a conhecer que estão a preparar serviços iguais.

          Há ainda grandes diferenças… Um filme custa 25 euros a retalho pois faz a sua grande receita no cinema, um jogo custa 70 e tem forçosamente de vender alguns milhões a esse preço para dar lucro pois não tem fontes de receita antes de ir para o retalho. Naturalmente isto são realidades bem diferentes e que levantam questões!

          Se para o cliente eu olho e vejo vantagens no que é dito, do lado empresarial tenho dificuldade em as perceber perante estas realidades. E nesse sentido, tenho de questionar!
          Ou tu não questionas? Estas perguntas não são lógicas? Não são coerentes? Limitas-te a comer?

          As respostas podem até ser simples… mas era preciso que alguém as desse! E não as dão!

          Acima de tudo a Microsoft, ao ser detentora de uma plataforma que outros exploram dando-lhe lucro, tem é de parar de competir com terceiros. E nesta medida não me parece que o esteja a fazer.

          Quanto aos dois links…

          Os links que referes são perigosos e mostram a necessidade de as notícias serem fiáveis e devidamente enquadradas. É nesse aspecto que a PCManias sempre se distinguiu pois quando noticio algo sigo a notícia até à fonte original e é essa que cito. Os intermediários distorcem a notícia, e os leitores tem tendência a distorcê-la ainda mais como aqui se comprova.

          Link 1:
          Este site é de louvar no sentido que pelo que li, deu a notícia exactamente como ela é. Mas também estamos a falar da IGN, um grande website e que sabe a importância da qualidade da notícia.
          Agora claro, a notícia mesmo estando bem dada, há quem não saiba ler, ou queira ler coisas diferentes:

          Frase do Tony Vinciquerra, chairman da Sony Pictures Entertainement: “If we don’t grow, we will be somebody’s purchase”

          Traduzindo: “Se não crescermos seremos compra de alguém”

          O título da noticia que linkas está super correcto nesse aspecto. O que ele quer dizer é que caso a Sony Pictures não cresça, o seu valor de mercado torna-a uma compra muito atractiva e ela pode vir a ser adquirida por alguém. Isto é uma preocupação, não um desejo de venda, ou a indicação de problemas na empresa, apenas que com Franchisings como Spider-Mam, Men in Black, Underworld, Resident Evil, Ghostbusters, e The Smurfs, a empresa caso não cresça é uma migalha para gigantes como o Facebook, Amazon, Apple, Netflix, e Google que a podem adquirir. E isso não é algo que a Sony queira.

          A notícia é essa, não que a empresa está mal!

          Link2
          Já no segundo link, a coisa é super engraçada. É que vim agora mesmo de uma loja onde fiz a pré-reserva do Toy-Con para a Switch que será lançado a 27 de Fevereiro. E só agora apareceram as pré-reservas, a 24 de Janeiro, pois só agora é que a Nintendo acertou os preços.
          Quando lá fui, falei de reservar o God of War que será lançado em Abril, mas não me aceitaram a pré-reserva! É ainda muito cedo e não as estão ainda a fazer. Talvez lá para meados de Fevereiro.
          Seja como for, a notícia é clara… Alguém que nada tem a ver com a Sony vem dizer que ouviu de uma fonte de confiança que as pré reservas estão baixas. Ou seja, o tipo de notícia mais reles que existe. A pessoa não sabe, não pode afirmar, ela ouviu alguém a dizer que… É o tipo de notícias que ouço todos os dias nos cafés com noticias futebolísticas que nunca se chegam a comprovar.
          Vamos até aceitar que isso possa ser verdade… porque pode ser! Mas com fontes que não sabem por si mas recorrem ao “alguém de confiança me contou”, sem dizer pelo menos que posição essa pessoa ocupa, essas notícias, aqui neste website, não entram!

        • O problema destes serviços é que nunca tens nada teu, mas de facto não há como negar, é um serviço muito vantajoso para quem tem ou pensa vir a ter uma XO, porque embora muitos dos jogos no serviço sejam palha, a partir de agora escusas de dar 70 paus por um jogo quando sai, assim renovas por um mês para passar o modo SP caso exista e desistes do serviço, e é por isso que eu acho que não vai fazer grande mossa na venda de consolas.

          A razão prende-se com o facto de que a XO anda pelas ruas da amargura no que toca a exclusivos, e no melhor cenário possivel que é ter 3 exclusivos dignos desse nome para este ano, então na melhor das hipoteses assina o serviço por 3 meses distintos, isto se gostasse de todos esses exclusivos, e estou a retirar o PC da equação, porque com o serviço confirmado para o PC, porque raio é que alguém precisa de uma XO?

          Isto para mim como consumidor possuidor de uma XO é muito bom, mas é o resultado de um absoluto desespero por parte da Microsoft que já só lhe resta oferecer os seus jogos a quem compre uma XO, e dado o flop que tem sido o ”monstro”, não me admiro nada que mais baldes sejam necessários para tirar a água que entra nesse navio em que se tornou a marca Xbox e que afunda mais um pouco a cada mês que passa.

          Tal como o Mario já te deu a entender, ninguém dá nada a ninguém, porque quando a esmola é muita, o pobre desconfia e ai tem que se fazer perguntas, não é enveredar por uma de coitadinho, de discurso de vitima como já vem sido habitual da tua parte, há que questionar e ponderar.

          Para mim isto se deve ao facto de, tal como já afirmei, ser uma atitude de desespero, e com esta mudança, mais uma, a Microsoft está na esperança de que isto vai aumentar ainda mais as subscrições do Live porque tudo o que eles fazem em termos de exclusivos, é com esse objectivo em mente, o de aumentar o número de assinantes GOLD, e como quase a totalidade dos seus jogos são MP, estão a ver se conseguem fazer com que pagues não uma mas duas subscrições por mês, e ai já são outras contas.

          Em vez de dares uma de virgem ofendida, pensa pela tua própria cabeça e abre a pestana.

          • José, não sei se de fato é um desespero ou um laboratório para verificar se a médio e longo prazo isto se tornará vantajoso. Sinceramente, creio que a Microsoft está se antecipando a um futuro não tão longínquo assim onde consoles desaparecerão e teremos serviços. Não estou aqui a dizer se é bom ou ruim, mas que é uma realidade a qual não há como se negar e onde não duvido que mais cedo ou mais tarde a Sony tb não esteja com isso.

          • É verdade!
            Sabes que a MIcrosoft já teve um smartwatch? Foi visionária nisso pois foi o primeiro que se ligou a dados moveis! Foi um flop! Saiu cedo demais! Google TV… a Microsoft teve antes disso a Web TV. Flopou… muito cedo! Ipad… a Microsoft em 2002 criou o Tablet Pc. Flopou… muito cedo! Smartphones… Em 2000 a Microsoft tinha o pocket PC… Flopou! Demasiado cedo! Siri ou Google Now… eis o Bob da Microsoft. Flopou… muito cedo! Facebook… Microsoft’s internet access em 1995 já seguia muitos dos seus princípios. Flopou! Muito cedo! Smart Tvs… Que tal os Microsoft Windows xp media center? Eu usei-o e ainda uso… mas poucos usaram… flopou! Demasiadamente cedo! Ebook readers? Ano 2000, eis o Microsoft Reader. Flopou! Muito cedo!

            Há imensos casos desses! O DRM da Xbox One foi a mesma coisa! O que a Microsoft propunha eventualmente um dia será uma realidade. Mas não agora! As queixas das pessoas existiram porque o que era proposto adapta-se a uma realidade utópica lá de Silicon Valley, não ao mundo em geral!

            Se há algo que não posso negar é que a Microsoft é visionária! Mas as coisas tem um tempo ideal! Olha as promessas da Cloud! Sim, um dia será assim… mas daqui a 20 anos talvez!

            Aqui é o mesmo. Acho que a jogada da Microsoft é precipitada. O modelo do Netflix é realmente de se seguir, mas há muitas, muitas diferenças entre os dois serviços. Eu até acabei um artigo sobre isso que deve entrar para a semana. São de tal forma diferentes as coisas que é como comparar uma laranja a uma pêra só porque ambas são fruta!
            Depois abordaremos isso com mais detalhe, mas acho que a Microsoft está a precipitar uma situação que, mesmo que um dia venha a ser uma realidade, e um sucesso, neste momento não tem pernas para andar!

          • O grande problema é que a MS tem estas ideias mas se não são sucesso imediato – acaba com elas.

            Vejamos o kinect – o dispositivo não tem futuro? A Sony recuperou o move e a ps eye (que vem desde os tempos da PS2 e sempre foi um produto de nicho) e incluiu no VR. Não terminou com o suporte, nem tão-pouco vai terminar. O kinect parece estar morto e enterrado. A MS é parceira de muitas empresas que fabricam TVs e passou pela grande crise da Sony e Panasonic no mercado…. (aliás a Nokia chegou a fabricar TVs) Não poderia ter-se aproximado de nenhuma delas e tentado fazer valer a sua visão com a web TV? Podia, mas não fez.

            Basicamente deve custar um pouco olhar e perceber que se podia ter definido o mercado de tantas formas diferentes e acaba por se falhar por pouco.

            O Windows phone para mim é outro exemplo. Eu adorei o meu. Achei muito, mas muito superior ao Android e não tinha duvidas que a coisa teria pernas para andar no futuro.

            Neste momento está basicamente morto.

            Eu não venho defender o DRM, porque não concordo que a coisa como estava seria o futuro. Acho que era demasiado proibitivo e que havia uma forma de o implementar sem matar o físico (que era basicamente o que a MS tentou fazer). Mas estamos a ver que a pouco e pouco certas características do mesmo estão de novo a voltar, nomeadamente a capacidade de se oferecer jogos em formato digital, por exemplo.

            A MS parece viver alheada do mundo real.

            @Edson, de que outra forma se pode ver a coisa? Podia-se considerar uma experiência se no resto a coisa estivesse bem. Mas a Xbox ONE é a consola que vende menos, com rumores a apontar que não rende o que devia estar a render (que aliás a divisão em toda a sua história rara vezes foi lucrativa) e coincidentemente nem foram capazes de trazerem jogos exclusivos para publicitar a versão mais poderosa da consola no seu ano de lançamento, limitando-se a falar de hardware. Simultaneamente, faz os possível para obter novas formas de receita (GamePass, evitando intermediários).

            De que outra coisa se pode entender?

          • Quando digo que o DRM seria o futuro não falo sobre ele exactamente como estava, mas o conceito geral. As coisas más que ele possuia eram derivadas da adaptação à realidade atual, e um dos motivos pelos quais as pessoas não gostaram dele. Porque atualmente a ser aplicado teria de ter restrições demais!

        • Putz não tem nem 24 horas que o jogo foi anunciado e já estão preocupados com as fracas pré-vendas?

    • Rapaz estava esperando você postar isso ontem.

      A notícia tem prós e contras.

      É uma boa medida para o consumidor? É sim, principalmente para aqueles que não compraram jogos.

      E qual o contra disso? Você vai pagar uma assinatura e no final você não vai ter o jogo.

      Com isso a MS implementou uma se suas políticas de 2013, a que não era permitido revender ou emprestar jogos, mas com uma leve alteração a favor da MS pois agora o usuário não é dono da cópia do jogo, em 2013 o usuário teria a cópia do jogo.

      XGP é um serviço de aluguel de jogos e o catálogo pode ser alterado, nada impede que estes jogos lançamentos sejam ofertados no início e sejam removidos poucos meses depois. e nesse caso aqueles que passaram 3 ou 4 meses pagando um assinatura e não finalizaram o jogo terão que comprar uma mídia(física/digital) caso o jogo saia do catálogo, ou seja, já pagou por uma assinatura e teria que gastar mais na compra de uma mídia caso queira continuar o jogo.

      “O XGP é muito vantajoso pq com R$30,00 mensais tenho acesso a 100 jogos” – Sim é uma afirmação verdadeira, mas quem em 1 mês vai jogar 100 jogos? E pode até jogar mas vai aproveitar por completo cada jogo? Fora o tempo perdido para fazer o download de cada um. Vai depender do tempo livre de cada um. Indo para o meu caso que nas férias da graduação tenho um tempo livre de no máximo 2 horas por dia, e mesmo assim não consigo jogar todo dia, em um mês teria algo entre 15 e 20 horas ou seja em 1 mês só aproveitaria praticamente 1 jogo. Imagine um jogo com muitas horas de jogo, ao estilo HZD, passaria 2 ou 3 meses para finalizar, gastaria algo em torno de R$90,00 em assinatura e depois ficaria com as mãos vazias pois não sou dono da cópia.

      Daí nem cito a assinatura da Live porque de qualquer maneira o usuário vai ter que assinar.

      Já que você gosta de colocar links te pergunto, você ainda acredita em notícias assim?
      “http://www.eurogamer.pt/articles/2018-01-24-a-xbox-promete-coisas-entusiasmantes”
      Já são quase 5 anos(divulgação do One) em promessas e pouco resultado. Lembro que antes das últimas 3 conferências da MS da E3 esse mesmo tipo de notícia surgia, eu criava um hype pois queria ver uma concorrência forte, aí chega a E3 e vejo uma conferência fraca.

      • Esse tipo de serviço seria ótimo para os jogos da Sony, jogos esses que você zera em uma única tarde em poucos horas e depois não tem mais o que fazer. Seria um ótimo custo benefício.😉

        • Seria???
          Não são muitos os jogos assim, mas os que são, como planeias tu pagar os custos de produção desses jogos?
          Basicamente o que propões é que, como o jogo dura pouco tempo, pagas só 10 euros, o criador tem prejuízo e vai ao charco. Mas tu jogaste barato!
          Pá… não sou contra a tua ideia… era efectivamente uma maravilha! Mas se isso fosse assim neste momento os jogos que haveria no mercado eram tudo produções baratas e de baixo risco, vindas de pequenos estúdios.
          Pá, gostava muito de ter jogos baratos. Até gostava mais de os ter de borla! Mas como eles não nascem em árvores, eu gosto desses jogos e quero continuar a tê-los, tenho de ser um pouco mais realista do que isso!

        • Tarde, período compreendido entre meio dia e 18 horas, com 6 horas de duração. Só 3 jogos podem satisfazer a tua afirmativa: The Order e quem saiba Knack e Little Big Planet 3.

          Informação adicional. A MS disse que seus jogos ficarão permanentes no programa.

          Segunda informação adicional. Arnaldo DK, famoso defensor do Xbox, disse na live de gameplay do beta de Sea of Thieves que o jogo é lento e que não duvida ser um flop. Infelizmente ele removeu o trecho do vídeo em que falou sobre o flop, quem saiba foi uma pressão da MS por ele ter ganho no 0800 a X.

          • Até removeu mas já está salvo em outros canais..

          • Nem esses!
            https://howlongtobeat.com/
            The Order – Em modo leisure, como os jogos devem ser jogados, 9h 33m
            Knack – Modo leisure, 13h 2m
            Little Big Planet – Modo leisure – 7h 17m

            Agora digo:

            Ryse: Son of Rome – Modo Leisure, 9h 30
            Halo Wars 2 – Modo Leisure – 11h 20m
            Super Luckys Tale – Leisure – 7h 45

            Falar da pequena dimensão de 3 jogos Sony no meio de uma lista de exclusivos retalho de 249 títulos, quando dentro dos 37 exclusivos retalho da Microsoft também encontras iguais, é um pouco caricato! A dizer-se a coisa referia-se apenas a jogos, sem citar marcas!
            https://gematsu.com/exclusives/ps4
            https://gematsu.com/exclusives/xbox-one

          • Lento não significa necessariamente ser mau. Knack é um jogo que é bastante frustrante e lento, mas no entanto já o passei duas vezes.
            (e lento como? Gostaria de ver um video sobre isso.)

            A dizer a verdade de todos os exclusivos anunciados, este é o que me tem mais curioso quanto mais não seja pela reputação do estúdio.

          • @Bruno Ontem vi o vídeo antes da edição e para mim o lento que ele afirma(Arnaldo DK) é gastar minutos navegando, estar a bordo do navio e nada acontecer. Há outros pontos que ele criticou no caso o não aparecimento dos nomes dos aliados quando estão a uma certa distância, o que pode fazer pensar que é um adversário.

            Não joguei AC:Black Flag mas ele disse que se Sea of Thieves pegasse um pouco da mecânica de Black Flag e jogo seria melhor.

            Até defendo o “lento” no fato de ter que navegar entre os pontos, é um jogo de piratas e o navio seu principal meio de transporte!! Entretanto aqueles que são muito acostumados com a frenética do atira, corre, esconde poderão ter rejeição ao SoT.

    • O Youtuber brasileiro que apoia o Xbox e foi um pouco mais sensato ao falar dessa novidade do XGP foi o Carpenedo, mostrou seus argumentos de como o programa será vantajoso porém ele deixou a informação incompleta, logo no começo ele diz que “você pode comprar o jogo e ele é seu”, mas não complementa que a assinatura dos serviços não quer dizer que fiques com a cópia do jogo.

      O engraçado foi ver nos comentários, se o Mário já acha preocupante o valor de U$10,00 na assinatura de um mês para desfrutar de um jogo lançamento então o que pensar da ideia de compartilhar a conta? Com a live sei que pode usar uma conta em mais de um aparelho(assim como a Plus), mas com a XGP não sei. Ou seja se antes tinha 2 pessoas a ter acesso a um jogo lançamento e ter a receita de U$20,00 agora a ideia é ter as 2 pessoas a acessar o jogo mas a receita recebida pela assinatura será somente de U$10,00.

      Enfim a MS fez os seus cálculos e com certeza essa mudança é muito vantajosa para ela(esqueçam do papo pró consumidor, pois quase 5 anos atrás ela não era). Fora que hoje teve a noticia de uma loja que iria deixar de vender os consoles Xbox por ver que essa novidade só traria benefícios à MS.

      • Eu tenho um bom artigo sobre esse assunto que ainda queria ver se complementava.
        Mas Livio… 120 euros por ano com 100 jogos, se eles forem atualizados é excelente. Eu já analisei o serviço e elogiei-o.
        A questão é, e não quero adiantar muito pois debateremos isso para a semana no artigo, mas pensa no Netflix. Compara! Que diferenças te saltam à vista?
        Não quero dizer muito mais para não gastar cartuchos, mas digo que se pensares bem o Netflix e a realidade dos filmes face aos jogos, é bem, bem diferente. E o artigo é exactamente sobre isso, essas diferenças.
        A Microsoft pode perder dinheiro de forma consciente e numa aposta pelo serviço e meter lá os exclusivos acabados de lançar. Mas eles não podem nem ser muito regulares, nem ser de terceiros. Porque pelas diferenças, face à realidade do Netflix e dos filmes, 10 euros não paga nada e este preço só pode ser chamariz.
        Mas não adianto mais… senão o artigo perde o interesse!

        • Não estoy dizendo que é ruim, mas para mim não rola por motivos já explicados anteriormente e tb porque coleciono os jogos que compro.

          10 euros, 10 dólares, 30 reais não pagam nada. Foi como um outro usuário disse(acho que o Bruno) sobre o ditado popular, “quando a esmola é grande o santo desconfia”. Eu gostaria de opinar sobre uma coisa mas vou esperar o teu artigo sair ou esperar que os grandes jogos FP saiam como Gears ou Halo para saber se estou correto.

  3. Bruno, em nenhum momento disse que é bom ou ruim, simplesmente que é o futuro os jogos como serviço. Não sei pq tanta demonização em cima da ideia deles. Só digo uma coisa: Se der certo, a Sony fará o msm!

    • Vamos ler em conjunto:
      Gaming revenue increased 1% (0% in constant currency) with Xbox software and services revenue growth of 21% (up 20% in constant currency) offset by lower hardware revenue
      A receita dos jogos subiu 1%, o que com as variações da moeda se traduziu em 0%. Por outras palavras as vendas de jogos estão estagnadas.
      A receita dos serviços cresceu 20% com a variação da moeda.
      O que se tira daqui?
      Ou uma transição das vendas fisicas para as digitais que retirou receita de vendas de jogos de um lado, e a colocou em outro, caso onde este dado é apenas show off para não dar uma imagem de total estagnação.
      Ou um aumento das receitas em serviços. Neste caso, dado que as vendas foram as mesmas do ano anterior, se houve mais 20% de receitas é porque os possuidores Xbox estão a pagar 20% mais.
      O que eu estranho neste último caso é que ele a ser verdade teria de ser um gasto totalmente em serviços e não em jogos. E isso não parece muito coerente, motivo pelo qual vou para a primeira opção. Dado que em 2017 a Xbox não teve grandes lançamentos fisicos, a malta comprou pela Store.

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