EUA quer que Facebook venda o Whatsapp e o Instagram

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Torna-se preocupante a posição dominante no campo das redes sociais. E nesse sentido, os EUA querem impedir que o Facebook continue detentor do Whatsapp e Instagram.

O Facebook é a maior rede social do mundo, mas isso não impede que o Facebook continuasse a crescer e, acima de tudo absorver outros produtos que pudessem ser concorrentes mais diretos seus.

A compra do Instagram e Whatsapp colocam o Facebook numa posição dominante. Não só tal não é algo vantajoso para o mercado, como coloca um manancial de informação privada toda nas mãos de uma mesma empresa, o que torna o Facebook naquilo que se pode denominar de “um monstro” de informação, com uma posição dominante clara no campo das redes sociais.

E tal já levou mesmo a que por várias vezes o Facebook fosse alvo de investigação das entidades reguladoras dos EUA. A rede possui uma posição dominante e usa-a para proveito próprio.

Assim, a FTC (Federal Trade Commission) voltou a colocar uma ação contra o Facebook, com o intuito de tentar forçar a que a empresa seja desmembrada, pretendendo-se forçar a que esta venda o Instagram e o WhatsApp, terminando com o seu monopólio nas redes sociais, facilitando a competição de outras empresas neste campo.



A FTC para a sua acção baseia-se num e-mail de 2008, enviado por Mark Zuckerberg, e em que dava a conhecer uma política que dizia “é melhor comprar do que competir”. E olhando para as aquisições do Whatsapp e Instagram, a  FTC argumenta que o Facebook agiu de acordo com essa estratégia. Basicamente o Facebook analisa os seus rivais, e caso estes cresçam e se tornem possíveis competidores, compra-os.

Assim o Facebook é acusado de operar um monopólio de “serviços pessoais de rede social” nos Estados Unidos, controlando por aquisição todas as principais apps e serviços concorrentes, e deixando pouco espaço no mercado para que outros cresçam.

O processo vai ainda mais longe e acusa o Facebook de usar as empresas que comprou para criar uma espécie de barreira de proteção em torno do seu monopólio de redes sociais. E, segundo a FTC, tudo aponta para que vá continuar a comprar ou “limitar” empresas que cresçam, caso não seja controlado.

Para solução é pedido que o Facebook seja convidado a vender parte as suas empresas, incluindo o WhatsApp, o Instagram, e até outras empresas e serviços, para garantir que a concorrência se desenvolva de forma justa. Pede ainda que o Facebook seja proibido de fazer compras semelhantes no futuro.



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Juca
Juca
1 mês atrás
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Esses situações são complicadas, sobretudo no país dito símbolo do liberalismo econômico e de liberdades… A visão do governo lá se deve exclusivamente a influência que teve nas eleições americanas.
Se for pensar bem, redes sociais têm a mesma, ou maior influência nas pessoas que grandes meios de comunicação, sem qualquer responsabilidade mínima com verdade, obviamente algo a ser combatido, mas até onde isso não interfere na tal “liberdade de opinião” mesmo tudo sendo mentira, e até onde uma empresa não pode investir pra ampliar seus negócios?
Lembro que desmembrar empresas não garante um não monopólio, ou mesmo que de donos diferentes, não possam trabalhar juntas para determinado fim, como na eleição do Trump.
Com os grandes meios de comunicação isso nunca foi grande problema, porque metade ficavam com democratas, outra metade com republicanos.
Noutros ramos, também importantes, nunca vi preocupação americana, até porque não causam problemas internos e também servem como controle de informação de outros países como é o caso da Microsoft. Vejam quantas vezes se preocuparam com o gigantismo e falta de concorrência com a MS por lá… Que eu lembre, nenhuma por parte de governos americanos, me corrijam se eu estiver errado.

Finn
Finn
Responder a  Juca
1 mês atrás

A MS já foi processada pelo departamento de justiça americano por monopólio do Windows e para se livrar da acusação fez um acordo com a Apple, comprando ações dela, ajudando com melhorias do Macintosh/MacOS etc.

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