Exclusivos vendem consolas… e não se pode negar isso!

Os exclusivos vendem ou não consolas? Essa é uma discussão na qual alguns fans para justificarem o menor suporte da marca adoptada, pegaram recentemente. E é essa questão que vamos analisar!

Na vida real, qualquer produto que compremos, seja ele comestível, seja de consumo, seja electrónico, seja do que for, de forma natural e consciente, no acto de compra, escolhemos aquele que melhor nos satisfaz. Não há ninguém que possa dizer que comprou, de forma consciente e ponderada, um produto que não era o que melhor o satisfazia. Mas se eventualmente o fez, o simples facto de reconhecer isso, é igualmente um reconhecer de que fez a compra errada!

Os factores pelos quais o produto nos satisfaz podem ser diversos, mas acima de tudo eles interessam por serem bons naquilo que se propõem fazer. Um hamburger é suposto ser saboroso, uma televisão é suposto dar imagem com qualidade, uma consola é suposto correr muitos e bons jogos.

Naturalmente que isso não quer dizer que não haja quem vá comprar um hamburger que sabe ser menos bom, uma TV com menor qualidade de imagem, ou uma consola que tem menos jogos.

Há outros factores em causa aqui, como por exemplo o preço. Um hamburger pode ser melhor que outro, mas se for mais caro, pode não ser o escolhido. E o mesmo se passa com a TV ou com a consola!



Mas depois há outros casos particulares. Por exemplo, pode haver quem goste mais de carne de porco do que de vaca e esse seja o seu factor de escolha! Da mesma forma, numa consola há algo que as distingue e pode ser um factor de escolha: O conteúdo exclusivo!

É o tipo de situação que cria nas consolas um mercado menos comum, e onde as escolhas dos utilizadores acaba por pesar muitas vezes pelos tipo e quantidade de jogos exclusivos que ela pode vir a ter!

Naturalmente que só por aqui já dá para perceber-se a resposta à pergunta em causa neste artigo: SIM, os exclusivos vendem consolas!

No entanto não vamos ficar por aqui… vamos tentar analisar a coisa de forma um pouco mais profunda.

Imaginemos dois operadores cabo. Ambos operam na mesma zona com qualidade de serviço semelhante, sendo que um deles possui mais canais do que o outro na sua grelha. Os preços até podem ser mais vantajosos no operador que oferece menos, tentando assim equilibrar a escolha, mas o certo é que para os fans de TV, aqueles que adoram ver tudo e mais alguma coisa, o operador que possui mais canais revela-se mais interessante. E tirando questões de preço, dado que os serviços possuem uma qualidade semelhante, os canais serão o factor decisivo!

Perante esta evidência, torna-se difícil que haja quem tenha dificuldade em perceber o mesmo nas consolas para os amantes de videojogos.

Perante duas consolas, com qualidades de serviços semelhantes, e com uma com mais jogos que a outra, a consola com mais jogos de qualidade naturalmente torna-se a preferencial. A outra pode tentar competir com outras situações como o preço ou serviços, mas para o amante dos videojogos, aquele que quer a maior variedade possivel de escolha, a consola com mais jogos é certamente a sua primeira escolha. Pode depois, de forma clara, aparecer o factor “Ah, mas eu não aprecio tanto esses jogos”, algo que acontece particularmente com os jogos Nintendo que possuem características especiais. E ok, há aí uma justificação válida para uma escolha diferente!

Mas de forma geral, e em circunstâncias semelhantes, não há que se tentar dar a volta aqui à situação. Mais do que tudo as consolas são feitas para se jogar… jogos! E os jogos são o que importa nelas. O resto também é importante, mas quando ambas oferecem qualidade semelhante, torna-se menos relevante. Note-se que falamos em semelhante e não em igual, pois até pode não ser igual, mas o importante é se é tão diferente ao ponto de assumir uma relevância tão importante como a das diferenças na disponibilidade dos jogos!

Historicamente houveram jogos exclusivos que foram grandes sucessos. Venderam largos e largos milhões! Mas essa é uma situação cada vez menos comum num mercado onde a oferta é maior que nunca! Com jogos que oferecem diversão a preços acessíveis, os jogos full price podem não se revelar a primeira escolha de muitos, e com certos franchisings a repetir-se regularmente, a compra a preços acessíveis da versão do ano anterior oferece igual satisfação, impedindo as vendas das novas versões de atingir valores elevados.



Mas a realidade é que nos dias que correm os novos IPs AAA são um risco. Os jogos AAA são investimentos elevadíssimos e que requerem vendas para cobrir os custos! As receitas são depois directas e indirectas como com as associadas aos franchisings e a venda de consolas em bundles com o jogo. Todas essas receitas são contabilizadas para o jogo, e este pode-se pagar… ou não!



Fazer um jogo que venda 20 milhões de unidades não é algo que alguém acorde um dia e diga: Vou fazer um desses! Na realidade os resultados das vendas são imprevisíveis, e com excepção de jogos que são franchisings de longa data e que vendem pelo nome, os novos competidores nesses campos possuem grande dificuldade em ter sucesso. Aliás, alguns franchisings de grande sucesso no passado, agora não vendem eles próprios uma quantidade de cópias a esse nível, comportando-se ao nível de um jogo de sucesso médio.

Onde queremos chegar é que um exclusivo em si pode não vender consolas, pode vender uma, pode vender 1000, pode vender 1 milhão. No fundo é irrelevante pois só o facto de se colocar estas hipóteses mostram a realidade: Um exclusivo por si não vende forçosamente consolas! É acima de tudo o conjunto deles que as vende! O facto que todos juntos criam uma livraria extensa de alternativas que gradam a um conjunto alargado de pessoas pelas variedade de temas de jogo abordados.

Nesse sentido um exclusivo apenas interessa que venda o suficiente para se pagar. De resto ele ficará na lista de exclusivos como factor de venda. Como catálogo alargado! É como qualquer jogo mais antigo, um jogo menos interessante, mas mesmo assim um jogo no catálogo. E quando o catálogo se distingue entre as consolas apenas por estes jogos exclusivos, uma vez que os multiplataformas existem em todas, naturalmente que eles fazem a diferença.

Aliás, que motivo pode levar uma pessoa a ter simultâneamente mais do que uma consola se estas possuírem a mesma base de jogos comuns? Apenas os exclusivos, e nada mais do que os exclusivos! Mais um caso onde a consola vendeu… pelos exclusivos!

O simples motivo pelo qual as empresas continuam a gastar milhões e milhões na criação de novos jogos exclusivos, tendo mesmo equipas dedicadas para tal, é exactamente a criação de uma lista de exclusivos que ajude a vender a sua consola. Negar isto seria negar realidades analisadas constantemente, seria mesmo chamar estúpidos aos gestores destas empresas, e negar uma outra realidade: que as vendas actuais das consolas mostram as que mais exclusivos de topo (AAA) estão a apresentar, a vender mais.

Aliás a exclusividade não se fica pelos jogos na sua totalidade de vida. Há a compra de exclusivos por períodos temporários. Estes jogos nem sequer são exclusivos verdadeiros, mas o simples facto de estarem temporariamente apenas em uma consola é um factor de escolha da mesma. E os fabricantes de consolas sabem-no! Daí que vale a pena o investimento!

Num caso mais flagrante ainda temos os acordos de Marketing, e que podem soar a algo muito estúpido pois na realidade não trazem sequer um dia de exclusividade, mas apenas o direito de a consola associada à marca que adquire estes direitos aparecer apenas ela associada ao jogo nos painéis publicitários.

Se este tipo de imagem associada a a painéis publicitários ajuda as vendas ao ponto de se revelar compensador o pagamento de largos milhões, a real exclusividade claramente compensa muito, mas mesmo muito mais.

Basicamente o argumento de que os exclusivos não vendem consolas é uma falácia de todo o tamanho. Ainda mais quando a referência se associa ao facto de a maior parte dos exclusivos vendem apenas para uma pequena percentagem da base instalada. E??

Os exclusivos valem pelo facto de serem exclusivos. Atraiam 10 novas vendas por mês ou 100 vendas por mês, eles atraem… e pelo simples facto de o modelo de negócio continuar a ser usado, verificando-se a associação clara de maiores vendas às marcas que mais os suportam, é porque claramente compensa! E negar essa realidade soa a uma atitude muito pouco inteligente.

 



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Edson Nill
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Edson Nill

Mário, me permita uma opinião um pouco diferente. Estava lendo e coletando tb informações dos que possuem Xbox one, e de todos que conversei, nenhum realmente tinha tanto anseio em ter games do play como Uncharted, The Last of us e God of War por ex: que ainda sim são os maiores medalhões da Sony. Depois, fiz uma análise mais profunda sobre o one como produto. O console é retrocompativel com os consoles mais antigos da família Xbox, possui melhor rede online e melhores serviços. Acho-o mais elegante como produto e tb tem melhor joystick. Aí analisemos as vendas globais. O one é surrado na Europa como na verdade sempre foi, pois na Europa PlayStation reina absoluto como a Nintendo no Japão, no próprio Japão, o console não existe não por ser one, e sim, por ser produto não japonês. Aí vem a questão da qualidade dos estúdios internos da Sony e Microsoft e tiro a Nintendo dessa equação. Pô, a Sony de fato tem Uncharted, The last of us, Gran turismo e God of War dela, porém os outros jogos são coadjuvantes perante esses citados. Aí olhamos para a Microsoft: Guears, Halo, Forza motorsport, porém os outros são tb coadjuvantes. Criticam a Microsoft por pagar terceiros para fazer alguns jogos; como sunset overdrive, forza Horizon, ryse som of Rome, mas a Sony faz e muito tb: ratchet e clank( que a marca pertence a Sony, mas não o estúdio Insomniac), Nioh feito pela Team Ninja, Nier automata feito pela Platinum games, Bloodborne feito pela from software, etc… Ou seja, o fato do one vender menos hj não pode estar nessa linha de suporte de games exclusivos, pois tb no Xbox 360 era a mesmíssima coisa com exceções dos games do Kinect dando um volume maior. Creio que é a questão do poderio da marca PlayStation e sua solidez, algo que a Sony tem sim que levar os louros, e que começara em 1994, somado ao preço do PlayStation no lançamento, ao marketing bem feito da Sony e principalmente pelas bobagens da Microsoft no começo do Xbox one. O fato do console Xbox ter games no PC ao meu ver não mudaria nada para aquele que joga console. Vi muitos defenderem Nier automata como exclusivão do play, sendo que o msm tem no PC, e de fato não deixa de ser um exclusivo de console, mas não se tem só em console como muitos aparentam vender. Desculpa por qualquer coisa, Mário! Qualquer erro de português, mas isso é somente a minha opinião analisada pelo que vejo, pois no Brasil tem muita gente com Xbox one, pois a comunidade aqui de caixistas é bem maior do que aí, dando para tirar alguma coisa. Abraços…

bruno
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bruno

Edson, eu não me fiaria muito no que os fãs de Xbox que comentam na net dizem e não dizem. Esses não são nada fiáveis. Temos um ditado cá que diz: “Presunção e àgua benta, cada um toma a que quer.” e cai-lhes que nem uma luva.

Eu costumava pensar como tu.E houve uma altura em que também levei a sério o que essas pessoas diziam. Quando me disseram que dos exclusivos Sony só havia um IP que se aproveitava cheguei a acreditar. Até que chegou à Xbox um título chamado Sunsett Overdrive e vi a mesma pessoa que assegurava a pés juntos que passava bem sem o estilo de jogos da Sony vir defender e elogiar (porque era fantástico, porque merecia mais sucesso e prémios, etc) um jogo altamente baseado no estilo de jogos da Sony: Sunsett Overdrive. (escusado será dizer que concordo a 100% com o que essa pessoa disse sobre esse título).

A partir daí percebi que criticar, qualquer um critica, mesmo sem bases (depois também confirmei que essa pessoa dizia que os jogos eram meia boca sem sequer ter a plataforma e sequer os ter jogado). E não vi isso aqui só uma vez, mas várias, pessoas que falavam por exemplo de Uncharted como se nada fosse e depois um dia, por acaso até experimentavam e aí já vinham elogiar. Houve em tempos até um utilizador do site, que veio chamar de ignorantes a quem disse que Infamous era uma série que se encostava após se ter passado uma vez, porque descobriu que o título permite a partilha de missões e jogar missões de outros jogadores online. E era um utilizador que geralmente concordava com os argumentos dos defensores da Xbox. Uma altura em que por acaso experimentou o segundo título da série.

E é isso que se passa – enquanto não experimentam, dizem que estão bem sem isso. Recusando-se até a considerar as virtudes. Mas sinceramente, a única certeza que podes ter é que dizem que passam sem isso, porque não têm. E usarão um sem fim de argumentos para se justificarem (encosta-se rápido, historinha iterativa, jogo de choradinho)
, pensando que podem sequer ofuscar o que esses títulos oferecem. Tudo a não ter que admitir que se calhar, de alguns até gostavam. Mas a qualidade fala por si, e onde vês isso, é no facto de a Nintendo estar neste momento a ultrapassar até a PS2 com a Switch, e a PS4 a não sofrer nada com a Xbox ONE X.

Sobre os serviços, vais-me desculpar,mas à excepção da retrocompatibilidade (e o que a MS fez aqui tem muitos méritos face à treta que a Sony fez), não há verdadeiramente uma vantagem neste aspeto. A live em termos de esrutura é superior à PSN, mas não é tanto que a diferença seja gritante a ponto de na PS4 jogar online ser um suplício. Fora isso, a MS basicamente aumentou o número de subscrições para a oferta de jogos, enquanto que a Sony só mantém uma, mas com essa, não só oferece jogos grátis como grandes descontos em títulos (já chegam a 80% ou 90%). Dado que ninguém, anualmente,compra mais de 12 jogos, acaba por não ser uma grande vantagem sobretudo tendo em conta a venda e compra de usados.

Ah, e para os mais incautos, que fazem uma festa porque com um real se pode subscrever o serviço por um mês, a PLus da Sony tem um período de experimentação grátis.

bruno
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bruno

Sobre os descontos da PSN Plus uma correcção,quis dizer que já chegaram a 70-90%. Não que neste momento assim o são, nem que sempre assim é.

Netto
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Netto

Uns dizem que sim, outros dizem que não, enquanto o debate rolava o PS4 chegou nos 100 milhão, pra aqueles que não botaram fé, fica o recalcão.

Feliz ano Novo a todos do Pcmanias🎆🎇🎉🎊

Reinaldo
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Reinaldo

100 milhões de que?

Netto
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Netto

De consoles vendidos, meu poema é irônico em cima deste debate que vai e volta sempre, até março/18 a Sony projeta já ter vendido 80 milhões de consoles, se levarmos em consideração a baixa no preço, os jogos exclusivos de 2018 e 2019, vai passar com relativa facilidade de 100 milhões, enquanto tudo isso acontece estamos nos aqui no Pcmanias tentando decifrar está questão,exclusivo vende consoles?

Edson Nill
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Edson Nill

Netto, não é questão de recalque. Eu tenho ps4, e sinceramente… Me diz pq o ps3 não vendeu o dobro que o Xbox 360, tendo muito mais exclusivos? Isso pode contar, mas há muito mais do que propriamente isto. Não esqueçamos que quando o PlayStation é lançado, já nasce com o mercado de milhões da Europa pra ele, mais milhões do Japão onde o Xbox nada vende. Comparar isto é covardia, pois no quesito Japão não é a qualidade em jogo e sim a tradição.

Netto
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Netto

Porque IPhone vende de montão no Japão e o Xbox não? Já se fez esta pergunta.

Aliás até o nossa saborosa fruta do Norte do Brasil o açai, ó meu açai, deve vender de montão no Japão, já o Xbox One X na semana passada vendeu 32 unidades.

E digo logo, a não compram produtos Microsoft, Windows manda lembranças.

Edson Nill
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Edson Nill

Bruno, tem razão! Falou de coisas que eu nem lembrava e de fato está certo! Quanto ao ps3 sair depois, não era o plano da Sony, mas por problemas no desenvolvimento do ps3, atrasaram. Há um livro que fala sobre os bastidores de desenvolvimento de ambos os consoles e na verdade de fuga de informação sobre o Cell que ajudaram o xbox, mas não consigo lembrar o nome do livro, só sei que está em inglês. Abraços, Bruno e feliz ano novo!

bruno
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bruno

Porque chegou 1 ano mais tarde, porque era muito,mas muito mais cara e ainda teve o facto de a 360 ter apostado forte em exclusivos no inicio (Mass Effect,por exemplo),enquanto a PS3 ainda demorou a entregar jogos que fizessem o hardware brilhar (mas chegaram).

Fora isso, ainda tiveste um factor chamado PS2 que,só para teres uma ideia, só deixou de ser produzida em 2013.

Além disso, ainda tens que a live funcionava muito melhor que a PSN, que apesar de ser grátis, acreditando nas palavras de quem teve as duas (não foi o meu caso), e o online foi a grande novidade da geração passada a par do wii mote.

Seja como for, estás a fazer a pergunta errada:como é que a MS, após um começo tão forte chegou ao final da geração empatada? Tinha 10 milhões de consolas de vantagem e mesmo no Reino Unido virou o mercado a seu favor(e como já fiz aqui saber, o RU vende para toda a zona euro devido aos preços). E no entanto…, perdeu esses mercados.

E por último, sobre o Japão… já pensaste na dimensão dos EUA e no seu mercado? Sempre foram os melhores territórios da Xbox.

A PS3 está para a Sony como a ONE para a MS. E depois repara chegaste a esta geraçãoehouve uma adoção em massa da PS4, com o tema a vir,em tudo quanto é sítio, parar aos exclusivos. Achas que isso foi por acaso?

Edson Nill
Visitante
Edson Nill

Bruno, não estou a fazer a pergunta errada, na verdade, a resposta está dada por ti: Valor de marca! O ps3 o superou por valor de marca em mercados onde os mantém, como Europa e Japão. A Microsoft foi irretocável com o Xbox 360, sendo até o console predileto do Mário, mas depois da diminuição do preço do ps3, as posições inverteram voltando como sempre foi desde o lançamento do Xbox. Entendo que o mercado japonês é bem menor, mas quantos PlayStation se vendem ali em 5 anos? Sim, o mercado Norte americano é o maior do ocidente, mas tb é o mais democrático. Tanto é, que Nintendo, Sony e Microsoft possuem forças bem similares ali, somente ali. Com relação ao Netto: Netto, vende-se muitos iPhones no Japão, porém vc está a falar da maior marca do mundo, mas me diga outra que tenha relevância por lá!

bruno
Visitante
bruno

Não entendi… Perguntaste ao Netto o porquê de, com tantos exclusivos, a PS3 não ter vendido o dobro da 360 e respondes que isso se deve ao valor da Marca? De que marca?Xbox? PS?
Seja como for,eu não refiro em momento algum o valor da marca como fator. Se percebeste isso, então eu torno a explicar.
A MS e a Sony em 2005 estavam em posições distintas. A MS tinha acabado a sua primeira incursão nas consolas com a Xbox original a qual não foi um sucesso por aí além acabando com a geração somente após 4 anos. A Sony saía daquela que ainda hoje é a consola com maior sucesso do mundo, a PS2, após uma geração muito bem sucedida com a PS1. Ambas gerações de 6 anos. Por outras palavras, a Sony estava sentada confortávelmente e a MS preparava uma estratégia muito agressiva (até demais) para a nova geração.
Desde o seu início a PS foi suportada por títulos exclusivos: MSG, TRII, TR III, tudo porque ao contrário da Sega e da Nintendo, a Sony deu um grande apoio ao desenvolvimento a muitas thirds. Antes que me digas que isto prova que exclusivos não interessam repara que, ao fazer isto, a companhia conseguiu que muitos títulos saíssem exclusivamente nas suas consolas (quer definitiva, quer temporariamente), embora não detivesse os Ips nem os estúdios. Ao mesmo tempo começou a investir forte em estúdios internos ( Syphon filter, Gran Turismo, Medievil, Twisted Metal, etc.), quer abrindo, quer adquirindo.
Quando a PS2 chegou,a Sony soube capitalizar no sucesso da antecessora. A nova consola é retrocompatível de raíz, barata, e a Sony trata de adquirir/continuar exclusivos de thirds como TR AoD,Metal Gear Solid, Gran Theft Auto entre outros. Mas não parou, internamente, adquire estúdios e investe no desenvolvimento tecnológico. É nesta geração começamos a ver os worldwide studios a germinar de ideias e temos títulos como Primal,Killzone, God of War, 24, The Geataway, Ratchet e Clank, Jak and Dexter, Sly Cooper, Shadow of the Collossus, Ico, etc. Também temos o desenvolvimento de novas experiências a chegar exclusivamente às consolas sob a forma de jogos de família: Buzz!, Singstar e Eyetoy. É dificil dizer se toda esta diversificação ocorreu devido ao lançamento da Xbox em 2001. Os trabalhos começaram definitivamente muito antes desta consola ser lançada ou sequer anunciada (ainda na geração PS1), mas não há dúvida que houve uma muito maior aposta em diferentes géneros e estilos e isso deveu-se sem dúvida à concorrente.
Em 2001 chega a Xbox e a MS começa logo bem: segura Halo, que é um enorme sucesso de vendas, e consegue retirar alguns títulos da N64, nomeadamente, Perfect Dark e 007 Golden Eye. Não só isso, consegue também títulos de séries até aí exclusivas da PS, Metal Gear e GTA, ambas muito populares. Infelizmente, o sucesso não chegou. A nova consola, nem mesmo com o lançamento de títulos aclamados, nem com os serviços exclusivos como o online (muito superior ao da PS2 que o conseguiu por adaptador) e tão pouco o poder extra consegue, em 4 anos, parar sucesso estrondoso da PS2. A consola não consegue ganhar momento suficiente e apesar de entregar em 2004 vários exclusivos famosos (Fable, Forza), a geração termina em 2005. Também não é de espantar, a PS2 estava já há um ano no mercado e, historicamente, estava relacionada com séries muito populares que unicamente saiam nessa consola. Basta ver que títulos da série Resident Evil (RE4 por exemplo) nunca chegaram à Xbox e eram na altura muito populares. Por outro lado a Sony tratou de lançar internamente, e com bons resultados, muitos outros títulos que ganharam automaticamente estatuto de clássico (os que referi em cima), investindo bastante nos estúdios internos.

Chegamos a 2005. A MS tendo visto que a Xbox está a falhar em adquirir uma fatia significativa do mercado e a PS2 a reinar absoluta sobre as concorrentes (o que nunca impediu a consola de ter um grande suporte interno), está determinada em ter a 360 o quanto antes no mercado. Isto é notório com a cessação da produção da Xbox nesse mesmo ano e o anuncio e lançamento da 360 logo desse ano. A MS sabe que, para ter uma chance de ganhar mercado, tem que ser ela a iniciar uma nova geração e ditar a tendência. E assim o consegue.
Em 2005 a Xbox 360 é anunciada e lançada. Esta consola constroi muito sobre o original. Vem completamente pensada para o online, continua a imitar a arquitetura PC e, talvez não desejando sofrer com o eventual sucesso da PS decide ir buscar elementos ao seu design copiando o PPU do cell para o seu CPU. (O Cell estava em desenvolvimento há vários anos). A MS contudo, trata de se armar e bem contra a concorrência. Fecha acordo com a EA sobre a publicação dos títulos na live e algumas exlcusividades, e garante Gears e Alan Wake, continuando a investir no que já tinha (Halo, Fable e Forza). A consola é elogiada – a arquitetura é fácil de programar, e o online torna-se numa novidade apetecível, enquanto que na anterior geração foi completamente ignorada.
É importante, contudo, reparar nisto: a Xbox 360 foi a primeira consola lançada no inicio da era HD dos jogos e as primeiras versões não tinham nem HDMI nem disco interno. Isto associado ao infame RRoD, provam que o lançamento foi apressado. Definitivamente a MS estava com pressa de virar a mesa e impedir as concorrentes de ditarem as tendencias, iniciando uma nova era. O que envolveu estes sacrifícios. E chega a ser bem sucedida em parte: assegura exclusividades com séries hoje aclamadas – Mass Effect, Dead Rising (nem tanto), estabelece o Live de vez (foi iniciado na original,mas como vimos, não teve o impacto desejado), aposta forte no trabalho que já iniciou – Forza, Halo, Fable, e ainda assegura mais exclusividades: Gears of War (Epic) e Alan Wake (Remedy), com estúdios historicamente famosos. Infelizmente, as suas falhas acabarão por pesar na imagem externa da consola.
Ainda assim, e antes de 2006, e com dificuldades em satisfazer stock, a 360 vende 1.5 milhões de consolas mundialmente. (A consola é lançada em novembro)
A Sony por seu turno de repente vê as coisas a mudar drasticamente.
A PS3 foi anunciada em 2005, não sabemos se em resposta ao anuncio da 360 alguns dias antes (mas claramente, a consola não estava preparada para sair esse ano), não haviam sequer modelos funcionais da consola na E3, e demora todo um ano a lançar a consola. Quando lança, é caríssima (499-599) face à 360(299 -399) e à Wii. O hardware é vilependiado por profissionais da industria, o preço altamente criticado, mas ainda embalada pelo sucesso da PS2, a Sony decide continuar com a sua visão, mantendo o preço segura de que o sucesso da PS2 chegará para obrigar ao suporte e com comentários tristes à imprensa e aos fãs. E quando a PS3 chega, é o desastre. Downgrades, retirar da retrocompatibilidade (muito querida na PS2), preço elevadíssimo, e um catálogo de lançamento a deixar muito a desejar. Pior, os multi têm uma enorme vantagem de aspeto na concorrente, mais barata e o online nem se lhe compara, apesar de ser gratuito. Não começa bem e tem tudo para ser esmagada pela 360, que já ganhou momento.
Agora repara:
Em 2005 a 360 chega e conta com exclusivos (alguns temporários) como FEAR,, FarCry Instincts, Quake 4, Perfect Dark Zero, e muitos outros que só sairiam mais tarde na PS3.

Em 2006 lança Dead Rising, e tem exclusivos Prey e outros thirds que não foram lançados na altura para a PS2. A Sony chega com Resistance, Genji, Days of the Blade, Ridge Racer 3, MotorStorm e Mobile Suit Gundam Cross Fire.
Em 2007, a PS3 ganha Heavely Sword, Ratchet e Clank Tools of destruction, Uncharted, Folklore, Lair. A Xbox 360 ganha Halo 3, Forza MotorSport 2, Dance Dance Revolution, Mass Effect e Crackdown.
Em 2008, a PS3 ganha MGSIV, Motorstorm 2, Resistance 2, Siren Blood Curse, Wipeout HD, Ratchet & Clank Future Quest for Booty, Little Big Planet. A 360 recebe Fable II, Gears of War 2, Left 4 Dead e Braid.
Em 2009, a PS3 ganha Uncharted 2, Killzone 2, Infamous, Ratchet & Clank Future Crack in Time. A 360 recebe Halo 3 OSDT, Halo Wars, Left 4 Dead 2, Forza Motorsport 3, BattleStations Pacific,
Em 2010, a PS3 ganha God of War III, Heavy Rain, Gran Turismo 5,Modnation Racers e Dead Nation. A Xbox 360 recebe Alan Wake, Fable III, Mass Effect 2, Metro 2033 e World of Tanks.
Em 2011, a PS3 ganha Uncharted 3, Little Big Planet 2, Infamous 2, Resistance 3, Killzone 3, MotorStorm Apocalypse. A Xbox 360 recebe Gears of War 3, Forza MotorSport 4, Halo Anniversary, The Gunstringer.
Em 2012, a PS3 fica com Playstation All Stars Battle Royal e LBP Karting, ficando-se por pequenos indies como Journey, Papo & Yo e The Unfinished Swan. A 360 recebe Halo 4 e Forza Horizon.
Em 2013, a PS3 ganha God of War Ascension, The Last of Us, Beyond Two Souls, Final Fantasy XiV, Ratchet e Clank Into the Nexusentre outros de mais pequena monta. A 360 ganha Gears Judgement.
Esta lista está altamente incompleta. Isto continua em 2014, mas paremos neste ano.
Em que é que se repara? A primeira coisa que salta à vista é a enorme variedade com que a Xbox se inicia até 2010 pelo menos: Project Dark, Quake4, Gears, Mass Effect, Crackdown e Alan Wake (novidades da geração). Mas depois olhamos e onde está a novidade? Não tens nada. Destes, os únicos produzidos por estúdios internos foi Gears, Project Drak e Crackdown (acho). Depois disso, a única coisa de relevo e nova foi Metro e mesmo esse foi acidental. E Forza Horizon.
Agora olha para o que a Sony iniciou só nesta geração: Infamous, Uncharted, MotorStorm, Little Big Planet,Lair, The Last Of Us (e já nem coloco os dois da Quantic). Tudo IPs internos, AAA e diferentes géneros. De estúdios internos. A isto adiciona títulos de séries que vieram da geração passada, e second party (de estúdios independentes mas cujo o IP é da Sony, com Resistance e Heavenly Sword entre outros), e já vez a enorme variedade com que ficas.
Mas ainda assim, podemos, apesar de haver estagnação da 360 apartir de 2009 para cima (nessa altura a única grande novidade foi Alan Wake e FH), dizer que a Xbox se bateu bem com a Sony em jogos. Agora compara isso com esta geração.

Vitor PG
Visitante
Vitor PG

Mas isso todos sabem,só os fanboys caixistas que não acham isso,vai ver que é porque o Xbox não tem exclusivos

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

PS4 Guy: O PS4 vende muito por ter ótimos exclusivos.

Xbox Guy: Exclusivos não importam!

PS4 Guy: GT Sport está muito bom.

Xbox Guy: Forza é muito melhor! GT lixo!

Xbox Guy: Exclusivos não importam.

PS4 Guy: PUGB está com desempenho horrível.

Xbox Guy: Chora soninho! Reclama só porquê não pode jogar este jogão! Já vendeu um milhão! Chora! É EXCLUSIVO do Xonão!

2013

Sony Guy: PS4 roda a 1080p e o Xbox a 720p.

Xbox Guy: resolução não importa! Importa é a diversão!

2017

Sony Guy: Exclusivos vendem consoles.

Xbox Guy: Chora Sonystinha! 4k de verdade só no monstro! True Power! It’s a MONSTER!
PS4 Pro 4k fake! Real 4k só no monstro!
**Resolução de repente já é o que importa…

This is internet!

Feliz ano novo!

bruno
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bruno

Yeap. This is internet.

Vitor Calado
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Vitor Calado

se os exclusivos não vendessem consolas já não existiam exclusivos…os exclusivos muitas vezes custam mais caro e têm um público alvo bem mais reduzido, ao contrário do que alguns iludidos pensam os exclusivos não são combustível para a guerra entre consolas, o objectivo é obrigar as pessoas a comprar a consola para os puderem jogar….comigo resultou, se não fossem certos exclusivos da Sony nunca teria comprado uma PS4

Carlos Zidane
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Carlos Zidane

Nem eu. Sem os exclusivos eu seria PC total.

Livio
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Livio

A qualidade dos jogos de consoles que o Mário tanto fala é citado pelo CEO da PUBG Corp.

“Early Access no Steam e Game Preview na Xbox One funcionam como pré-lançamentos, pelo que não há uma restrição na qualidade. Contudo, a Playstation é extremamente restrita neste aspecto. Existem casos em que o jogo demorou mais seis meses a ser lançado e que estava já completo” Fonte: Eurogamer PT

Palavra chave: Qualidade.

Fernando
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Fernando

Se vendessem da forma que sonysta acha que vende, 2013, 2014 e 2015 teria sido vitória de vendas do Xbox one de lavada e 2016 teria sido empate. 2017 seria o unico ano que o PS4 teria vendido mais.
Porem, quem venceu nos primeiros 2 anos foram os artigos diarios sobre jogo x ou jogo y rodar em 1080p no PS4 e 900p no xbox one. Durante todo ano de 2014 essa foi a chamada de inumeros artigos e reportagens sobre games. Estamos em uma epoca em que pessoas gostam de novidades tecnológicas, o PS4 teve a chamada mais atratente para os supostos vibrados em tecnologia, mesmo que a maioria deles nao seja sequer capaz de distinguir a diferença, apenas saber que ela existe influencia no fator psicológico. Entao entra outro ponto, o preço inicial, a Microsoft se sabotou na largada, havia a noção de que o console era tecnologicamente inferior, o que ja causa naturalmente a sensação de inferioridade em quem adquire o produto, e o preço ainda era superior ao do concorrente supostamente muito melhor.
Para mim a combinação desses dois fatores é o principal motivo para a diferenca de quantidade de consoles vendidos, por mais que sonystas fanaticos tentem romantizar a conversa de exclusivos, assim como tentaram desde sempre mesmo com a geracao passada sendo um empate tecnico com uma diferença que deve estar na casa de 1 ou 2 milhões de unidades. Esses dois motivos levam ao terceiro ponto que é o fator determinante para manter uma lideranca.
Tirando os frequentadores do PC Manias que sao pessoas sem vida social e que nao se relacionam com outras pessoas, os jogadores do mundo real costumam ter amigos e grupos de jogatina. Logo, quando seus doi amigos se mudaram do 360 para jogar no PS4, voce tem uma granda tendencia em ir jogar a próxima geração no PS4, e diferente do que muita gente pensa, a maioria das pessoas só joga Call of duty, GTA e Fifa, e elas não precisam ter dois consoles para jogar esss jogos.
Logo, é muito mais facil os jogadores que continuaram no xbox terem feito isso motivados pelos exclusivos populares como Halo e Gears of War que ainda hoje são mais populares que mais de 95% dos jogos exclusivos lançados no PS4, do que a grande parte dos 85 milhoes de consumidores do Xbox 360 terem ido para o PS4 atras de exclusivos. Até por que até onde se sabe, o exclusivo mais vendido dessa plataforma tem vendas na casa do 9 milhões de cópias sendo que ficou estacionado entre 4-5 milhões por mais de seis meses até a Sony resolver colocar uma cópia do jogo em todas as embalagens do console, igual a Microsoft fez com o Kinect Adventures lá que vinha de graça em todas as embalagens do xbox 360 de 2010 a 2013.
A propósito, a mesma logica vale para a nintendo. O Wii vendeu bastante pelo fator novidade do Wii Mote. O WiiU que era um console muito melhor para o público hardcore mas não trazia nada de inovador em tecnologia não vendeu nada, mas o Switch é uma grande moda muito mais pelo seu estilo de console portátil que pode ser acoplado na TV do que pela capacidade que ele tem.
Na próxima geração, quando Microsoft e Sony iniciarem novamente lado a lado, haverá uma diferença. Dessa vez verba a mais destinada para o console da Microsoft não será para Kinect, além disso a Microsoft não se importa em vender o console com um pequeno prejuízo para recuperar o valor em serviços. A Sony nunca mais conseguirá apresentar um console no mesmo momento que possa competir em nivel tecnológico. O Xbox One X já é um indício de qual será a direção das duas companhias.
Algumas pessoas só veem o agora e não pensam no que está pela frente. Em dois anos, essa geração não será mais interessante e a corrida começa tudo de novo. A Microsoft chegará com a imagem de potência que o Xbox One X está criando agora, a fama da melhor rede online, retrocompatibilidade com todas as gerações de consoles Xbox, inclusive com algumas melhorias visuais e de performance para jogos antigos, e supostamente ainda estão investindo em novas IPs e estúdios que ainda não estão prontos para divulgação. O que a Sony vai fazer no PS5? Remasterizar The Last of Us 2 igual fizeram com o primeiro no PS4?
Eu vejo na próxima geração o repeteco do Xbox 360 e do PS3. A Sony tinha toda a mesma conversa de exclusivos com o PS2, a maior parte do mercado e não teve humildade de reconhecer o que o concorrene estava fazendo de melhor e tentar fazer igual, a Xbox Live e jogos com foco competitivo.
Eu vejo a mesma coisa agora, a empresa não é feita de fans fanáticos, profissionais trabalham com estatísticas e sabem que a maior parte de seus consumidores está jogando Call of Duty e GTA Online, mesmo assim ela não faz um único joguinho online decente. Jogadores que gostam de Playstation deveriam se preocupar um pouquinho com o futuro da marca por que a Sony não aguenta outro crash da base de consumidores igual foi com o PS3, ainda mais em uma época que jogos chegam a custar de dezenas a centenas de milhões de dólares.

Livio
Visitante
Livio

Cá estou eu a esta hora da noite após receber a última nota do semestre da graduação e jogando(em comemoração) até poucos minutos atrás o MP do Uncharted 4, com a participação do By-Mission.

Li a sua resposta e estou na dúvida se o que li é verdade ou uma ilusão devido o cansaço por jogar várias horas do dia de hoje em modos multiplayer(U4 e GTS) e sem enfrentar um problema.

Não gostaria de ir para a ironia mas Fernando a tua resposta não deixa.

Não sabia que você é vidente nas horas vagas, mas pelo que sei a Sony é uma empresa de hardware e a MS de software, deve ser por isso que de vez em quando temos algumas surpresas em consoles Sony e até agora nenhuma nos consoles MS, ora bolas como o 3D foi aparecer nos modelos FAT do PS3 visto que a sua revisão HDMI não permite? E o que falar do HDR em todos os modelos do PS4? E o que falar do Pro em receber algumas instruções em 16 bits em ponto Flutuante? Você viu algo similar nos consoles da MS nas 2 últimas gerações? É assim que a Sony nunca mais apresentará um console que possa competir a nível tecnológico?

Agora sobre o ponto principal que são os exclusivos, se estes não importam qual foi o motivo do “empate técnico” na geração anterior? Empate é até um modo amigável de falar, por parte dos “sonystas”, pois quando se pesquisa sobre o assuntos todos afirmam que o PS3 vendeu mais que o 360. Me diga o que foi que fez para que o PS3 acabasse no “empate”, visto que veio 1 ano mais tarde, muito mais caro e com as piores versões multiplataforma?

Fernando se você parar para pensar irá ver que PS3 e Xbox One são bem semelhantes, saíram mais caros, rodam os multi com qualidade um pouco inferior, um pouco difícil de se programar( visto que o One tem a esram), entretanto o PS3 se recuperou, porque o One não conseguiu fazer o mesmo?

Você sabe que foram os exclusivos.

Sinceramente gostaria de ver uma resposta sua, mas creio que não verei pois, assim como a marca que defende, gosta de omitir a realidade.

E sobre as suas previsões é mais fácil não acontecer na próxima geração o que ocorreu na geração PS3/360 já que o X tende a prejudicar mais a imagem do One (S) do que o Pro com o PS4 base.

bruno
Visitante
bruno

Fernando, este teu comentário está mesmo à tua medida… é enviesado e contraditório! O pior é que revela que teimosamente, te manténs no teu mundinho, e ignoras constantemente dados e factos. Conforme te convém.

Segundo o que dizes, exclusivos não vendem consolas.

No entanto, de acordo contigo, daqui a dois anos a Xbox terá fama, entre outras coisas, pelas novas IPs em que neste momento estão investidos provenientes dos estúdios existentes e de novos que supostamente não estão prontos para divulgação. Ou seja, de exclusivos a chegar. E imagino, tendo em conta que sentiste necessidade referir que Halo e Gears são mais populares que 95% dos exclusivos PS, que também dependem destes exclusivos já existentes. OU seja apesar de exclusivos não venderam consolas, os da Xbox já existentes ou em preparação servirão para vender consolas Xbox…

… tudo o resto não. Nem Nintendo, nem Sony.

Como disse, enviesado e contraditório.

E incompreensível. Tendo em conta que ainda há pouco tempo, dizias que o sucesso da PS4 se devia ao peso da marca, que as pessoas compravam pela marca que tinha nome. Quando te perguntei de onde vinha o nome, a tua resposta foi simples, de uma empresa que pagava para que os jogos não saíssem nas outras (não é bem a verdade, é a tua verdade, a tua distorção do que se passou), mas ainda assim se vê que mesmo sem querer, admitiste a importância dos exclusivos no sucesso inicial da marca.

E agora, exclusivos não interessam. Para vender consolas Nintendo e Sony, claro está. Para Xbox até podem interessar.

A Nintendo porque a Wii só teve sucesso face ao fator novidade. Foi a novidade que fez a consola chegar aos 150 milhões de unidades vendidas mesmo depois dos concorrentes introduzirem soluções semelhantes no mercado. Foi a novidade que fez os exclusivos já desde essa consola ganharem prémio atrás de prémio. Mário, Zelda, Pokémon pfff… que são esses nomes hoje em dia? As amiibo não tiveram sucesso nenhum… foi tudo um erro enorme da imprensa, que a Nintendo também deve ter comprado, certamente. A prova está na Wii-U. Apesar de esta consola ter surgido a meio do ciclo de vida da PS3. Apesar de ter interrompido uma geração bem sucedida, após uns míseros 6 anos. E a Switch também só venceu pelo conceito. O facto de ter clássicos imediatos no catálogo, que vendem mais unidades que consolas no mercado, é indicador que a consola só vende pela novidade. (Pena de todos aqueles tablets no mercado com conceito semelhante que não chegam a metade do sucesso apesar do android por trás)!

A Sony, por favor! Uncharted 4 só vendeu 9 milhões porque foi posto em bundle. O sucesso de outros jogos como Destiny, CoD, Halo e Gears não tem nada a haver com bundles, mas o de Uncharted tem tudo a haver com bundles. Porque de todos estes títulos Uncharted 4 foi o único a ser colocado em bundle. (Sim, porque o único jogo em bundle com uma consola Xbox foi Kinect Adventures e somente de 2010 a 2013, de resto a consola sempre se vendeu sozinha e sem bundle – podes ir dizer isso às lojas? È que aquelas malucas t~em lá bundles com Halo, CoD Gears 4 e Fh2 e supostamente isso não devia estar lá!).

É suposto levar isto a sério? Os exclusivos da Sony e da Nintendo a serem altamente elogiados, sempre presente em listas de recomendações e é suposto acreditar que isto não tem importância nenhuma apesar de ambas as consolas das duas marcas estarem a vender que nem chuva?

E devo acreditar que a consola está em último, que nem com a versão mais poderosa no mercado pára as vendas de plataformas muito mais fracas e há mais anos no mercado, é que é a grande definidora do mercado? Que é essa consola que define a imagem de poder, de melhor serviço, etc, etc?

Pá, lamento dar-te a notícia mas és um iludido.

O Live pode ter tido essa imagem na geração anterior. Agora… a diferença que existe entre as duas redes não chega para definir imagem nenhuma. Milhões de pessoas jogam diariamente na PSN e não tens reclamações a tratar a rede numa posição assim tão inferior à live. Não nego que seja superior, mas nego que seja significativamente superior para inspirar uma imagem.

A potência da Xbox ONE X não está a definir também nada. Se estivesse essa consola seria lider no mercado que, de acordo contigo, é dos mais céleres a adotar novas tecnologias. E não está. O que essa potência faz é esmagar a ONE e aproveitar-se da PS4. A parte preocupante é o esmagar da ONE. Como o Mário disse e muito bem, algo que aliás revela bem a tua seriedade quando dizias a quem te ligava (e ainda eram alguns), que a PS4 Pro seria o fim da PS4, mas no entanto para ti a ONE X é o fim da PS4. A ONE, curiosamente e apesar de ser a mais prejudicada como fatualmente estamos a ver, na tua perspetiva não sofre nada com isso. E por isso a Xbox ONE dá uma imagem de poder, não de um enorme dedo do meio aos clientes que apoiaram essa consola desde 2013. Claro.

E obviamente, o facto de ONE X ter chegado sem quaisquer novos jogos anunciados, sendo suportada por anuncios de peso como Minecraft 4k e HDR, é prova que a MS está disposta a suportar os prejuízos da Xbox. A Sony, que está a anunciar e lançar exclusivos AAA que nem louca, tendo o calendário cheio, mesmo lançando uma consola mais poderosa, é sinal que não se arrisca a apostar numa plataforma poderosa.

Desculpa mas quem é que neste momento está a assumir mais risco? Quem é que tem dado melhor imagem de suporte de qualidade, com um catálogo que vale à pena ter? Por favor!

José Galvão
Membro

Bruno e Mário…

Muito honestamente, não percebo porque é que vocês ainda se dão ao trabalho de desperdiçar o vosso tempo precioso com respostas elaboradas a dissecar os comentários de alguém que pura e simplesmente não vale o esforço, quando já está mais que provado que pessoas como o Fernando nunca vão mudar de atitude mesmo perante todas as evidências à frente do nariz.

É um autêntico desperdício de tempo e criatividade da vossa parte até porque ele nem vos vai responder porque o seu objectivo não é o debate saudável mas sim destilar veneno e ir embora, e eu pessoalmente não estou para perder tempo com pessoas *********, egocêntricas e *********, é que já nem leio a catadupa de disparates, é logo turbo naquela roda que o rato tem pois prefiro dar o meu tempo a quem de facto o merece, pessoas como vocês que tristemente dão combustivel a este tipo de pessoas.

Eu compreendo que gostem de repor a verdade e de apontar o dedo à mediocridade, mas já dizia o velho ditado…«os cães ladram e a caravana passa».

Nota: Comentário editado pela moderação por se achar que certas palavras podem ser ofensivas.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Chegou a turma mil grau…

By-mission
Visitante
By-mission

Cartilha miudown:

1* Começar todo coment com discurso de que a Xbox foi vítima (afinal a Sony falida comprou toda a imprensa mundial).

2* Exclusivos não vendem… Mas se estiverem numa caixa verdinha, aí meu amigo é o suprassumo, o Santo Graal que nunca serão tocados…

3* Nenhum exclusivo vende… Isso é lenda urbana por isso a Microsoft os deixou de fazer…

4* A Microsoft deixou a Sony vencer está geração: reparem a Microsoft é dona do mundo, ela é tão rica que pode dar um console para cada cliente se quiser (mas foi a primeira a cobrar o online), então sim, a Microsoft deixou a Sony ganhar essa geração…

5* Nunca mais a Sony conseguirá lançar um console mais potente… 4 anos frustrados a dizer que resolução não importa, e pronto agora, é o que é. Vai Phill

6* Se preocupar com a Sony, a diferença de 2/1 não é muita coisa dona Sony, o monstro está aí para provar, nunca mais vão ter essa chance, a Microsoft cansou de ser boazinha…

By-mission
Visitante
By-mission

Vish esqueci o último mandamento o mais importante :

7* Qualquer pessoa que discordar com qualquer item da cartilha, tem a obrigação de apresentar a gametarg, afinal é impossível alguém críticar o Xbox, isso é coisa de Sonysta.

Livio
Visitante
Livio

Segundos os últimos dados foram vendidos quase 6 milhões de PS4 somente no período natalino.

A Nintendo também falou algo a respeito dias atrás

A MS ……

Será que potência é tudo? Com o hype do “monstro” muitos falaram(inclusive eu) que devia esperar no máximo 2 meses pós natal para ver se ele continuaria a vender como previa na pré-venda, que seria o salvador, mas no nono dia do ano, 16 após o natal, a MS não fala nada, nem há artigos a respeito. Pelo visto não vai ser preciso esperar 2 meses para ver como serão as vendas do “monstro”.

E não é preciso esperar 2 anos para ver a “imagem de potencia” criada pela MS, visto que a CPU do X está presa ao One.

Afinal, exclusivos não te incentivam a escolher um aparelho, nem a tecnologia da NASA.

**PS: Um ponto curioso é que no Japão as vendas do One Slim aumentaram depois que o monstro foi lançado e este esta vendendo abaixo de 50 unidades por 2 semanas, enquanto o slim acima dos 300. Logo os Japoneses adoradores de novas tecnologias.