Jogos digitais representam 74% do mercado Norte Americano… e isso… demonstra que o físico ainda domina!

Os valores parecem ditar o contrário, mas uma análise ao estudo revela que o digital apenas domina quando o físico é inexistente!

A Entertainment Software Association (ESA) lançou o seu relatório anuak sobre a industria do Video Jogos, lançando dado que revelam que, no Mercado Norte Americano, a industria totalizou 24.5 mil milhões de dólares, subindo para os 30.4 mil milhões se contabilizarmos acessórios e VR. Os dados revelam ainda que 74% dos lucros das vendas de jogos foram obtidas em vendas digitais.

Ora este dado revela que o mercado físico se fixou nos 26%, e isto é uma realidade, especialmente uma realidade que interessa aos fabricantes que se querem livrar dos custos de produção das cópias físicas. Mas no entanto uma realidade que requer enquadramento pois a interpretação destes dados não é tão linear como isso.

Para começar o que abrange este estudo? Bem, muita coisa, mas muita coisa mesmo.

Se a comparação fosse entre jogos vendidos digitais para jogos vendidos físicos, nas mesmas plataformas, ele seria correcto e válido. Mas ele envolve situações onde a igualdade não existe para os dois mercados. Por exemplo? Bem. para começar envolve os DLC… Algo que não existe em formato físico, e que como tal não pode ser contabilizado de igual forma dos dois lados. E atualmente o que vemos é que os season pass e os DLC chegam a ter valores iguais ou superiores ao custo do jogo. E nada disso pode ser contabilizado no mercado físico, mesmo quando o jogo é vendido nesse formato.

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Mas há mais… este estudo contabiliza as receitas das subscrições, ou seja mensalidades de jogos como WOW, e outros que requerem pagamentos mensais são contabilizadas como receitas digitais. Mais um tipo de situação que não pode ser contabilizada pelo físico. Questiona-se ainda se as receitas de outros serviços como a PSN+, Live e EA Access também não estarão incluídas aqui!

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Depois inclui-se ainda receitas vindas dos jogos das redes sociais. Mais uma vez uma receita meramente digital!

E como cereja no topo do bolo, o estudo abrange absolutamente todos os mercados de todos os dispositivos, o que quer dizer que, entre outros, as vendas de jogos para dispositivos móveis estão aqui contabilizadas. Um mercado de largas centenas de milhões de aparelhos que não possui suporte ao físico.

Ora no meio de tudo isto, torna-se claro que, apesar de ser difícil precisar valores exactos, no que toca à venda por venda de jogos, especialmente se considerarmos que os lucros dos dispositivos móveis são gigantescos e mesmo uma das maiores fatias deste bolo, a venda de jogos físicos em plataformas especificas e mais dadas a eles, como é o caso das consolas de mesa, ainda supera em muito a dos digitais.

Mas este não é exactamente um dado que interesse muito ser divulgado, pois há todo um interesse em se projectar o digital como o futuro, implementando-o desde já. Mas como mostram as vendas de Zelda: Breath of The Wild, onde a venda de cópias do jogo supera a venda total de consolas, ainda há muita, mas mesmo muita gente que não dispensa o físico, especialmente os coleccionadores.

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Readers Comments (26)

  1. Eu fui um que comprei tanto o Zelda breath of The wild como tb o Mario kart 8 deluxe em formato digital, pois prefiro assim, mas sei que sou minoria.

    • És certamente… Especialmente na Switch onde o espaço é limitado e os cartões são pagos à parte!

      • Fora que comprei um cartão SD de ultra velocidade que custou uns 75 euros na conversão de real. Mário, quando falam de mídia digital, me vem o PSP Go na cabeça e automaticamente os portáteis que a Sony teve e lhe pergunto: Se a Sony lançasse um híbrido hj, vc acha que ele teria alguma chance de sucesso?

        • É dificil dizer. As consolas portáteis são complexas de se avaliar. Mas uma PS4 hibrida pode vir a ser uma possibilidade no futuro (a 7nm).
          E se isso acontecesse, aí acredito que pudesse ter futuro.

  2. Eu prefiro e sempre vou preferir o formato físico, existe a questão do espaço mas também existe o gosto de o ter na prateleira e acima de tudo, vender um jogo, algo impossivel num jogo digital.

    A industria está ansiosa para que um dia seja tudo digital, com a promessa cinica de que vão baixar os preços dos jogos quando isso acontecer, mas têm o problema do hardware, e precisam de lojas para o vender, pelo menos nos moldes de hoje.

    Eu sei que pessoalmente faz-me imensa confusão ter uma parte significativa da minha prezada colecção de videojogos dependente de um mail e uma pass.

  3. Na minha opinião, a grande dificuldade de aderir aos jogos digitais são o preço, não me conformo do preço ser o mesmo ou muitas vezes até mais caro que o jogo em mídia física.

  4. Se as vendas de jogos físicos ainda são o formato dominante, Uncharted 4 deveria ter aparecido na lista dos jogos mais vendidos de 2016 nos Estados Unidos, pois contando apenas físicos, Uncharted 4 seria o terceiro ou quarto da lista, assim como em 2015 Halo 5 não era para ter aparecido contando apenas cópias físicas contabilizadas e mesmo assim foi um dos 20 jogos mais vendidos de 2015 no mercado norte americano.
    A uns 2 anos o CEO da Gamestop avisou que nos Estados Unidos o mercado estava se dividindo em metade físico e metade digital. Ano a ano o lucro da Gamestop está caindo e agora eles estão encerrando mais de uma centena de unidades nos Estados Unidos.
    Outra evidência, Quantum Break que é considerado flop pelo número de unidades vendidas apareceu no relatório da Remedy com lucro, bem como no último resultado da microsoft, a receita da Divisão Xbox Live no primeiro trimestre de 2017 subiu mesmo com a redução de assinaturas da Live, nenhum game lançado no ano passado se sobressaindo em listas semanais de vendas físicas, e com apenas Halo Wars 2 de exclusivo lançado.
    Então não, no maior mercado do Mundo, é muito provável que o formato digital já ultrapassou o físico e por bastante.
    Hoje em dia, não existe nenhum apelo pela cópia física a não ser que seja edição de colecionador. Ela não contém o jogo inteiro, não tem nenhum conteúdo relevante além do disco na embalagem, o disco serve apenas para copiar dados ao HD e dar boot no jogo. Num mercado como o americano, onde muitas vezes tem promoções foram de época para assinantes da PSN e live, tendo internet barata e de ótima qualidade, compensa muito a facilidade de clicar em um botão e deixar o novo game baixando enquanto continua jogando, ou comprar games pelo smartphone e apenas deixar descarregar no console automaticamente.
    Mesmo a ideia de que um dia o servidor será desligado não cola. Armazenamento em nuvem é o serviço mais barato de manter, independe do funcionamento de um servidor dedicado para coisas como multiplayer e naturalmente quanto mais o tempo passa, menos pessoas estão baixando o mesmo conteúdo novamente, o que permite adequar o CDN e a banda de download de acordo com os conteúdos mais acessados.
    Quem trabalha com tecnologia moderna de Cloud como Amazon AWS ou Microsoft Azure, sabe bem o quão ridiculamente barato é manter armazenamento de conteúdo. Não importa quantos clientes você tenha querendo baixar o mesmo conteúdo, você precisa ter o conteúdo armazenado apenas uma vez.

    • Não percebo este comentário!

      Estás a querer dizer que por estas listas serem da NPD, e só englobarem físicos, não estando lá Uncharted que refere 8 milhões de cópias vendidas, ele terá de ter vendido na sua maioria pelo digital, é isso?
      Se sim, não estou a ver como chegas a essa conclusão, pois pareces estar a esquecer uma situação muito relevante:

      Vamos ver a lista?

      1. Call of Duty: Infinite Warfare (PC, XBox One, PS4)
      2. Battlefield 1 (PC, XBox One, PS4)
      3. The Division (PC, XBox One, PS4)
      4. NBA 2K17 (PC, XBox One, PS4)
      5. Madden NFL 17 (PC, XBox One, PS4)
      6. Grand Theft Auto V (PC, XBox One, PS4, PS3, Xbox 360)
      7. Overwatch (PC, XBox One, PS4)
      8. Call of Duty: Black Ops III (PC, XBox One, PS4, PS3, Xbox360)
      9. FIFA 17 (PC, XBox One, PS4, PS3, Xbox 360)
      10. Final Fantasy XV (PS4, XBox One)

      Não há um único jogo que não seja multi plataforma na lista… Porque naturalmente quanto maior a base de utilizadores, maior a probabilidade de vendas. Porque motivo Uncharted 4 havia de estar lá?
      Apesar do teu grande elogio à Sony com comparação de Uncharted a Call of Dutty, Battlefield, Fifa, GTA e outros grandes nomes da lista, Uncharted não é, e nem nunca foi um jogo de vendas comparáveis a esses jogos. Não só não o é na plataforma Playstation, como muito menos o será na comparação com as vendas em multi formato.

      Quanto à questão do CEO da gamestop ele terá toda a razão. Na altura estava a 50-50, agora está a 74-26. O digital está a tomar conta! Não porque as pessoas queiram, mas porque assim se impinge. A gamestop pode vender o jogo, mas não vende DLCs, não vende Add-Ons, não vende Game Pass, não vende assinaturas.
      Mas vende jogos para consolas, para PC (que agora é em 90% digital), e vende também cartões para aparelhos móveis iOS e Android (e nesses não vende mais nada)
      E era a isso que ele queria referir-se, ao mercado… não às vendas de jogos novos, ou às preferências dos utilizadores. Ele constatava que se antes a sua empresa abrangia a totalidade do que era vendido, agora não consegue, e que metade do mercado lhe fugia.
      Pessoalmente raramente compro DLCs, mas os que compro, compro-os digitais. Não porque queira, mas porque sou obrigado!

      Quanto às tecnologias modernas como a Cloud é tudo muito bonito… Mas infelizmente certas empresas não podem ficar privadas dos seus dados apenas porque… a internet falhou! Nem podem sequer ter de descarregar toneladas de gigas de informação, sempre que a mesma é necessária, até porque isso demora tempo. Mesmo o simples upload de toneladas de dados e recuperação para o lado de cá pode ser problemática, mas é acima de tudo, tempo morto que localmente não existe. Se estiveres limitado a nível de larguras de banda ou pior, de tráfego, isto é um grande problema.
      E mais do que isso, não podem sequer dar-se ao luxo de colocar informação privilegiada ao alcance de funcionários de terceiros.

      E mais ainda… estes serviços funcionam e bem… mas caso haja algum problema de dados corrompidos, a resposta que vais obter é apenas uma “Não nos responsabilizamos se os dados nos chegam ou não correctamente. Deverá sempre manter uma cópia de segurança desse lado em caso de corrupção dos dados”. É muito bonito…

      E já nem falo da segurança, ou dos serviços que se descontinuam…

      Naturalmente que a Cloud tem vantagens… mas não tentes pintar tudo como virtudes… porque certamente as pessoas que viram as suas fotos privadas armazenadas no iCloud, espalhadas pelo mundo, não estarão muito dispostas a lhe dar uma segunda oportunidade.

      • Bem, estamos falando de games, e conteúdo que fica disponível para download eternamente. Sua justificativa para comprar físico contra digital não procede. Se daqui 15 anos sua cópia do disco quebrar, é por sua conta encontrar outra, e a cópia digital dificilmente não estará lá para ser baixada. O arquivo de download não corrompe uma vez que ele é utilizado apenas para baixar o conteúdo e não é um arquivo de alteração continua, principalmente daqui a 5 ou 10 anos quando um jogo já parou de receber atualizações a muito tempo. E claro, tanto Xbox Live quanto PSN estão armazenados em data centers modernos e geo redundantes. Tem que ser de uma incompetência sem tamanho para perder dados por corrupção. O mercado físico será cada vez menor e isso é bom também para a evolução e o desenvolvimento de games principalmente quando esse mercado representar mais de 90% das vendas, já que o dinheiro gasto com prensa, transporte e lojistas é economizado para o desenvolvimento do jogo. Pergunte à um indie se ele queria lançar midia física dos jogos dele.
        outro mito também é a largura de banda, com o avanço da tecnologia, links são cada dia mais baratos e existem vários tipos de controles para impedir que alguém sature a banda, bem como também a possibilidade de downloads antecipados que tem se tornado popular agora.
        É claro que eu estou falando de locais onde as pessoas tem bons links, mas o assunto é o mercado Americano, então é comum ter link bom por lá. Isso já é uma realidade deles. Em algum tempo estará na maior parte do mundo, infelizmente ainda não, mas esse é o caminho da evolução.

        Sobre as cópias vendidas, vamos tomar o décimo lugar da lista de exemplo:

        http://www.vgchartz.com/gamedb/?name=final+fantasy+xv

        Uncharted 4 tem próximo de 9 milhões de vendas. Pelo menos 5 milhões devem ser nos Estados Unidos e não aparece nem perto de um jogo multiplataforma que não tem contabilizado nem 2 milhões de vendas nos Estados Unidos.
        Algo faltou aí não?
        Provavelmente a maior parte das unidades são Digitais ou o NPD resolveu não contar esse jogo ou a cópia que o consumidor leva de verdade é a que não é contabilizada por que já está na caixa do console.

        OBs:

        O VG Chartz contabilizava menos de 5 milhões de cópias de Uncharted 4 vendidaas quando a Sony divulgou que tinham chegado em 8.7 milhões e depois eles atualizaram.
        É obvio que o mercado digital está muito forte por aqueles lados e possivelmente já está bem acima dos 50%.

        • Alternativamente a NPD não contabiliza as cópias fisicas de Bundles como vendas e a Sony contabilizou tudo.

          Quanto à segurança da cloud:
          https://blog.marconet.com/blog/what-are-the-chances-of-losing-information-in-cloud-storage
          E deixa de pensar pelos produtores… pensa no cliente. É o que eu faço. Tu que até nem compras indies.

          Para além do mais o mercado fisico não é obrigatorio. Quem não o quiser usar não usa. O motivo pelo qual os indies falam tanto dele é porque se ele não existisse a visibilidade dos seus produtos digitais seria maior.

          • Eu pensando como cliente não consigo imaginar o por que não seria benéfico o maior tamanho do mercado digital e a possibilidade de ter meu conteúdo para acessar e recuperar em caso de desastres.
            E a sério, os exemplos de perda de dados nesse link passam em maior parte por ações indevidas de pessoas manipulando dados, sistemas ou invasões de hackers. Esse tipo de coisa não é esperado nas lojas da PSN e da Live. No caso da Microsoft, acredito que só um desastre do tipo explodir os mais de 20 datacenters do Azure espalhados pelo mundo para acontecer uma perda.
            Pensando nos maiores do mercado, aqueles que estão atraindo mais clientes, mais projetos e trabalhando com as melhores tecnologias, são todos empresas muito ricas, Amazon, Microsoft, Google…
            A Sony também tem utilizado a infraestrutura de terceiros para seus projetos, o próprio conteúdo de vídeo deles agora é feito utilizando a solução de CDN do Azure. Eu não acho que disponibilidade vai ser um problema do mercado digital.
            Tudo que estou dizendo é por que acredito que a matéria é correta ao dizer que o mercado digital ultrapassou o físico mesmo em número de vendas e que a coisa não deve ser só apenas com DLCs ou season pass. Da maioria das coisas de segurança e disponibilidade que estamos discutindo, o consumidor em geral do mercado Americano não deve estar nem um pouco preocupado e a facilidade que eles tem em aceder esse conteúdo hoje é bastante relevante.
            Fossem as cópias físicas como elas eram nos anos 90, com todo o capricho e cuidado, e não sendo todos os jogos vendidos incompletos, algumas vezes por conteúdo que não cabe no disco, outras vezes pelo jogo não estar totalmente terminado, os argumentos a favor do mercado físico seriam mais relevantes.
            Mas a parti do momento que eu gasto 199 reais por um caixinha com uma arte que não tem contra-capa, não tem um encarte e possui só um disco que ainda me pede para baixar 20GB antes de jogar e todo o conteúdo será transferido para o meu HD e tomará uns 70GB de espaço, eu prefiro comprar digital, não ter por que me preocupar em arranjar espaço na estante para mais embalagens e nem correr o risco de esquecer o disco no console e acabar riscando, o que me obrigaria a comprar outro, que só serve pra dar boot no conteúdo que já está instalado no HD.

          • Deixa-me então dar-te outra perspectiva. Uma que vejo regularmente nas lojas.
            -Desde pessoas que não percebem nada sobre o assunto e que vão pedir a opinião do lojista sobre o que é que há dentro de determinados estilos.
            -Pessoas que vão comprar jogos para filhos, e que nem sabem o que o filho possui, mas que querem oferecer algo como surpresa.
            -Pais que vão com os filhos e onde os filhos vão com a ideia de adquirir um GTA mas o lojista alerta para o tipo de jogo que é e o pai, no seu direito de educar o seu filho como melhor entende, decide ele e não o miudo se há-de ou não levar o jogo.
            – Pessoas que vão vender os seus jogos usados e já acabados para poderem comprar sem grande despesa as novidades que pretendem.
            – Pessoas que se reunem fisicamente e travam amizades reais discutindo sobre jogos na loja.
            – Pessoas que não estando minimamente informadas sobre o que existe e o que vai sair se vão ali informar, optando muitas vezes por usados de jogos de qualidade que elas deixaram passar por desconhecerem a existência.
            – Pessoas a vender jogos bem recentes, e a recuperar grande parte do dinheiro, porque o jogo não era bem o que se pensava. Mas no entanto jogou-o o tempo que quis e precisou até se aperceber disso, perdendo algum valor dependendo do tempo passado entre a compra e a venda, não se estando preso a algumas horas para refunding.
            É isto que eu chamo de pensar como cliente. O resto… é paleio de marketing. O Digital não tem nada, mas absolutamente nada de diferente do físico, e a única virtude está para o produtor que reduz custos e aumenta lucros.
            Podiamos pensar que isso é justo para o coitadinho do pequeno que poderia assim rentabilizar mais o seu negócio, mas porque pensar assim?
            Uma pessoa que abre uma pequena empresa não paga as mesmas taxas que todos os outros? Não tem de seguir as mesmas regras dos outros para entrar no mercado?
            Porque haveriam aqui os menores produtores indie ter direito a tratamento diferenciado?
            Tu referes que compras um jogo e depois tens de descarregar na mesma 70 GB. É verdade! Mas isso não considero algo normal… considero algo artificial e muitas vezes atrever-me-ia mesmo a dizer quase que propositado.
            Um Mass Effect cheio de bugs não deveria ter direito a patches para repor as coisas. Da mesma forma que numa loja de roupa uma roupa com defeitos tambem não tem direito a patches. Uma refeição mal confecionada não tem direito a patches.
            O que deveria acontecer é que, tal como em tudo o resto, deveria haver controlo de qualidade, e um jogo não deveria sair com bugs para o mercado.
            Mas graças aos patches o que antes era a excepção, agora é a regra. E as pessoas aceitam isso e acham os patches uma virtude. Mas não são! São uma praga que está a fazer com que os jogos saiam em estados lastimosos e mesmo inacabados apoiando-se nesses patches para depois irem corrigindo a coisa aos pacóvios que compraram os jogos com defeitos.
            Isto é que eu chamo de ver a coisa na perspectiva do cliente. Defender os meus interesses, ver a realidade das coisas.
            O que leio nos teus comentários é quase “propaganda”, tu repetes as ideias que nos transmitem como sendo maravilhas. E pessoalmente eu reconheço que há algumas virtudes em situações como a Cloud, mas não esqueço que tambem há pontos negativos.
            Daí que o que eu vejo é que ambas as coisas tem de co-existir. Mas infelizmente o que se passa é que as empresas querem-nos impingir apenas um dos lados… e é aquele que lhes interessa a eles, não ao cliente em geral.

          • A propósito, melhor acreditar que o mercado digital está em alta do que pensar que talvez 90% das vendas de um determinado jogo em um mercado tão relevante foi apenas de bundles. Bundles fazem um bom trabalho em vender consoles, mas geralmente o console é vendido pelo preço normal, ou seja o game é dado gratuitamente e no mercado americano, o Bundle de Uncharted 4 é muitas vezes vendido abaixo do preço oficial com o agravante de que não se acha um PS4 nos Estados Unidos no mercado que não tenha Uncharted na caixa, ou seja, muitas vendas para pessoas que talvez tenham revendido o jogo no mercado de usados pois não comprou o console por causa dele.
            Se 90% das vendas desse game são desses Bundles, a Sony está só enchendo linguiça pra disfarçar um fracasso comercial e bem grande.

          • Explica-me isto
            A Square Enix refere em Janeiro de 2017 que FF XV vendeu 6 milhões em cópias digitais e fisicas.
            http://www.novacrystallis.com/2017/01/final-fantasy-xv-shipment-digital-sales-top-6-million-units/
            Igualmente em Janeiro de 2017 há noticias que Uncharted atingiu os 8.7 milhões em vendas digitais e físicas!
            http://www.polygon.com/2017/1/4/14173168/playstation-4-sales-53-million-uncharted-4

            Mas como vês, na lista da NPD não está Uncharted, está FF XV!

            Isso quer dizer que, a não ser que acreditemos que Uncharted vendeu numa proporção fisico-digital diferente do normal, Uncharted teria de estar na lista! Mas como não está, então forçosamente o digital teria de ser superior ao fisico!

            A questão é que nem podemos acreditar nisso! Ao contrário de FF XV, Uncharted 4 foi fornecido em Bundle com a PS4, em formato fisico! E como tal, a explicação que resta é só uma… Nas vendas de Uncharted a Sony contabiliza tudo, a NPD apenas as cópias vendidas em avulso!

            Quando ao encher chouriços… pode ser! Mas nesse caso alguem tem de me explicar um chouriço bem maior. Como é que Halo 5, o jogo que bate os recordes de lançamento de todos os Halos com lucros imediatos de 400 milhões, não aparece no top 10 de 2015. Não me lembra de a Sony ter anunciado lucros de 400 milhões no lançamento de Uncharted 4…
            https://news.xbox.com/2015/11/04/halo-5-guardians-biggest-halo-launch-in-history/

            Eis o top 10 de 2015

            https://venturebeat.com/2016/01/14/2015-npd-the-10-best-selling-games-of-the-year/

            Esse sim, é um chouriço grande a explicar!

        • Eternamente? Será? Só o tempo dirá.

          Na notícia dizem que ainda dá para baixar, quem tem este jogo para fazer o teste?
          http://br.ign.com/forza-horizon-xbox-360/39545/news/primeiro-forza-horizon-sera-removido-das-lojas-do-xbox

        • Esses dados relativos a Uncharted quando a Sony anunciou os 8,7 milhões ainda eram de Novembro. Os dados de Dezembro já passaram para 7,8 milhões de vendas. E só saíram depois da declaração da Sony. O VG Chartz só conta físico portanto não vás por aí.

          Não Fernando, o conteúdo de Download não fica disponível eternamente. Não faltam notícias de jogos que são removidos das lojas e de clientes que pagam e ficam sem nada.

          Sim, porque enquanto um jogo físico é teu para sempre até que se estrague ou o vendas, um jogo digital vai depender da vontade da loja em mantê-lo disponível e do armazenamento que tu tens disponível.

          Não tens garantias nenhuma que daqui a 15 anos estará lá. Isso não é verdade, porque basta a PS Store fechar ou o live fechar que ficas sem nada. Já o físico e mesmo que a MS ou Sony vão à falência jogas enquanto quiseres.

          Sob a perda de dados… Já ouviste falar de hackers e de ataques informáticos. A única segurança que podes ter com tecnologia é que falha. Não sei de onde tiras tanta segurança sobre o seu bom funcionamento, porque quem acompanha o mundo real sabe perfeitamente da baixa fiabilidade de ligações à internet e da capacidade de download. Eu viajo e levo a minha Vita comigo e as dores de cabeça que tenho quando quero ir buscar um jogo à PSN que comprei em alguns sítios… Esse problema também o tens nos EUA. Mais uma vez pintas um retrato utopico de outro país. A PC Manias já aqui publicou um estudo sobre as qualidades da ligação à internet a nível mundial, quando a Microsoft ainda pensava que o always on é o futuro.

          Sobre Uncharted tens quase 4 milhões nos EUA e outros 4 na Europa, com o resto do mundo a representar quase dois milhões.

  5. Meus amigos, as preferências de cada um são as preferências de cada um, eu gosto mais de digital, compro os jogos sem ter que sair de casa, grande vantagem, jogo os jogos sem ter que trocar o disco na consola, grande vantagem, como estou a trabalhar em Angola, tenho a minha garagem em Portugal atafulhada de caixas de jogos, discos de vinil, CD ,DVD, BR, são caixotes e caixotes de coisas que na altura pareciam muito valiosas, mas que hoje em dia são mais um peso morto, a musica digital, os filmes digitais e os jogos digitais, estão sempre comigo, esteja em África na Europa os na Cochinchina, nunca perdi um jogo ou filme ou música digital, no formato físico já perdi vários, principalmente por discos riscados , os cds de música que uso no carro é mato, os que perdi por ficarem riscados…enfim, prefiro o digital, quem prefere o físico também terá as suas razões que serão tão válidas como as minhas, não vejo o porquê discutir o sexo dos anjos

    • Também não é isso que se está a discutir, mas sim se o só digital é um bom futuro, se é melhor para o consumidor.

      Além disso sabes que existem porta CDs certo? Sacos especiais para armazenar CDs e os transportar? E o Bluray é muito mais resistente a riscos.

      Eu também estou a trabalhar fora e se não fosse o físico, não jogava, já que internet é uma m@da no sítio onde estou.

      Demoro uma semana a sacar algo com 2gb, com sorte.

    • Os anjos tem sexo? 🙂
      Na realidade há vantagens e desvantagens para cada um. Mas por exemplo, os jogos steam, Origin e battlenet incluem os dois.
      Eu tenho vários jogos dessas redes que comprei em fisico. Mas já os instalei sem o DVD pois após a primeira instalação consequentes descargas podem ser feitas de forma digital.
      E isso sim é o melhor dos dois mundos.

    • Vitor… tal como tu, também tenho caixas de jogos, musica e filmes em caixotes na garagem, a única diferença é que não estou fora do país como tu, mas também tenho a necessidade de ter acesso ao meu entretenimento, e nesse aspecto o digital é uma clara vantagem, a questão é que eu não preciso de ter acesso a todo o meu conteúdo, mesmo que vá para fora do país, uma parte dele é o suficiente.
      O grande problema do digital é que um dia os serviços fecham, a Microsoft não é eterna, assim como a Apple, Nintendo ou Sony, um dia podem e vão eventualmente dar lugar a outros, então e depois?
      Bem depois ficas sem nada, literalmente sem nada, no meu caso, quando um dia algum desses serviços fechar, vou ter um rombo significativo na minha colecção, imagino tu, a grande diferença entre tu que compras tudo digital e eu que compro fisico quando posso, é que sujeitas-te a que um dia ficas sem nada, nem aqui nem na Cochinchina, já eu tenho a segurança da minha garagem.

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