Jogos digitais representam 74% do mercado Norte Americano… e isso… demonstra que o físico ainda domina!

Os valores parecem ditar o contrário, mas uma análise ao estudo revela que o digital apenas domina quando o físico é inexistente!

A Entertainment Software Association (ESA) lançou o seu relatório anuak sobre a industria do Video Jogos, lançando dado que revelam que, no Mercado Norte Americano, a industria totalizou 24.5 mil milhões de dólares, subindo para os 30.4 mil milhões se contabilizarmos acessórios e VR. Os dados revelam ainda que 74% dos lucros das vendas de jogos foram obtidas em vendas digitais.

Ora este dado revela que o mercado físico se fixou nos 26%, e isto é uma realidade, especialmente uma realidade que interessa aos fabricantes que se querem livrar dos custos de produção das cópias físicas. Mas no entanto uma realidade que requer enquadramento pois a interpretação destes dados não é tão linear como isso.

Para começar o que abrange este estudo? Bem, muita coisa, mas muita coisa mesmo.

Se a comparação fosse entre jogos vendidos digitais para jogos vendidos físicos, nas mesmas plataformas, ele seria correcto e válido. Mas ele envolve situações onde a igualdade não existe para os dois mercados. Por exemplo? Bem. para começar envolve os DLC… Algo que não existe em formato físico, e que como tal não pode ser contabilizado de igual forma dos dois lados. E atualmente o que vemos é que os season pass e os DLC chegam a ter valores iguais ou superiores ao custo do jogo. E nada disso pode ser contabilizado no mercado físico, mesmo quando o jogo é vendido nesse formato.



Mas há mais… este estudo contabiliza as receitas das subscrições, ou seja mensalidades de jogos como WOW, e outros que requerem pagamentos mensais são contabilizadas como receitas digitais. Mais um tipo de situação que não pode ser contabilizada pelo físico. Questiona-se ainda se as receitas de outros serviços como a PSN+, Live e EA Access também não estarão incluídas aqui!



Depois inclui-se ainda receitas vindas dos jogos das redes sociais. Mais uma vez uma receita meramente digital!

E como cereja no topo do bolo, o estudo abrange absolutamente todos os mercados de todos os dispositivos, o que quer dizer que, entre outros, as vendas de jogos para dispositivos móveis estão aqui contabilizadas. Um mercado de largas centenas de milhões de aparelhos que não possui suporte ao físico.

Ora no meio de tudo isto, torna-se claro que, apesar de ser difícil precisar valores exactos, no que toca à venda por venda de jogos, especialmente se considerarmos que os lucros dos dispositivos móveis são gigantescos e mesmo uma das maiores fatias deste bolo, a venda de jogos físicos em plataformas especificas e mais dadas a eles, como é o caso das consolas de mesa, ainda supera em muito a dos digitais.

Mas este não é exactamente um dado que interesse muito ser divulgado, pois há todo um interesse em se projectar o digital como o futuro, implementando-o desde já. Mas como mostram as vendas de Zelda: Breath of The Wild, onde a venda de cópias do jogo supera a venda total de consolas, ainda há muita, mas mesmo muita gente que não dispensa o físico, especialmente os coleccionadores.



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Edson Nill
Visitante

Eu fui um que comprei tanto o Zelda breath of The wild como tb o Mario kart 8 deluxe em formato digital, pois prefiro assim, mas sei que sou minoria.

José Galvão
Membro

Eu prefiro e sempre vou preferir o formato físico, existe a questão do espaço mas também existe o gosto de o ter na prateleira e acima de tudo, vender um jogo, algo impossivel num jogo digital.

A industria está ansiosa para que um dia seja tudo digital, com a promessa cinica de que vão baixar os preços dos jogos quando isso acontecer, mas têm o problema do hardware, e precisam de lojas para o vender, pelo menos nos moldes de hoje.

Eu sei que pessoalmente faz-me imensa confusão ter uma parte significativa da minha prezada colecção de videojogos dependente de um mail e uma pass.

Fernando Molina
Visitante

Na minha opinião, a grande dificuldade de aderir aos jogos digitais são o preço, não me conformo do preço ser o mesmo ou muitas vezes até mais caro que o jogo em mídia física.

Fernando
Visitante

Se as vendas de jogos físicos ainda são o formato dominante, Uncharted 4 deveria ter aparecido na lista dos jogos mais vendidos de 2016 nos Estados Unidos, pois contando apenas físicos, Uncharted 4 seria o terceiro ou quarto da lista, assim como em 2015 Halo 5 não era para ter aparecido contando apenas cópias físicas contabilizadas e mesmo assim foi um dos 20 jogos mais vendidos de 2015 no mercado norte americano.
A uns 2 anos o CEO da Gamestop avisou que nos Estados Unidos o mercado estava se dividindo em metade físico e metade digital. Ano a ano o lucro da Gamestop está caindo e agora eles estão encerrando mais de uma centena de unidades nos Estados Unidos.
Outra evidência, Quantum Break que é considerado flop pelo número de unidades vendidas apareceu no relatório da Remedy com lucro, bem como no último resultado da microsoft, a receita da Divisão Xbox Live no primeiro trimestre de 2017 subiu mesmo com a redução de assinaturas da Live, nenhum game lançado no ano passado se sobressaindo em listas semanais de vendas físicas, e com apenas Halo Wars 2 de exclusivo lançado.
Então não, no maior mercado do Mundo, é muito provável que o formato digital já ultrapassou o físico e por bastante.
Hoje em dia, não existe nenhum apelo pela cópia física a não ser que seja edição de colecionador. Ela não contém o jogo inteiro, não tem nenhum conteúdo relevante além do disco na embalagem, o disco serve apenas para copiar dados ao HD e dar boot no jogo. Num mercado como o americano, onde muitas vezes tem promoções foram de época para assinantes da PSN e live, tendo internet barata e de ótima qualidade, compensa muito a facilidade de clicar em um botão e deixar o novo game baixando enquanto continua jogando, ou comprar games pelo smartphone e apenas deixar descarregar no console automaticamente.
Mesmo a ideia de que um dia o servidor será desligado não cola. Armazenamento em nuvem é o serviço mais barato de manter, independe do funcionamento de um servidor dedicado para coisas como multiplayer e naturalmente quanto mais o tempo passa, menos pessoas estão baixando o mesmo conteúdo novamente, o que permite adequar o CDN e a banda de download de acordo com os conteúdos mais acessados.
Quem trabalha com tecnologia moderna de Cloud como Amazon AWS ou Microsoft Azure, sabe bem o quão ridiculamente barato é manter armazenamento de conteúdo. Não importa quantos clientes você tenha querendo baixar o mesmo conteúdo, você precisa ter o conteúdo armazenado apenas uma vez.

Vitor Calado
Visitante

Meus amigos, as preferências de cada um são as preferências de cada um, eu gosto mais de digital, compro os jogos sem ter que sair de casa, grande vantagem, jogo os jogos sem ter que trocar o disco na consola, grande vantagem, como estou a trabalhar em Angola, tenho a minha garagem em Portugal atafulhada de caixas de jogos, discos de vinil, CD ,DVD, BR, são caixotes e caixotes de coisas que na altura pareciam muito valiosas, mas que hoje em dia são mais um peso morto, a musica digital, os filmes digitais e os jogos digitais, estão sempre comigo, esteja em África na Europa os na Cochinchina, nunca perdi um jogo ou filme ou música digital, no formato físico já perdi vários, principalmente por discos riscados , os cds de música que uso no carro é mato, os que perdi por ficarem riscados…enfim, prefiro o digital, quem prefere o físico também terá as suas razões que serão tão válidas como as minhas, não vejo o porquê discutir o sexo dos anjos

bruno
Visitante

Também não é isso que se está a discutir, mas sim se o só digital é um bom futuro, se é melhor para o consumidor.

Além disso sabes que existem porta CDs certo? Sacos especiais para armazenar CDs e os transportar? E o Bluray é muito mais resistente a riscos.

Eu também estou a trabalhar fora e se não fosse o físico, não jogava, já que internet é uma m@da no sítio onde estou.

Demoro uma semana a sacar algo com 2gb, com sorte.

José Galvão
Membro

Vitor… tal como tu, também tenho caixas de jogos, musica e filmes em caixotes na garagem, a única diferença é que não estou fora do país como tu, mas também tenho a necessidade de ter acesso ao meu entretenimento, e nesse aspecto o digital é uma clara vantagem, a questão é que eu não preciso de ter acesso a todo o meu conteúdo, mesmo que vá para fora do país, uma parte dele é o suficiente.
O grande problema do digital é que um dia os serviços fecham, a Microsoft não é eterna, assim como a Apple, Nintendo ou Sony, um dia podem e vão eventualmente dar lugar a outros, então e depois?
Bem depois ficas sem nada, literalmente sem nada, no meu caso, quando um dia algum desses serviços fechar, vou ter um rombo significativo na minha colecção, imagino tu, a grande diferença entre tu que compras tudo digital e eu que compro fisico quando posso, é que sujeitas-te a que um dia ficas sem nada, nem aqui nem na Cochinchina, já eu tenho a segurança da minha garagem.