Jogos online podem ser fortemente penalizados com o fim da neutralidade da internet

Um lobby associado aos videojogos associou-se a um processo que pretende anular o fim da neutralidade da internet nos EUA, alegando que a falta de neutralidade pode prejudicar fortemente os jogos multi jogador que requerem conexões robustas.

A Entertainment Software Association (ESA) juntou-se num processo com vários advogados democratas e empresas de tecnologia como o Mozilla e advogados de protecção ao consumidor contra a Federal Communications Commission, e a sua proposta já aprovada para acabar com a neutralidade da internet.

Segundo a ESA, o seu receio é que os seus membros possam ser prejudicados com o fim da neutralidade uma vez que uma das consequências a ele associada é o permitir que os ISPs tomem acções que podem prejudicar as ligações rápidas, fiáveis e de baixa latência que são criticas para a industria dos video jogos.

Segundo a ESA, a neutralidade da Internet, entre muitas outras coisas, protege os jogos online uma vez que com ela em vigor os serviços ficam proibidos de bloquear ou prejudicar todo o tipo de conexões legais, e desta forma impedir priorização de conteúdos pagos de forma adicional. A ESA acredita, e a nosso ver, muito bem, que é necessário impedir que este tipo de bloqueios os cortes de qualidade de ligação possam acontecer.

A realidade é que se os filmes e música podem executar uma pré leitura para o buffer que depois pode compensar variações na qualidade da ligação, os jogos não podem fazer o mesmo, e qualquer alteração na qualidade da ligação é imediatamente sentida.



Mas não é só o jogo online que preocupa a ESA, mas igualmente a capacidade de Download de jogos. Dados os grandes volumes de tráfego necessários para o Download da versão digital dos jogos os ISPs podem colocar restrições à velocidade ou até cobrar para permitir passar certos volumes de tráfego. Tal prejudicaria as redes de distribuição que dependem da larguras de banda capazes, fixas e fiáveis. O fim da Neutralidade da Internet pode ser um grande passo atrás e colocar mesmo em causa todo este tipo de serviços que nasceram nos últimos anos e que se prevêem crescer cada vez mais, especialmente agora com o uso da Cloud e eventual futuro alargamento das suas potencialidades.

Lembre-se que a ESA representa grandes nomes da industria dos videojogos como a Sony, Nintendo, Microsoft, Bethesda, Capcom, Disney, EA, Epic Games, Konami, Magic Leap, Nvidia, Ubisoft, Square Enix, e Warner Bros.

Outra das empresas metidas aqui neste processo é a Internet Association, um outro lobby que inclui a Amazon, Google, Facebook, Netflix, e outras empresas Web e que também estão contra o fim da neutralidade.

Segundo esta Internet Association, o fim da neutralidade implica que os consumidores perderão a razão legal para agir contra os provedores de internet que distorçam a realidade da competição e bloqueiem as comunicações, quer impedindo quer desencorajando os seus utilizadores de acederem livremente ao conteúdo que querem, podendo obter pagamentos adicionais para essa permissão.