Nintendo pede à Sony que acabe com todas as criações de Dreams baseadas nos seus IPs

Como seria de esperar de uma empresa que não deixa os seus IPs serem usados de forma alguma, a Nintendo solicitou à Sony a remoção em Dreams de criações que usem os seus IPs.

Dreams é uma criação exclusiva para a PS4 que permite ás pessoas explorarem a sua criatividade e criarem assim jogos ao seu gosto. E nesse sentido, milhões de utilizações trouxeram à via as suas criações. Mas a realidade é só uma… nem todas foram originais, e muitos franchisings existentes foram recriados ou usados como inspiração.

Nesse sentido, com maior ou menor qualidade, há centenas de criações baseadas em propriedades intelectuais de terceiros, e a Nintendo é das empresas mais visadas, especialmente pela forma e simplicidade das suas personagens que se tornam fáceis de recriar. A recriação de IPs famosos ou a criação de jogos baseados em IPs famosos, já tinha sido abordada aqui.

Mas se a maior parte das empresas estão a ignorar essa situação, a Nintendo não o faz. A Nintendo é aliás conhecida pela caça activa a prevaricadores que se aproveitem dos seus IPs, e nesse sentido moveu-se para acabar com os jogos de Dreams baseados nos seus personagens.

Assim foi divulgado pela Sony que uma “grande empresa de videojogos” os tinha contactado sobre algumas das criações e pedido que tal acabasse. Apesar de a empresa não ter sido referida, a remoção de uma quantidade enorme de jogos baseados em personagens da Nintendo não deixou dúvidas.



Um dos utilizadores, denominado @Piece_of_Craft revelou mesmo ter recebido um e-mail de advogados da Sony que lhe davam a conhecer que a Nintendo tinha colocado objecções ao uso do Mário nos projectos de Dreams deste utilizador, pelo que estes iriam ser removidos. E como ele, certamente muitos mais receberam e-mails semelhantes.



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bruno
bruno
6 meses atrás

Já se previa.. e espanta-me a Sony ter deixado isto andar até agora. A Nintendo ainda entende a importancia de exlcusivos (e engraçado, ninguém vem afirmar que liberar os seus titulos para PC é melhor para todos) e tomou a uma posição em que está em todo o seu direito.
Mas estou curioso…

Onde estão agora os defensores de que os exclusivos devem ir parar ao PC (alguns desses fãs da Nintendo) a criticar a Nintendo?

Vitor calado
Vitor calado
Responder a  bruno
6 meses atrás

Estás a misturar as coisas, quando os exclusivos vão para o PC vão de forma legal com total consentimento dos proprietários das propriedades intelectuais, outra coisa completamente diferente é fazerem jogos baseados na figura do Mario á REVELIA da Nitendo, a Nitendo tem direitos autorais sobre as suas propriedades e está a fazer valer os seus direitos…

AlexandreR
AlexandreR
6 meses atrás

Bem, Dreams é algo que nunca me chamou a atenção, pois não é o meu estilo de jogo. Mas a possibilidade de jogar jogos criados por outros jogadores é deveras interessante.
As críticas relativamente a Dreams é absurdo, tem das melhores médias de reviews que já vi!
Mas como ainda me ando a entreter com o Death Stranding e a ainda tenho que jogar Spider man e Days gone, não vou ter tempo. (Caso não sejam adiados os próximos exclusivos)

Ps: Nesta altura de covid 19, infelizmente temos que nos entreter em casa. Estava a ponderar comprar um livre de auto ajuda ou algo do género. Alguém aconselha algo? Obrigado

José Galvão
José Galvão
Responder a  AlexandreR
6 meses atrás

@Alex… recomendo o “Poder do Agora” do Eckhart Tolle, é já um clássico no desenvolvimento pessoal, existe uma versão de bolso que é bem mais barato.

José Galvão
José Galvão
Responder a  Mário Armão Ferreira
6 meses atrás

Para quem não quer gastar muito é uma boa opção, mas a sua vantagem é que podes levar contigo no bolso em vez de teres algo bem maior debaixo do braço, imagina-te numa esplanada a curtir uma pequena grande obra na companhia de um gin… 😉

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  José Galvão
6 meses atrás

Ora nem mais! Agora é ficar na varanda de casa a apanhar um solinho e beber um Gin/Cerveja.
Sabem de algum site de reviews de livros? Ou isso só existe para séries, filmes e jogos? :p

José Galvão
José Galvão
Responder a  AlexandreR
6 meses atrás

Podes perguntar, é o meu trabalho, sou livreiro já lá vão 16 anos.

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  Mário Armão Ferreira
6 meses atrás

Enfim 😅
Foi a terminologia que arranjaram para dizer que o livro é pequeno…
Que está a achar do Tomb Raider, Mário?
Ao nível do Uncharted 4?

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  Mário Armão Ferreira
6 meses atrás

Bem, lembrei me que eu já usei o período experimental da Ps now, para jogar o último Batman.
Por isso terá que ser noutra altura.

bruno
bruno
Responder a  Mário Armão Ferreira
6 meses atrás

Eu não gosto do que fizeram com o Franchise. São jogos sólidos, mas perderam o encanto dos clássicos.

Os TR originais tinham uma ambientação e desenho de nível excelente. Hoje, com hardware muito mais poderoso não conseguem fazer o mesmo.

José Galvão
Responder a  bruno
6 meses atrás

@Bruno… percebo o que dizes pois também acho que os clássicos têm outro encanto embora goste imenso dos novos, o problema é que a formula dos clássicos estava a acusar desgaste portanto tiveram que arranjar uma forma de se adaptar ás novas tendências de jogos de acção.

Podes não gostar das alterações ao IP mas uma coisa é certa, este ganhou uma nova vida, e antes o que temos que é bom, do que estar fechado numa gaveta.

bruno
bruno
Responder a  José Galvão
6 meses atrás

Não é só encanto, são experiencias completamente diferentes de jogo. E nao acho que a formula estivesse desgatada, o que ocorreu é que TR na altura era como AC, uns a seguir aos outros. E com pouca evolução – se à série fosse permitido um descanso de dois ou mais anos, a história teria sido diferente! A Core teve o azar de entregar TR Angel of Darkness num estado lastimável – embora se pudesse ver que, tendo tempo, teria sido uma grande jogo.

TR costumava ser sobre exploração e parte da jogabilidade eram os puzzles e plataformas, isso fazia parte do jogo, porque não haviam saltos automáticos, tu controlavas cada aspeto da deslocação e dos saltos. E os cenários – ainda hoje conseguem manter ambiente num polígonos da PS1 original. E isto diz muito.

Houve há pouco uma discussão do reset era que chegou à conclusão que os TR originais tinham dos melhores design de sons implementados num jogo – não necessitavam de toda uma banda de sonora de musica a tocar em todos os instantes, colocavam a música nos sítios certos e punham os inimigos nos sítios certos. Não sei quanto disto se devia às limitações do hardware ou não, mas neste aspeto estes tipo eram mestres.

Aliás, convido tb a que veja as cutscenes do original, de 1996, e aprecies a qualidade daquele diálogo. Mesmo passados mais de 20 anos, é um diálogo icrívelmente bem escrito e moderno e revela um completo contraste com o que tens hoje. Eu revisitei a série na Vita, e passado tanto tempo ainda me admiro como o jogo se aguenta bem e como conseguia ser engraçado e motivador.

Com a mudança de mãos muito se perdeu. A Crystal Dynamics nunca soube desenhar a série. Perdeu todos os aspetos importantes da jogabilidade e, acima de tudo, o ambiente e lore tão característico. A equipa britânica por trás das histórias conseguiam criar universos e aventuras interessantes – chegavam a ser rídiculos, pareciam aqueles filmes de arqueólogos dos anos 80, como Indiana Jones, mas eram histórias que se aguentavam por si próprias, intricadas e melhor, não revolviam sobre o passado da personagem – nós estávamos ali para fazer o que a personagem estava a fazer, explorar e descobrir. (repara que nas duas trilogias que a CD fez, – e parece que de 3 em 3 jogos tem que reinventar série- parte da história é sobre a família da protagonista).

A melhor review, que foi até escrita por uma mulher, na eurogamer.net disse isto que resume o grande problema desta trilogia – a transformação da personagem principal. A Lara Croft passou de uma aventureira, milionária, atlética, membro da nobreza inglesa que fazia o que fazia pelo gosto da aventura para uma jovem mulher que parece detestar cada minuto que passa do que faz e chegamos nós ao fim sem saber muito bem porque o faz. Tomb Raider parece uma sucessão sem fim de uma infeliz que passa cada minuto a correr pela vida e passamos nós a maioria do jogo a tentar sobreviver a experiências mortais de secção em secção. Aliás, acho que o estúdio gostam destas secções, pensam que são espetaculares, mas acabam por ser pior quando andam sempre a ocorrer, em sucessão. Este é o meu maior problema – é que se a própria detesta o que faz, porque raio irei eu gostar de obrigar alguém a ser torturado?

O TR de 2013 ainda engoli, devido à novidade. Mas detestei Rise e ainda estou para passar o último. Rise, tecnicamente, está soberbo. Perde-se é na execução – os cenários não deixaram impressão, os túmulos são genéricos e perde-se na história – parece um mau filme de acção, que se mistura com os filmes do Hallmark channel, aquele filmes caseiros que dão no Natal made in US, para toda a família. Adorei a parte em que, quase a levar com uma seta pela cabeça, a personagem só responde: no teu lugar teria feito o mesmo. O tom com que o diz é tão forçado, para pintar a personagem num bom terreno moral que perde todo o interesse – como muita gente diz, é apenas “dull”. e repara como o jogo passou de ser um jogo sobre explorar para descobrir segredos para um mundo semi aberto em que passas o teu tempo a caçar animais, recolher frutos, queimar cartazes recolher caixotes e a matar inimigos à Rambo. Nem Uncharted foi assim – essa série sempre se destinguiu por priveligiar o lore e a história e o desvendar do mistério, apesar de assentar em combates na maioria do tempo.

Parece que os programadores hoje querem evitar os classicos a todo o custo, e neste aspeto concordo contigo, quando falas dos SJW. O mesmo está a ocorrer em RE3 remake, em que acharam, depois do filme de 2002. em que temos a personagem principal num vestido vermelho e de minisaia, que seria muito mau colocar a personagem principal dest remake com o fato clássico – que diga-se de passagem se tornou em algo tão cânone que ainda estou admirado como eles o removeram como se não fosse nada. Podem criticar, mas se acham que protegem o girl power, apenas o retiram.

bruno
bruno
Responder a  Mário Armão Ferreira
6 meses atrás

Lê isto:

https://www.eurogamer.net/articles/2018-09-10-shadow-of-the-tomb-raider-review

Espelha completamente a minha opinião.

Sobre o matar…. Despachamos exércitos inteiros mais nestes jogos, que nos originais, em que a mesma matava para sobreviver animais predatórios, como lobos, leões e outros que tais.

Aliás, no primeiro jogo da serie matas 7 pessoas e mesmo uma delas, até poupas.

bruno
bruno
Responder a  Mário Armão Ferreira
6 meses atrás

Uncharted não pediu metade do que se passa em TR. A série continua com as suas setpieces sumptuosas, o cuidado no design dos níveis e estes ultimos da PS4 até intorduziram um pouco acção em plataformas.

Uncharted só venceu porque introudziu o combate mais immersivo, e muito, muito cuidado com a história, algo em que a Crystal Dynamics nunca conseguiu sobressair.

Aliás, chega a ser emngraçado como Uncharted The Lost Legacy se aproxima tanto do que TR devia ter sido, e para o que devia ter evoluído. Acho que este título é a visáo que a Crystal Dynamics quis implementar no Underworld e a Core já tentou implementar na terceira entrega, quando tinhas veículos e nenhum conseguiu.

José Galvão
6 meses atrás

Em relação à noticia, a mim não me espanta nada que a Nintendo tenha esta atitude, existe uma chefia no seio da Nintendo que é de uma avareza atroz, o problema é que essa protecção cega impede-os de ver que na realidade isto não passa de publicidade gratuita, inclusive numa plataforma rival.

Vindo da mesma empresa que roubou milhares de criadores de conteúdos no youtube que usassem material seu para no fim de contas, os promover, já nada me espanta.

bruno
bruno
Responder a  José Galvão
6 meses atrás

A Nintendo tem perfeita consciência que sobrevive apenas e só graças às suas séries. Andarem a fazer cópias dos seus jogos para serem jogados noutras plataformas não me parece justo para com eles.

Eu não sei quanto ao Youtube, mas isto, não os critico aqui. Eles têm direito sobre as suas personagens e são uma empresa que como as outras tem que sobreviver.

Só gostava que a Sony fizesse o mesmo com as suas em vez de andar a liberá-las noutras plataformas.

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  Mário Armão Ferreira
6 meses atrás

Eu também acredito que haverá um maior lado positivo do que negativo. E a Ps5 irá ter os seus exclusivos para vender a plataforma! Ainda por cima sendo a consola tão inovadora com o SSD. Ou seja, no pior dos casos estamos a falar de jogos da geração anterior, quando a Ps5 estiver no mercado. Mas eu continuo a achar que serão escassos. Neste caso acredito que os únicos serão Horizon Zero dawn e God of war.
God of war uns meses antes da sua eventual sequela na ps5.

Rui Teixeira
Rui Teixeira
6 meses atrás

As coisas que o pessoal consegue fazer com o Dreams são impressionantes https://www.youtube.com/watch?v=kfA_-_TJC3A

Entretanto também saiu a notícia de que o jogo Quantum Error para a PS4/5 tem como objectivo correr a 4k 60fps com full raytracing. O que me surpreende é o full raytracing a esta resolução, mesmo que o jogo tenha aspecto de jogo da PS4. A ver se serão mesmo capazes de o fazer, e isto vindo de um pequeno estúdio.
https://wccftech.com/cosmic-horror-fps-quantum-error-to-run-at-4k60fps-on-ps5-with-full-ray-tracing/

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