Novos tablets Surface Pro possuem sérios problemas com a performance

A Microsoft garante até 50% mais performance nos seus novos Tabelts Surface. Mas a solução térmica usada leva a que rapidamente o CPU tenha de reduzir as velocidades de forma a manter-se em segurança, e o resultado… é uma maquina mais lenta que o expectável para os CPUs usados.

Com o novo tablet Surface Pro a Microsoft promete até 50% mais performance que com os modelos anteriores. E tudo isto usando um sistema de refrigeração passivo nos i5, e activo nos i7 !

Ora o que acontece é que a solução de refrigeração escolhida é um calcanhar de Aquiles destes novos Surface. Os CPUs rapidamente aquecem para valores acima dos considerados seguros, e de forma a manter a segurança do sistema, os mesmos reduzem de forma dinâmica a sua velocidade de relógio. O resultado… é um sistema mais lento que o que seria de esperar para os CPUs usados.

Vamos ver o que acontece com um Surface Pro 2017 Core i5-7300U, testado usando o CineBench R15 em testes Multi-Thread.



O que vemos é que o CPU, arrancando a frio, atinge os 334 pontos, sendo efectivamente mais rápido que a geração anterior. Mas rapidamente aquece e desce para valores de 226 pontos.

Uma quebra de 33% face ao esperado deste tipo de CPU. Algo comum num Intel Core Y ou Core M com consumos de 4.5 Watts, mas não num Core U de 15 Watts.

O problema aqui foi a escolha da Microsoft da solução de refrigeração passiva, algo que os notebooks que usam este CPU mão possuem, usando refrigeração ativa.

E isto quer dizer que a performance obtida em modo Turbo Boost fica severamente limitada. As velocidades de relógio mais altas são mantidas nos primeiros minutos, atingindo os tectos máximos de temperatura. Mas mal atinge os 57 graus, a velocidade desce para 2.3 Ghz ou menos de forma a manter a segurança.

Vejamos agora a mesma coisa, mas no Surface Pro 2017 Core i7-7600U. E dado que aqui estamos já com um sistema de refrigeração activa, será que a situação se mantêm?

Infelizmente, aqui a dissipação activa não vale ao i7, mostrando que todo o sistema de dissipação escolhido está em causa.

Como se vê as pontuações começaram a decair com o aquecimento do sistema, descendo abaixo dos 340 pontos. Ou seja, o Surface munido com o i7 Core i7-7600U está a ter as performances que deveria ter um sistema devidamente funcional equipado com um Core i5-7300U CPU, o processador do Surface anterior.

Basicamente os ganhos de algo até 50% de performances adicionais até podem ser verdadeiros, mas apenas nos primeiros minutos de uso, e antes de os bloqueios à velocidade causados pela temperatura entrarem em acção. Basicamente o que se passa aqui é que para estas performances não eram necessários estes processadores, e como tal, face ao seu custo estes não compensam.

Será de ressaltar que o novo Laptop Surface baseado no mesmissimo Core i5-7200U da versão tablet não possui qualquer destes problemas.



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