O que os jogadores de Ghost Recon Breakpoint mais querem é companheiros geridos por AI e jogo offline

A presente geração foi de batalha no que toca a conceitos. Aqui na PCManias sempre defendemos que os jogos online, apesar de interessantes não eram o mais desejado. A geração provou que os single player são o caminho do sucesso, e agora cada vez mais os jogadores estão a exigir que os jogos tenham opções offline. Daí que não é de admirar que das três coisas mais pedidas pelos jogadores de Ghost Recon Breakpoint, duas delas sejam companheiros geridos pelo computador, e o fim das necessidades online.

Os jogadores de Ghost Recon Breakpoint querem, acima de tudo, companheiros geridos por AI, e querem isso o mais rápido possível. Querem igualmente o fim do saque por categorias, e o esquemas de equipamento do The Division 2 removido, assim como o fim das exigências online.

Estes são resultados de um questionário de duas semanas que a Ubisoft Paris usou para reabilitar o seu shooter de mundo aberto que tão má recepção teve.

Os resultados do inquérito foram divulgados pela equipa, que refere que a maior parte dos pedidos estão a ser tratados e “em progresso”. Mas no entanto tudo é um pouco vago no que toca aos pedidos com maior percentagem.

A Ubisot já tinha anunciado que as personagens geridas por AI iriam existir depois do lançamento do jogo, mas referiu que essa era uma caracteristicas que exigia enormes recursos e que como tal exigiria tempo. Ou seja, a mensagem parece recebida… mas o certo é que nada foi feito, e se o for, vai demorar.



No que toca ao saque e ao equipamento é um pouco a mesma coisa, com uma promessa de que uma versão “mais imersiva e radical” será disponibilizado no inicio do ano que vem.

O modo offline é onde a equipa coloca mais problemas, referindo que tal requer mais investigação, e que só se saberá se tal é possível no início de 2020.

É por isso questionável se a Ubisoft realmente irá conceder os pedidos. Até porque o seu The Division 2 desde Março que requer online, mesmo para single player. Daí que é questionável se dois jogos da mesma editora irão realmente seguir caminhos distintos.

Já o pedido mais avançado são as melhorias na IA dos inimigos, algo que já sofreu alterações no último patch. Outros pedidos como a desactivação de jogadores no hub, melhorias de câmara, de “respawn” e designação de armas continuam indicados apenas como “em progresso”.

Algo já alterado foi a costumização do avatar, que conta agora com um elevado nível de personalização, tendo sido acrescentados 40 itens novos que ajudam a melhorar a criação de novos looks.

O primeiro RAID do jogo foi acrescentado ao jogo na semana passada, mas mesmo isso foi alvo de algumas criticas, como a dificuldade do BOSS que “absorve balas como uma esponja”.



Comentários

Naturalme te não podemos deixar de comentar sobre estes pedidos, até porque o motivo da notícia é mais o seu teor do que realmente o que se passa com o jogo em si:

Após uma geração o de as empresas e media nos tentavam vender a ideia que o single player estava morto, a PCManias foi um bastião de resistência a essa ideia, sempre defendendo que o futuro dos jogos estava na diversidade e acima de tudo no contar de boas histórias. Isso provou-se nesta geração onde a consola que tentou re-definir o mercado perante essas novas ideologias, foi a que menor aceitação de vendas teve.

Daí que não possamos deixar de notar estes pedidos dos fans, que acima de tudo pedem por jogo offline e single player como alternativa. Há lugar para o online e o offline, mas não nos tentem vender ideias de conceitos de necessidade como a cloud ou a sua necessidade para processamento. Poderá haver um caso ou outro em que tal se revela interessante ou até um bónus, mas tal deve ser a acessório e nunca uma obrigatoriedade.

Torna-se por isso curioso ver como empresas como a Microsoft vem dizer que adinal erraram, pois julgaram que o que estavam a fazer era o desejo dos gamers, sendo que demoraram 8 anos a compreender que tal não era assim, e isto apesar de tal ter sido dito e redito por milhões de vezes e por várias fontes ao longo dos anos, e de se ver sucesso após sucesso de vendas de jogos single player e das consolas a eles associadas.

A lição que se tira de tudo isto, a nosso ver, não é que os jogadores querem opções single player e offline, mas sim que o tentar impor novidades que tem por trás outros objectivos, fazendo-as passar como o futuro e aquilo que as pessoas querem, nem sempre funciona. O mercado é o cliente que o faz, e este tem o poder de decidir o que quer e o que não quer. Foi exactamente essa falta de consciência em alguns que permitiu a criação de muitos daqueles que são atualmente grandes vícios da indústria que estão a destruir os videojogos, tais como as microtransações.

Agora o futuro avizinha-se, e as novas imposições são as subscrições e o streaming. Esperemos que o mercado saiba o que quer quanto a isso, tendo noção das consequências que isso pode ter na realidade que conhecemos, e que, caso não o queira, não reaja apenas quando tudo for uma realidade irreversível. Acima de tudo o gaming deve ser para todos, e é a força de todos que o tornou grande. Segmenta-lo, uma consequência do que para aí vem, dificilmente trará algo de bom.