O “whataboutism” nos comentários da PCManias

Uma das coisas que mais tem chocado ao longo dos tempos é a forma como certas práticas de propaganda de regimes comunistas e controlados tem vindo a aparecer nos comentários da PCManias. E isso é algo que nos entristece muito pois vai contra o que sempre foi o espírito de discussão útil e informada que se pretende na página!

Hoje vamos fugir às notícias habituais para falar de algo diferente. Basicamente este é um artigo que andávamos para escrever há muito, e dado que ano novo, vida nova, não há melhor altura do que esta para se publicar o mesmo! Note-se que mesmo que o possam achar, até pelos exemplos dados no artigo, ele não é escrito pensando em alguém ou em algum grupo em particular, mas não. Ele é suposto ser intemporal e dirigido a todos os fanboys, independentemente de marcas. A ideia é que todos os que possuem práticas do género, reflictam sobre as suas atitudes, e naquilo que são situações que, quer reconheçam ou não, são burlas de escrita destinadas a desviar atenções dos assuntos em causa.

Passemos então ao artigo

—-

Com a criação da PCManias o objectivo era simples. Trazer uma discussão educada, técnica e isenta sobre as realidades da tecnologia (mais recentemente das consolas). Ignorar marcas, ignorar paixonetas, e abordar os assuntos que rodeiam o dia a dia das notícias de forma objectiva.



Mas tal não se revelou assim tão simples! Não só as pessoas ideais para esse tipo de conversa não aparecem em grande quantidade (agradece-se por isso aos que cá estão), como a comunidade, de uma forma geral, e mais particularmente a das consolas às quais temos dedicado mais atenção nos últimos anos, não consegue abordar a realidade das coisas de forma isenta e desprovida de paixões por marcas. E vendo a sua marca favorita a ser criticada, reagem!

Infelizmente a comunidade Gamer está tóxica. Está impregnada de fanboys obcecados que se recusam a analisar as coisas pelo que efectivamente elas são! Já escrevemos várias vezes sobre isso!

Mas quer se queira ou não, as coisas são o que são. Agradam mais a uns, desagradam a outros! As notícias são aquilo que existe, não são inventadas, e no fundo quem as faz são as próprias marcas  com as suas políticas, decisões e atitudes, e não o mensageiro. Para esse a ideia é comentar o sucedido, comparar com o que outros fazem, e nessa medida elogiar ou criticar, sendo que neste último caso, a ideia é esperar que se faça melhor.

E é aqui que entra o diálogo que se pretendia. Que pode ser entre meros entendidos, com os fans… ou meter pelo meio fanboys!

O fanboy distingue-se do fan exactamente porque o primeiro vive naquilo que, em artigos anteriores, chamamos de um universo de unicórnios cor de rosa. Para estas pessoas as realidades do mundo passam ao lado, sendo que, independentemente do que se passa, e da forma como a sua marca preferida está a evoluir comparativamente ás restantes, o que se pretende é ler coisas boas, esquecendo-se que os produtos que gostam existem num mercado onde há concorrência, e que é o seguir as regras desse mercado a um nível que traga mais satisfação que dita o maior sucesso ou insucesso dos produtos. Dizer-se que algo está bem só porque agrada a um pequeno número de pessoas, mas não ao mercado no seu global é hipocrisia, mas é isso que estas pessoas gostam de ouvir. Já o Fan, esse vive no planeta terra, tem consciência das realidades e do que se passa de uma forma mais generalizada, e mesmo gostando do que gosta, critica o que há que criticar, não porque quer dizer mal, mas porque não ignora as realidades e deseja que a situação melhore e que o produto que possui prospere no mercado mostrando-se um investimento digno desse nome.

Ora aqui somos fans… Mas não de marcas, mas de jogos! É um hobby! Não é uma obsessão, mas é uma paixão na qual dedicamos o nosso tempo! E nesse sentido, querendo deitar a mão aos bons jogos, não dizemos, ao contrário do que os fanboys dizem, que os jogos da marca A ou B não nos interessam! Na realidade eles interessam todos, desde que sejam bons, e sem dúvida que a maior parte dos exclusivos consolas são bons! E é por isso que aqui na PCManias somos multi marca, jogando onde quer que os jogos estejam. É por isso que temos uma visão generalista do que é o mercado, e daquilo que vende. Basta olhar para o que as marcas com maior sucesso estão a fazer e comparar! Não é assim tão difícil como muitos outros leitores activos na discussão o comprovam, basta não se ter uma visão fechada!

Mas uma consequência de um diálogo entre um fan que analisa e critica aquilo que acha mal, usando argumentos sustentados em dados reais e comprovados, e um fanboy é o aparecimento constante do “whataboutism”!

Para quem não sabe o que é o “Whataboutism”, fique a saber que não é um termo inventado por nós! É uma realidade estudada, e que  pode ser traduzido em Português pelo “E então o”.

Acima de tudo, o importante é saber-se que ele é reconhecido como uma falácia lógica, e é uma variante da falácia conhecida como tu quoque que, na falta de argumentos pálpáveis que contrariem o que é dito, tenta descredibilizar a posição de uma pessoa, entre outras coisas, dando a entender que esta está a ser hipócrita, mas que acontece sem refutar ou desacreditar de forma credível, os seus argumentos.

Dado que muitos dos nossos leitores são Brasileiros e podem desconhecer o termo, falácia pode ser descrito de forma muito simples e básica como: “um raciocínio errado com aparência de verdadeiro”, ou se quiserem, “Sofisma ou engano que se faz com razões falsas ou mal deduzidas”!

Este tipo de situação está por norma associado a regimes controlados e ditatoriais, sendo largamente usado pela propaganda Soviética. Neles a falácia é aplicada com o uso da frase “E então o…”, seguido de um evento Ocidental comparativo.

O jornal The Guardian chegou a considerar que esta prática é praticamente uma ideologia nacional Russa. E basicamente quem estudou um bocadinho da história da União Soviética reconhece estas práticas  controladoras e enganadoras, destinadas a desviar o foco da discussão real do assunto em causa, como comuns.



Num exemplo muito comum, imaginemos que o website colocava um artigo que criticava uma situação qualquer. Melhor ainda, pois não queremos que a coisa seja mal interpretada, vamos usar um exemplo prático, com algo que aqui sucedeu e que criticamos, a colocação dos exclusivos Xbox no PC!

O que aconteceu foi que os fanboys da marca, não podendo contra argumentar pois a realidade era palpável, surgiram com o “Whatboutism”, logo dizendo “E então o PS Now? Também não leva os jogos da Playstation para o PC?”

Como se percebe, há aqui uma acusação de hipocrisia implícita neste tipo de atitude. Como é que alguem se atreve a referir isso, esquecendo que há do outro lado algo semelhante?

É o tal raciocínio errado com aparência de verdadeiro, pois independentemente do que é dito, e da razão pontual que os assista, este argumento não é mais do que uma forma de se fugir à discussão, e de se criar um auto conforto perante a situação através de uma acusação de hipocrisia.



Onde está a burla no raciocínio? No presente caso, o PS Now é um serviço que não está em vigor na maior parte dos países do mundo, e é um serviço com uma taxa de adesão muito pequena. Os exclusivos Xbox passarem directamente para o PC, o maior mercado do mundo a nível de dimensão da plataforma, não é comparável. A maior parte dos lares possui um PC (adequado ou não), mas quantas pessoas conhecem com o PS Now?
Mas mesmo que haja um assunto comparável, e com iguais proporções, a falácia existe sempre! Não é porque o Manuel também roubou que se desculpa o João de roubar! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, e desde que se trate ambas da mesma forma não há aqui nenhuma falácia.

O mal/falácia surge quando se critica o Manuel, mas depois quando João faz igual, se arranjam argumentos para não se tomar igual atitude perante ele! Algo que aqui na PCManias não nos podem acusar. Não só criticamos os jogos PS4 no PSnow, como criticamos os jogos Xbox One no PC. Tanto criticamos a PS4 Pro como criticamos a Xbox One X. A coerência é algo que não nos podem acusar de não ter!

Mas aqui, nestas respostas de Fanboy, estamos perante a tal falácia lógica que, como foi dito, é comum em regimes que tentam controlar a opinião pública com propaganda, e que, no fundo, em nada invalida o que está em causa!

Argumentar “E então o” é apenas uma forma de auto conforto e de se fugir a uma discussão tentando trazer assuntos semelhantes para a baila. Mais ainda é uma forma a se tentar desarmar e desacreditar com hipocrisia os argumentos apresentados, sem no entanto os refutar. E apesar do exemplo de cima, deixo claro que isto já aconteceu aqui, quer para o lado da Microsoft, quer para o lado da Sony. É aliás dos argumentos mais usados nos comentários quando os fanboys se degladiam.

Mas o “Whataboutism” não é a única falácia que vemos aqui! A táctica mais recente que por aqui apareceu é diferente. Essa já passa pela falácia formal!

A falácia formal é um engano muito bem estruturado, e obtida de forma dedutiva. É uma dedução deturpada, claro, mas pela forma como deduz, parece mostrar coerência na criação do argumento.

Num seminário universitário da Universidade do Texas, em El Passo, foram discutidos os principais tipos de falácias utilizados para se tentar remover argumentos, e que podem ser encontrados aqui, sendo que nos chamou a atenção um deles por ser o aplicado aqui. É, curiosamente, denominada, o argumento da ignorância.

Nele é dado o seguinte exemplo: “Algumas das provas principais estão em falta, incompletas ou falsificadas! Isso prova que estou correcto!”

Basicamente, o que isto mostra é uma dedução errada. Especificamente na frase de cima, mesmo que sejam verdade os argumentos apresentados, não é por eles ou só por eles que se pode concluir que a pessoa está correcta, ou que o outro está errado. É apresentado uma série de factos, mas com uma conclusão que, apesar de soar a correcta, não o é forçosamente! Aqui o estudo mostra que se usa o argumento “se não provas ou não consegues provar, então estou certo”! Uma falácia!

Esta frase tem uma grande semelhança com uma que tem vindo a ser usada aqui nos argumentos por muitos fanboys Xbox: “Se não mostras/partilhas a gamertag, a tua opinião não vale nada!”

Basicamente é exactamente a mesma coisa. É um argumento baseado no mesmíssimo principio, o que que “não se podendo provar, então é porque é como eu digo”.

Naturalmente o revelar ou não a Gamertag é uma opção e mesmo um direito. Ninguem entra numa loja e pede o curriculum vitae ao funcionário que o atente. Quando muito julga-o por aquilo que considerou ser a sua qualidade de atendimento. Este é o tipo de conclusão que parte baseada numa presunção. É uma falácia, uma burla, onde na falta de melhores argumentos ela aparece destinada a tentar minar os argumentos apresentados e descredibilizar quem os referiu. Como referido, é denominado o argumento da ignorância, um nome que, curiosamente, achamos que se adequa aqui de forma mais do que perfeita.

Este conjunto de táticas são cada vez mais comuns na sociedade. E tendo-se consciência das mesmas há que se ser superior a elas.

Aliás o que temos visto é que quando os fanboys que vão aparecendo por este site vão sendo contrariados sucessivamente nos seus argumentos falaciosos com dados concretos, mais cedo ou mais tarde estes acabam sempre por cair no mesmo lugar comum. O insulto!

E assim vai a comunidade, tentando arrastar a credibilidade dos websites pelo caminho, e indo contra aquilo que sempre foi a intenção desta página. A discussão informada!

 

Para uma informação mais geral do “whataboutism”, leiam este artigo.



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Um estudo sobre discussões na Internet, ora sabia que chegaria esse dia mas não esperava que fosse tão cedo..

Aqui no Brasil o MEC já reconhece como oficial o curso de digital influencer em faculdades estaduais, ora se há algo que se ter em mente é que este tipo de situação está mais presente no dia a dia do que se pensa..

Favoritei este artigo, não como uma forma de desarmar alguém e refutar os seus fatos, mas sim para me policiar há respeito disto.

Não sabemos o dia de amanhã e não quero ir por aí, ora além de ficar óbvio a falta de argumentos, deturpar a realidade é algo gravíssimo pois além de se estar em erro, leva as pessoas que lerem, ao erro também.

Carlos Zidane
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Carlos Zidane

Me surpreendeu este artigo.

E estou totalmente contigo nesse pensamento Mário.

Quando cheguei ao site, por conta de uma análise técnica sobre hardware, sendo sugerido pelo Google, percebi que era um meio termo (equilibrado) entre o popular e o incompreensível pra um leigo, fiquei realmente satisfeito com os outros conteúdos que fui lendo e bastante com os comentários, que acrescentavam bastante informações, se tornando uma riquíssima fonte pra alguém apaixonado por tecnologia como eu.
Além do diferencial do gestor do site manter diálogo e a “porta aberta” as mais variadas dúvidas e esclarecimentos.

Outros sites basicamente colocam a notícia e deixam o campo de comentários livre a qualquer interpretação e ou discussão, ofensas enfim, um pandemônio.
Mas no PCManias há disciplina.

Com uma ou outra excessão, sempre caminhava bem.
Daí em algum momento, chegaram os agentes do caos, sem um mínimo de vontade de debater, mas só de plantar uma treta. É quase um esporte em alguns sites que até abandonei.

Daí como você bem diz, sobre as táticas subversivas soviéticas, ora eu vivo no Brasil, um pais que foi comandado este início de século inteiro por populistas socialistas e que sucedem um período de ajuste na década de 90 e um anterior período de excessão militar que nos salvou de ser uma Cuba ou Venezuela em maior escala, todo dia, estamos sendo atacados absolutamente com toda a cartilha de Marx e da KGB em todos os momentos.
Sempre houveram certas minorias, mas agora até quem não era nem vítima ou agressor, foi conduzido a tomar partido e o que vemos é uma divisão total da sociedade, quando a união é a nossa única força nesse mundo (além de Deus claro)
A quem isso interessa? Bom, sabemos a resposta.

Ok, sendo mais direto, nos comentários vemos pessoas agindo como o Coringa de heath ledger/Christopher Nolan, que era basicamente alguém com o intuito não de lucro pessoal, ou objetivos palpáveis e racionais, mas sim de ver o “circo pegar fogo”.
Simplesmente assim, como o Alfred no filme mesmo fala.

De repente pessoas inteligentes e sérias, se viram na posição de enfrentamento com pessoas sem argumentos consideráveis, e a análise se transformou num ringue de preferências.

Não importa se você gosta de Xbox, não importa se você gosta de PlayStation, isso não é importante.
Isso é perfeitamente normal. Eu sou capaz de conviver com a preferência de qualquer um, desde que não venha deturpar e poluir o espaço de debate produtivo.

O objetivo do site comigo foi alcançado, eu lamento ser leigo e não poder contribuir, apenas dou algumas opiniões para mostrar minha posição sobre essa ou aquela decisão da indústria, no que ela me afeta, não querendo nunca diminuir nada, embora já tenha caido na trap e falado muita besteira e até ofendido pessoas, e embora não justifique nunca foi de graça.

Desculpe o longo texto mas, minha humilde sugestão é que mais disciplina seja exigida de quem comenta, se quiser dar uma opinião, que seja de forma adulta.
Não com ataques adolescentes, provocações, há várias formas de se contestar algo, pode ser inteligente ou partir pra palhaçada.

E no fim acho que fanboys afastam o público realmente coerente.

Gratidão Mário, pelo excelente serviço que tem prestado a comunidade gamer, todo esse alvoroço é uma marca do nosso tempo infelizmente, temos muitos adultos imaturos, mal influenciados, e sempre tem uma porcentagem de hater em qualquer lugar. Desde a sala de aula do primário, alguém sempre odeia o simples fato de respirarmos.
E meu agradecimento também aos leitores sensatos.

Continue o bom trabalho Mário, porquê chega a ser uma questão de equilíbrio, de “salvar a safra”. Em meio a tantos canais meramente comerciais, que a informação de qualidade seja acessível, que o bom diálogo esteja vivo. E “matemos” os fanboys de inanição, não alimentando suas armadilhas.
E talvez, com mais exigência na disciplina, que aprendam a conquistar o direito de defender seu ponto de vista de forma decente.
Quem não tiver esse objetivo, e sim a treta, simplesmente desaparece. Como um resfriado de fim de semana.

Desculpem se pareci arrogante de alguma forma. Expressar uma opinião sem ofender a sensibilidade de ninguém é um desafio. Porém, creio que haverão de concordar com o cerne da questão.

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Rapaz me surpreendeu, parabéns pelo coment consciente, o Mario costumava liberar algum espaço para leitores escreverem um artigo, tomara que vc seja o próximo, está bem escrito, claro e preciso.

Carlos Zidane
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Carlos Zidane

Poxa, valeu irmão.

Lucas
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Lucas

[OFF]

Parece que a Digital Foundry esta perdendo a credibilidade na industria e pode até ser processada por “analise mentirosa”

https://wccftech.com/34bigthings-denies-digital-foundry-redout/

Vitor PG
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Vitor PG

Sempre que encontrava um fanboy de xbox eu mostrava teu blog e o mesmo dizia ” Ah mas esse site é sonysta,não me interessa é blá-blá-blá ” e eu retrucava ” certo,mas o site está mostrando argumentos com dados técnicos e frases de devs,vc até agora só reclamou da fonte, e seus argumentos?”e a discussão continuava assim com o fanboy só reclamando do teu site sem dar argumentos, não sei daonde tiraram que tu eh sonysta Mario, visto que vc mostra as qualidades e podres de todas as marcas.

Vitor Calado
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Vitor Calado

Nada da discussão sobre consolas faz sentido, a escolha dos jogos é uma questão de gosto, e gosto não têm discussão, se eu gostar de uncharted ou de detroit become human, se eu amar esse tipo de jogos, irei sempre comparar uma PS4 por muitos argumentos que os caixistas apresentem, se eu gostar muito de halo gears ou alan wake irei sempre para a xbox, pois só nessas consolas posso jogar os jogos que mais gosto, os amigos, a potência, a qualidade da Net, são tudo coisas secundárias (ou deveriam ser) pois a consola é apenas um meio, um instrumento que te permite atingir um fim que é jogares os jogas que mais gostas, a marca da consola nem deveria ser levada em consideração, pois se tu tiveres que apanhar um Taxi e tiveres que escolher entre um Mercedes que te leva para parte incerta e um Fiat 600 que te leva para o teu destino, ninguém irá escolher o Mercedes só porque é melhor … digo eu

Igor
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Igor

Falou tudo! Direto e certo.

By-mission
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By-mission

Olha aí @Igor, não precisas enfiar a cabeça na areia, exclusivos vendem consoles 🙂

“…No final de Novembro do ano passado, a Playground Games, conhecida pela série Forza Horizon, anunciou uma expansão para albergar uma segunda equipa e recrutou talento de topo para trabalhar num RPG de acção em mundo aberto do qual ainda não sabemos nada.

No entanto, Don Williamson, que trabalhou na Lionhead como programador de motor, poderá ter dado uma pista sobre o novo jogo da Playground Games, que poderá pertencer a uma série bem conhecida.

Williamson disse no Twitter, posteriormente removeu mas ficou registado, que sabia que Fable 4 está a ser desenvolvido por um estúdio do Reino Unido, que representa uma “escolha interessante” por parte da Microsoft.

O ex-funcionário da Lionhead não só deixou a internet a especular sobre o trabalho da Playground Games como também parece ter confirmado que Fable 4 está em desenvolvimento, algo que ainda não foi feito de forma oficial.

Os rumores dizem que o novo Fable poderá estar a ser desenvolvido debaixo do nome “Codename Wisdom”, mas de momento nada foi ainda partilhado de forma oficial pela Microsoft.

Assistir ao regresso da série Fable seria simplesmente sensacional e pelas mãos da Playground Games seria um casamento totalmente inesperado, mas que nos deixa simplesmente entusiasmados…”

—————————————-

“…Phil Spencer, patrão da divisão Xbox da Microsoft, afirmou no passado recente que a companhia estava a desenvolver novas propriedades intelectuais e a trabalhar em exclusivos para as suas plataformas.

Até ao momento, os planos da Microsoft ainda não relativamente desconhecidos, mas parte deles poderá passar por uma nova propriedade intelectual vinda da The Coalition, estúdio criado para gerir a série Gears of War.

Segundo podes ler no site da Storylab Productions, a companhia está a trabalhar numa nova propriedade intelectual em conjunto com a The Coalition, sugerindo que o estúdio responsável por Gears of War está a apostar numa experiência fora dessa série.

A Storylab Productions ajudou no desenvolvimento de Gears of War 4 e Gears of War: Ultimate Edition na captura de movimentos, recrutamento de actores e equipa de produção.

Por enquanto, nada se sabe sobre este novo projecto da The Coalition, mas certamente deixa-nos ainda mais entusiasmados para os próximos meses…”

jairopicanco
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jairopicanco

Certinho Mario, boa matéria. Eu sei bem o que é isso, porque moro no Brasil, um país que por mais de 2 décadas é governo por Presidentes socialistas, tendo agravado a situação mesmo na era Lula-Dilma. Parte do povo se viciou em deturpar a realidade, criando uma pra si ignorando todo o contexto lógico e racional das coisas, e ainda sujando a reputação do outro, às vezes sem quaisquer argumento minimamente coerente. E vem chegando o “carnaval”. Quer dizer, um país de dimensões continentais, um potencial riquíssimo mas com prioridades tortas, e não me surpreende estar na crise que está.

Feita essa pequena divagação (risos) eu só sinto saudade das matérias sobre hardware e especificações técnicas que fazias em 2012-2015, quando comecei a frequentar o site. Tem mais a ver a premissa do site, que é ser voltado a matérias sobre tecnologia. Tem uma que não esqueço, que é sobre a ESRAM do Xbox One, e outra da Sucker Punch sobre as tecnologias aplicadas em Infamous SS. Eu realmente gostava de ler coisas nessa linha.

Honestamente acho muito mais produtivo matérias nessa linha do que a atual ênfase nas discussões de quem tem mais jogos exclusivos, simplesmente por nunca conseguir formar um consenso mínimo, (já que recai em argumentos periféricos e gosto pessoal) e ainda tem que lidar com o efeito colateral de acirrar os ânimos de fanboys e pessoas ácidas na internet, além de sair bastante do assunto tecnologia.

Então se eu tivesse que sugerir algo, que você Mario voltasse com com mais ênfase naquelas suas boas matérias sobre tecnologia dos consoles. Mas que fique claro que é apenas sugestão de cunho pessoal mesmo, você mesmo deve saber mais que qualquer um como gerir o site.

Abraços e bom 2018.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Estou de pleno acordo com o Jairo nessa.
Também gosto muito de analises técnicas.
Quanto a vendas ou preferências, realmente não são nem um pouco interessantes, com todo respeito.

Igor
Visitante
Igor

Alguns quando falam em fanboys parecem estar olhando no espelho ao fazerem essa citação.😕

bruno
Visitante
bruno

Tens toda a razão…

Igor
Visitante
Igor

Com certeza disso você entende muito bem.😉

jairopicanco
Visitante
jairopicanco

Bom, falando por mim mesmo, se eu achava legal as matérias sobre tecnologia mesmo quando supostamente desfavoreciam o One, não teria porque deixar de gostar agora, como alguém de maneira indireta tentou insinuar aqui mas ao inverso. É uma questão apenas de ser coerente. Ainda que não venha o caso, mas apenas para constar, o One é meu 1º Xbox.

Tenho um particular fascínio sobre o assunto, de como os consoles são concebidos a nível de engenharia e como a tecnologia é aplicada nos videogames de maneira geral, bem como isso reflete nos jogos, e isso vem desde 1992, quando ganhei o Mega Drive e se falava sobre o “Blast Processing”, sendo esse meu 1º console.

Já sobre vendas ou quem tem a quantidade maior quantidade de jogos restritos num só dispositivo, nunca me despertou muito interesse, nem quando o ps2 era o console preferido daquela era. Simplesmente acredito que num num universo de centenas de jogos publicados, se trata de uma questão de preferência e memória afetiva por certas franquias, de olhar para o conteúdo como ele realmente é e não somente por restrições de publicação impostas, e também pelos motivos que já citei antes. Street of Rage, por exemplo, eu tinha no Mega Drive e ia no fliperama jogar com amigos também. Em todo caso se tratava de um game da Sega ali. Mas é só um simples exemplo.

Quando fiz a sugestão ao Mario, foi meramente como leitor da Pc Manias, elogiando o que já foi feito de maneira clara e específica, e acho que tenho a liberdade de sugerir cordialmente o que acho interessante como leitura, assim como ele Mario escolhe os assuntos que achar melhor também. Isso se chama feedback.

E eu não gosto nem um pouco de usar termos “fanboys” de maneira generalista para as pessoas, como se todas as pessoas que discordam de mim assim o fossem. É possível formar uma opinião (contrária ou a favor) sobre qualquer coisa relacionada, desde que dentro dos limites do respeito, sem fanatismos, tomando pra si a liberdade para relatar uma satisfação ou insatisfação quanto à experiência de jogo. Afinal, são só experiências pessoais.

Tenho ciência de que a internet tem fanboys bem extremistas em expressiva quantidade, mas eu pessoalmente apenas faço minha parte, aposto nas minhas ideias, vivência com jogos, convicções e educação ao lidar com o outro.

By-mission
Visitante
By-mission

O meu amigo se estar a falar do meu coment diga lá em que parte insinuei algo ao teu respeito, pelo contrário quando quis citar o seu nome o o fiz, olha lá, está o seu nome seguido do que vc mesmo disse.

O Mário é o único que paga pelo espaço, lê lá a resposta que ele me deu.

“…Mas com estes fanboys, retiro o que disse…”

Se como dizes, é coerente, deves ter noção que há por aqui muita gente que não o é.

Há muitos que ao contrário do que vc disse e bem justificou, não vem para aprender algo sobre o console, e sim para pedir gametargs e afins…

Não digo que sou contra tais artigos, sou contra a reações que estes causam em certos users que quase acabaram com a página, uma pena não ter os registros do coments antigos, vc entenderia do que estou falando…

By-mission
Visitante
By-mission

Da uma lida nesses comentários desses artigos técnicos, agora imagina um uma análise técnica da One X… Tens dúvidas que além de gametargs, vão pedir o diploma de engenharia…

https://www.pcmanias.com/microsoft-quer-alterar-basicamente-todo-o-sistema-de-funcionamento-das-consolas/

https://www.pcmanias.com/rise-of-the-tomb-raider-uma-questao-de-texturas/

Uma pena não ter um histórico dos coments mais antigos vc iria se surpreender.

bruno
Visitante
bruno

Sim, mas isso não lhes tira o valor. E eu também fui dos que me tornei leitor assíduo precisamente por causa desses artigos.

Mário, junto o meu pedido aos dos outros. A não ser que seja por impedimento pessoal, não te inibas de escrever artigos sobre hardware como o fazias no inicio desta geração, só por causa de comentários menos corretos ou o medo de iniciar discussões.

Já aqui o disse várias vezes, o que fazias era um serviço, mais que notícia. Este é bem capaz de ser o único site em português que consegue explicar detalhadamente a realidade do hardware, enquanto muitos outros não o fazem. É verdadeiramente um serviço que fazes aos teus leitores e que eu agradeço profundamente.

Livio
Visitante
Livio

E deves ser o único a observar que há muito brasileiros visitando a página.

Também reforço no pedido sobre hardware, afinal foi este o tema que me fez conhecer o PCManias e foi justamente na época em que tanto o PS4 quanto o One estava a ser apresentados.

bruno
Visitante
bruno

Sim notei. E precisamente pelas opiniões aqui expostas é que alargei o conceito a sites de lingua portuguesa. Sei que tanto portugueses como brasileiros entraram aqui precisamente pela ausencia de uma alternativa em português que explicasse tanto sobre computação e hardware das consolas como o Mário faz.

Júlio Esteves
Visitante
Júlio Esteves

Bom dia a todos! Entrando no assunto, tenho a dizer que também sou a favor dos artigos tecnicos (que são o grande diferencial deste site, aliado a análise imparcial do Mário). Mas é ele quem tem que dar a outra face e couro para receber a chibata, então entendo a postura dele. Acompanho este site desde que encontrei informações tecnicas do ps2 e posso testemunhar que não é facil encontrar alguém que destrinche um assunto sobre tecnologia sem ficar ininteligível. Seria bom que todos que aqui participam fizem um filtro prévio nas palavras evitando posturas desarmonicas, assim o Mário no se desgastaria atuando como bombeiro. É só uma sugestão nada pessoal para alguém.

jairopicanco
Visitante
jairopicanco

Sim sim By Mission, agora eu li seu comentário com calma, e vi que não o direcionou a mim especificamente. Perdão.

Não sou contra pedir a TAG, o encaro como mero registro do que joga e uma ‘mini-rede social gamer’, já conheci gente legal por meio de jogatinas on line, mas sou contra impor para as pessoas isso, como se fosse para provar algo. Fica a critério a pessoa dar ou não.

No mais, é isso mesmo. Sei que tem os mil graus por aí que inflamam a internet, seja de Playstation, Xbox e Nintendo (sim, até da Nintendo tem hehe)

Livio
Visitante
Livio

Ontem saiu na eurogamer uma notícia em que a Sony afirma que não seguirá a filosofia de jogos como serviço, aí você já imagina quais foram as respostas, disseram nos comentários que a Sony já faz isso com a Plus e o PSN Now.

Para tentarem se passar como corretos deturparam o que é jogos como serviço e serviço de jogos. Para o primeiro disseram que o usuário tem direito a todos os DLCs e no segundo não, enquanto na realidade o primeiro você compra um jogo e trm que comprar DLCs para ter acesso a certos conteúdos enquanto no segundo tanto a Plus quanto a Gold constantemente oferecem jogos do tipo Complete/Ultimate Edition

Livio
Visitante
Livio

Complemento:
Para jogos como serviço também oferecem loot boxes ou a compra de episódios, resumindo além do jogo você tem que gastar $$ com algum conteúdo.

Para serviços de jogos até o Xbox Game Pass oferece games com todas as DLCs inclusas