Pessoa clonada engana o reconhecimento facial em todos os telemóveis do mercado.

Naturalmente o título é sarcasmo. Um clone é genéticamente igual ao original e acreditamos que certamente desbloquearia qualquer telefone do clonado! No entanto a notícia pretende chamar a atenção para os exageros do que tem vindo a ser feito para tentar promover ou atacar certos sistemas de bloqueios, como a impressão em impressoras 3D de cabeças.

Talvez não saibas, mas recentemente apareceu uma notícia que vem referir que uma cabeça impressa a 3D conseguiu enganar uma série de sistemas de reconhecimento facial, revelando assim supostas falhas em muitos smartphones que podem ser enganados desta forma.

Ora naturalmente que nem todos os sistemas possuem o mesmo nível de segurança, mas convenhamos… Testar os mesmos imprimindo uma cabeça a 3D? Ora bolas!

Os sistemas de protecção existem para impedir que os telefones, quando perdidos ou roubados, possam ser facilmente acedidos. E nesse sentido qualquer sistema de reconhecimento facial, melhor ou pior, oferece segurança, sendo que a maior parte das marcas até o refere como sendo menos seguro que as impressões digitais.

Sim, é certo que alguns podem ser enganados por uma fotografia, e isso sim, considero uma falha grave uma vez que o acesso a uma foto pode ser bem mais simples do que se pensa. Mas a partir do momento que a fotografia não engana o sistema, estar a ver se se uma cabeça impressa a 3D desbloqueia um telefone é, a meu ver, ridículo!



Digitalizar a cabeça de uma pessoa com um nível de qualidade tal que permitisse a sua impressão a 3D obrigaria a nível de sofisticação no roubo que passa todos os conceitos do imaginável. Somente para espionagem ao mais alto nível tal poderia ser concebido!

No teste efectuado, e que podem ver aqui é referido que o custo da impressão da cabeça foi de “apenas” 330 euros, o que, diga-se, reduz em muito o valor do smartphone. Mas mais do que isso, a pessoa esteve de estar num local rodeado de 50 câmaras fotográficas para se obter o modelo 3D da cabeça.

A situação torna-se por isso ridícula. Quem tem meios para, sem que a pessoa se aperceba, digitalizar a sua cabeça a 3D com pormenor, de forma a depois lhe poder roubar o telefone, imprimir a cabeça numa boa impressora 3D, gastando 330 euros, para depois enganar (ou não) o telefone?

Reparem ainda na curiosidade: o telefone Android que tal como o iPhone possui uma câmara 3D para o reconhecimento facial, o Mate 20 Plus da Huawey, não foi testado.

Convenhamos que testes destes podem até servir para ver a real fiabilidade de um sistema, mas bolas. O que vamos ver a seguir? Dado que já vimos que Gêmeos enganam o sistema o que falta? Clones?