Rumor: Arcturus deverá ser um novo GPU Vega dedicado a computação.

A AMD deu a conhecer na apresentação dos GPUs Navi que iria dividir a sua linha de GPUs em GPUs para videojogos e GPUs computacionais. O Arcturus, que tanto se falou, deverá ser um novo GPU GCN, baseado no Vega 20, e 100% computacional.

Uma análise às drivers gráficas do Linux deu a conhecer alguns paches relacionados com aquela que se acredita ser a linha de GPUs Arcturus que será lançada.

Se bem se recordam, na Computex 2019, quando da apresentação da arquitectura Navi, a AMD referiu que a Navi iria co-existir com o GCN. O consenso estabelecido foi que o RDNA seria uma arquitectura com a ISA GCN mas dedicada aos videojogos, ao passo que o GCN puro ficaria exclusivo para as workstations que dependessem do poder bruta da computação genérica dos GPUS.

Nesse sentido, e sendo estes os GPUs Arcturus criados para serem exclusivamente para computação, o Arcturus não se mostra como sendo uma arquitectura que sucederá ao RDNA, mas sim um sucessor ao Vega.

Olhando para a linha profissional da AMD, temos as Radeon Pro Vega II as Radeon Instinct MI60 e as Radeon Instinct MI50 todas elas equipadas com GPUs Vega 20, produzidas pela TSMC na litografia de 7nm. Ao que tudo aponta, e há dados para se pensar assim, os GPUs Arcturus serão então uma variação do Vega.



O que leva a que se pense assim é o ID dos GPUs.Como sabemos os GFX9 são os GPUs Vega, e os GFX10 são os Navi. Os Vega 20 possuem duas IDs, o GFX906 e o GFX907. Assim o Acturus aparece referenciado como sendo o GFX908.

Para além de possíveis alterações no silicone, que podem incluir, por exemplo, suporte a tipos diferentes de memórias mais rápidas, se nos guiarmos pelos que foi dito num slide do Financial Analyst Day de 2017 da AMD, em que era referido que todos os GPUs pós NAVI seriam fabricados na litografia 7nm+, o Acturus será então um Vega alterado nessa nova litografia.

O código linux mostra três IDs diferentes, pelo que se esperam 3 GPUs Acturus, e o que as drivers mostram é que estes GPUS não possuem Blocos IP de representação, o que quer dizer que estes GPUs não possuem capacidade de representação gráfica sendo 100% computacionais.

O lançamento só deverá acontecer em 2020.



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bruno
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bruno

Faltou referir, e esta informacao vem do Komachi, que o numero de compute units, no GPU cresceu de 64 para 128 (finalmente!).

Eu espero algo semelhante a ocorrer na Navi no proximo ano e finalmente um ajustar das performances dos GPUs para niveis que ja deviam ter nos 14/16 nm (onde as 128 Compute Units ja deviam estar disponiveis). O que, mais uma vez, torna a data ideal para lancamento das proximas consolas, em termos de hardware em 2021.

Seja como for, ha uma pergunta que ainda falta ser respondida com a Navi: como se porte em computacao face ao equivalente GCN? Que possiveis vantagens tem as double compute units face as simples compute units? Teremos nucleos de processamento mais versateis como um core de um CPU? Uma das enormes vantagens oferecidas pela GCN com a compute unit, foi a introducao de um nucleo de processamento versatil e mais programavel que tudo o que existia ate entao.

O GPGPU e tao cheio de potencial, que me parece um retrocesso se o cortarem. Sempre que vejo as demos da nVidia sobre o PhysX e o GPGPU, pergunto-me se nao seria devido ao CPU que nao houve melhor aproveitamento nesse aspecto.