343 Industries ponderou adiar Halo Infinite novamente, mas não o fez.

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Mesmo com muito do conteúdo incompleto e como tal indisponível no lançamento, o adiamento não foi realizado.

Halo Infinite está rodeado de alguma celeuma. O jogo quando foi apresentado pela primeira vez, estava num estado bastante lastimoso, com uns visuais datados e inadequados.

Agora, após um adiamento causado pela celeuma gerada, o jogo prepara-se para novo lançamento, isto apesar de se saber que este está longe dos padrões de qualidade desejada, e que vai ser lançado incompleto, sem modo Co-Op, e sem modo Forge, coisas que serão acrescentadas no futuro.

Questionada sobre o assunto e o facto de o jogo ir ser lançado sem certas características, a 343 Industries respondeu:

Sim, quer dizer, abordamos adiar o jogo. Mas concluímos que o Halo Infinite é um jogo que nunca está completo. Vai progredir e evoluir a cada temporada. O Lançamento é o inicio dessa jornada, mas para se ter um início, há que se escolher o momento em que ele efetivamente começa. Acabamos por decidir que que trabalhamos no jogo à muito tempo. Que os nossos fans estão à espera do jogo à muito tempo. Com a campanha single player e com a primeira temporada de multijogador free-to-play em boa forma para o lançamento, não quisemos adiar novamente. Vamos começar e evoluiremos a partir daí.

Sinceramente, numa opinião pessoal, e baseada em outras experiências do passado, esta opção poderá não ser a melhor. Para um jogo rodeado de rumores de um orçamento de 500 milhões, o que se está a obter é um jogo Xbox One, com mais fps. E pior do que isso, incompleto.



A delayed game is eventually good, a bad game is bad forever.

E esta é uma realidade que sempre observamos. Quando um jogo nasce torto, dificilmente se endireita! Halo ser incompleto, Halo estar basicamente inacabado, possuir código legado que o impede de brilhar e muitas outras situações que foram sendo conhecidas e relacionadas com o jogo, só são aceitáveis e perceptíveis perante um serviço como o Gamepass. A qualidade do que é lançado pode ficar para segundo lugar, pois aqui a ideia não é prender o cliente pela qualidade, mas sim tentar mante-lo a pagar por muito tempo, de forma a compensar a não venda, e nesse sentido, as atualizações e o conteúdo até convêm que sejam entregues ao longo do tempo, para garantir que o jogo tem sempre algo novo e um atrativo que mantenha o cliente preso.

Como a 343 Industries referiu, o jogo está em desenvolvimento à muito tempo… há 6 anos para sermos exatos! E no entanto, ainda hoje, está incompleto. Situações que seriem expectáveis estarem presentes no jogo desde sempre, não estão… porque não estão acabadas. Como é que isto se compreende com tanto tempo de desenvolvimento, e um suposto orçamento deste gênero?

Estamos a falar de uma das maiores equipas da Microsoft. Com mais de 750 funcionários, pelo que esta situação penas se compreende, como se referiu, pelo Gamepass. Porque este será o padrão das coisas que o Gamepass nos dará… jogos incompletos e com conteúdo a ser libertado ao longo do tempo. Tal e qual o Netflix faz… ao oferecer séries.

Mas o mais chocante é comparar os argumentos da 343 industries para não adiar o jogo, com os que já tinha usado, para o adiar. O adiamento foi referido que foi bom porque permitia melhorar  a qualidade e estado do jogo e acrescentar situações novas. Agora, isso já não é relevante pois as coisas podem ser alteradas depois, e o jogo estar incompleto já não é problema!

Agora imaginem se não tivesse existido uma má recetividade do jogo à um ano atrás e ele tivesse sido lançado na data prevista. O que teria sido recebido, e o pouco que teria sido alterado num ano, sendo que o jogo continuava incompleto e sem co-op.



 



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21 Comentários
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Trevisan
Trevisan
26 dias atrás
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Para um colosso como esse nas mãos de uma incompetente como ela, seria de imaginar tamanha frustração. O fardo de Halo é pesado demais para a 343 carregar. Só a MS não viu isso ainda. Complicado 🙁

Daniel
Daniel
26 dias atrás
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A tendência é ele ser engolido por outros jogos já no começo, seja no multiplayer, quanto no single player. Em um curto espaço de tempo teremos:
Back 4 Blood
Battlefield 2042
Call of Duty Vanguard
Crossfire X
Dying Light 2
Fortnite (Unreal 5)
PUBG 2 (rumor 2022)
Stalker 2, etc.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
26 dias atrás

Cyberpunk foi lançado em 10/12/2020
Halo Infinite será lançado em 8/12/2021

Dezembro não é um mês comum de se lançar grandes jogos, mas a meu ver nestes dois casos citados a diretriz é: o jogo precisa lançar dentro do ano corrente, e é uma ordem. Então se pudessem, lançariam no dia 31/12 às 23:59 faltando 1 minuto para a virada de ano.

Se estão postergando até onde pode dentro do ano corrente, então está claro que falta muito o que fazer. Aliás, em Halo já sabemos que será um conteúdo entregue ao longo do tempo.

Deto
Deto
25 dias atrás
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Acho engraçado isso.

Halo aí cheio de problemas e os “fã” de Xbox engajados em falar de temperatura de exaustão….

AlterX
AlterX
25 dias atrás
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O que é celeuma?

Finn
Finn
25 dias atrás

Este artigo explicita bem como são os gamers de hoje em dia: imediatistas, injustos (dois pesos, duas medidas), mal acostumados e insensíveis à realidade. Imediatistas porque o que conta é somente o que o jogo apresenta no lançamento, não importa se ele melhorou absurdamente desde então, a primeira imagem é sempre a que fica e ele sempre será apedrejado pelo que um dia já foi, não pelo que é, portanto é muito melhor apresentar algo que não se tem e adiar indefinidamente o jogo até se ter o esperado ou prometer muito, não entregar e depois pedir desculpas do que ser honesto e mostrar o estágio atual de desenvolvimento do jogo, com promessas realistas de melhorias substanciais. Injustos porque avaliam de forma diferente situações iguais: não tem o menor problema TLoU2, por exemplo, demorar anos pra entregar um multiplayer (o que já existia no 1), isso também não representa de forma alguma um downgrade. Mal acostumados porque avaliam com muita negatividade um jogo que sempre entregou muito conteúdo entregar um pouco menos no lançamento, como neste caso, dois conteúdos que praticamente não existem em outros jogos: um modo coop local de um jogo de mundo aberto/semi e um modo de editor de níveis, que basicamente só existe em jogos feito só para isso. Outra vertente disso é que consolistas hoje em dia querem tudo ao mesmo tempo, um hardware barato, compacto e poderoso (o que não existe nos PCs, se se quer poder, paga-se mais), portanto jogos que são um pouco menos otimizados ou que apresentam um ou outro aspecto inferior de performance/resolução/gráficos são crucificados. São insensíveis porque não levam em conta que praticamente todos os grandes projetos têm problemas de crunch, desenvolvimento, problemas internos diversos, entre outros, além do que, é de se esperar que durante uma pandemia, o desenvolvimento dos jogos fique prejudicado/atrasado.
No mais, é óbvio que o jogo não será lançado quebrado como foram, por exemplo, CP2077, Fallout 76 e No Mans Sky, e que ele terá limitações de um jogo Cross Gen (embora tenha algo que duvido que os next gen venham a ter, pela demanda por assets, a performance de 4k 120 fps), mas está notavelmente melhor que o jogo de One (vide o vídeo da comparação do Infinite vs forja do Halo 5) e que terá eventualmente features next gen, assim como outros tantos jogos, como o SM MM, Horizon 2, FH 5 e presumivelmente GoW e GT.
Dito isso, concordo que é incongruente por parte da 343 o motivo alegado para não adiar novamente o jogo, quando poderia tê-lo lançado no ano passado (que na minha opinião estava muito, mas muito longe de ser tão ruim/feio para ser merecedor do backslash que teve), mas esse ano extra provavelmente foi bom para o jogo, embora tenha deixado o Xbox com uma janela enorme de lançamentos. Imagino eu que o jogo (campanha) não deva ser tão revolucionário/marcante, mas mesmo assim deve deixar um legado (especialmente a engine), ser um ótimo jogo (acima da média dos triple A), um presente para os fãs de Halo e que deve se pagar/vender bem/dar lucro/aumentar os assinantes do GP. Agora do Multiplayer f2p, que é um projeto digamos paralelo, não sei o que esperar.

Comparativo da gameplay do ano passado com o Halo 5:
https://www.youtube.com/watch?v=M5iVAB-Ysgk&t=251s

Finn
Finn
Responder a  Mário Armão Ferreira
24 dias atrás

O modo campanha pode ser avaliado pelo que entregar no primeiro dia, eu estava me referindo ao jogo em geral, o que inclui o multiplayer. Mas, ao contrário da maioria dos gamers de hoje em dia, não me apego às primeiras impressões, se por exemplo, CP2077 para a nova geração corrigir os problemas anteriores, eu não terei preconceitos pelo que fez de errado na geração anterior. Eu diria que Halo o SP e o MP do Halo são indissociáveis, não tem como falar de Halo sem um dos dois. Se viesse faltando um desses, eu até poderia concordar que faltaria algo essencial, mas o que faltará será uma opção coop para a campanha e o modo forja, que é uma das opções do MP. Se o MP de TLoU 2, que existia no 1, é um extra (e eu concordo que é), então o que faltará no Halo será bem menos que o conteúdo extra.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Finn
24 dias atrás

Também discordo. Eu fui um dos que mais critiquei jogos incompletos como Gran Turismo Sport, Driveclub ou Street Fighter 5 (só para constar, comprei os 3 no lançamento e sim, me senti enganado). Esse negócio de lançar jogo e ir entregando as promessas em suadas prestações eu só concordei em Dirt Rally que foi sim divulgado como um early access e eu paguei super barato, coisa de 25 reais na Steam. Embora o gamepass seja um serviço de aluguel, o raciocínio é o mesmo. Se o netflix começar a lançar filmes pelas metades, também irei criticar. Claro que DLC é outro raciocínio, seria algo além da proposta do jogo completo, como Hivebusters de Gears 5 ou a ilha Ikki.

A questão de TLOU2 é tentar equalizar algo que não se equaliza. O jogo sempre foi prometido como single, sempre foi vendido e apresentado como single, e entregaram o que foi prometido. Claro que gostaria de um MP, mas não fui enganado por nenhum marketing do jogo quanto a isso. Ghost of Tsushima teve o MP, mas que foi apresentado apenas depois do jogo já lançado, foi é uma grata surpresa para todos.

Finn
Finn
Responder a  Carlos Eduardo
24 dias atrás

Acho que não fui claro, especialmente porque tentei englobar duas situações diferentes ao mesmo tempo. É preciso separar a campanha do Multiplayer. Existem sim jogos que devem ser lançados de forma completa e totalmente jogável logo no primeiro dia e serem cobrados por isso, o que é o caso de jogos single player tradicionais, como a grande maioria dos jogos da Sony e Nintendo. Essas duas empresas entregam consistentemente jogos completos day one, com praticamente nenhuma adição posterior, apenas patchs de correção. Nesse aspecto, julgar o Halo pelo que a campanha apresentará day one é justo, muito embora Halo seja um jogo que mesmo no modo single player terá adição de bastante conteúdo offline posterior, assim como foi com o Halo 5 e MCC. É claro que se Halo Infinite for lançado como um jogo quebrado ou faltando conteúdo essencial, as críticas serão merecidas. O que eu referi sobre o single player é que não tem sentido avaliá-lo com base na gameplay do ano passado (e que mesmo nessa época era tido como uma versão inicial) e nem cobrar pelo modo de coop. Assim como o MP de TLoU2, esse modo é um extra, então nesse sentido não daria para tratar de maneira diferente as duas coisas.
Agora existe uma outra situação, em que eu considero ilógico julgar a partir das primeiras impressões, que é o multiplayer. Isso porque é o caso clássico de jogo que será atualizado e melhorado com o tempo, com um suporte duradouro, como é o caso de Destiny, por exemplo. São jogos feitos com esse propósito.

Luiz Siqueira
Luiz Siqueira
25 dias atrás
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Pra mim sua matéria resumiu bem utilizando a frase do Shigeru Myiamoto: “um jogo atrasado acaba sendo bom, um jogo ruim é ruim para sempre”. E esse Halo Infinite não me passa nada que compense a compra do mesmo e só será jogado por muitos graças ao GamePass, pois a Microsoft não está dando o tratamento respeitoso a uma das poucas franquia que possui, só não vai para o limbo por causa do GamePass.

Francis
Francis
24 dias atrás
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Não acho que o caso dos modos serem lançados depois tem a ver com o jogo ser lançado quebrado para sempre, até porque serão lançados depois e temos caso de GTA V que lançou o modo online meses depois da campanha e foi um sucesso, além que dizer que Halo Infinite estará assim para cumprir um padrão no Xbox Game Pass também não faz sentido na minha visão, pois jogos como Starfield, Fable e Perfect Dark parecem seguir uma linha singleplayer. No mais, é preciso esperar análises técnicas do jogo na versão final, mas em sua beta do multiplayer mostrava que as versões para os novos consoles já são superiores a versão do Xbox One no gráfico e na performance, mas é preciso esperar a versão final e acredito que adiamentos como esses indicam um desenvolvimento com problemas, embora esses modos adiados não indicam um jogo quebrado para sempre.

Finn
Finn
Responder a  Mário Armão Ferreira
24 dias atrás

Como fã de Halo posso responder a essa pergunta. Halo é as duas coisas, uma campanha divertida, com ótima jogabildade e história rica (é o jogo com a melhor lore que já vi, embora o jogo revele uma parte bem pequena da história, deixando a maior parte nos livros). O principal problema ao meu ver é que o jogo não faz questão de explicar a história e não está preocupado com quem não jogou os jogos anteriores ou não tem uma noção do universo, então para essas pessoas a rica história fica simplesmente jogada. Mas Halo também é multiplayer, multiplayer esse que abrange muitos modos e se sustenta sozinho, sempre com um desempenho de popularidade impressionante (Halo 5, por exemplo, mesmo com todas as críticas da mídia especializada chegou a ser top 10 de premiações em competições e o MCC). Eu, particularmente, jogo o multiplayer ocasionalmente, porque não tenho tempo de me dedicar a jogos online, mas só depois de explorar tudo o que tinha para explorar no single player. O modo co-op local é sim uma parte da campanha, mas está bem longe de ser nuclear ou fundamental, é só uma pequena adição (que sim, pode ser muito importante para quem quer jogar coop), que no Halo 5 nem existe, por exemplo. E que cobrar esse modo em específico é ser mal acostumado, porque é praticamente inexistente em outros jogos um co-op local em mundo aberto ou semi. Eu só consigo pensar no Borderlands para um jogo desse tipo e com gráficos próximos de Halo.

Francis
Francis
Responder a  Finn
23 dias atrás

Sim, e pelo que vejo da comunidade de Halo, muitos falam que Halo é um jogo 50/50 (50% de importância no multiplayer e 50% de importância na campanha), tanto que Halo que ajudou a popularizar a Xbox Live, então não é um absurdo Halo Infinite também ter um forte investimento em temporadas e atualizações para o seu multiplayer. Sobre os modos que não chegarão no lançamento, eu já respondi no comentário anterior, mas concordo com você que no lançamento o jogo já terá seus núcleos principais (campanha singleplayer e multiplayer), embora claro que o ideal seria ter todos os modos, principalmente depois de 1 ano de adiamento.

Francis
Francis
Responder a  Mário Armão Ferreira
23 dias atrás

Minha resposta é parecida com a que o Finn deu, pois eu também sou fã de Halo. O que vejo é que Halo é um jogo 50/50 (50% de importância na campanha e 50% e importância no multiplayer) e isso não começou com o Xbox Game Pass ou na gestão atual do Xbox, mas sim nos Halos antigos que popularizaram a Xbox Live e também vejo que Halo Infinite não irá ser lançado sem seus núcleos principais, pois a campanha e o multiplayer estarão lá, o que não terá é o modo forge que é o criador de mapas e vejo que não é mais importante que os modos de lançamento e o coop que acho mais importante que o Forge, mas também acho que não é mais importante que a campanha singleplayer e o modo Multiplayer. Ou seja, concordo que a desenvolvedora do jogo cometeu erros de planejamento, mas Halo Infinite ainda será lançado com mais modos que muitos jogos atuais do mercado e vejo que seus núcleos principais estarão lá, mas se será bom para muitos, aí só o tempo dirá.

Finn
Finn
Responder a  Mário Armão Ferreira
22 dias atrás

Os jogos da MS ainda custam 60 euros/dólares. Eu não vou comprar no lançamento (a menos que haja promoção no steelbook), porque posso jogar primeiro no GP, mas pretendo comprá-lo após jogar, para não dar um tiro no escuro. Se a campanha for boa, não me sentiria prejudicado porque o multiplayer é de graça, assim como não me senti prejudicado por comprar TLoU2. Acho, inclusive, muito melhor que pagar preço cheio em um jogo só com multiplayer, como será o novo BF.

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