Vários analistas e executivos resolveram fazer uma previsão sobre o futuro dos videojogos, e curiosamente os resultados são surpreendentes. Vamos tentar sintetizar as ideias gerais.
Curiosamente, para estes analistas, várias situações, apontadas por muitos como certas, na realidade apontam como sendo exactamente ao contrário.
A previsão, que aponta para a situação do mercado em 2017 mostra então o seguinte:
- Ao contrário do que se acredita, o mercado das consolas não morrerá, apesar de perder parte da sua força graças aos smartphones e tablets. Mas mesmo assim, a fatia de mercado das consolas continuará a ser significativa.
- Haverá um grande aumento na venda das distribuições digitais de produtos, mas mesmo assim a venda a retalho continuará a ser uma fatia muito importante, particularmente no aspecto em que serve de montra aos clientes, e a venda do hardware é realizada na sua quase totalidade por lá.
David Cole, analista, refere uma realidade do mercado actual que não se deverá alterar muito:
É o grupo dos jovens dos 12 aos 30 anos que é o núcleo que impulsiona os videojogos. E naturalmente que uma mudança nos seus hábitos terá grande impacto no mercado. Mas o que que eles fazem? Possuem sistemas de diversas plataformas, estão receptivos à distribuição digital (81 % já compraram no steam e 46% no Origin), não sendo grandes fans dos jogos do Facebook.
Esta analista acredita quem em 2017 o PC terá a maior quota de venda de videojogos, seguido pelas consolas e posteriormente pelos jogos para sistemas mobile (smartphones e tablets).
As redes sociais associadas aos videojogos terão grande impacto nesta situação, e a tendência para esta inversão é notória graças ao sucesso de jogos como League of Legends, World of Tanks, Diablo III, e outros que se revelaram decisivos no afastar das pessoas das consolas e a retornar ao PC.
E mais ainda, segundo Malcolm CasSelle, CEO da Xfire, uma rede social para jogadores com 22 milhões de utilizadores, os jogos que se podem jogar de forma gratuita nos PC’s atraem cada vez mais e mais jogadores de forma esmagadora. Estes jogos estão a mudar a face do mercado, são mais baratos de serem colocados no mercado, e mesmo assim são lucrativos, acabando com a problemática do DRM.
Jeremy Miller concorda, chamando a atenção para jogos como Minecraft, com 500 mil jogadores diários, League of Legends com 1 milhão, e Diablo III, que teve um pico idêntico no seu lançamento e LoL tambem com um milhão de utilizadores activos por dia. Diablo III foi o jogo que teve maior impacto no PC dos últimos anos.
Vejam então o gráfico com as previsões de mercado para 2017 que estes analistas e outros aqui não referidos acreditam vir-se a verificar.
