Aplicações gratuitas com publicidade gastam mais bateria que as pagas.

Pode parecer incrível, mas o que leram no título é verdade. As aplicações quando possuem versões pagas estão muito mais optimizadas do que as versões lançadas de forma gratuita, e a consequência para o utilizador é só uma: Maior consumo de bateria.

A conclusão foi alcançada pelos investigadores da universidade de Pardue, que demonstraram que o uso de software gratuito com publicidade traz consequências face ao uso da versão paga. Quer isto dizer que a versão de 79 cêntimos, mão só não possui publicidade mas oferece ganhos no consumo da bateria.

O estudo foi executado usando várias aplicações para Android e Windows Mobile, incluindo o conhecido Angry Birds, bem como outras aplicações como o Free Chess e a app do New York Times, analisando-as no seu uso de bateria. Para isso utilizaram o seu próprio software desenhado para verificar a drenagem de energia no sistema.

Os resultados mostram que 65% a 75% da energia gasta deveu-se à exibição de publicidade nos jogos, sendo que no caso do Angry Birds o núcleo da aplicação apenas consumiu 18% de toda a energia despendida. No entanto há que referir que da energia gasta na publicidade apenas 1% era gasto na exibição da mesma, sendo que 45% dessa energia era gasto numa entidade de terceiros chamada de Flurry que analisa a localização GPS e agrega informação do telefone. O resto da energia era gasto no download da publicidade, bem como no facto de a ligação 3G se manter ligada por 10 segundos após o término do download.

As aplicações gratuitas muitas vezes financiam-se à base de publicidade, e essa publicidade acaba por não ser gratuita para o utilizador. Maior consumo de energia e gasto de tráfego 3G são as principais consequências. Agora há de verificar se tal compensa ou não face à versão paga.

Este estudo não inclui as aplicações iOS, pelo que não se pode concluir iguais consequências.

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