Alguns publicitários de renome recuaram na publicidade no Facebook, e as acções da empresa caíram em flecha. Agora a Limited Run parece explicar esse motivo ao revelar que 80% dos cliques em publicidade partem de bots.

O Facebook, como todos os restantes serviços gratuitos na internet, vivem da publicidade. Mas de acordo com a Limited Run, o Facebook cobra-se por cliques falsos, e após alguns testes revelou que iria abandonar o Facebook devido à detecção de burlas na publicidade.
A Limited Run é uma empresa de comercio electrónico que se dedica à venda de sistemas para músicos e artistas, vendendo bens digitais e físicos, e uma vez que preparava uma nova versão da sua plataforma electrónica, decidiu apostar na publicidade no Facebook.
Mas uma análise aos seus cliques revelaram uma situação estranha: Apenas 20% dos clientes que clicavam na sua publicidade e que lhe eram cobrados pelo facebook, podiam ser verificados como reais. E daí que a empresa começou a investigar por conta própria, desenvolvendo o seu próprio software de análise.
E curiosamente o seu software revelou a mesma realidade. 80% dos cliques não conseguiam ser verificados. Mas mais ainda esses 80% eram de clientes que a análise ao seu sistema revelava o JavaScript como desactivado.
Naturalmente a empresa estranhou ainda mais. Análises de mercado revelam que apenas 1 ou 2% dos internautas desligam o JavaScript. E assim sendo como é que 80% dos interessados na sua publicidade o tinham desligado?
Foi então que a empresa foi mais longe e desenvolveu o seu software ainda mais, de forma a analisar o assunto de forma mais profunda, colocando-o a verificar outras situações anómalas.
A conclusão é só uma: 80% do tráfego verificado nas suas publicidades derivam de bots.
Naturalmente qee a empresa não quer especular quem possui os bots ou qual o interesse que alguém poderia ter em colocar bots a clicar em publicidade, achando apenas que é tudo muito suspeito.
A Limited Run relata igualmente que queria mudar o seu nome no Facebook. Quando a empresa foi criada chamava-se Limited Pressing, e dadas as mudanças era normal que pretendesse actualizar o seu perfil. E naturalmente o Facebook disse que tal era possível… por um preço. E esse preço era nada mais, nada menos do que 2000 dólares por mês em publicidade.
Uma vez que estes dados não foram ainda confirmados, dado que a Limited Run não mostrou os dados que obteve e que a levam a estas conclusões, há que questionar a veracidade, pelo menos a total, da história. Mas seja como for, este não é o primeiro caso de uma empresa descontente com o Facebook e o seu sistema de publicidade.
Via: Facebook