4K e HDR – valem mesmo a pena?

Tvs 4K e HDR ou High Dynamic Range, Mais resolução e maior o alcance dinâmico das cores. Mas será que valem a pena?

HDR

Basicamente o HDR é uma técnica que permite reproduzir uma gama dinâmica de luminosidade mais semelhante à visualizada na realidade. Com o HDR, efeitos de luz muito brilhantes, sombras vincadas e mesmo nébulas subtis são mais conseguidos e realistas. As cores são igualmente mais vivas e realistas.

Em formato digital as imagens normais utilizam um profundidade de cor de 8 bits por canal, o que quer dizer que temos 255 tons de vermelho, 255 tons de verde, e 255 tons de azul que podemos visualizar e misturar, obtendo assim um total de 16 milhões de cores diferentes.

Com o HDR esse valor sobe para 16 bits permitindo que entre cada um dos tons anteriormente existente hajam tons intermédios, e como tal mais riqueza de cor. Há mais detalhe dentro dos brancos e dos negros!

Torna-se inegável que o HDR traz um grande valor acrescido à imagem. É uma inovação de valor e de grande interesse, especialmente para os especialistas e amantes da boa imagem.



Mas a questão é: E para o utilizador normal, ou seja, aquele que usa a TV conforme ela sai da caixa e a mexer nos menus apenas o faz para os parâmetros pré definidos de fábrica?

Bem, apesar que muitos que estão a ler isto irão logo pensar no seu subconsciente “eu não sou um utilizador normal”, a realidade é que quase 99% das pessoas que lerem isto são efetivamente “utilizadores normais”.

Basta visitar uma grande superfície onde haja algumas dezenas de TVs em exposição, com marcas e modelos diferentes, e até TVs da mesma marca e mesmo modelo, para percebermos que basicamente todos eles apresentam uma qualidade de imagem diferente. Isto porque não há definições de imagem iguais, estas variam de marca para marca e modelo para modelo, e mesmo um mesmo modelo pode estar com parâmetros diferentes. Daí que antes de falarmos da imagem que o HDR pode oferecer há que falar da imagem que a vossa TV atual pode oferecer. Mas quantos de vocês alguma vez afinaram a imagem da vossa TV? E não digo afinar no sentido de mexer nas cores, contraste e acuidade de forma a colocar a imagem um pouco mais ao vosso gosto. Digo afinar no sentido de regular a imagem para um standard pré definido. Algo como o THX ou outro que realmente vos mostra a melhor imagem possível do vosso televisor e que tenta passar o mais possível por cima das diferenças de regulações e de qualidade dos painéis LCD que existem.

Isto torna-se relevante pois uma TV não afinada, por muitas características que tenha, pode acabar por ter pior qualidade de imagem do que uma outra afinada com muito menores características. Daí se pensar em melhorar a imagem com um HDR sim, mas seria muito idiota fazer-se isso sem se conhecer a real qualidade de imagem que o atual televisor pode mostrar. Até porque um HDR mal afinado pode não compensar face a uma boa imagem afinada.

Eis um exemplo publicitário de comparação entre a qualidade de imagem HDR e a qualidade de imagem HD standard, que mostra as diferenças que existem entre as duas imagens:

UltraHD_imagecompare

Aqui a imagem compara uma imagem 4K com uma imagem 1080p, mas como não estamos a analisar a resolução e nem temos a imagem com detalhe suficiente para tal, até porque a maior parte dos monitores que vão ser usados para ver isto não terão resolução para uma comparação desse tipo, vamos limitar-nos a comparar aquilo que nos interessa neste momento, a cor!

Na realidade o que vemos em cima é uma aldrabice face à realidade. Não há forma de um ecrã não HDR reproduzir a gama de cores HDR, pelo que o que vemos em cima é uma forma de se mostrar imagens com qualidade diferentes num ecrã 1080p normal, de forma a que a imagem da esquerda pareça melhor ou mais rica que a da direita! E é lógico de se pensar, se a TV não suporta HDR, então as duas imagens deveriam pura e simplesmente ser iguais! E deviam, pois o que temos aqui é uma imagem adulterada que nos faz, mesmo num ecrã normal, ver a imagem da esquerda, associada ao HDR, e pensar… WOW… que imagem… O HDR vale a pena!

Mas como vemos, as diferenças existem e em video corrido a imagem da esquerda parece superior! E isso é um facto!

Numa primeira impressão, poderia haver quem dissesse que a diferença aplicada ali é que as cores do Blu-ray são frias e as do HDR são quentes. Mas isso não corresponde à verdade. Se olharem para o céu verificam que não é isso que está em causa. As cores do HDR são mais vivas não porque a imagem esteja com cores mais quentes, mas porque os detalhes de luz são superiores. Há ali um tratamento de imagem que coloca efectivamente mais detalhe e riqueza de cor na imagem da esquerda, mesmo numa TV sem ele, de forma a convencer que o HDR é algo que vale a pena (Note-se porém que uma simples filmagem de uma TV HDR e outra não HDR, irá apresentar resultados diferentes. Tal deve-se aos arredondamentos de cor no que toca aos parâmetros intermédios apresentados pelo HDR, e que serão arredondados ou para cima ou para baixo, mas que em qualquer dos casos pode apresentar ligeiras variações face imagem de uma TV SDR. As restantes variações prendem-se com os valores de brilho, contraste e acuidade que podem diferir nos dois ecrãs).

A questão é que mesmo reconhecendo que o HDR real vale a pena (e isso é inegável), o que vemos ali não é HDR, Daí que surge a questão: como é que se a TV não suporta HDR, se está a ver uma imagem de qualidade superior no lado onde se representa o HDR?

Na realidade essa qualidade é apenas a possível numa TV standard. E surge a pergunta: sendo assim, será que não podemos mexer nos parâmetros dos menus e optimizar a imagem da nossa TV de forma a termos sempre aquele tipo de cores?

Para verificar isso peguei na imagem do Blu-Ray e meti a mesma no Photoshop. Usando apenas os parâmetros de nível de cor, contraste brilho e acuidade que estão disponíveis nos menus de uma TV, afinei a mesma. E o resultado é o que vemos de seguida:

HDR4K

Eis então a imagem afinada, tal e qual como se pode afinar uma TV! Nem mais, nem menos, pois nenhum parâmetro que não possa ser alterado numa TV foi usado. Naturalmente o que temos, tanto de um lado como do outro, não é HDR, mas ao vermos como uma simples publicidade pode mostrar nos nossos ecrãs algo superior ao que normalmente vemos, é algo que faz pensar duas vezes sobre as reais vantagens de se trocar a nossa TV por outra HDR. Afinal o que percebemos é que a nossa TV pode mostrar imagem com uma qualidade bem superior à que normalmente temos e que a maior parte das pessoas nunca sequer explorou!

E para foi apenas preciso fazer aquilo que poucos fazem. Optimizar a imagem! E uma imagem SDR afinada até pode superar uma HDR não afinada.

Como se faz então essa afinação? Quem questiona isso naturalmente não conhece e nunca optimizou para o standard THX! Um standard que prevê a optimização da imagem e som da TV em todos os pontos, incluindo cor, brilho, contraste, acuidade, disposição das colunas e mesmo a distância ideal de visualização para cada tamanho de ecrã, de forma a que  os aumentos de resolução não sejam verdadeiramente significativos. E a norma pensa inclusive na distância e altura da TV face ao sofá! Ou seja, uma TV 100% afinada para o standard é aquilo que podemos definir como uma TV optimizada, e onde se obtêm resultados muito semelhantes independentemente da resolução e marca. E uma TV optimizada… tem uma qualidade de imagem bem diferente daquilo a que estão habituados. Mas é preciso uma afinação manual cuidada e não usar os parâmetros pré definidos na TV!

E só com uma TV verdadeiramente optimizada é que poderão ver aquilo que a vossa TV é capaz, e perceber então, perante a melhor imagem possível, se o upgrade vale a pena. Mas dado que 99% das pessoas nunca fizeram tal afinação, estas nunca viram a real qualidade de imagem que a sua TV tem para oferecer, sendo que nesse caso uma TV HDR em exposição e devidamente afinada parece algo de outro mundo. Mas uma TV SDR Standard com iguais afinações… tambem o pode ser! Daí que a comparação tem de ser sempre “laranjas”… com “laranjas”.

Agora a questão. E como afino a minha TV para o standard THX? Bem… isso requer um DVD Ou Blu-Ray certificado THX, onde poderão correr o programa THX Optimizer. Depois é um processo iterativo onde seguem os vários passos ajustando cada um dos parâmetros conforme o pedido em cada um dos passos. Uma vez terminado, voltam ao início e verificam que todos eles já estão novamente desconfigurados porque se mexeu nos restantes parâmetros, e afina-se de novo.

Ao fim de algumas repetições verificamos que estamos já com valores dos quais já não podemos fugir muito, e isso quer dizer que os parâmetros ideais dessa TV foram alcançados. Infelizmente não há resultados iguais e cada caso é um caso pois a qualidade dos ecrãs varia, mas ao menos, estamos perto da melhor imagem possível que essa TV pode oferecer, e todos perto de algo que se definiu como um standard de qualiade.

Resumidamente, estas linhas não vos dizem se o HDR vale a pena. Isso é algo que terão de julgar por vocês! Mas chama à atenção para não se deixarem levar por imagens optimizadas que vos dão a perceber uma qualidade que depois a maior parte das TVs já na vossa casa não apresenta. Por isso tenham sempre presente algumas coisas quando quiserem analisar uma TV HDR para compra.

1 – O que vos vão mostrar são imagens optimizadas, em uma TV devidamente afinada, e com uma compressão ultra-reduzida para qualidade máxima.

2 – Para perceberem a real diferença para a vossa TV necessitam igualmente de a afinar e reproduzir nela um vídeo com idênticas condições.

3 – A vossa TV provavelmente não está optimizada… e pode ter uma imagem bem superior à que possui neste momento!

A alternativa… colocar uma emissão TV standard em ambas e nos menus desligar o modo loja. Dessa forma podem ver uma imagem não optimizada em ambas, e perceberem se vale a pena!

4K

As TVs 4K valem a pena face às 1080p?

Sim, a resposta é claramente positiva, mas há situações a ponderar-se e que podem tornar a compra muito pouco interessante.

Por exemplo, a distância de visualização é o mais relevante no meio de tudo isto. A resolução só importa caso haja uma distância à TV que permita que o olho humano capte claramente a diferença!



No meu caso eu jogo sempre a pelo menos 2 metros de distância da TV, pelo que os meus televisores estão perfeitos a 1080p. Mas há uma tabela devidamente estudada que refere a TV recomendada de acordo com a distância de visualização. Ei-la.

Distancia-resolucao

Para os 2 m, até aos ecrãs de 55″ os 1080p valem a pena, e o superior é desnecessário. Não quer dizer que eventualmente não se note a diferença. Alguns utilizadores mais exigentes, como é o meu caso, poderão notar a mesma, mas apesar de tal os ganhos serão sempre reduzidos, e isso e algo factual.

Mas sobre o 4K temos outras situações para abordar. O Standard está aí em força e neste momento se calhar já encontram mais TVs 4K do que 1080p. Mas este artigo não se destina a quem está a pensar comprar uma TV nova, mas sim a quem está a pensar em trocar a sua TV 1080p por uma 4K.

Daí que há um outro tema a abordar: O conteúdo 4K! O que existe no mercado?

Há um bocado de tudo! Vejamos alguns exemplos:

The Amazing Spider-man 2 (Sony Pictures)

The Amazing Spider-man 2 was shot on 35mm film and the filmmakers used a 4K digital intermediate, which means that the UHD Blu-ray will be able to take full advantage of the higher resolution of the format. In addition the transfer uses a wider colour gamut and HDR10; whilst the soundtrack is in Dolby Atmos, which the film was mixed in for its original theatrical release.

Filmado em película analógica  e digitalizado a 4K. É efetivamente 4K, mas um misto de analógico e digital, com HDR!


Chappie (Sony Pictures)

Chappie was shot digitally using the Red Epic camera at a resolution of 5K and the filmmakers used a 4K digital intermediate, so this UHD Blu-ray will be genuinely 4K in terms of its resolution. Sony Pictures have also transferred the film using a wider colour gamut and HDR10 and they have remixed the soundtrack in Dolby Atmos for the UHD Blu-ray release.

Filmado digitalmente a 5K e convertido a 4K. Um 4K puro!


Deadpool (20th Century Fox)

Deadpool was shot digitally using the Arri Alexa XT Plus camera at a resolution of 3.4K and the filmmakers used a 4K digital intermediate, which means that the UHD Blu-ray will be able to take full advantage of the higher resolution of the format. 20th Century Fox may also have transferred the film using a wider colour gamut and HDR10; whilst the soundtrack is in Dolby Atmos, which the film was mixed in for its original theatrical release.

Filmado digitalmente a 3.4K e convertido a 4K. É quase um 4K, mas não é nativo, com suporte HDR!


Ender’s Game (Lionsgate)

Ender’s Game was shot digitally using the Red Epic camera at a resolution of 5K but the filmmakers used a 2K digital intermediate, so this disc won’t be genuinely 4K in terms of its resolution. However Lionsgate have transferred the film using a wider colour gamut and HDR10; whilst the soundtrack is in Dolby Atmos, which the film was mixed in for its original theatrical release.

Filmado digitalmente a 5K, mas convertido a 2K. É um 1080p re-escalado com HDR!


Exodus: Gods and Kings (20th Century Fox)

Exodus: Gods and Kings was shot digitally using the Red Epic camera at a resolution of 5K but the filmmakers used a 2K digital intermediate, so this disc won’t be genuinely 4K in terms of its resolution. However 20th Century Fox have transferred the film using a wider colour gamut and HDR10; although despite being mixed in Dolby Atmos for its theatrical release the soundtrack is only a 7.1-channel DTS-HD Master Audio mix.

Filmado digitalmente a 5K e convertido a 2K. É um 1080p re-escalado com HDR!


The 5th Wave (Sony Pictures)

The 5th Wave was shot digitally using the Arri Alexa XT camera but the filmmakers used a 2K digital intermediate, so this disc won’t be genuinely 4K in terms of its resolution unless Sony have remastered the film at 4K. They have certainly transferred the film using a wider colour gamut and HDR10 and they have remixed the soundtrack in Dolby Atmos for the UHD Blu-ray release, so it’s possible.

Filmado digitalmente a 4K, e convertido a 2K. É um 1080p!


Basicamente os 4K nativos estão a arrancar… Mas nesta fase ainda nem todos os filmes que se lançam o suportam. O mesmo para o HDR!

Mas mais importante que a resolução… o bitrate!

Nunca se questionaram como videos 1080p possuem qualidades diferentes, apesar da resolução ser a mesma?

Eis um exemplo do que bom bitrate pode fazer. E podem ver os videos na resolução que quiserem, desde que seja a mesma nos dois.

O primeiro video em qualquer fase da sua criação (certamente na captura) possuia um bitrate mais elevado que o segundo, e reparem como, mesmo após a compressão standard o Youtube, a qualidade da imagem nele é superior.

Viram a diferença?

A aparente maior definição e qualidade de cores e imagem do primeiro video prende-se com o maior bitrate, basicamente o nível de compressão da imagem. Maior bitrate implica menor compressão e mais informação por pixel.

Daí que, tal como no caso do HDR, antes de ponderarem os 4K sugiro que vejam o que um 1080p pode efectivamente fazer assistindo a um filme Blu-ray Dual-Layer. Basicamente com o dobro da informação por pixel dos single layer. E para isso recomendo o Avatar! Nada de versões 3D, ou directors cuts. A versão base em formato Dual Layer.

Conclusões

A resposta simples e directa sobre se o 4K e o HDR justificam um upgrade a uma TV não é tão linear como isso e depende das exigências de cada um e apesar da inovação e melhoria trazida pela tecnologia 4K, a realidade é que a passagem está longe de ser tão benéfica como do SD para o HD. Nesse caso passamos de imagens claramente com falta de definição para imagens bem definidas, e com o Full HD refinamos ainda mais essa definição permitindo a possibilidade da visualização do pormenor. Já os 4K são um refinamento adicional, mas que funciona já sobre uma base excepcionalmente boa!



Daí que a escolha de uma TV 4K, ou de uma TV HDR, ou mesmo de uma TV 4K HDR deve ser feita de acordo com a realidade de cada um. Mas acima de tudo, tal só deve ser pensado após garantirem que se regularam os parâmetros da TV actual para valores ideais que podem fazer milagres no que toca à clareza de imagem e vivacidade das cores. Porque se nunca se importaram com isso, pode soar um pouco a caricato a ideia de querem melhorar o que possuem!

Depois, no que toca aos 4K a distância de visualização é o fator mais importante para averiguarmos da sua necessidade pois ela é que define se percebem ou não a resolução superior. E mesmo que eventualmente a consigam distinguir a distâncias menores, uma vez absorvidos pelo filme ou jogo, o pormenor perde-se mal sejam absorvidos pelo jogo ou filme, deixando de compensar.

 Acima de tudo, principalmente nas TVs, que nunca foram produtos de consumo de curta duração, há que não nos deixarmos levar pelo paleio tecnológico das empresas que só querem que se invista mais e mais de forma a continuarem a vender TVs. Hoje é o HD, amanhã o Full HD, depois o UHD e já se fala nos 8K! Não, uma TV não é um aparelho que requeira troca regular e se esta for 1080p tem já tremenda qualidade e futuro assegurado (nesse aspecto, até uma TV 720p está já bastante bem). Há, mais do que tudo, de se aproveitar bem o que se tem, afinando a imagem, e optando por uma dimensão de ecrã adequada à distância de jogo.

Claramente a passagem do SD para o HD foi o maior dos passos, e algo imprescindível. O ganho do HD para o Full HD foi apenas uma boa melhoria, e os 4K são outra boa melhoria. Mas se o primeiro passo foi algo claramente necessário, o segundo apenas aconteceu graças ao aumento da dimensão dos ecrãs. E os 4K são basicamente o mesmo para TVs ainda maiores. O HDR é um refinamento adicional, desta vez nas cores.

E isso quer dizer que os 4K e/ou o HDR poderão ser do interesse para alguns, mas não para todos. Especialmente se investiram recentemente em TVs 1080p que vos servirão muito bem por vários anos!

Lembrem-se sempre que as publicidades face ao HDR e 4K são extremamente enganosas, dado que as mesmas se tem de realizar em TVs/Monitores 1080p, 720p ou até inferiores, e sem essas capacidades. Ou seja, dado que não é possível mostrar aquilo que é realmente o 4K e o HDR, em televisores que não suportam essa tecnologia há que se recorrer a comparações onde o que vemos no lado melhor não é nada que não consigamos ver na nossa TV, daí que o segredo passa um pouco por adulterar o lado daquilo que temos, normalmente com aplicação de cores mais vivas, contrastes acuidade afinada e aplicando-se um bitrate bastante superior à imagem 4K, que lhe permite atingir o patamar máximo da qualidade dos 1080p, mantendo um bit rate inferior naquilo que é a suposta imagem 1080p real. E esse patamar máximo é a real qualidade dos 1080p. Porque não duvidem que quando estiverem a 4K o que vão ver, tal como acontece com os 1080p, não é o que está nos filmes publicitários que passam nas lojas.

Daí que a recomendação é que se estão interessados nestas tecnologias e querem realmente ver o que elas fazem, esqueçam youtubes ou websites com fotos comparativas. Vão a uma loja e vejam, mas claro… evitem os videos promocionais, pois esses estão longe de representar a realidade, mas caso os tenham de ver, comparem com uma TV 1080p que esteja a correr uma imagem em iguais condições.

Resumidamente, este artigo não vos diz que devem ou não comprar uma das novas TVs 4K e/ou HDR. Essa opção cabe a cada um! As tecnologias existem, são reais, e são compensadoras. O que está aqui em causa é apenas se a troca justifica ser feita! E aí cada um terá de pensar por si, sendo que este artigo apenas pretende trazer os dados necessários para a mesa de forma a que possam pensar.

Durante vários anos alertamos que as TVs 4K não eram interessantes pelas limitações com os cabos HDMI que impediam mais de 24 fps a 4K. Agora essa limitação desapareceu! As TVs 4K estão aí em força e vão implementar-se no mercado substituindo as 1080p. Daí que para quem compra uma TV nova a dúvida nem deve existir e uma TV 4K, idealmente com HDR deve ser a escolha a ser tomada! Note-se porém que os 4K e o HDR são coisas distintas e que o HDR só está disponível em TVs 4K mais caras.

Já para quem possui uma TV 1080p, o interesse do upgrade é que pode ser questionável. Mas claro… depende de cada um e da qualidade da TV que possuem em casa!

Já agora, se a tua motivação para os 4K são os jogos, essa é uma forma pouco interessante de gastar performance gráfica. Apostar em grafismos mais realistas a 1080p revela-se bem mais interessante.

Mas isso é tema para um outro artigo que ainda está para vir.



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