A xCloud submetida a testes reais

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A xCloud esteve em demonstração na E3, tendo sido testada por muita imprensa. Eis um relato de quem testou e a experiência vivida!

O teste ao xCloud esteve disponível ao público na E3, na cabine da Xbox, sendo visitada por milhares de pessoas. A GamingBolt esteve presente na feira e teve a oportunidade de testar o serviço da Microsoft nessa mostra pública. Eis o que eles relataram, por palavras nossas e comentado!

A experiência da xCloud surpreendeu a Gamingbolt mal entrou no stand, por 3 aspectos. O primeiro foi que a mesma só estava disponível em smartphones, o segundo foi que esses smartphones estavam ligados à rede por cabos ethernet, e o terceiro foi que os jogos obrigavam à ligação de um controlador Xbox.

O facto de serem aparelhos móveis com ecrãs de pequenas dimensões foi algo considerado surpreendente. O ecrã de um smartphone está longe de ser o ideal que se procura para uma experiência HD de actual geração, quando mais uma experiência de próxima geração. No entanto tal tinha a vantagem de, ao colocar tanta informação num espaço tão pequeno, o resultado ser visualmente muito bonito.

A ligação por cabo era explicada pela grande interferência de telefones na zona, que perturbava o sinal, deturpando a experiência. No entanto o cabo deturpava a experiência ao trazer melhores larguras de banda e menores latências, pelo que a GamingBolt conseguiu que a Microsoft lhes conectasse um telefone por wi-fi para experimentar a realidade do serviço que os utilizadores vão ter quando tentarem jogar num telemóvel. Aliás as interferências de outros telefones ou aparelhos na rede wifi serão uma realidade com que teremos de lidar no nosso dia a dia em locais mais públicos.



Quanto ao controlador, este arruinava totalmente a experiência ao ser maior do que o telefone, e longe de ser algo que a maior parte das pessoas pretendam usar. Mas a Microsoft refere que nesta fase a adaptação ao touch não está completa, e nem estará no lançamento pelo que o controlador se revela ainda uma necessidade. Uma lacuna muito grande, não só porque poucas pessoas estarão dispostas a comprar um controlador do tamanho do telefone para algo que será temporário, e igualmente pelo facto que a presença do controlador chama ainda mais a atenção para as reduzidas dimensões do ecrã de um smartphone que ainda por cima são maioritariamente 19:9 e não 16:9 como uma TV.

As dimensões do ecrã são problemáticas em diversos aspectos, mas acima de tudo pelo facto que os jogos nunca foram criados a pensar em ecrãs tão pequenos. Os elementos de texto tornam-se demasidamente pequenos, bem como o interface de jogo. O jornalista da Gamingbolt conta mesmo que durante uma partida de Halo 5 chegou a um ponto onde empancou pois o alerta sobre o que deveria fazer e que estava colocado no ecrã era demasiadamente pequeno para se perceber.

A demonstração tinha uma variedade de jogos que podiam ser jogados. Mas no teste da GamingBolt apenas Halo 5, Hellblade e Gears 4 foram testados (o último por outro jornalista da mesma publicação). E com diferenças de resultados muito significativas!

Segundo o jornalista a experiência com Hellblade foi para esquecer. O lag era enorme e notável de forma constante! O jornalista refere mesmo que nem vale a pena “deitar açúcar na coisa”, basicamente referindo que a demo era injogável e que felizmente jogou uma área sem combate pois nela ele nem teria qualquer hipótese.

Já com Halo 5 a experiência foi bem melhor, e o jogo era perfeitamente jogável com a sensação a ser semelhante à da Xbox.

Gears 4 teve uma experiência similar à de Halo 5, com pouca latência, mas com a diferença que o jogo crashou por duas vezes.



O que só foi revelado no final da experiência é que os jogos estavam a ser transmitidos a 720p! A escolha dos smartphones não foi inocente pois a Microsoft explicou que os 720p estavam a ser usados porque o “ecrã dos smartphones é demasiadamente pequeno para que se note a diferença”.

Uma explicação fantástica para um serviço que se anuncia a 1080p e que anula toda a experiência de teste ao termos que 720p requer menos de metade da largura de banda de 1080p.

A conclusão que a Gamingbolt tira de tudo isto é que a apresentação da xCloud soou a apressada, tanto pelo que foi mostrado no palco, como do que foi experimentado. Devido a que dos três jogos apenas um não apresentou problemas (Halo era suave, Hellblade injogável e Gears 4 crashou 2 vezes), a opinião da GamingBolt é que o xCloud está longe de estar pronto para as realidades mundiais.

Ainda assim a GamingBolt não deixa de elogiar a Microsoft por ter tido a coragem de colocar o serviço à experiência num ambiente não controlado.

Para o artigo original, podem ir aqui.





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