Análise: A nova playstation portátil, PSP Street (E-1000)

Numa altura em que a crise é a palavra de ordem em Portugal, chega-nos ao mercado uma versão mais económica da Playstation Portátil (PSP), o modelo E-1000, e cujo preço de venda é de 99,99 euros.

Mais uma vez, graças ao apoio da Joystation, temos acesso a esta consola, que inteligentemente a Sony deu o sub-nome de PSP Street. Trata-se de uma nova versão da PSP, que eventualmente acabará por substituir a actual série 300x, e que, nesta política de redução de custos, teve alguns cortes face a essa versão. Sendo a PSP da série 300x vendida a 129,90, o corte efectivo para o cliente é de cerca de 30 euros (isto apesar que para a Sony pode haver uma diferença superior a nível de lucro), e é exactamente o que analisaremos de seguida, se vale ou não a pena a consola a esse preço face às alterações que levou.

Pensamos nesta análise em avaliar o produto, tal como é normal fazermos, mas no entanto rapidamente desistimos da ideia. Avaliar uma consola é uma coisa pouco lógica uma vez que se trata de um produto cujas reais capacidades dependem do software e suporte. A sua principal função e aquilo para que é feita é para se jogar jogos, e é no fundo a qualidade e aceitação desses jogos que definem a qualidade do produto. Analisar uma DS face a uma PSP levaria a que a DS tivesse uma péssima avaliação uma vez que tecnologicamente é tremendamente inferior. E aí a avaliação cairia no ridículo quando víssemos a qualidade dos jogos, a forma como eles foram pensados para tirar partido da consola e a aceitação no mercado que a DS teve.

Por esse motivo, no que toca a avaliações de consolas de grande aceitação no mercado (e não falamos do caso da pequena consola megadrive que analisamos aqui), iremos apenas emitir opiniões e não a dar uma avaliação. Essa é aliás a política geral em quase todos os sites e revistas.

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A primeira coisa que salta à vista quando visualizamos o produto é que estamos perante algo bem diferente da PSP 300x. Mas não necessariamente para pior.

Sem a PSP 300x ao lado para a comparação, a primeira sensação que temos quando pegamos na consola é que estamos perante uma construção bem mais robusta que a apresentada pela PSP 300x. Apesar de o preto desta consola ser um “mate” (baço), e como tal não apresentar a mesma qualidade de acabamento do preto brilhante da PSP 300x, ficando assim com um aspecto notório de produto mais barato, a robustez do plástico é superior, e a sensação de fraqueza trasmitida pelo som de plástico oco que a PSP 300x transmite quando batemos com as unhas na sua parte traseira desapareceu.

As inovações estéticas saltam igualmente à vista, com a consola a apresentar umas linhas alteradas e com os gatilhos a serem agora totalmente pretos, o que a nosso ver esteticamente se torna vantajoso.

Mas estéticas à parte, o que perdeu a nova PSP face ao modelo antigo? Bem, agora os botões do painel inferiores são diferentes, não sendo salientes e ficando escondidos sob um painel plano, como acontece, por exemplo, com a 3DS. A consola perde ainda as luzes indicadoras existentes no painel, bem como todas as referências às mesmas.

A consola está igualmente mais larga e a pequena porta que permitia o acesso ao UMD, situada na traseira da consola, é agora a totalidade do painel.

As colunas de som embutidas foram reduzidas em número, passando de duas (stereo), para uma (mono), o que na pratica, dadas as reduzidas dimensões da consola e consequente pouco afastamento entre as colunas, se torna quase insignificante. Assim, neste modelo o stereo fica limitado ao uso de headphones.

Para terminar, e talvez o mais importante, a consola perdeu as suas capacidades wireless, o que quer dizer que o acesso à internet desaparece, bem como o suporte para todos os jogos multi-jogador existentes para a PSP. Esses jogos funcionarão, uma vez que a compatibilidade é garantida, mas a componente multi-jogador, essa ficará fechada. O stream wireless de filmes está também vedado com esta ausência, mas acesso à playstation store pode ainda ser feito com a consola ligada a um PC por USB, e o download de jogos requer o uso do software Media Go no PC.

No XMB vemos imediatamente que o wireless está ausente dado que as opções relacionadas com ele estão removidas, nomeadamente o browser, as configurações de rede e o acesso a canais RSS.

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Para muitos a perda do wi-fi pode ser significativa, mas para outros não. Tudo depende da biblioteca de jogos e do uso que se dava, ou dará, à PSP. A nova consola abandona essas vertentes relacionadas com o Wi-Fi, pelo que são características com as quais não podem contar, e algo que devem ter em conta na altura da compra. Mas no entanto, como o nome na caixa indica, esta é uma PSP Street, o que quer dizer que está concebida para uso na rua, local onde o acesso internet por wi-fi normalmente não está presente.

Mesmo assim, nem toda a componente multi jogador requer acesso internet, e as ligações ad-hoc entre duas consolas por wireless eram uma realidade para jogos entre amigos, que aqui se perde igualmente. Daí que o nome mais adequado para a consola deveria ser “PSP Street… Alone”.

Uma das coisas notórias quando comparando a nova PSP com a 300x é que a qualidade das cores no ecrã melhorou… e muito.

É uma realidade que a nova PSP perdeu igualmente o botão que saltava entre as intensidades de brilho do ecrã, bem como o sensor de regulação dinâmica por sensor da luminosidade, mas isso quase parece ridículo face à qualidade das cores apresentadas. A definição e resolução são as mesmas, mas as cores, salvo defeito na PSP 300x usada… essas ganharam nova vida.

Nas fotos pode parecer difícil saber qual a consola com as cores mais realistas, pelo que explicaremos cada uma delas:

Notoriamente a pallete de cores está muito mais suave na nova consola, e não tão carregada no que toca aos verde. O verde escolhido é o mais suave de todos os oferecidos, e mesmo assim na PSP 300x a saturação da cor é tremenda e o verde excessivamente carregado. Aliás nestes ecrãns é normal a cor da parte inferior ser relacionada com a de cima, mas diferente. Na PSP E-1000 temos um azul esverdeado, mas na PSP 300x é tudo verdes, e quase semelhantes.

Já nos azuis a situação da PSP 300x é quase escandalosa. O azul escolhido revela-se quase roxo, quando essa cor nem tem nada a ver com a selecção que deveria ser um tom de azul.

No que toca aos rosas mais uma vez vemos a qualidade das cores, com a PSP 300x a atingir quase o vermelho no tom de rosa mais suave.

Estas situações ajudam a criar cores mais realistas e perfeitas nos jogos, como podemos ver nas fotos que se seguem (PSP 300x primeiro, PSP E-1000 em segundo):

É curioso notar que, apesar de a olho nu nada ser visível, nas fotos mais próximas do ecrã, como as de cima, a PSP 300x apresentou uma cintilação no ecrã não visível na PSP E-1000.

Conclusões:

Vale a pena a nova PSP E-1000 apenas 30 euros mais barata e com as limitações que possui?

A resposta pode ser chocante, mas a resposta é… SIM, vale!

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A verdade é que há que ser realistas, e a PSP tal como a conhecíamos acabou. A nova PSP é esta, e de futuro todo o software será feito com ela em mente, pelo que nos jogos que aí estão para sair esqueçam o multi jogador e as características relacionadas com o wi-fi.

Para além do mais, salvo defeito nas consolas, a PSP E-1000, quer seja por questões de regulações das cores, quer seja porque o ecrã é diferente, fica a ganhar e muito face à anterior versão da PSP, o que é, claramente, uma vantagem onde só aparentava existirem desvantagens.

São só menos 30 euros, mas esse dinheiro… já dá para um jogo!

Se no entanto estão interessados no Wi-Fi e acham que ele é indispensável, mesmo sabendo que as cores da nova consola são superiores, a PSP da série 300x é a vossa escolha ideal.

A PSP E-1000 pode ser adquirida aqui, e a PSP 300x pode ser adquirida aqui.

 

 

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