Análise: Megadrive – Arcade Ultimate Portable Player

Ao longo da história dos videojogos houve alguns jogos que se destacaram e que, apesar de a idade já pesar sobre os mesmos a nível de som e grafismo, a sua qualidade geral e jogabilidade se manteve intocável ao longo dos tempos, sendo jogado ainda hoje por aqueles que recordam com saudades as épocas mais remotas, bem como por aqueles que querem experimentar os jogos que se tornaram ao longo dos tempos, clássicos e imortais.

Estes jogos estão, muito naturalmente, dispersos por diversos sistemas existentes ao longo dos tempos, sendo que, a MegaDrive, uma das consolas mais famosas e que mais sucesso obteve no seu tempo é apenas um dos sistemas que possui grandes clássicos dos videojogos. No entanto, devido às conversões e adaptações que surgiram de jogos vindos de outros sistemas, particularmente os grandes jogos das máquinas de arcada, para esta consola, a MegaDrive deverá ser a consola que maior número de grandes clássicos consegue albergar.

O que vos trazemos hoje é uma re-edição da fabulosa MegaDrive, e que nos foi cedida gentilmente para testes pela Joystation. Trata-se da Megadrive (Arcade Ultimate Portable Player), uma edição portátil da consola e que alberga 20 dos maiores jogos de arcada de sempre, na sua versão megadrive.



 

 A pequena consola, vendida a um preço de 49,90 euros, possui na sua memória interna, nada mais, nada menos, do que os 20 títulos das arcadas de maior sucesso na megadrive, e possui ainda a possibilidade de se acrescentar os jogos para esta consola que bem se entender, através de uma ranhura para cartões SD.

De referir que os títulos para esta consola podem ser obtidos na Internet de forma legal, uma vez que muitos deles são disponibilizados gratuitamente pelos seus criadores.

Abrindo a embalagem, encontramos a pequena consola, bem como dois cabos, um USB para recarga da bateria recarregável fornecida, bem como um cabo AV para ligação vídeo e áudio a um televisor, o que permite aos mais saudosistas e àqueles que prezam ecrãs de grande dimensão, recriar o estilo da consola original. O manual de utilização é igualmente fornecido e está devidamente traduzido para Português.

Analisemos a consola convenientemente:

 

Aqui vemos a parte frontal da consola, com o ecrã devidamente protegido com o plástico que vem de fábrica. São igualmente visíveis um botão de menu, um botão de start, 6 botões de funções múltiplas, e um comando analógico direccional.

Na parte inferior da consola temos o botão ON/OFF e um jack para ligação de headphones.

Na parte superior temos uma porta USB para carregamento da bateria, uma saída AV para ligação a TV, uma slot SD, e um botão de volume.

Na parte traseira temos a slot com a bateria recarregável.

Quando ligamos a TV a um televisor, usando o cabo fornecido, temos o seguinte efeito:

Apesar de um televisor nos oferecer um ecrã de maiores dimensões, o ecrã de 2,8 polegadas da consola oferece uma definição adequada (QVGA = 320*240 = resolução original da consola) e uma qualidade de imagem invejável, sendo mais do que adequado para permitir manter a qualidade de jogo ao melhor nível.

Nas imagens que se seguem podemos ver a qualidade de imagem, bem como o ecrã de selecção com os 20 jogos disponíveis, bem como o ecrã de acesso ao cartão SD.

No global apenas podemos recomendar esta consola. Trata-se de um produto a preço acessível e que agradará a miúdos e graúdos, quer porque no caso dos primeiros entra o factor saudosismo e o acesso a grandes jogos que marcaram a sua juventude, quer porque no segundo caso estes acederão a alguns dos títulos que marcaram a história dos videojogos e que ainda hoje se revelam com uma jogabilidade superior, fazendo jus à fama que obtiveram.



 Alex Kidd, Alien Storm, Altered Beast, Arrow Flash, Columns 3, Crack Down, Decap Attack, Mean Bean Machine, Ecco, Ecco Jr, Eswat, Flicky, Gain Ground, Golden Axe, Jewel Master, Kid Chameleon, Shadow Dancer, Shinobi 3, Sonic and Knuckles e Sonic Spinball são os títulos presentes na consola, sendo que sera possível adicionar mais com a ajuda do cartão SD. E há muitos mais jogos para esta consola como por exemplo Rainbow Islands que são imprescindíveis, e que desta forma estão igualmente acessíveis (no entanto não tivemos a possibilidade de testar esta característica).

A consola apresenta-se robusta e com boa qualidade de construção, isto apesar de a rigidez dos plástico mostrar a gama de preços para o qual a consola foi concebida. No entanto a resposta dos botões é impressionante mostrando que a qualidade Sega está presente no produto.

Fiquem agora com um brevíssimo vídeo do desembalar e visão geral da consola:

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Qualidade dos materiaiswww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Apesar de a consola não apresentar a qualidade que as últimas versões da DS apresentam, comparativamente com a primeira versão da consola da Nintendo esta Sega até nem fica muito atrás. Se considerarmos que a Nintendo custava na altura quatro vezes mais, não podemos encontrar razões de queixa na qualidade da consola, que se revela robusta e acima de tudo com uma resposta bem eficaz aos comandos pressionados. A qualidade do ecrã é irrepreensível.
Funcionalidade e ergonomiawww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
A forma da consola segue o conceito ergonómico tradicional usado em outras consolas como a PSP. A distribuição dos comandos está bem conseguida e o seu uso continuado não causa cansaço ao utilizador. Pena não existir suporte actual para a mesma, mas quem sabe a comunidade de 'homebrew' não se encarrega disso?. Seja como for, há centenas de grandes jogos que podem ser jogados aqui, e como tal a sua vida útil está garantida.
Estética e designwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Curiosamente ou não, a consola até consegue conjugar a ideia de um produto novo com o conceito retro que oferece, fazendo lembrar produtos vendidos na época em que a Sega Megadrive estava no seu apogeu. Seja como for a consola até é engraçada, apesar de não ser nada de verdadeiramente inovador e ser basicamenterectangular.
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Uma consola portátil, fornecida com 20 jogos, bateria recarregável, TV Out, saida para auriculares, e que oferece a possibilidade de acrescentar várias centenas de grandes jogos adicionais a custo zero com o uso da sua Slot SD, qualidade Sega e ecrã a cores de elevada qualidade, por apenas 49,90... é quase dada.
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Um produto que se revela com qualidade, robustez adequada e acima de tudo uma qualidade de resposta e um ecrã aos quais não se conseguem apontar defeitos. É uma re-edição para a actualidade de uma consola de sucesso, e como tal por 49,90 euros, e com centenas de jogos clássicos que podem ser obtidos gratuitamente, acaba por ser uma pechincha. Extras como a conectividade a televisores, são a cereja no topo do bolo



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