As diferenças entre a anterior e actual geração: O caso Playstation

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A Playstation 3 foi o maior insucesso da Playstation. Mas a PS4 está mesmo a bater as vendas da Playstation 2, a consola de mesa da Sony melhor sucedida até hoje! Quais os motivos e quais as diferenças entre o que foi feito na anterior geração e o que foi feito nesta.

Avaliar o sucesso da Playstation 4 não é exatamente algo fácil, mas é no entanto fácil perceber-se porque motivos ela não sofre dos mesmos problemas da Playstation 3. Tal como no artigo anterior sobre a Xbox, este artigo faz um comparativo entre o que sucedeu com as duas consolas, mostrando as diferenças na realidade de uma e na realidade de outra.

Note-se que este artigo, apesar de eventuais referências que possam existir com as consolas da concorrência, não compara a realidade das duas marcas, mas sim apenas as principais diferenças da realidade encontrada entre as consolas da mesma marca nas duas últimas gerações.

O lançamento

A Playstation 3 teve uma apresentação muito pouco conseguida. Os trailers que foram mostrados vieram a saber-se serem trabalhados ou apenas cutscenes. Apesar de em alguns casos, como Killzone a consola se ter conseguido aproximar do prometido, esse terá sido um dos poucos casos. Por exemplo, Motorstorm nem por sombras se aproximou do visualizado no trailer.

Mais ainda a Sony prometia fundos e fundos com o Cell abordando mesmo a temática dos 1080p, algo que nunca foi verdadeiramente uma realidade na consola, apesar de excepções (Gran Turismo 5 era 1080p, mas não Full HD).

Mas mais ainda a Sony insistiu na apresentação nas funções multimédia da consola, tentando-a passar por um sistema mais completo, e assim justificar o preço de 499 dólares na versão 20 GB e de 599 dólares na versão 40 GB.

A Playstation 4 não sofreu do mesmo problema. A questão da resolução suportada nunca foi sequer abordada, a consola foi acompanhada de um slogan “For the Gamers”, e o seu preço foi extremamente atrativo. Aliás muitas das funções multimédia da PS3 nem sequer estavam presentes no lançamento e algumas ainda estão por lançar (como o suporte DLNA)

Curiosamente, tal como tinha acontecido na geração anterior, mas agora invertendo-se os papeis, a consola concorrente aparece a um preço superior exatamente por motivos de funções multimédia, caindo no erro que a Sony tinha cometido.

Por aqui vemos que a PS3 começou muito mal… a PS4, muito bem!

O timming de lançamento

A PS3 sofreu face à concorrência de uma vantagem teórica. Lançada um ano mais tarde a consola tinha tudo para ser mais potente do que a Xbox 360. No entanto a complexidade do seu hardware e os limites da placa gráfica escolhida levaram a que aquilo que seria a sua vantagem, a capacidade do Cell, e a sua facilidade de interferir no processamento gráfico, fosse usado quase exclusivamente apenas para compensar as diferenças de performance gráficas entre as consolas

Com a XBox 360 com mais de um milhão de consolas já vendidas na altura do lançamento da PS3, a consola precisava de ser efetivamente mais potente e de ter facilidade de se extrair a potência. E isso não aconteceu.

A PS4 foi lançada ao mesmo tempo da Xbox One, o que anulou a vantagem que a 360 teve sobre a PS3. Aliás com sistemas x86 nenhuma marca se atreveria a correr o risco que a Microsoft correu na geração passada.

O hardware

O Cell foi uma revolução, sendo que era efetivamente poderoso, mas no entanto era extremamente complexo e difícil de programar tendo demorado anos a ser dominado. Ainda hoje, apesar de muitas das técnicas hoje existentes se deverem ao Cell, o mesmo não é bem visto pelos programadores que preferem arquiteturas mais convencionais. E para piorar a coisa, conforme já referido, a potência que ia sendo obtida do Cell tinha forçosamente de ser usada para simplificar o processamento gráfico de forma a que a placa gráfica da PS3, a RSX conseguisse acompanhar a Xenos da Xbox 360.


O resultado foi que a PS3 nunca se revelou como a consola mais adequada à obtenção de performances da geração anterior, perdendo regularmente a nível de resolução, fotogramas e mesmo efeitos.


Na presente geração a PS4 é a consola que se apresenta como mais adequada à obtenção de performances, alterando radicalmente o quadro face à geração passada. Mas mais ainda os programadores consideram a sua programação relativamente simples e as ferramentas que permitem a conversão de programação DirectX para a consola facilitam ainda mais a vida.

Os jogos

A PS3 conseguiu virar o mercado apresentando uma série de IPs de luxo e todos eles inovadores. Basicamente com a PS3 a Sony fortaleceu a sua posição no domínio das First Party, criando uma série de IPs de luxo. Foi graças a essa novidade e inovação que a PS3 ao longo da sua vida foi recuperando face à Xbox 360.

Com a PS4 a Sony mantêm a mesma política. A PS4 até ao momento não repetiu ainda nenhum título, apostou apenas em IPs de menor relevância, em IPs novos e frescos, bem como reserva ainda o trunfo dos seus grandes IPs para o ano que vem.

Tal tem vindo a ajudar a solidificar a sua posição como líder de mercado, apesar de tal como a Microsoft, a empresa fazer uma aposta em remakes que saturam o mercado. Exemplos são:

Já lançados

Uncharted – Três jogos

God of War III

The Last of Us

Por lançar

Heavy Rain

Beyond Two Souls

5 jogos lançados, com 2 por lançar. A questão é que, para além de serem menos que os 14 da concorrência (como vimos no artigo anterior), certos jogos como Heavy Rain, Beyond Two Souls e The Last of Us não tem ainda oficialmente prevista qualquer sequela, não sendo por isso verdadeiramente franchisings, mas sim jogos independentes.

A PSN+

A PS3 foi pioneira na PSN onde permitia que se jogasse sem qualquer pagamento. A PSN+ foi igualmente uma mais valia graças ao valor das ofertas ali dadas mensalmente.

A PS4 neste campo alterou parcialmente a situação. Apesar de muitos jogos poderem ainda ser jogados online de forma livre, a maior parte requerem a adesão ao PSN+.

Onde a situação piorou claramente face ao que se regista na PS3 é o chamado valor pelo dinheiro: A qualidade e valor dos títulos ofertados desceu e os jogos AAA não foram ainda uma realidade nas ofertas para esta consola.

Em contrapartida a qualidade e estabilidade da rede aumentou tremendamente face á oferta gratuita, e a oferta de serviços na PS4 é muito superior à que existia na PS3, mas é exactamente na PSN+ onde se espera actualmente que haja maior evolução na componente PS4, elevando-se a qualidade e valor das ofertas.

Revendo as principais diferenças:

· A ausência de focagem no multimédia (que curiosamente, e mesmo com a experiência da geração passada, foi algo que a Microsoft fez)
· A potência da máquina (que passou da menos potente à mais potente)
· Lista de jogo novos e inovadores (A sony continua a inovar com novos IPs, sem abandonar os seus trunfos)
· As novidades da PSN (e aqui nem todas foram para melhor, perdendo-se claramente no que toca ao valor do ofertado face ao pago)

A ideia que dá é que a Sony está no bom caminho, e o volume de vendas comprova-o. Apesar de algumas opções menos bem conseguidas, especialmente nas ofertas da PSN face ao passado, a Sony aparenta ter, até ao momento, tomado basicamente melhores opções que a concorrência. E isso tem vindo a refletir-se nas vendas!

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Readers Comments (19)

  1. Já que o assunto e geração passada e nova eu estava jogando The evil within na PS3, e que jogo mal otimizado para um game que saiu em 2014, o jogo tem um designer artístico muito bem feito,macabro. Porém com muitos erros de programação, eu não esperava um TLOU ou GTA5, mas que o game funcionasse bem.

  2. A trajetória do PS4 até aqui é de muito sucesso, isso é inegável. Agora sobre o futuro, depende das escolhas da Sony e de forma inteligente elas não devem estar centralizadas no VR.

    Recomendo que assistam esse vídeo de reações ao VR é muito engraçado… é muito engraçado e deveria ser um sinal de alerta aos gestores da divisão de games:

    https://youtu.be/F9ljR5_fIjs

    Um dos telespectadores ficou tão indignado que soltou uma frase do tipo: “o Xbox está vindo para ca…”
    O momento engraçado é a reação ao jogo da Santa Monica. Eu não assisti ao evento, mas quando fiquei sabendo que a Santa Monica anunciou um jogo para o VR, corri para ver pois achei que seria a melhor demonstração do que a tecnologia pode fazer. Ao terminar de ver o vídeo só tinha uma pergunta na minha cabeça:
    “Como a Sony quer fazer alguém comprar o VR se um nome como a Santa Monica apresenta isso?”

    • creio que se a sony for depender de seus estúdios para fazer algo para o vr, teremos algo como um novo kinect, o único modo da tecnologia de vr se sobressair e tendo com ela mais de uma plataforma como o PC. como sabemos o vr ao contraio do kinect pode ter um forte apoio devido ao fato de ter mais de uma plataforma para o sustentar e atrair produtores de conteudo, como ja vemos aos montes pelo rift, e talvez ai esteja o trunfo da sony, mas isso vai depender de como os produtores vao encarar isso, inclusive acho um erro a sony tentar ser a pioneira para o grande publico, seria mais sensato lançar com uma base mais solida de conteúdo. O lado que pode ajudar e o fato de se ter muitos produtores indies interessados no produto, e com o relacionamento que as consolas tem atualmente com tais produtores ai pode estar a estrada de tijolos da sony. Por outro lado temos o preco e o fator saude, que podem acabar por levar a tecnologia por ralo abaixo antes mesmo de começar a ser vendido, se não forem feitos de forma correta.
      Um adendo, fui em new york a um tempo atras e a muitas lojas que estao a usar o rift em campanha publicitarias dentro de suas lojas, o que pode significar algo ou ate mesmo nada.

      • A Sony está relutante em divulgar o Preço dos seus óculos. Semelhante a divulgação do PS4, creio que vão esperar a divulgação dos preços do concorrente, o Rift, antes de se manifestarem.
        É muito provável que os óculos tenham o preço de um console já que estimam que um devkit do Rift custa 350,00 dólares.

      • Eu não sei exatamente como funciona o hardware do VR pois não procurei saber, masmse ele depende do processamento do console apenas, é possível que os jogos sempre sejam simplórios igual aos que foram mostrados ou pouca coisa melhor já que para ter um efeito de realidade virtual convincente, o jogo precisará rodar com um frame Rate muito alto e aí, pode faltar potência para coisas mais elaboradas. No PC, as GPUs que estão saindo como recomendadas para o VR são as de maiores potências.

        • A tecnologia usa um processador externo que usa a mesma tecnologia de Killzone para criar fotogramas intermédios. Isso quer dizer que não precisas de ter 60 fotogramas efetivos pois o hardware faz o resto. No PC não tens esse hardware, motivo pelo qual o PC tem mesmo de debitar fotogramas efectivos.

          • Para enganar efetivamente o olho humano e nosnfazer se sentir dentro do jogo, eu acredito que o softwares precisarão rodar em algo com no mínimo 90fps. De qualquer forma, se existem processadores auxiliares, existe a possibilidade de jogos mais elaborados.

          • Não tenhas dúvidas. Basta saber uma lista de alguns jogos que já o suportam:
            ARK: Survival Evolved
            Dreams
            The London Heist
            Project CARS
            War Thunder

    • Sempre que me lembro que, após o trailer inicial de Uncharted, o apresentador disse algo como: “Se isto é o ínicio, já estão a imaginar o resto”… Fico como esses tipos do vídeo. Incrédulo. Ainda a esta altura.

      Não consigo compreender. Não entendo como a financiam a Santa Monica e mais não sei quantos estúdios, para fazerem esses joguitos (se é que se lhes pode chamar isso), incluindo, pelo amor de Deus, um “Job simulator” ou a palhaçada que é uma companhia de táxis zombie, e gastam milhares nisso!

      Quando anteriormente, deixaram ir pessoal talentoso, devido a cortes, nomeadamente o diretor de God of War II, para fora, e cancelam projetos com potencial (alguém se lembra daquele título de ficção científica?). E depois ainda têm a distinta lata de vir dizer que não conseguem financiar títulos para a Vita!

      Este aparelho, e muito possívelmente o Ocullus, vai ser um flop e que flop! Tal como o move, não tem utilidade, não é prático e não traz nada de novo no modo como jogamos! Estou muito preocupado porque me parece que a Sony está demasiado entusiasmada com o projeto em vez de financiar o que deve (retrocompatibilidade, apoio à Vita).

      Sinceramente, o que se passa na cabeça desses tipos?! Como é que alguém como o Sushei Yoshida pode ver esta palhaçada e pensar, no fim, que é um bom investimento?

      Já disseram que a Sony ia deixar de produzir jogos, por falta de dinheiro. Agora desperdiça-o nesta bela porcaria…. E depois vêm se queixar que não é possível investir em exclusivos.

      E quando penso que ficariam bem melhor, se dessem compatibilidade a outros títulos já em produção (No, Man’s Sky, seria uma excelente aposta, Dragon Quest Builders), e poupavam milhões…

      Enfim.

  3. E aqui está um exemplo dos custos que uma máquina mal pensada pode comportar. E do que o monopólio do mercado pode fazer.

    A Sony tinha tudo – nome, prestígio, franquias e tinha tudo para conseguir tornar a ps3 num sucesso estrondoso, incluindo protótipos de tecnologias que lhe permitiriam desenvolver sistemas de controlo que fariam sucesso em plataformas da concorrência.

    Mas talvez o sucesso da ps2 lhe tenha dado demasiado confiança.

    A plataforma apresentou resultadosmuito abaixo do esperado, desde promessas não cumpridas a um hardware que apesar do potencial, dificultou e muito a vida aos programadores, não podendo ser dominado em tempo útil. O resultado? Jogos com pior aspeto, pior performance e uma máquina que demorou a conseguir impor-se. Funcionalidades mal pensadas e que tiveram de ser removidas. Uma enorme perda monetária.

    Mas graças aos vastos recursos financeiros a companhia conseguiu dar a volta, criando títulos de qualidade que demonstraram o poder da ps3. E agora deve a isso o bom acolhimento da ps4.

    • Eu acho que as empresas tem um sério problema em sentir o mercado, e isso digo de todas.
      Na geração passada, a primeira metade, Xbox 360 ia muito bem, haviam vários exclusivos, vários títulos imperdíveis e boas vendas. Então, alguém teve a ideia de mudar o foco para o Kinect. Após o Kinect, os únicos exclusivos lançados no 360 foram as continuações das 3 maiores franquias. O período do Kinect bate exatamente com o período de recuperação do PS3. Não que tenha sido só isso, mas uma série de fatores, a redução do preço, o aumento de exclusivos, melhoria do marketing e sim, o desbloqueio para jogps piratas que querendo ou não, populariza bastante um aparelho e foi o que popularizou o PS One e muito mais o PS2 pois era o único desbloqueado na sua geração, e também ajudou o 360.
      Nesse caso, o bom momento do 360 fez a empresa mudar o foco para abocanhar mais clientes num nicho onde apenas a Nintendo costuma ir bem. Deu no que deu, pagaram com o Xbox One.
      Agora a Sony estando a frente dessa geração parece dar sinais de que fará algo semelhante. Será que assim como a Microsoft deitou sob a sombra da bananeira na geração passada, a Sony fará igual nessa por ter certeza de que ja ganhou?
      É um pouco arriscado por que a geração passada vendeu entre PS3 e 360, 160 milhões de consoles, sendo o resultado quase um empate técnico. Na geração atual, estimasse que eles estejam perto de 50 milhões de consoles sendo 30 do PS4 e o resto, não em números exatos, no Xbox. Aparentemente ainda existem 100 milhões de pessoas que não trocaram de geração e farão isso nos próximos anos. Mesmo que o PS4 continue no topo, uma provável mudança de foco dará um gás ao Xbox que já não vende mal. Tenho certeza que ele não vai apanhar o PS4, mas com a divisão fortalecida, o Phil Spencer no comando, sem as restrições financeiras que o Don Mattrick trouxe por impor o Kinect no pacote, ou seja, com o maior poder aquisitivo da Microsoft, na próxima geração eles farão um console com muito apelo do mercado para recuperar a marca.

      • Se há uma coisa que posso dizer ao falar por mim é que os verdadeiros gamers não se prendem a marcas e vão para onde a qualidade e os jogos estão. Na geração passada era a 360, na atual é a PS4, mas Gamer que é Gamer sempre teve as duas consolas pois os bons jogos estão divididas. Quanto á futura… Será de quem a apanhar, mas para quem continuar a comprar as duas, onde está a melhor acaba por ser irrelevante.

        • Comentário perfeito!!!

        • Concordo com tudo mário, os istas só compram a marca do coração e com isso deixam de jogar grandes jogos para apenas ficar criticando os mesmos, tenho os dois consoles e me divirto pacas com infamous e sunset, driveclub e Forza Horizon 2, Halo MCC e Killzone enfim, são fã de jogos antes de tudo.

      • Concordo. A PS VITA, por exemplo, é um caso de fracasso que me dá muita pena e muita raiva (e queria fazer uma correção aqui ao texto porque dizem que a consola com pior performance da marca playstation foi a PS3. Mas não. É a PS VITA. Claro isto se estiverem a falar de consolas no geral e não apenas de consolas de mesa). E ao ver as recentes declarações de abandono da consola, face à palhaçada do PSX, ainda fico pior. E não concordo com o que dizem. Acho que a inércia da Sony face à consola é que a tem prejudicado e muito (mas disso falarei depois…).

        Mas eu acho que este caso da Sony não seja devido à confiança, mas ao desespero. A Sony não está desesperadamente mal que esteja a ponto de afundar-se, mas está deseperadamente mal na medida em que perdeu credibilidade em todas as suas divisões, menos na SCE. A divisão de PCs foi á vida, as outras, não sei como estão, mas parece estar a recuperar-se nos smartphones e nas Tvs vai-se aguentando, mas está na mesma.

        Claramente a companhia quer estar na mó de cima outra vez. E para isso está a depositar tudo no VR. Não se trata de confiança. Trata-se de desenvolver outra vez aquele produto estrela, aquele “walkman” que atire de novo a marca para a ribalta. E o VR é a próxima grande inovação. Por isso este barulho todo neste evento (que até nem é dos grandes eventos principais).

        (Penso que o mesmo se passou com o kinect. A Microsoft queria aquele elemento diferenciador na sua consola. Algo que a vendesse por si, que fosse único e que ficasse na memória. E por isso apostou a fichas todas no kinect, o qual, ainda por cima, teve sucesso, o que influenciou e muito o futuro, mas não da forma correta.)

        Estrategicamente, foi um erro crasso. Devia ter falado um pouco mais de Detroit, de Uncharted, uma nova gameplay de Horizon, uma data para The Last Guardian (o verão seria o ideal) e nem que fosse um cgi de novos títulos em produção, para a ps4. Para relembrar a todos, nesta época tão vazia de exclusivos o porquê da PS4 ser uma plataforma que vale à pena ter. E, sobretudo, sobretudo, escolher a dedo os títulos que iria mostrar. Que palhaçada foi aquela do jogo dos discos? Mas que raio é aquilo? Aquilo no estado em que está não devia ter visto a luz do dia! E Rez! Mas quem no seu perfeito juízo considerou aquilo uma boa opção?

        Há bons títulos para o VR, como o Mário referiu, e Golem parece ser um conceito interessante. Mas de resto, acho que estão a apostar no formato errado! No Man’s Sky é o título ideal para ser convertido, sobretudo porque tem tudo a haver. Everybody’s gone to the rapture também teria sido uma boa aposta, Fallout 4 e SOMA outra! Deviam ter investido em parcerias destas! Para quê financiar coisas ridículas como “Job simulator”? Só se estiverem a ver algum uso, talvez em àreas psicossociais e comportamentais que eu não estou a ver… Mas mostrar isso no PSX? Isso teria ficado bem numa das feiras do início do próximo ano! Na TED até! Agora, no PSX?

        Sinceramente espero que a Xbox ganhe gás.Muito gás! Estou a gostar do que Phil Spencer tem feito e a plataforma, para o bem de todos nós, merece-o! Retrocompatibilidade, aposta em exclusivos (Scalebound, Quantum Break, Recore, Sea of Thieves) e novos IPs, nova interface mais intuitiva… Definitivamente, a ONE merece o reconhecimento. Só tenho mesmo pena das penalizações do hardware, que mancha uma consola que cada vez mais vale à pena possuir!

        • O jogo que revolucionária o VR era o Silent Hills se a Konami não tivesse estragado e se fosse possível entregar a mesma qualidade.
          O problema, é que assim como eu não vejo o kinect para outros jogos que não sejam de dança e esportes, eu não vejo o VR com tantas oportunidades de jogos. Tirando jogos com visão em primeira pessoa, nao vejo outros.
          Agora uma coisa que eu não entendo é como a Sony não conseguiu fazer o vita ir bem sendo que a nintendo foi muito bem sucedida no 3ds.
          Faltou um pouquinho de sensibilidade para trazer os jogos que realmente vendem em portáteis e não tentar ser como um console de mesa.

          • Fora jogos primeira pessoa, tens também jogos do estilo SimCity e Minecraft (ou o Dragon Quest Builders), de uma perspectiva de terceira pessoa também seria, vendo do alto seria capaz de ser interessante.

            Mas na primeira pessoa não falta variedade, desde mundo aberto como Fallout

            Relativamente à VITA:

            Ui… não falta o que enumerar.

            Desde a falta de jogos pensados para a consola a uma completa incapacidade de tornar a plataforma competitiva com o mobile, dando suporte à loja, que está uma desgraça.

            Enfim….

            Mas para isso estou a preparar um artigo.

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