Como as novas placas da AMD podem mudar o panorama dos videojogos.

Nos dias que correm o jogador tem várias alternativas. Mas a realidade é que atualmente, se alguem quer potência, tem de pagar bem por ela. E é isso que as novas 480 da AMD parecem anunciar vir mudar!

Nop mundo das placas gráficas há sempre três gamas que podemos encontrar.

  • As entradas de gama que são as mais baratas  e que fazem o mínimo estritamente necessário. São placas com caracteristicas de topo, mas performances reduzidas e nada adequadas aos jogos de topo.
  • As meio de gama , que são placas que começam já a possuir performances elevadas. Os modelos mais caros revelam-se mesmo alternativas adequadas de menor performance, sendo capazes de correr os jogos mais exigentes, mas sem resultados de topo. –
  • As topo de gama , e que apresentam performance de topo sendo capazes de executar com boas performances os jogos mais exigentes.

Cada uma destas gamas pode ser igualmente dividida em três segmentos.

Assim nas entradas de gama teremos (note-se que nos exemplos das placas, onde apenas referiremos a referencia base, temos sempre os modelos com e sem X da AMD, e os modelos com e sem a designação Ti nas Nvidia):

  • as mais baratas  são as entrada de gama pura que fazem apenas o estritamente necessário, pecando a nivel de performances com as tarefas mais normais, e nada adequadas a mais do que isso. Temos aqui como exemplos da geração passada, as R5-320 ou a Geforce 910
  • os modelos intermédios que conseguem já algo mais, mas onde o preço continua a ser o factor fundamental face às performances. – R5-330 ou Geforce 920
  • Os modelos mais caros que apresentam já algumas performances, mas que são mais adequados a um desenrrasque do que verdadeiramente a fornecer performances dignas desse nome. – R5 340 ou Geforce 930

Nos meios de gama temos as mesmas situações.

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  • As mais baratas que já apresentam algumas performances e desenrrascam, mas não se destacam de forma alguma. – R7 340 e Geforce 940
  • As intermédias que mostram já algumas caracteristicas interessantes e permitem já acrescentar um ou outro detalhe adicional nos jogos. – R7 350 e Geforce 950
  • As mais caras que atingem já alguns patamares de performance interessantes, permitindo que já se brinque um pouco com as configurações. R7-360 e Geforce 960

As topo de gama são no entanto mais complexas, pois é aqui que se encontram as placas mais interessantes do mercado, mas os preços começam a doer.

  • As mais acessíveis que entregam performances já bastante interessantes, e que são normalmente as mais vendidas. – R9-380 e Geforce 970
  • As de preço elevado. Já são mais puxadas a nível de preços, mas começam a oferecer performances acima do normal. – R9-390 e Geforce 980
  • As topo de gama. Normalmente sem teto de preço, oferecem performances de sonho. R9- Fury e Geforce Titan

Recentemente a Nvidia lançou o seu novo GPU, a substituta das 980 para a sua nova arquitectura Pascal, a Nvidia GTX 1080.

É um GPU fantástico, mas pelo segmento que ocupa, com uma descida de preço que a mantém com um custo semelhante ao actualmente cobrado pelo modelo equivalente da geração anterior, mas que mesmo assim, não deixa de ser caro… 700 dólares!

Mas não nos enganemos, é uma excelente placa. Extremamente potente e uma grande evolução face à geração anterior. Infelizmente, essas realidades não alteram o seu segmento ou a realidade do seu preço. E 700 euros são sempre 700 euros!

Estamos a falar de uma placa com um preço pelo qual há quem monte PCs completos com performances já consideradas aceitáveis.

Naturalmente a Nvidia vende a placa pela sua performance bruta,  que a tornam um grande atractivo para a Realidade Virtual devido à sua facilidade em fazer 1080p a 60 ou mais fps.

E é exactamente aí que a AMD se mete pelo caminho!

A AMD RX 480 foi criada para trazer o VR (visto por alguns como o novo 3D) não apenas a quem tem 700 euros para dar por um GPU, mas sim para as massas. E isso revela-se no seu preço agressivo de 199 dólares.

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E tal como aconteceu com a Nvidia, a 480, apesar de ser uma nova placa, mantém o atual preço da 380 (que ronda os 200 dólares), algo inerente à nova tecnologia FinFet, pelo que a nova placa não surpreende verdadeiramente no que toca o preço! O que surpreende isso sim é a sua performance teórica para o preço! Trata-se de uma placa com performances teóricas normalmente só atingidas em placas bastante mais caras!

Nesse campo AMD sempre foi conhecida por oferecer soluções de qualidade e com performances a preços mais atractivos, e esta placa não é uma excepção. Aqui a placa oferece-nos uns extraordinários 5,87 Tflops, algo impensável ver-se até hoje em placas deste preço.

Daí que, por muito boa que a GTX 1080 seja, a mesma custando 700 euros, e esta RX-480 custando ainda menos do que uma GTX 970 da geração passada, não se pode negar que há aqui atrativos muito grandes do lado da AMD. Para descermos abaixo deste preço no lado da Nvidia, com o que há no mercado atualmente e face aos preços praticados, teríamos de ir para uma GTX 950, uma placa meio de gama e pouco adequada aos videojogos de topo, muito menos ao VR.

Ora com uma RX-480 a oferecer 5,87 flops por 199 dólares, a relação qualidade/preço parece ser pura parece simplesmente imbatível (Como comparação a R9-380 oferecia 3,47 Tflops).

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Isto quer dizer que com estas placas e preço, o grosso do mercado, o entrada, o meio de gama, e o início dos topo de gama, estão ao alcance da AMD como nunca estiveram. Pela primeira vez desde à muitos anos, a AMD pode colocar a Nvidia entre a espada e a parede!

Mas o mais interessante é a promessa de que duas destas placas, o que traria um custo de 400 dólares, seriam capazes de bater (mas bastaria igualar ou aproximar) em DX 12 e com o uso de computação assincrona, algo que está finalmente a arrancar em força, e que se tornará standard muito rapidamente devido à sua implementação nas consolas, uma GTX 1080 de 700 dólares.

Basicamente há aqui uma diferença de 300 dólares no custo, um valor suficiente para um upgrade a um smartphone, a compra de uma consola, ou outra situação qualquer, mantendo performances idênticas. Parece por isso que não será preciso pensar muito para se perceber que, caso estas performances se repitam em mais jogos, a AMD tem claramente uma escolha acertada entre mãos!

Mas mesmo face á GTX 1070 esta placa torna-se relevante pois duas deverão bater a mesma na maioria dos testes, por um preço igual ou mesmo inferior.

Naturalmente para 4K a Nvidia continua a ter vantagens, até porque a sua 1080 também pode, por mais 700 euros, levar uma companheira, aumentando as performances. A questão é que para 1080p, a resolução mais usada do mercado, e a usada no VR, a 480 chega e sobra, e a performance da 1080 é aquilo que na gíria se chama de “overkill” (até um dia, pois esta comparação só pode ser feita baseada nas exigências atuais dos jogos e não nas futuras, mas dados os lançamentos anuais de GPUs, e a presença das atuais consolas, esta é uma realidade que podemos aceitar como aplicável durante o próximo ano).

Resumidamente, estas placas da AMD prometem, mas para se imporem no mercado serão precisos dois fatores que para já são desconhecidos:

1- mais benchmarks para confirmarmos que não estamos perante um exemplo escolhido a dedo e sim algo que poderemos esperar ver em mais jogos.
2 – uma placa Nvidia a idêntico preço e benchmarks comparativos da mesma face à 480.

Somente com resultados comprovados nesses dois pontos a 480 será uma vencedora. Caso contrário poderá ser mesmo uma decepção.

Temos por isso de aguardar por mais dados, pois nesta fase a Polaris é apenas algo que pelo seu preço e performance parece prometer.

Assim, para já, e com os dados disponíveis, o que vemos é que as RX-480 basicamente trazem às massas a performance que estava antes apenas acessível a quem estivesse disposto a abrir os cordões à bolsa. E isso de mau não traz nada!

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