Epic anda a pagar para ter exclusivos na sua loja. E Tim Sweeney garante que os exclusivos são uma ferramenta poderosa.

Segundo Tim Sweeney os exclusivos não só funcionam, como são uma ferramenta poderosa que aumenta e muito as receitas.

Num negócio, seja ele qual for, o que demarca uma produto de outro é exactamente a diferença. E que maior diferença do que oferecer algo que mais ninguém tem?

Esse é o princípio dos exclusivos, e do facto de empresas como a Sony, Nintendo e Microsoft possuírem equipas dedicadas à produção de jogos exclusivos para os seus produtos. A venda dos jogos importa, mas mais do que isso, eles servem para criar uma base de utilizadores que ao aderirem ao seu produto, acabam por ficar associados à marca.

Recentemente instalou-se uma polémica no universo PC, com a EPIC a comprar a exclusividade de jogos de terceiros para venda na sua loja. A empresa adquire os jogos e impede que todo o qualquer tipo de vendas relacionadas com esse jogo possam ser realizadas fora da sua loja.

Tim Sweeny explica o porquê:



Basicamente a explicação é curta e simples. Ao haver um jogo desejado que só pode ser adquirido ali, as pessoas vão àquela loja. E ganhando habituando-se à loja, indo lá por este e outros jogos exclusivos, acabam por comprar lá mais coisas. Basicamente o negócio sobe e torna-se mais rentável devido à presença de exclusivos.

Os jogadores de PC queixam-se da situação, alegando que a atitude da Epic é anti concorrêncial, mas sem razão. Na realidade a questão da exclusividade da Epic prende-se apenas com a sua loja. Vista a coisa, o facto de o jogo estar apenas disponível na sua loja não cria dano a ninguém, e quando muito pode perturbar a conveniência dos utilizadores que estão habituados a comprar tudo no Steam. Mas a verdade é que o produto é exactamente igual ao do Steam, sem qualquer limitação ou característica diferente, sendo que apenas obriga à abertura de uma página web diferente para a sua compra. E isso não é o que acontece, por exemplo com a Windows Store, onde os jogos que ali existem são criados para a Universal Windows Platform, não fazem por defeito Cross Play com o Steam, não suportam Duplos GPUs, Windows 7, mods, overlays, etc.



Basicamente a Epic usa os exclusivos como ferramenta para chamar clientes, mostrando que a exclusividade continua a ser uma ferramenta poderosa, e rebatendo os argumentos de quem pensa em sentido contrário.

A exclusividade é uma ferramenta de venda que pode existir em qualquer modelo de negócio, e uma forma de tornar um serviço mais atractivo face ao da concorrência. O sucesso anunciado da loja da EPIC é nesse aspecto uma realidade que mostra a relevância dos exclusivos como ferramenta de negócio, sem ser no entanto realmente perturbadora do mercado ou do modelo de vendas.

E a Epic afirma à boca cheia que irá continuar a adquirir mais exclusivos, pois eles são a ferramenta mais poderosa que possuem para aumentar as suas vendas.

Só por curiosidade, para quem não percebeu os números de Tim Sweeney, a Epic trabalha com margens de 12%, deixando 88% para os criadores. A Steam trabalha com 30%, deixando 70 para os criadores. A frase de Tim mostra que a loja da EPIC não só dá mais a ganhar, como com os exclusivos, eles conseguem rentabilizar mais a sua loja, ganhando todos com isso.

 



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marckos
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marckos

Se um jogo de Xbox one sai pro PC, ele não é considerado exclusivo… Então por quê esses jogos comprados pela Epic, que também terão versão pra consoles, são considerados “exclusivos”?… Pra mim é tudo multiplataforma…

nETTo
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nETTo

Boa

Lock
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Lock

O fato de tantas empresas aceitaram colocar exclusividade temporária seus jogos fala muito sobre como elas se sentem em relação ao domínio do steam por tanto tempo.