Estados Unidos processam a Google por monopólio no sistema de pesquisas

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A Google responde que não há monopólio nenhum, apenas que nenhum outro motor de busca é tão bom.

Num processo introduzido no Tribunal Distrital do Distrito da Colúmbia e colocado em conjunto com procuradores gerais de 11 estados norte americanos, o Departamento de Justiça dos EUA processa a Google por  práticas anticompetitivas no que respeita à pesquisa e publicidade.

Segundo este Departamento a Google assume uma posição dominante nas suas pesquisas online, e condiciona a publicidade para esmagar a concorrência e potenciar as suas receitas, ao possuir 90% de todas as pesquisas da internet.

Um cenário, que a confirmar-se poderá obrigar a Google a indemnizar os danos provocados a empresas rivais.

Em comunicado, o procurador-geral William Barr refere:



Hoje, milhões de americanos dependem da Internet e das plataformas online para as suas vidas diárias. A competição neste setor é de vital importância, e é por isso que o desafio de hoje contra o Google – o guardião da Internet – por violar as leis antitrust, é um caso fundamental tanto para o Departamento de Justiça quanto para o povo americano.

Desde a minha aprovação que priorizei junto do Departamento a análise a plataformas líderes de mercado online para garantir que os nossos setores de tecnologia permaneçam competitivos. Este processo atinge o cerne de controlo do Google sobre a internet para milhões de consumidores, anunciantes, pequenas empresas e empresários americanos em dívida com um monopolista ilegal.

A ideia é que a Google terá conseguido os seus 90% de pesquisas através de práticas anticompetitivas de forma a manter a mesmo alargar o seu monopólio nas pesquisas e publicidade, alegando que a Google tem mesmo práticas que barram a pré instalação de serviços concorrentes, prejudicando a concorrência e os consumidores, e reduzindo a capacidade das novas empresas inovarem e se desenvolverem.

Assim a Google é acusada de:

  • Celebração de acordos de exclusividade que proíbem a pré-instalação serviços de busca concorrente
  • Subordinação e outros acordos que forçam a pré-instalação dos sistemas de pesquisa nos dispositivos móveis. Estas apps são referidas como impossíveis de excluir, independentemente da escolha do consumidor
  • Celebração de contratos a longo prazo com a Apple que exigem que o Google seja o mecanismo de busca padrão – e exclusivo – no Safari noutras ferramentas de busca da Apple
  • Uso dos lucros de monopólio para comprar tratamento prioritário para o seu sistema de pesquisa em dispositivos, browsers web e outros pontos de acesso de pesquisa, criando assim um ciclo de monopolio contínuo e auto-reforçado.

Como resposta inicial a Google refere:

As pessoas usam o Google porque escolhem fazê-lo, não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas.

Esta ação não ajudará os consumidores em nada. Pelo contrário, vai promover artificialmente alternativas de pesquisa de qualidade inferior, aumentará os preços dos smartphones e tornará mais difícil o acesso das pessoas aos serviços de pesquisa que desejam usar.

Juntamente com estas frases a Google refere vários exemplos em como as acusações são falsas. Por exemplo, explicando e demonstrando como é que outros sistemas concorrentes são exibidos nas várias plataformas de marcas como a Apple e a Microsoft.

Comentário

Que a Google possui um monopólio, é quase inegável. Mas daí a que concordemos que a Google força e protege esse monopólio vai uma grande diferença.



Primeiro porque, muito sinceramente, a concorrência não existe! Ou não funciona, ou não tem a qualidade desejada. E isso implica que poucos são aqueles que optam por um motor de pesquisa diferente da Google. Por exemplo, a PCManias reporta as suas alterações regularmente à Google, mas não o faz a mais nenhum motor de pesquisa. Pura e simplesmente porque as alternativas não funcionam da mesma forma, e não são por isso procuradas!

Isso não é monopólio… é apenas o reconhecimento universal de um serviço de qualidade superior. A Google oferece uma panóplia de serviços de qualidade inegável e sem igual, e o seu motor de procura é o expoente máximo disso mesmo.

E com um serviço destes, tudo o resto vem por arrasto! Mas mesmo nem sequer pensando em mudar da Google para outro motor de busca, a realidade é que nunca senti ou vi impossibilidade de trocar o Google por outro motor, seja em sistemas Apple, ou outro qualquer.

Sinceramente não vemos que haja realmente razões para este processo! E para bem de todos, esperemos que não seja por questões burocráticas que a Google o perca. Pois isso seria terrível para todos.



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Helmer Silva
Helmer Silva
1 mês atrás
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Hoje em dia existe uma espécie de uma caça às bruxas a grandes corporações sobre práticas antitrust, não que muitas não as mereçam, visto que existe muito empresa desleal, mas por vezes passamos por casos como este e não podemos ver nada além de uma perseguição em vez de uma reclamação legítima, como o Mário muito bem comentou, é inegável que a Google possui um monopólio, agora também é inegável que na existe nenhum concorrente no mercado que possua um produto tão bom e completo para fazer alternativa e isto não é culpa da Google, não vão me fazer agora a usar o Bing ou outro, mas nada me impede e não existe nenhum dispositivo pc ou smartphone que não tenhas a possibilidade de optar por outro motor de busca, portanto, apesar de saber que não há forma de contornar o monopólio da Google por não existir outro serviço tão bom, a empresa está longe de exercer um papel controlador da vida das pessoas ou mesmo na entrada de novos serviços, porque eles existem só estão muitíssimo abaixo e que eu saiba fornecer um bom produto nunca foi contra as leis antitrust, usar métodos para impedir outros serviços de entrarem no mercado sim, mas se 90% usa os serviços da Google sendo que têm a possibilidade de usar outros, fala mais da qualidade do produto deles do que propriamente deslealdade por parte da empresa na concorrência de mercado

Pedro
Pedro
1 mês atrás

O espaço deve estar aberto para o surgimento de novas forças. Se for verdade que a Google compra exclusividade em plataformas, cabe punição. Que medo é esse dos concorrentes? Não são tão bons? Eu mesmo sempre tento usar concorrentes como o duckduckgo, mas é inegável a distância para o Google. Se a lei está sendo usada para impedir monopólios, então, para mim, é válido.

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Pelo o que o amigo Pedro diz aqui, contratos de exclusividade são altamente qualificados como práticas antitrust, bem então aí devemos rever tudo o que os envolve, estes contratos têm duas partes interessadas, podemos questionar que devido isto ser uma prática de marketing que resulta numa tentativa de aumentar quota de mercado, a Google não o precisaria fazer e outros motores não possuem o poder económico para os fazer, mas aí estaríamos a condenar a Google por ser bem sucedida, sendo que pergunto se o meu amigo não conhece empresas que usam até os próprios produtos com base na sua plataforma (Microsoft, Apple, Huawei, etc), mas o facto de o Google ser o motor base não invalida o poder do utilizador usar outra coisa, logo aí o argumento deixa de ser válido porque assumimos que por ser o motor base já não podemos usar outros o que não é verdade, se o problema aqui é alienar a competição, então aí sim temos um problema visto que a prática tem esse efeito, mas mesmo assim a real pergunta aqui é iria a Apple meter como motor de pesquisa base outro produto?? Provavelmente não e aí até tínhamos a probabilidade das pessoas cobrarem a Apple por instalar algo que não o motor da Google. Outra o amigo só vê problema aí então e todas as outras acusações?? Agora condena-se empresas na base de suposições e não factos??

Daniel Torres
Daniel Torres
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Pegando esta linha sua Mário, o Phill Spencer deu uma entrevista um tanto quanto ambígua, basicamente dizendo que o gamepass e o pc junto com o xbox seriam suficientes para reaver o gasto da compra da bethesda, sem a necessidade de lançar os jogos na ps5 só que como falei ficou tudo muito ambíguo dando margem a interpretações de se não conseguirem reaver o gasto será possivel ver os jogos na Ps5.

Marco Antonio Brasil
Responder a  Daniel Torres
1 mês atrás

Eu fico pensando aqui comigo, o custo de produção de um The Elder Scrolls é altíssimo, a Bethesda nunca iria colocá-lo em um gamepass da vida, agora some-se a isso o pagamento astronômico para comprar a Zenimax…não vejo como seja possível fechar essa conta com a receita do Gamepass.

Deto
Deto
Responder a  Marco Antonio Brasil
1 mês atrás

Voce viu que todos os estúdios médios que a MS comprou (AA) saíram fazendo indies de celular, obsidian e ninja theory?

então, se a ideia da MS é pegar os estudios da Zenimax e dividir cada um em dois para lançar jogos de celular no gamepass?

Daniel Torres
Daniel Torres
Responder a  Marco Antonio Brasil
1 mês atrás

Também não vejo como isso é possível, por isso tenho a estranha sensação que a Microsoft nesta geração esta indo para o tudo ou nada. Já vi ela fazer isso com os windows phone que diga-se de passagem foi um dos melhores celulares que eu já tive, fez com o zune e não duvido que o próximo seja a divisão xbox se esta não der o retorno esperado nesta gen, pois 7,5 bilhões mesmo para a microsoft ainda é muito dinheiro para ser retirado.

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Ainda vi a Alanah Pearce “tentar” fazer contas ao lucro que a Microsoft faz com o gamepass, baseado unicamente nas subscrições pagas e a 15$, sendo que nem todos pagam isso, se bem que ela depois diz que não tem noção dos custos que o serviço tem, mas acaba por dizer que se em receitas podem fazer 1B é viável, podia ter ficado quieta que estava melhor pq se não sabe fazer as contas não devia supor coisas, se eles baterem o break even point eu ficaria estupefacto, mas estamos cá para ver e espero que tornem o serviço viável sem abdicar da qualidade o que eu acho muito difícil porque o Phil Spencer já veio dizer que querem mais jogos para o público geral, ou seja, os casuais e são poucos os jogos de excelência nesta categoria

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Lembro sim senhor foi uma grande polémica que envolvia o Farcry 6, mas como as pessoas só acreditam vendo, estamos a visualizar todas as crenças de grande diferença entre as consolas cair por terra, mas com menos de um mês as tuas informações e análises das consolas estão a bater certo e confesso que estou bastante contente de saber que as duas são bastante próximas e muito boas máquinas. É bom ver essa malta engolir em seco, mas preferia que soubessem usar o cérebro

Pedro
Pedro
1 mês atrás

Sim Mário, estou supondo porque não conheço o caso em detalhes. Deixa a justiça discutir, ela serve pra isso mesmo. Se não me engano a Microsoft perdeu por coisa parecida, pelo Windows já vir instalado com o Internet Explorer, mesmo dando opção do usuário baixar outro navegador (se bem que até hoje ainda é assim).

Edinho
Edinho
1 mês atrás

Mário, boa tarde!
Me tira uma dúvida. Você quando escreve seus textos, tem o cuidado e atenção para os leitores em PT-BR, ou nao, simplesmente escreve em PT-PT?

Helmer Silva
Helmer Silva
Responder a  Edinho
1 mês atrás

As diferenças que temos do PT-PT, para o PT-Br, são muito mais visíveis na fala, nomeadamente fonética e conotação, na escrita não, visto que temos o acordo ortográfico, existem diferenças muito mínimas por anos a escrever de uma forma, poderás eventualmente encontrar dificuldade em perceber analogias ou ditados que são de uso mais frequente à comunidade portuguesa que o Mário por vezes usa, mas nada que uma pergunta não resolva

Pedro
Pedro
1 mês atrás

Pessoal, eu concordo com o que vocês disseram, só estou dizendo que considero válido discutir toda prática monopolista. De qualquer forma, no caso de a Google estar certa, pelo menos é um trabalhinho pros advogados faixa preta no direito dela.

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