Konami dá PES como morto. A aposta agora é no eFootball

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A Konami abandona o modelo de jogo pago passando ao Free to Play. As micro transações… essas ficam ao rubro, e passam a ser moralmente mais aceitáveis.

Sinceramente por muitas virtudes que decisão da Konami em abandonar PES e passar a suportar o eFutball possa ter (como o suporte ao Unreal Engine), irei escrever esta notícia apenas numa perspetiva. O desaparecimento de um jogo icónico, o PES, que marcou pela sua qualidade quando apareceu, e nos acompanhou durante várias gerações de consolas.

Mas o que aconteceu… era inevitável… a febre dos jogadores em pagar por cartinhas para criar equipas nos jogos de futebol só podia dar nisto. As receitas do jogo tornaram-se de tal maneira grandes que o valor das vendas ocupava uma fatia pequena. E mais do que isso, um jogo grátis abre as portas a se poder cobrar a coisa de uma forma moralmente mais correta, uma vez que certas situações não seriam aceitáveis num jogo pago a 70 euros, e dessa forma, o jogo pode ser rentabilizado de forma mais forte e de outras formas.

Confesso que poucos Fifa ou PES comprei. Basicamente, apesar de melhorias a cada nova versão, o que se obtinha era uma versão reciclada do jogo do ano anterior. Daí que um Fifa, alternado com um PES a cada 4 anos, eram a opção para mim.

No entanto via pessoas a gastarem fortunas a comprar pacotes para cartas… um modo de jogo que sinceramente até desconhecia que existia uma vez que sempre me limitei a jogar offline ou online, mas com as equipas pré existentes.



Mas a loucura dos pontos, das cartas e da aquisição de jogadores é uma realidade que criou mesmo negócios paralelos ao jogo. As pessoas deixaram de jogar, para passarem… a pagar. E estes jogos foram sendo arruinados por um modelo viciado de pay to win baseado em loot boxes e na respetiva sorte. Mas era isto que as agradava, e era isto que agradava igualmente às empresas que ganhavam fortunas com a venda de… nada! E sim, nada… pois no fundo e isso que se obtem… uma mão cheia… de nada! Jogadores virtuais que nos servem por alguns anos, até o jogo ser encostado, e para trás ter ficado um gasto de largas dezenas ou centenas ou mesmo milhares de euros.

Pelo meio arruinaram o jogo a quem pretendia desfrutar do mesmo pelo que ele era. Porque a versão Free to Play, exatamente por ser livre, pode ser infestada de publicidade, ou outras situações, sem que alguém se possa sequer queixar… afinal é gratuita.

Infelizmente o mercado é isto. Pessoas inconscientes que fazem as coisas sem ponderar as consequências… e depois o mal feito… depois já não há nada a fazer.

O resultado é então a morte de PES, e o aparecimento do eFootball, um jogo gratuito e 100% digital, que será explorado ao bom estilo da EA para fazer dinheiro de outras formas.

Tendo acompanhado o crescimento e a morte de PES, só tenho a dizer que lamento que tal tenha acontecido, e que o modelo de jogo tenha sido morto exatamente por aqueles que mais afirmavam gostar do jogo.





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José Galvão
José Galvão
2 meses atrás
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Vivemos tempos muito estranhos, dantes comprava-se para jogar, agora joga-se para comprar, ou em muitos casos, vê-se um stream.

Em jeito de desabafo, eu olho para estas gerações novas e não só não sabem fazer nada como destroem tudo, ofendem-se com tudo mas não têm respeito por ninguém, não sei onde é que este mundo cada vez mais digital vai parar.

Hennan
Hennan
2 meses atrás

Triste fim. Pelo que vi até agora o modelo free to play levou a criação de uma porcaria. Com gráficos inferior a versão anterior, de forma que possa ser acessível em todas as plataformas. E ainda assim, quem quiser jogar off-line terá de pagar para ter acesso aos modos e times. Uma vergonha.

Hiago
Hiago
2 meses atrás
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Eu tenho noção que o mundo não gira entorno de mim e nem do meu ciclo de amizades, mas é com muito pesar que eu encaro esse tipo de notícia… Para mim futebol sempre foi sobre multiplayer local, aquela hora de confraternização com os amigos, desde o Internacional Super Star Soccar, Winning Eleven até o PES e eu joguei boa parte dos jogos da Konami dos últimos anos, mas uma coisa que você não verá de mim são platinas ou qualquer troféus relacionamento ao online, eu nunca perdi tempo com multiplayer de jogo de futebol, acho tosco e é tão triste que essa franquia foi justamente pelo caminho que eu menos interesso ou não tenho interesse algum. O que sempre quis e achei que seria o correto era um jogo de Futebol a cada dois ou três anos e apenas dlcs para atualizar as temporadas, seria justo e possibilitaria uma evolução de verdade em cada edição.
Esse caminho que a indústria tomou de jogos como serviço me tira a vontade de querer investir em games como um meio de entretenimento, pode ser uma opinião nostálgica e saudosista, mas sei lá, não fico empolgada mais com esse universo tanto quanto antes 😕.

José Galvão
José Galvão
Responder a  Hiago
2 meses atrás

Eu deixar de jogar não deixo, mas é triste que as duas opções disponíveis estejam num estado lastimável, e nesse sentido o melhor a fazer é piratear, sim porque se uma quantidade considerável de IP’s que até custam 70€, oferecendo a experiência base, deixando o resto refém de edições especiais da treta que custam um balurdio, mais a monetização, porque não piratear?

Hiago
Hiago
Responder a  José Galvão
2 meses atrás

Concordo, principalmente falando aqui do Brasil, a geração do PSone e PS2 ficou conhecida pela pirataria por aqui, é um mal que foi necessário levando em conta a renda dos brasileiros, tornou os vídeo games acessíveis. Aí veio ascensão da classe média baixa e junto a dificuldade em piratear um PS3 por exemplo. Pela primeira vez eu vi no Brasil um abandono da pirataria até depois da metade da oitava geração. A partir do ponto que a economia foi para o saco, políticas ruins, desvalorização do Real, pandemia e tudo quanto é desgraça eu percebi como os consoles se tornaram totalmente proibitivos por aqui, aumento do preço dos jogos e serviços. Vejo que agora regredimos 20 anos, porém é pior porque como eu disse a inclusão antes vinha através da pirataria, já com os novos consoles se tornou quase impossíveis e os serviços e mídias físicas originais estão muito mais caros. O único acesso a games agora ficou por jogos free to play mobile, consoles antigos ou quem possui um PC low end para rodar games antigos piratas.

Pedro
Pedro
2 meses atrás

Pelo menos a Konami tá sendo mais honesta do que a EA. Se o objetivo é vender carta, pelo menos você só paga as cartas. Li por aí que vai existir um modo onde você pode jogar Master league como antigamente, mas vai ser pago, o que é justo. Faz tempo que não jogo PES/WE, mas pra mim eu só aproveitava isso, Master league e torneios, eventualmente jogava online pra passar o tempo. No preço certo, não vejo problemas, poderia até voltar a jogar. Só não gostei da parte de cross play com jogadores de outras plataformas. Ora, futebol não é só gráficos, toda a engine tática, de colisões e comportamental também importa. Como vão evoluir essa lógica do jogo se ela vai ter que ser compatível com jogadores de celular numa partida online? Vai limitar fortemente a evolução do jogo, a Konami precisa explicar melhor essa parte.

Juca
Juca
2 meses atrás
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Deveriam ter mudado o nome pra Pachinko Football, ficaria mais em linha com os produtos da empresa! Rs

Carlos Zidane
Carlos Zidane
2 meses atrás
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Eu e meus amigos fizemos incontáveis campeonatos locais com esse jogo, multiplayer local é uma diversão que o online não consegue chegar nem a sombra. Bons tempos.
Não o jogava a um bom tempo, ficando pelo FIFA (e modo carreira pois o online nunca me agradou, só meu deu chateação), mas meus amigos ainda alguns jogavam e estão bem chateados com esse triste fim.
Infelizmente vejo muito mais coisas desagradáveis pela frente, eu por exemplo tenho nojo de jogos como Fortnite, mas esse tipo de porcaria faz sucesso, bom, vamos aproveitando enquanto ainda tem alguma coisa que preste.
Naturalmente pessoas como eu em algum momento simplesmente vão parar de jogar os jogos novos, e ficar pelos antigos.

Derhel
Derhel
2 meses atrás
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Acabei agora de saber que a EA vai fazer o mesmo com o FIFA 23.
Segundo o leaker DonkTrading, conhecido por soltar leaks verdadeiros sobre a EA, FIFA 23 vai ser Free-to-Play e cross-plataform.
É o futuro meus amigos, e o futuro é agora.

Equipa PCManias
Responder a  Derhel
2 meses atrás

Que bom…
Com essa deixo de jogar jogos de Futebol.

Derhel
Derhel
Responder a  Mário Armão Ferreira
2 meses atrás

Nem sei o que dizer, também sou da velha Guarda, detesto tudo o que é jogo online, só jogo aventura, plataforma, corrida e um ou outro shooter, mas tudo single player, de preferência com uma boa história, se isto começa a virar tudo para o online, já foste, lá se vai o meu hobby.
Ainda me vou dedicar á leitura, o preço de um jogo dá para comprar três ou quatro livros, he he.

Shin
Shin
1 mês atrás
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O erro da Konami foi transformar PES em um simulador para concorrer com o Fifa da EA. PES só existe pois antes dele o primeiro sucesso de esportes da Konami foi Jikkyou Powerful Pro Baseball, hoje essa série de Baseball ainda existe com o nome ocidental de eBaseball Power Pro, e se você olhar ela vai perceber que ela não tem personagens realísticos mas sim caricatos. E por quê permaneceu assim? Porque não teve concorrentes nesse segmento o qie permitiu a série viver confortavelmente em seu nicho.

No futebol não foi bem assim, além de Fifa tinha diversos outros jogos, como a série Worldwide da Sega. A série World Soccer Perfect Eleven foi feita como um remake de Konami Hyper Soccer do Nes e atingiu um grande sucesso no ocidente com o nome de International Super Star Soccer. O estudio Konami OSAKA tornou-se independente a nível de desenvolvimento então eles começaram a produzir a série World Football Victory Eleven conhecido como Goal Storm no estudio de Tokyo enquanto enquanto World Soccer Perfect Striker continuação dos 2 jogos anteriores do Snes foi produzida pelo estúdio de Osaka restruturado. Goal Storm da origem a Winning Eleven e apartir de de 2002 todas as divisões foram unificadas para fazer PES. E qual a vantagem da serie Winning Eleven e consequentemente PES, era o foco no desenvolvimento de ligas e a introdução de vários campeonatos locais mundo a fora. Desde então Fifa e PES degladia pela posição dominante e enquanto esses jogos se tornam cada vez mais complexos, torna-se cada vez mais difícil de conquistar novos jogadores. Por isso o método encontrado pela EA não é a simples simplificação mas sim criar um roteiro capaz de deixar o jogador em um circulo vicioso, coisa que a Konami tentou mas não faz com a mesma eficácia. Como resultado os lucros são decrescentese isso impacta no investimento fazendo o game entrar em um processo de erosão caindo sobre seu próprio custo de produção. Assim resta a Konami simplesmente soltar essa franquia para outra coisa cuja seu propósito é adquirir novos meios de melhorar a rentabilidade e diminuir o custo.

eFootball não parece inferior a PES por está presente em dispositivos mobile, eFootball parece inferior que PES pois usa a mesma base de PES porém agora sem inovação com base no custo de produção. O que eu acho que a Konami deveria fazer? É voltar a seu passado, é eles que detém o valor histórico. Faça games mais simples e arcadianos onde a diversão esteja em uma prioridade maior que a simulação e a competição.

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