MacBook pro tem problema no ecrã que pode ser bastante caro de reparar

A Apple já tomou a habitual posição neste tipo de situações de problemas nos seus novos produtos: Não reconhece o problema!

Não vamos negar: Os produtos Apple possuem qualidade! Mas infelizmente são electrónica… e como electrónica que são… podem ter problemas! Daí que são bastantes os problemas conhecidos na marca. Este novo problema, conhecido como Flexgate, é nesse aspecto apenas mais um caso!

Mas o que torna então os problemas dos produtos Apple conhecidos? Bem, eles ganham uma popularidade maior por basicamente dois motivos: O primeiro prende-se com o preço dos produtos, e o segundo pelo facto que a Apple em todo o seu historial de problemas raramente avançou para reconhecer um problema, tentando tapar os mesmos com software, algo que nem sempre funciona, como é o presente caso, levando por isso a que a Apple tome aquilo que podemos considerar desde já a sua postura neste tipo de assuntos que envolvem o hardware: Não se pronuncia sobre o mesmo! Eventualmente irá fazê-lo, como fez também no passado, mas somente se o volume de queixas subir de forma mais radical.

A questão é que este não é um problema massificado, apesar de já existirem muitos relatos que, mais do que representarem o problema atual, representam o problema que está para aparecer.

O problema em causa afecta os MacBook Pro de 2016 e dos anos seguintes, sendo que alguns destes aparelhos não estão já cobertos por garantias. Basicamente o problema começa a revelar-se sob a forma de uma luz fantasma na base do ecrã, quando este está aberto. Outro sintoma é o ecrã não funcionar com a tampa totalmente aberta, obrigando a que se feche a mesma parcialmente, e em valor variável de caso para caso, para que ele ligue!



O motivo do problema é uma simples fita flex. Basicamente este é o cabo que liga a motherboard ao ecrã, e ela, devido ao uso, começa a deixar de funcionar. E porque motivo isso acontece aqui neste modelo em particular? Porque devido à presença da Touch Bar, os filamentos deste cabo de ligação ao ecrã tiveram de ser reduzidos em espessura, motivo pelo qual o desgaste acaba por ser bem mais rápido.



Ora num sistema normal, a troca da flex é a solução mais imediata. E uma boa fita desse género custa apenas um par de dólares.

Infelizmente, pela forma como o MacBook Pro está construido, ele não pode trocar a fita. E isso quer dizer que esta situação que normalmente é de reparação barata e simples, neste caso irá obrigar a uma reparação bem mais complexa e que envolve a troca total do ecrã, por um custo incomparavelmente maior (600 dólares).

É claramente um problema de fabrico, mas que falta saber-se se a Apple assumirá!

Como habitual, a Apple não reconhece o problema, uma postura que não se deverá alterar tão cedo. Daí que quem tem tido os problemas tem estado a pagar as reparações do próprio bolso. Infelizmente o material de substituição possui o mesmo problema, o que quer dizer que a situação deverá repetir-se dentro de 2 ou 3 anos.

Aliás é esperado que este problema se arraste para o novo MacBook Air, que usa a mesma filosofia de construção.

O problema levou à criação de uma petição que pede à Apple que crie um programa de reparação gratuita, e que pode ser encontrada aqui. Veremos o que conseguem pois somente com o reconhecer do problema a substituição dos ecrãs pode ocorrer sem custos.

O engraçado no meio de tudo isto é que este problema deveria ter sido detectado nos testes de resiliência das dobradiças portátil. Mas aparentemente a Apple ou não os está a fazer, ou eles estão ao falhar ao não serem testados como deveria ser.