Microsoft irá ter uma distribuição de linux

Não, não é piada e nem é 1 de Abril. A Microsoft que tem o Linux como concorrente e que sempre lutou contra ele, prepara-se para lançar uma distribuição do Linux. Mas na realidade este antigo ódio era só pura fachada pois a Microsoft sempre adorou o linux.

Olhando para o passado não me posso deixar de recordar quando já à uns valentes à uns anos se veio a saber que, sem dizer nada a ninguém, para parar ataques DDoS aos seus servidores com Windows, a Microsoft tinh colocado à frente dos servidores, PCs equipados com Linux.

Esta situação na altura foi caricata, até porque nessa altura a Microsoft, declaradamente, via no Linux uma ameaça, e aliás até lutava contra ele. Mas a realidade é que o Linux nunca morreu e ainda hoje a Microsoft olha para ele como sendo a melhor forma de Cyber Defesa. Aliás toda a sua rede Azure está montada sob linux.

E a ideia de que o Linux é realmente a melhor aposta no que toca à segurança, está na nova proposta da Microsoft, o Azure Sphere, dedicada ao Internet of Things, e a todos os novos dispositivos desta nova realidade.

Diga-se aliás que, desde que Satya Nadella assumiu o controlo da Microsoft, a postura da Microsoft face ao Linux mudou radicalmente. Aliás o Windows 10 vem já preparado de raiz para a instalação de um sub sistema Linux, e os sistemas Cloud da Microsoft quase todos o usam.



A Microsoft, é uma empresa detentora de produtos com largas quotas de mercado, e como tal extremamente sujeitos a ataques, daí que tenha a consciência plena das necessidade de segurança, e a ideia por detrás deste novo produto passa pelo uso de inteligência artificial que permita a obtenção de um cyber cenário seguro.

Nesse sentido desenvolveu uma nova ferramenta de segurança, o Azure Sphere, composta por três componentes base:



O primeiro componente é um microprocessador, que se anuncia mais poderoso que os existentes, e que será disponibilizado de forma gratuita a quem aderir ao Azure Sphere.

O segundo componente é o Azure Sphere OS, um novo sistema operativo que curiosamente não é Windows, mas sim baseado no Linux e que estará dentro do processador.

Naturalmente perante uma situação destas as questões sobre o Windows apareceram, ao que a Microsoft respondeu que continua a ser uma empresa Windows, mas que dado que o seu sistema era grande demais para o espaço existente e o pretendido, o Linux foi a escolha.

Finalmente o terceiro componente é um serviço Cloud que manterá os dispositivos protegidos e actualizados por pelo menos 10 anos.

Naturalmente, independentemente das explicações dadas, não deixa de ser o factor que mais ressalta nesta notícia o facto de a escolha da Microsoft ter, declaradamente, passado pelo Linux, o que mostra que a Microsoft está a mudar as suas ideologias.

Mas isso não devia ser novidade! Satya Nadella disse pouco depois da sua tomada de posse: “Microsoft loves Linux“. E isso está-se a ver aos poucos!

Faz já alguns anos que a Apple se rendeu às evidências e criou os seus OS baseados no Unix, sem o esconder! A Microsoft anda à muitos anos na fase de negação, mas aos poucos parece ir-se rendendo às evidências e a reconhecer as qualidades deste OS.

Fonte 1, Fonte 2, entre outras,