Nintendo tem um problema com os Third Party

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A Switch é um sucesso de vendas, e os lucros da Nintendo tambem. Mas no mundo Nintendo nem tudo são rosas e o suporte das Thirds está a cair brutalmente.

Olhando para o panorama da Switch, a coisa aparenta ser um mar de rosas. A Switch é um sucesso mundial, e já vendeu mais do que a 3DS em 4 anos. A somar a isto a Nintendo regista lucros históricos.

Mas olhando para a conferecia da E3 da Nintendo algo foi perceptível. As Thirds estão a dar um elevado suporte a todas as consolas… mas a Switch… está em segundo plano!

A maior parte dos grandes anuncios de jogos da E3, e vindos das Third, passaram algo ao lado da Switch. Jogos como Lost JudgmentElden RingTales of AriseRainbow Six ExtractionDiablo IVTiny Tina’s WonderlandsAvatar: Frontiers of PandoraDemon Slayer: Kimetsu no Yaiba – The Hinokami ChroniclesFar Cry 6Battlefield 2042King of Fighters XVGRID LegendsDead Space Remake e Final Fantasy XVI, não foram anunciados na Switch, nem sequer em versões adaptadas à realidade da consola.

No que toca aos grandes nomes… a Switch está a passar os mesmos ao lado.



No entanto, a Nintendo teve novidades das Thirds: Super Monkey Ball: Banana ManiaMarvel’s Guardians of the Galaxy, e Life is Strange: True Colors. Mas isto é no fundo um pequeno número de jogos. E mesmo jogos que podiam perfeitamente ser adaptados para a Switch, como Dragon Ball Z: KakarotDanganronpa Decadence, and Life is Strange Remastered Collection, estão a obter ports bastante atrasados no tempo.

Basicamente os consumidores estão fascinados com a consola, mas não os criadores Third Party. A consola vende, a consola dá lucros, mas os jogos das Thirds, não vendem bem. E isto significa que no que toca a nomes sonantes, a Nintendo está a falhar em obter esses títulos.

E apesar que já sabemos que a Switch de forma alguma pode correr jogos AAA; a aposta em jogos AA adaptados à consola passou a ser uma aposta, particularmente no que toca a jogos japoneses.

E dessa forma temos a Koei Tecmo com Samurai/Dynasty Warriors, a série Atelier particularmente a série Ryza teve um milhão de jogos despachados. Persona , na forma do Persona 5 Strikers, tambem está na Switch, e mesmo a Square Enix suportou a Switch com os seus jogos japoneses como Trials of ManaKingdom Hearts: Melody of Memory.

Basicamente quem tem como alvo a família consegue vendas na Switch: Tsuri Spirits (um jogo de pesca com 500,000 cópias vendidas no Jaão), Story of Seasons (250,000 cópias em Março), e Momotaro Dentetsu (3 milhões de cópias vendidas), demonstram casos de sucesso na Switch.

Mas no que toca ao mercado gaming mais nuclear… É uma história diferente. E apesar de um bom sucesso no seu país de origem, a realidade é que as Thirds estão a hesitar apostar neste campo.



O jogo da Aquaplus, Utawarerumono Zan 2 será apenas para a PS4 e PS5. A Kadokawa, que sempre suportou e bem a Switch, optou apenas pela Playstation para o seu novo IP, o Relayer. A Falcom que tem criado ports para a Switch em conjunto com a Nipónica Ichi Software, não aposta na consola da Nintendo para o seu novo jogo, o Kuro no Kiseki. E o próximo grande jogo da saga The Legend of Heroes tambem será exclusivo da PS4 no lançamento, e sem estar ainda decidido se alguma vez sairá na Switch. Os ports de Ys ou The Legend of Heroes para a Switch não venderam mais de 100 mil unidades no Japão, o que é menos de 10% da audiencia total que estes jogos alcançam, o que judará a esplicar a decisão.

Um outro caso curioso é com os jogos da Compile Heart. Havia um grande interesse na passagem dos seus jogo para a Switch após alguns anos de sucesso na PS Vita e onde as vendas se encontram em queda. Mas o Port da Switch de Mary Skelter 2 vendeu de forma miserável (2000 cópias, ou 5 vezes menos que na Vita apesar do mercado largamente superior). O jogo Neptunia Virtual Stars vendeu na Switch cerca de 14,000 cópias em 2020, sendo que o mesmo jogo quando saiu na PS Vita, vendeu perto de 50 mil cópias. Mary Skelter Finale, lançado na Switch e PS4 ao mesmo tempo venderam em conjunto 11 mil cópias, metade do que tinha vendido na Vita em 2016.

Tudo isto forçou a Compile Heart a ser mais discreta com os jogos que lança na Switch, e o futuro jogo Senran Ninja Taisen Neptune, será exclusivo PS4.

Outro exemplo é o God Eater 3 lançado na Switch em 2019, e que vendeu 25 mil cópias, bastante menos que a versão PS4. Curiosamente God Eater 2 Rage Burst‘s vendeu 350,000 cópias na PS Vita até final de 2015. E isso levou a que Code Vein e Scarlet Nexus, dois dos jogos mais vendidos deste criador, e jogos de maior orçamento, passassem ao lado da Switch.

Com a fuga das thirds, titulos exclusivos da WiiU como Fatal Frame Maiden of Black Water são agora multi plataforma. E não se pode deixar de referir o facto que a Koei Tecmo, que fez milhões com a sua participação na produção e publicação de Hyrule Warriors, não forneça sequer um exclusivo para a Switch, sendo que Rune Factory 4, um exclusivo significativo da 3DS sairá agora tambem na PS4 e Xbox. Mesnis Ace Attorney está a ser lançado na PS4. Ou seja, muitos jogos de terceiros que ganharam fama e deram fama às consolas Nintendo por serem exclusivos, estão agora a fugir à Nintendo.



Mesmo assim os jogos de Thirds existem. Monster Hunter Rise, é um exemplo, que despachou 7 milhões de cópias. Mas a versão multi plataforma, o Monster Hunter World, despachou 17 milhões com mais 7.7 milhões para o Iceborne. Este é um caso exemplar de sucesso na Switch. Fossem todos assim, mas infelizmente… não são!

A Ubisoft, por exemplo, apenas vê 11% da sua receita vir da Switch, com a PS, Xbox e PC a representarem mais de 77%, e a PS a dominar o grupo. Tal mostra que as Thirds não tem sucesso com as vendas, apesar de o mercado Switch ser enorme.

Esta realidade é confirmada pela própria Nintendo, que no seu  relatório financeiro, mostra que apenas 20% das vendas de software são das Thirds, sendo que 80% sao das First. É claramente um mercado sem grande interesse para as thirds.

Comparando com a Playstation, apenas 17% das vendas de software são das First (e este valor surge numa altura onde foi lançado The Last of Us Part IIGhost of Tsushima), mostrando o grande interesse no suporte a esta consola.

Outro exemplo surge da Warner Bro’s, onde Mortal Kombat 11 tem uma quota de apenas 4.2% na Switch (dados do Reino Unido). A Bethesda, falhou sequer em atingir os tops de vendas com o seu Doom Eternal na Switch.



Um outro exemplo foi o lançamento de The Outer Worlds, que ficou em 30º nas tabelas de vendas. Nessa mesma semana, o 51 Worldwide Games alcançou o sexto lugar.

Resumidamente, os possuidores da Switch preferem jogar Xadrez da Nintendo, do que jogar um ambicioso jogo de uma Third. Querem mensagem mais negativa que esta?

Basicamente o que aqui se passa é que quando a Sony e Microsoft fazem hardware de acordo com as necessidades das Thirds, a Nintendo cria o hardware para as suas necessidades.

Esta situação cria uma barreira tecnológica que obriga as thirds a um grande investimento para o suporte à Switch.

As Thirds fugiram da WiiU, retornaram com a Switch… mas o que se vê é que provavelmente acabarão igualmente por fugir da consola.



Basicamente a Switch não tem o poder para competir com a qualidade dos jogos da PS5/Xbox/PC, mas tambem não tem as caracteristicas de um smartphone, pelo que não pode ser monetizada da mesma forma. E isto coloca a consola como uma máquina Nintendo only.

Neste aspecto, a Steam Deck pode ser uma clara ameaça à Switch, ao apanhar o mercado e os exclusivos que a Nintendo está a deitar fora, conjugando tudo com o poder que falta na Switch.

E isto vai fascinar muita, muita gente.



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Edson Nill
Edson Nill
1 mês atrás
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Esse Steam deck rodará os games da atual geração até o final, Mário? ( Geração ps5/ XSSX)

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Edson Nill
1 mês atrás

No caso da Sony, meio difícil, já que tudo indica que usarão a I/O para ter o diferencial necessário pra atrair novos clientes e fica evidente que os ports PC são de jogos que não usam isso e já são mais antigos.

No caso da MS, SIM, pois além de ter uma âncora chamada SS, ainda quer que seus jogos rodem em qualquer sistema.

Edson Nill
Edson Nill
Responder a  Sparrow81
1 mês atrás

Valeu, brother!

Juca
Juca
Responder a  Edson Nill
1 mês atrás

Sei que foi algo direcionado ao Mário, mas vou me intrometer um pouco e dar minha opinião.
O hardware para um portátil é algo muito bom comparado a tudo que se tem hoje em termos portáteis, mas não algo tão relevante em comparação aos PC gamers. Comparativamente a PC gamers esse portátil seria um low-end ou PCgamer de entrada.
A vantagem desse dispositivo é a portabilidade e a flexibilidade do PC (plataforma aberta) para você ajustar os jogos ao hardware dele. Logo, é bem possível que daqui 5 anos você ainda consiga jogar os games vindouros mais exigentes com configurações no low ou mesmo com modos de resolução mais baixos que a própria tela (1200x800px) como 540p, ou resoluções dinâmicas que tem se tornado prática, ao menos em console.
Não dá pra esperar jogos AAA rodando no talo, como gostam de dizer, num hardware desse, mesmo na resolução nativa dele. Mas certamente rodará bem indies e hoje consegue rodar AAAs com uma boa taxa de quadros e com bons visuais para um portátil.
Sobre o futuro, é um tanto quanto complexo fazermos previsões absolutas. Mas acredito que se você não for exigente com presets de jogos e tolerar jogar a 30fps, acredito que esse console se portará bem pelos próximos 5 anos.

Juca
Juca
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Que fique claro, Mário, não acho o Switch um hardware ruim para um portátil, só penso como você quanto ao preço e as políticas da Nintendo de não depreciação pelo tempo. Mas capitalismo não é valoração por comparação de custos e sim valoração pelo desejo de ter.
Meus comentários acima tinham mais direcionamento ao Steam Deck e se ele aguentará passar pela geração rodando os novos jogos.
Sobre o Switch, como sou dono de WiiU e portabilidade não é muito minha praia, não vi nada além do Mario Odyssey que me fizesse querer um, já que no WiiU pude jogar MK8, Mario 3D World, e Zelda Breath of The Wild além de outros. Infelizmente, o Odyssey ainda não tem o apelo necessário pra eu investir noutro console e como tenho PC e PS5, não sinto necessidade do restante da biblioteca do Switch por diversidade e similaridade que já tenho com as demais plataformas. Mas quem sabe o Zelda 2 seja o que falta pra eu embarcar no Switch!

Juca
Juca
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Mario, mas quem falou isso? É isso que estou meio sem entender. Essas referências são citações de quem?

nETTo
nETTo
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Ad-Hominem, quando não se vence contra argumentando se parte pra ofensa e acusação sem fundamento.

Deto
Deto
Responder a  nETTo
1 mês atrás

inclusive é o padrão em primeiro lugar.

explico, se o cara escrever um textão gigante e COMEÇAR por ad hominem, vc nem precisa ler o resto.

se a pessoa tem razão, ela sempre começa pelo argumento e as vezes debocha/ad hominem no final.

se ela já começa com deboche, ad hominem, ataque pessoal; ela nunca vai ter nada além disso para escrever.

até hoje nunca encontrei excessão a isso.

Edson Nill
Edson Nill
Responder a  Juca
1 mês atrás

Obrigado, irmão!!!

nETTo
nETTo
Responder a  Edson Nill
1 mês atrás

Rodar acho que sim afinal ele é RDNA2. Mas acho que as produtoras terão de criar um Set específico.

Algo como acontece com o Switch e os jogos lançados pra PS4/Xone

Juca
Juca
1 mês atrás
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Direção da Nintendo é cabeça dura. Há muito os devs pediam que ela adotasse arquitetura PC-Like x86/x64, pra tentarem ter escala de desenvolvimento, fazendo um jogo pra todas as plataformas, precisando apenas ajustar particularidades. PS cedeu após o PS3, a Nintendo segue teimando.

Elton
Elton
1 mês atrás
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O console para quem quer jogar exclusivos

Hennan
Hennan
1 mês atrás

Para mim esse é uma prova de que o streaming deck será um fracasso. A minoria compra o switch pela portabilidade. No final do dia o que vende consoles são os jogos. E os exclusivos do switch, principalmente em seu lançamento foram os grandes responsáveis pelo sucesso.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Hennan
1 mês atrás

Emuladores. O Steam Deck vai rodar muita coisa do Switch.

Juca
Juca
Responder a  Hennan
1 mês atrás

Acho que há diversas razões pra se comprar um portátil, inclusive a portabilidade. Switch também vende por portabilidade, basta olhar pro fracasso que foi o WiiU, que basicamente é o Switch de mesa.
Acredito que boa parte do sucesso do Steam Deck se dará pela biblioteca Steam, emulação, associada a portabilidade. Lembrando que ainda permitirá acesso a todos os serviços de streaming de jogos, tendo uma boa tela e controles a mão.
Confesso que portabilidade não me atrai, e pelo preço, prefiro melhorar meu PC, mas eu gostaria de ter um gadget como esse steam deck.

Hennan
Hennan
Responder a  Juca
1 mês atrás

Quantas pessoas utilizam emuladores? Não sou especialista, mas acredito que o público seja bem limitado. A maioria das pessoas prefere a praticidade de instalar e jogar. Em relação a o wiiu, além do fracasso que foi o marketing é bom lembrar que a biblioteca era um completo lixo. A maioria das grandes franquias da Nintendo ou não apareceu ou só no final da vida.

Juca
Juca
Responder a  Hennan
1 mês atrás

Bem, só dei minha opinião. Não acho que o WiiU tinha uma biblioteca ruim pra quem gosta de Nintendo. E se vc comparar os consoles Nintendo de mesa, salvo talvez o Wii, todos venderam menos que seus portáteis conteporâneos da Nintendo à época.
O que vc se refere de sucessos do Switch, praticamente foram jogos relançados com um sobrenome deluxe, mas como disse, é so minha opinião, o Switch vende muito mais por ser portátil, na minha ótica.
Também não falei que emuladores sozinhos é o que darão sucesso ao Steam Deck, se vc observar, falei de emuladores, portabilidade e da biblioteca steam. Por si só, emuladores não têm todo esse poder, e já estão até presente nos smartphones, o que pesará é o ecossistema apresentado e suas capacidades gerais, nada é sucesso por um único motivo, nem mesmo sendo gratuito.

Edson Nill
Edson Nill
Responder a  Hennan
1 mês atrás

Vc está enganado! Proporcionalmente, o Wiiu recebeu mais exclusivos Nintendo do que o switch. New Super Mario Bros U, Pikmin 3, Mario kart 8, Captain Toad: Treasure Traker, Star Fox 0, Super Mario 3d World, Xenoblade Chronicles X, Donkey Kong Tropical Freeze, Pokkén Tournament, Smash Bros WiiU, Bayonetta 2, Zelda Wind Waker Remake, Fatal Frame Maiden of Black Water, Zombie U, Paper Mario: Color Sprash, além de Zelda Breath of The Wild. Devo estar esquecendo de algum aqui, mas o fato é que a maioria desses games já deram as caras no switch custando 60 dólares. Eu sou fã da Nintendo, amo os games Nintendo, adoro meu switch, porém é fato que o suporte da Nintendo com seus exclusivos para o switch é muito preguiçoso em relação ao que foi com o Wiiu. E não falo especificamente em quantidade, mas tbm em qualidade!!! No Wiiu foi uma pancada de títulos originais, enquanto no switch é porte de Wii, wiiu o tempo todo! No wiiu vc comprava um Super Mario Galaxy na loja, não dependendo da Nintendo fazer um porte porco e cobrar 60 dólares por uma coletânea, a qual eu tenho para revender no futuro, mas… Que é bem cara!!!

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Edson Nill
1 mês atrás

Ao meu ver, WiiU foi melhor que o Switch até o momento e falhou porque a Nintendo fez um marketing porco e pelo erro ridículo na escolha do nome, vinculando ele ao console anterior, onde muitos achavam ser alguma espécie de extensão do Wii por um bom tempo. Mas se tratando de conteúdo exclusivo e até multi, vejo que a Nintendo retrocedeu com Switch em relação ao WiiU.

Carlos Zidane
Carlos Zidane
Responder a  Sparrow81
1 mês atrás

Se o pessoal se confundiu com o nome do Wii, já reparei que várias pessoas com quem falei pessoalmente a respeito, dizem PS5 (normal, ok) mas Xbox eles falam, “o Xbox novo” kkk, muitos sabem o nome claro mas é curioso, e quando é o Serie S alguns referiram: “aquele pequeno” kkk achei isso curioso

Edson Nill
Edson Nill
Responder a  Sparrow81
1 mês atrás

Exatamente, André!

Shin
Shin
1 mês atrás
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Ainda vejo de 10 a 20 jogos confirmados todo o mês para o Nintendo Switch, não acho que o engajamento dos desenvolvedores mudou ou a opinião passou de favorável para desfavorável. O que ocorre é muito simples, o Nintendo Switch chega na metade do ciclo de produto do PS4 e XO, desenvolvedores que saltaram sua linha de desenvolvimento do PS3 e X360 para o PS4 e XO, e já não estavam engajados em desenvolver algo para a Nintendo dificilmente mudariam se roteiro a curto prazo e o resultado disso é que vários jogos não irão nunca ao Nintendo Switch. Enquanto outros mudam seu roteiro mais tarde pois percebem que mudar o roteiro tem um custo baixo e explorar uma nova terceira plataforma pode agregar mais vendas, então o que eles fazem é lançar mais tarde, Bethesda, CDpR, Xbox e outros, isso falando das grandes editoras, pois os indies estão plenamente engajados. Outro ponto é que existe jogos assegurados por contrato, Sony tinha um contrato de exclusividade para com Monster Hunter World e DMC5, a Microsoft pagou para quebrar esse contrato, a Nintendo o que ela fez foi renovar o contato que ja tinha nos títulos de 3DS e exigir que a base de desenvolvimento dessa vez fosse Monster Hunter World, assim nasce Monster Hunter Rise.

As plataformas Nintendo é inteiramente controlado pela Nintendo e isso inclui até mesmo os lançamentos Thirdparty, é a Nintendo que dar a liberação com datas e prazos para que esses jogos sejam lançados. Normalmente a estratégia da Nintendo é lançar seus jogos primário nos primeiros 3 anos e deixar os últimos 3 anos para Thirdparty. Se for uma tendência que grandes jogos não estão chegando no Nintendo Switch significa que a Nintendo já está engatando sua nova geração de console. Furukawa já disse que nenhum outro Nintendo Switch será lançado depois da versão OLED, isso significa que a próxima geração de consoles da Nintendo vem depois do Switch OLED.

Falando a respeito sobre nova geração da Nintendo, sobre o que significa em termos de produto. O que penso é que nova geração Nintendo é uma resposta a nova geração PlayStation, novo produto Nintendo é um anti PS5. Olhando para os movimentos da gestão Iwata no Wii e Wii U, DS e 3DS, a Nintendo respondeu a evolução das plataformas da Sony com evolução de recursos, existia recursos nos consoles Nintendo que não existia nos consoles da Sony e isso afetava o desenvolvimento. No Switch embora essa estratégia se mantenha, o recurso afeta pouco o método de desenvolvimento, funções joycons, rumble HD e a tela são meros addon que os desenvolvedores podem compatibilizar facilmente. Tela e rumble HD devem continuar, joycons deve mudar, o dock pode ser ou não a parte mais significativa. A Nintendo tem margem para trabalhar isso pois seus concorrentes trabalham com um valor sobre as intenções da Nintendo. A próxima plataforma custará provavelmente até $399 o que ao meu ver significa que ela a princípio será vendida como um incremento sobre a versão OLED.

O sucessor do Nintendo Switch pode ter características mais avantajadas que o Steam Deck e mais próxima do que seria o XSS. A Nintendo tem dobrado o número de pixels por geração e várias vezes o número de polígonos, texturas, luzes, o salto entre DS, 3DS e Switch é escalar, com a nova geração não será diferente. Então enquanto o Steam Deck introduz uma tela 720p o mais provável é a Nintendo introduzindo 1080p. Para alimentar mais pixels. Acho que o DLSS pode se fazer presente, a diferença entre o DLSS e o FSR é que o primeiro tende a evoluir a ser um recursos de hardware, desenvolvedor não vai reprogramar ou treinar base em um sistema 3.0 ele simplesmente chamará a função ou não pelo framework. Algo que deve ser pertinente para um console que é mais ou menos a diferença entre FSR implementado pela Microsoft no Series X diretamente como função do DirectX enquanto no lado da Sony o desenvolvedor precisa reprogramar o recurso através de seu motor.

A Nintendo também deve ter algum tipo de modo de compatibilidade, o port de Skyward Sword nos diz que a Nintendo suporta de alguma forma os ISA Wii sem uma emulação mas sim uma recombinação dinâmica. Se eles fazem isso em arquiteturas distintas PPC e ARM, eles podem fazer disso um mecanismo generalizado entre ARM e ARM onde o próprio drive vai redistribuir instruções para a GPU, isso é possível pois os jogos do Switch usam 3 dos 4 núcleos, sendo a lógica de fato gerada por 2 núcleos. Também será possível a expansão desses jogos? A Nvidia adicionou Suites como o ReShade dentro das ferramentas RTX nas suas GPUs e a tendência é que ferramentas similares sejam usada em plataformas da Nintendo. Isso permitiria aos desenvolvedores a reprogramar facilmente seus jogos e teríamos recursos similares ao que vemos hoje por exemplo quando o emulador Cemu roda Breath of the Wild com melhorias gráficas. Não significa que isso seja uma intenção da Nintendo em seus jogos, mas tanto Wind Waker como Twilight Princess foram repatcheados em iluminação no Wii U e Skyward Sword bem como Mario Galaxy sofreram melhorias nas texturas e sombras.

Isso significa ambiente mais favorável para Thirdparty e se o Thirdparty possui o interesse de valorizar seu software colocando ele nas plataformas da Nintendo, eles encontrarão um ambiente amigável.

Deto
Deto
Responder a  Shin
1 mês atrás

prometo que leio tudo se vc listar uns 120~240 jogos lançados para Switch nos ultimos 12 meses.

auhuhauauhuhuha

Zueira, faz assim, cita 48… da 4 por mês nos últimos 12 meses.

Edson Nill
Edson Nill
Responder a  Deto
1 mês atrás

Pior que tem, mas são majoritariamente indies!!

Deto
Deto
1 mês atrás
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acho que tem um erro ai sobre a Nintendo não fazer hardware para thirds.

eles usam o hardware mais barato e mais “dominado” disponível, e a própria nintendo “se vira” para lançar seus jogos lá… Ou seja, eles não fazem hardware nem para eles mesmos, eles usam o que o mercado oferece de mais barato possível e depois dão um jeito dos seus jogos funcionarem lá.

como a maioria dos jogos deles tem tecnologias do mesmo patamar que Celular, obviamente que vai rodar no hardware mais barato disponível.

o Switch nada mais é que um Wii U portátil, mesmo nível de poder.

eles decidiram abandonar os consoles de mesa e fazer um portátil que conecta na TV e tanto é que o Switch é pouca coisa mais poderoso que o Wii U se a gente avaliar o Zelda BoTW.

Então está ai…

Daniel
Daniel
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Na altura do lançamento do Switch, não existia outro SOC com custo benefício tão bom como o tegra X1. Mas e agora em um eventual Switch 2? Uma APU derivada de Zen 2 + RDNA 2, tal qual no Xbox Series, Ps5 e Steam Deck em digamos 5nm não seria melhor que um SOC Arm + Nvidia, seja em custo/disponibilidade como em facilidade de desenvolvimento para a grande maioria dos desenvolvedores.
A nível de portabilidade com o Switch atual teria alguma dificuldade Mário? Pois de resto, na minha visão de leigo só teria vantagens.

João Magalhães
João Magalhães
1 mês atrás

A Nintendo está pagando o seu preço ,mas foi a forma que achou de sair do concorrido mercado dos consoles de mesa e achar o seu próprio nicho, que diga-se de passagem quase não tem concorrentes e está vendendo muito.

Eventualmente eles vão perder principalmente os grandes jogos multiplataforma mas foi uma questão de sobrevivência …Um Switch 2 é quase certo!

Depois de refletir muito e adquirir um Switch gostei da proposta da Nintendo vivenciando na prática…não trata-se de poder computacional,mas acho muito legal parar de jogar na TV e continuar jogando aonde eu quiser e vice e versa.

Eu gostaria que um Switch 2 tivesse poder para suportar uma tela 1080p e se não fosse pedir demais junto com uma tela Amoled/Oled.

Acho que a Nintendo entrou em um grande mercado a nível de opções já que o HW móbile está em seu auge e caminha a passos largos em termos de evolução a cada ano…Acho que o maior limite mesmo e equilibrar o poder com o consumo de bateria no modo portátil.

Livio
Livio
1 mês atrás

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Em casa de ferreiro o espeto é de pau

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Não sei se este ditado popular também existe em Portugal, mas depois de 6 anos e meio da data de aquisição foi que enfim tive meu 1º contato com o Gamecube. Se lá em julho de 2015 (comprei em dezembro de 2014 mas o destravei em julho de 2015) eu tivesse dedicado umas horinhas a mais já estaria com ele em funcionamento,. Não sei se o problema com o modo Gamecube já era do 1º vendedor pois na época eu não tinha jogo original e os jogos que tinha em mini DVD-R não eram reconhecidos, o que me deixava na dúvida se a ISO ou a mídia estavam boas(só agora vi que as mídias estão sim boas, gravei 2 jogos anos atrás, um Winning Eleven 6 e o Mario Sunshine).

De lá para cá foram 2 problemas, o do modo Game que não reconhecia os discos e depois o modo DVD, que após eu inserir um disco de alteração de região o DVD ficou sem imagem. Sobre esse disco o que informam é que deve ser gravado por um aparelho e disco ambos de versão Authoring, o que não foi o meu caso, gravados em aparelho e mídias DVD-R. Por fim não foi o disco o causador do problema já que o componente com defeito em nada tem a ver com firmware ou com a eeprom, foi só a coincidência de ter dado problema na mesma data.

Esse aparelho está destravado mas não vou usá-lo, peças de reposição são caras e leitor não tem mais a venda(ainda bem que tenho 1 sobressalente), aparelhos com defeito estão sendo vendido no ebay(e outros sites de venda) a preço de PS5 no Brasil. Este vai ficar na coleção, como já estava, só que agora 100% funcional.

Ewertom
Ewertom
Responder a  Livio
1 mês atrás

Só uma ressalva @Livio.na cadeira não,matou a foto kkkk.Obrigado por compartilhar 👍tive o Game Cube e saudade do Rogue Squadron 2 Epico

Livio
Livio
Responder a  Ewertom
1 mês atrás

Foi um rápido teste, já está bem guardado na caixa original!

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