Novas consolas… como se comparam com o PC?

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Os benchmarks tem sido um pouco uma amálgama de resultados quando comparamos as consolas com GPUs de PC. A que se deve isso? E afinal onde se enquadram os GPUs das novas consolas?

As performance iniciais e a sua evolução!

Para percebermos um bocado tudo o que vai ser dito, vamos recuar até 2013, altura do lançamento da PS4 e Xbox One.

Nessa altura, as consolas lançadas a 399 euros, podiam facilmente ser igualadas no PC com GPUs que custavam pouco mais de 150 euros. Era aliás possível montar-se um PC em tudo equivalente a essas consolas por pouco mais de 500 euros.

Basicamente, olhando para esses resultados, o que imediatamente nos apetece dizer é que as consolas de 2013 não foram ambiciosas. Aliás jogos como Battlefield 4, um jogo vindo da Dice, criadora do API Vulkan e uma das melhores e mais avançadas equipas de desenvolvimento do mercado, não conseguia melhor que 900p na PS4, a mais potente das duas consolas.



Nessa altura, qualquer PC relativamente mediano conseguia já melhor do que isso, pelo que as consolas não passavam uma boa imagem de capacidade e performance. Aliás quando questionada a Dice sobre se a PS4 poderia alcançar os 1080p em Battlefield 4, a resposta era perentória… NÃO!

Mas a realidade é que as consolas são um hardware altamente sujeito a optimização. E aquilo que fomos vendo alterou o panorama inicial!

Rapidamente os GPUs equivalentes do PC foram deixados para trás e mostraram-se incapazes de conseguir acompanhar as performances da consola. E os jogos melhoraram de qualidade a um nível que se calhar poucos esperavam!

A Dice, incapaz de alcançar os 1080p com Battlefield 4, lança StarWars Battlefront, a 1080p, 60 fps fixos, e com opção split screen para dois jogadores. Algo impensável de ser feito quando Battlefield 4 lutava para alcançar os 60 fps a 900p.

E 8 anos depois a PS4 possui jogos como God of War, Spider Man, The Last of us 2 e outros. Jogos que são autênticos bechmarks gráficos, que são exemplos de qualidade e grafismo, e que eram impensáveis de serem conseguidos inicialmente.

Diga-se aliás que as consolas acabaram a geração (em 2020) a apresentarem jogos que no PC corriam em sistemas como a RTX 2080, com 10 Tflops, e onde, apesar de diferenças gráficas, no nível de efeitos e na resolução face a esses GPUs de topo do PC, o jogo conseguia manter as suas qualidades e os seus visuais relativamente intactos. E isso em hardware que, apesar de alterado, já em 2013 era obsoleto, sendo baseado no GCN 1.1.



As consolas de meio de geração

As consolas de meio de geração foram novas versões com performances melhoradas. Tanto Xbox One X como PS4 Pro possuíam já características mais avançadas baseadas no existente nos GPUs Polaris e mesmo algo da Vega. Mas esses GPUs não eram efetivamente Polaris ou Vega. Na realidade, por questões de compatibilidade a nível de hardware, estes eram GPUs GCN 1.1 devidamente alterados e acrescentados, mas não as novas versões dos GPUs AMD.

Este dado torna-se relevante de ser percebido. E igualmente se torna necessário perceber que a PS4 Pro era mais rígida nesse aspeto, com a arquitetura interna a replicar a PS4 na totalidade, duplicando-a numa estrutura de borboleta, de forma a garantir a compatibilidade pelo hardware o mais próximo possível dos 100%.

As novas consolas.

Basicamente, pelos motivos de cima, e historial passado que se verificou sempre em todas as gerações de consolas, percebemos que a comparação dos GPUs das novas consolas com os GPUs PC acaba por ser um exercício algo fútil. A performance das consolas vai subir, e tal como em 2013, os sistemas equivalentes poderão não acompanhar.



Mas claramente nos surge aqui uma perceção. Que desta vez os fabricantes foram muito mais ambiciosos, pois os GPUs equivalentes de PC são desta vez GPUs bastante mais caros que custam (em valores médios),  quase tanto ou até mais do que  consola com todos os seus componentes!

As performances

No entanto, apesar de a comparação de cima ser válida a nível de performances teóricas, quando vemos as performances reais, o que temos é uma amálgama de resultados que não nos permitem fixar as performances das consolas.

Vamos ver quatro casos em que a Digital Foundry comparou as consolas com o PC: Assassins Creed Valhalla, Watch Dogs, Call of Duty: Cold War, e Control, sendo que devemos notar que nenhum destes jogos foi escrito de raiz a pensar nas consolas de nova geração, partilhando assim muito código com as consolas de anterior geração. Tal poderá ser nesta fase um fator impeditivo para percebermos o que realmente as consolas valem, e abordaremos isso em mais detalhe para a frente.

Assassins Creed Valhalla



Este jogo cross gen e que parece ser um dos que mais otimizações receberam para a nova geração. Segundo a análise da Digital Foundry, que comparou a PS5, a consola que melhores prestações oferece, com o PC. E os resultados indicam que um PC necessitaria, para igualar uma PS5, de uma RTX 2080 super ou uma RTX 3060 Ti.

Consultando uma loja à escolha (por motivos desconhecidos o KuantoKusta está um pouco limitado na indicação de preços de GPUs), verificamos que a oferta nos preços da 3060 Ti (a 2080 super não está disponível), varia entre os 600 e os 750 euros. Mais do que a consola em si!

Naturalmente, por questões de publicidade, não é nosso interesse citar a loja, mas infelizmente lá terá de ser (Globaldata). Convêm dizer ainda que, naturalmente, os preços podem ser mais altos ou mais baixos em outras lojas, mas infelizmente, sem a ajuda do KuantoKusta essa comparação torna-se impossível, pelo que nos vamos cingir a esta loja pela variedade de oferta.

Watch Dogs



Um jogo Cross gen que, pelas performances conseguidas na Série S mostra claramente não estar a puxar pelas consolas de topo ao mesmo nível (aliás a DF refere que encontrou referências nos ficheiros a um suporte 60 fps na PS5 e Série X, que nunca chegou a ser acabado). PS5 e Xbox apresentam resultados semelhantes, e segundo a DF, o resultado obtido pela Xbox é equivalente ao obtido no PC por uma RTX 2060 Super.

Na mesma loja a RTX 2060 Super pode ser encontrada entre os 445 e 490 euros. Um pouco abaixo da consola, mas mesmo assim dentro do preço de custo da globalidade da consola.

Call of Duty Cold War

Mais um jogo cross gen, e mais um jogo dos mais otimizados para a nova geração. Segundo a DF para igualar a PS5 torna-se necessário uma RTX 3070.

Mais uma vez, na loja consultada, a RTX 3070 varia entre os 720 e os 800 euros. Bastante mais do que a consola.



Control

Control é um caso diferente. A comparação da DF não é direta referindo um GPU equivalente. Refere apenas que uma RTX 2080 Ti ou uma RTX 3070 oferecem melhores resultados a 4K nativos, mas não especifica qual o GPU para as resoluções da PS5.

Refere porém que a PS5 corre com níveis de detalhe inferiores ao PC.

Este é sem dúvida o pior dos casos aqui referidos.



Como explicar esta disparidade?

A explicação da disparidade passa pelo referido anteriormente, e que agora vamos desenvolver.

Os jogos que estão a sair são jogos Cross Gen. Isto é, são jogos criados para correrem tanto nas consolas de geração anterior, como nas consolas actuais. E isso tem implicações no tipo de código usado.

Basicamente o que acontece é que, mesmo que as novas consolas possam fazer mais e melhor, opta-se pelo modo compatível de forma a que o código dê nas duas gerações. E isso tem implicações na nova geração que acaba por se comportar como um GCN 1.1 de 10.28 Tflops.

Pegando na PS5, até porque a maior parte das comparações de cima são com ela, a consola pode correr jogos em 4 modos:



Modo 1 – Compatibilidade PS4 – Um modo onde a consola emula a 100% a PS4 igualando as suas velocidades de relógio e características.
Modo 2 – Compatibilidade PS4 Pro – Equivalente ao de cima, mas igualando as performances da PS4 Pro.
Modo 3 – Compatibilidade PS4 Pro livre – Basicamente aqui a PS5 oferece ao modo de compatibilidade da PS4 pro a sua velocidade de relógio adicional, tornando-se num sistema GCN 1.1 com 10.28 Tflops.
Modo 4 – Modo PS5 – Aqui temos as características todas do CPU e GPU disponíveis, podendo estas ser usadas livremente.

Ora não haja grandes dúvidas que todos estes jogos estão a correr no Modo 4. Aliás tal torna-se necessário para que a Sony permita que os jogos sejam anunciados como sendo da PS5.

A grande questão é que o modo 4 não deixa de possuir suporte a todas as características do GCN 1.1. Basicamente aqui a totalidade das capacidades do GPU e CPU estão em aberto, podendo ser usadas como bem apetecer.

O que isto quer dizer é que código GCN 1.1 uma vez aqui inserido, correrá… Correrá nas mesmas condições do Modo 3, com a diferença que novas situações e suporte pode ser acrescentado, como por exemplo, o suporte ao Ray Tracing.

Perante isto não quer-nos parecer que essa situação, uma novidade desta geração, acaba por prender todos os jogos, especialmente Control que, mesmo tendo uma versão mais recente do Northlight Engine na PS5 e Xbox série X, não é mais do que a versão desse motor da geração passada melhorado e tirando partido da velocidade de relógio extra e de algumas características extra como o suporte ao Ray Tracing por hardware e descompressores por hardware. E destacamos Control pois recorde-se que, ao contrário dos outros jogos aqui analisados, que foram lançados recentemente, Control está já no mercado desde Agosto de 2019, pelo que certamente a equipa não trabalhou da mesma forma o seu motor para a nova geração. O que aparenta ter sido feito foram algumas melhorias, que nesta fase pouco mais permitem tirar partido quer da velocidade, quer do Ray Tracing, mas num motor cuja base se encontra ainda fortemente otimizada para a geração anterior..



E isso explica o nível de detalhe. Que não é mais do que o que estava presente na PS4 Pro e Xbox série X.

Já quanto aos restantes jogos, cada um apresentará um nível de optimização e adaptação ao hardware da PS5 diferente, e daí as diferenças verificadas nas performances. Aliás, um caso semelhante ao de Control parece ser Hitman 3, que nos soa a algo como a versão da geração passada, tirando partido da velocidade de relógio extra da nova geração.

Conclusões

Basicamente a actual geração aparenta pecar por falta de otimização dada a compatibilidade com o hardware da geração anterior, que permite transições rápidas e imediatas. A consequência é que com isso os resultados iniciais sofrem. E se normalmente ele já ficam longe do que se conseguirá ao longo da geração, com a novidade da inclusão da retro compatibilidade no hardware, algo que permite que o código GCN 1.1 seja usado nas novas consolas, sem qualquer alteração ou adaptação ficamos com uma situação está a degradar as performances em alguns jogos que ficam assim presos ao código da anterior geração.

Nesse sentido, torna-se prematuro dizer o que valem as atuais consolas, sendo que a conclusão que podemos tirar é apenas uma: Ainda não vimos as suas potencialidades pois não vimos nada criado especificamente para elas de raiz!



Nota final… Apenas como curiosidade, usando os preços desta mesma loja vamos montar um pequeno PC capaz de competir com as consolas em todos os casos aqui referidos (note-se que não verificamos a compatibilidade do hardware, apenas escolhemos algo minimamente adequado ao menor preço possível de forma a dar uma ideia):

Uma caixa – Caixa ATX Kolink KLA-002 Preto – 29.90
PSU – Fonte Aerocool Aero White 650 80 PLUS – 650 Watt – 49.90
RAM – Team Group 16GB DDR4 2666MHz Elite Plus Preto / Vermelho CL19 – 69.9
CPU –
Processador AMD Ryzen 7 3700X 8-Core (3.6GHz-4.4GHz) 36MB AM4 – 328.9
Motherboard –
Motherboard MSI A320M-A PRO M2 – 48.9
GPU – Dado que nas comparações de cima a 2080 Té é referida, e sendo a RTX 3070, mais barata e mais capaz, o GPU mais próximo, vamos optar por este –
ZOTAC GeForce® RTX 3070 Twin Edge 8GB GD6 – 719.9
SSD – Apesar que nenhum dos escolhidos pode ser comparado à PS5, vamos optar por algo com a melhor performance possível –
Disco SSD Samsung 970 PRO 1TB M.2 NVMe – 329.9
Teclado e rato – Teclado+Rato Mars Gaming MCPTKL Combo 2 em 1 – 16.9

O custo desta máquina, capaz de se bater com as novas consolas em todos os casos, fica então por:

1594.2 euros! Basicamente três vezes mais que a consola, ao qual poderemos reduzir 20 euros caso se opte por uma Radeon 6800.

Daí que em qualquer comparação de performances… tenham em atenção este pequeno detalhe!



 

 

 



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Carlos Zidane
Carlos Zidane
8 meses atrás
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Ótimo artigo. Esclarecendo coisas que muitas pessoas podem não perceber. Na antiga geração me surpreendeu o resultado que o PS4 base conseguiu, se extrairem igual no PS5, poderemos ver coisas realmente inacreditáveis.
GPU’s/PC com relativamente pouco tempo, já começa a sofrer com jogos mais novos, não existe otimização alguma de código, enquanto o console é como vinho, a idade só o favorece.

Edson
Edson
8 meses atrás
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Mario, isso inclui o xbox series S tbm?

Felipe Horvath
Felipe Horvath
Responder a  Edson
8 meses atrás

Espero que sim , pois comprei um Séries S como console secundário (já tenho um ps5). Espero que no futuro, os jogos rodem todos a 1080p , pelo menos.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Edson
8 meses atrás

SS tem um problema de memória, que isso não vai ter como acompanhar. E duvido muito que os devs vão capar o SX para atender o SS. Vai se capar cada vez mais o SS.

Felipe Horvath
Felipe Horvath
Responder a  Sparrow81
8 meses atrás

Então , eu acho isso bizarro , pois é difícil acreditar que na construção de um console , onde vários engenheiros estão envolvidos , os caras sejam capazes de cometer um erro primário desses… Será que realmente existe um problema de memória ? É muito difícil acreditar nessa hipótese.

Felipe Horvath
Felipe Horvath
Responder a  Mário Armão Ferreira
8 meses atrás

Obrigado pela resposta. Vamos ver como vão se sair os jogos da Microsoft no series S , é uma coisa que me deixa bem curioso. Até comprei um series S pra acompanhar de perto , tô esperando chegar kkkkk. Eu tenho um certo fetiche por esses aparelhos compactos , mais custo benefício. Kkkkk

Daniel
Daniel
Responder a  Mário Armão Ferreira
8 meses atrás

Não sei se por falta de oferta ou um custo relativamente mais alto, mas lá em 2018 a Sansung já havia começado a fabricação de módulos gddr6 de 16gb.s; talvez seria uma decisão mais acertada e com custo benefício pro médio/longo prazo melhor, evitando essas memórias assíncronas
O Series X teria 16GB a 512GB.s (16000 x 256 /8) e…
O Series S teria 10GB a 320GB.s (16000 x 160 /8)
Enfim, quem sou eu pra falar das decisões que os engenheiros da Microsoft tomam, ainda mais com a necessidade de tomada de decisão quase que instantânea, com desenvolvimento de consoles e outros hardwares/softwares, como tudo o que engloba na linha Surface. Além do potencial problema que as memórias assíncronas podem causar, o que acontecerá com o Series S com uma previsível chegada de consoles de meia geração? Ter 3 hardwares em uma mesma geração pode gerar problemas ein.

Deto
Deto
Responder a  Daniel
8 meses atrás

É compromisso com o Azure.

São 4 sessões de Xbox one rodando em casa servidor serie X no xcloud.

O xone tem 5GB para jogos.

Então precisa ser 20GB no servidor com tudo 560GB/s.

No console iria ficar muita caro 20GB, aí caparam para 16GB e fizeram gambiarra de banda pq não tinha outro jeito.

A lenda que MS ia com 20GB 560GB/s e a Sony 16GB 18gbps cada módulo, que ia dar mais que a banda atual, mas os preços subiram e tiveram que cortar.

Como a ideia da MS era menos flexível, deu no que deu.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Felipe Horvath
8 meses atrás

Na construção de um console existe uma variável imprescindível que se chama “custo”. Cortes são feitos para conter custo. O PS5 por exemplo poderia ser menor caso utilizasse Vapor Chamber. Preferiram economizar nesta parte, e temos o maior console (em dimensões) da história.

No caso das memórias do Xbox Series S, veja bem, não é uma questão de erro primário, mas sim de escolhas! Com menos memória, trabalha-se com menos assets, então cortes precisam ser feitos. Reduzir a resolução já é um corte, mas pode não ser suficiente, porque são 6GB de diferença, com ambos rodando o mesmo Sistema Operacional.

Por ex, se o novo Forza Motorsport ter picos de 7GB VRAM no Xbox Series X, reescalando a resolução poderão manter presets semelhantes com 5GB VRAM no Xbox Series S. Mas e quando estivermos falando de um jogo com picos de 10GB VRAM no Xbox Series X? Como que vai cortar 5GB para o Xbox Series S rodar o jogo? Resolução + presets. E geralmente o preset mais fácil de economizar VRAM é o Ray Tracing.

Felipe Horvath
Felipe Horvath
Responder a  Carlos Eduardo
8 meses atrás

Obrigado pela resposta. Tô ansioso pra ver como os jogos Full next gen vão se sair no series S.

Edson
Edson
Responder a  Sparrow81
8 meses atrás

Andresão, sim! A pergunta que fiz ao Mário e o Carlos Eduardo tbm ajudou com a resposta foi referente ao uso do DLSS da AMD e como afetará positivamente em um console como o Series S!

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Edson
8 meses atrás

Problema aí é que se ele usa “DLSS”, o SX também vai usar né. Então se cai exatamente na mesma situação de hoje.

Edson
Edson
Responder a  Sparrow81
8 meses atrás

Ele sempre perderá em desempenho, mas pelo que me falaram, ele correrá todos os jogos dessa nova geração e creio que o medo de muitos, era que ele não o corresse. Muita gente não liga tanto para resolução, etc e se ele custasse uns 250 dólares, seria muito acessível! Pode acreditar que ele será o console xbox mais vendido no Brasil, principalmente com o dólar nas alturas como está e que não mudará tão cedo. Tbm não sei quanto custa para montar um PC ao nível dele aqui no Brasil, mas creio que não seja barato tbm, brother!

Edson
Edson
Responder a  Mário Armão Ferreira
8 meses atrás

Obrigado pela explicação, Mário!

HENNAN SANTOS CARVALHO
HENNAN SANTOS CARVALHO
8 meses atrás

Uma coisa que percebi até agora foi que quando se utiliza rasterização, os consoles são nivelados a uma 2080 super. Quando se implementa ray tracing, equivalentes a uma 2060 super. Até o vídeo de Control, minha dúvida era se o problema estava nos videogames ou nas placas amd. Mas durante esse último vídeo, mostram que a 6800 XT apresentou desempenho semelhante aos consoles, mesmo tendo muito mais capacidade bruta. Logo o problema está nas GPU amd. A questão é se e quando será resolvido.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  HENNAN SANTOS CARVALHO
8 meses atrás

Sim, é essa a idéia.

A AMD está atrás da NVIDIA em Ray Tracing. A DF já fez esses benchmarks: https://www.eurogamer.pt/articles/digitalfoundry-2021-pc-ray-tracing-deep-dive-rx-6800xt-vs-rtx-3080_1

Então quando o jogo não usa Ray Tracing, ou usa em assets como sombras (Por ex: COD BO: Cold War), o PS5 e o Xbox Series X possuem performance mais comparável à RTX 2080 super ou até RTX 3070.

Já quando se usa Ray Tracing em assets como reflexos, a performance passa a ser comparada com a RTX 2060 super.

Na minha opinião, esse comparativo é flutuante. Quanto mais optimizarem para os consoles, mais esse comparativo tenderá a mudar. Antes dos consoles, Ray Tracing era algo quase como experimental, sendo usado exclusivamente no PC e em poucos jogos. Com essa nova geração, será usado em larga escala, e muitas optimizações estarão por vir.

Kito
Kito
8 meses atrás
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Olá caro Mário e caros entusiastas.
Grande artigo Mário.
Concordo com a comparação, ela é a mais precisa possível neste momento.
Acho que seria interessante incluires o preço de um PC com a capacidade de acompanhar as consolas até o fim da geração, com as mesmas definições gráficas, mas a 1080p, pois muita gente no pc não usa ou não precisa dos 4k dado que o nível de densidade de pixeis aquela distância num monitor dispensa os 4k. Eu jogo num monitor de 24 polegadas 1080p, cpu i5 8400, gpu gtx 1660ti que quero trocar por uma rtx 3060ti quando houver stock.
Proponho-te um artigo com vários calibres de pc para os modos que as consolas passarão a disponibilizar ao longo da geração. Acho seria importante tentar inferir que gpu e cpu pc teria a mesma performance da series s por exemplo.
Achas que se a series s se revelar um sucesso de vendas, a Sony possa pensar numa PS5 para 1080p?

Marco Antonio Brasil
8 meses atrás
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Grande artigo! Realmente é muito cedo para tirar conclusões definitivas sobre as consolas. Apesar de achar que já podemos exaltar o excelente custo benefício das máquinas.
Aguardo ansiosamente pelos primeiros jogos first party feitos de raiz para a nova geração!

Sparrow81
Sparrow81
8 meses atrás
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Excelente, Mario. Ja discutia isso com o Carlos Eduardo e ele até fez um comentário bem grande em outro artigo seu sobre isso, até com os mesmos jogos como exemplo, se não me engano.

Só uma observação: Não sabemos quanto valem os consoles em hardware e até onde eles chegarão. Todos sabem disso e você TB afirma neste artigo.
Aí você vai no final do artigo montar um PC para se comparar aos consoles? Comparar algo que nem se sabe onde chegarão? Achei apenas bem contraditório, Mario. Abraço.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Mário Armão Ferreira
8 meses atrás

Ah ok Mario. Passei batido pelo ACTUALMENTE. Sorry.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
8 meses atrás
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Quando Xbox One e PS4 foram lançados em 2013, a placa de vídeo mais poderosa para computadores pessoais era a GTX 780TI.

Esse vídeo mostra alguns benchmarks interessantes de jogos atuais rodando nesta placa: https://www.youtube.com/watch?v=mUC_CtwxHbo . Em linhas gerais os jogos estão rodando em 1080p, pouco acima dos 30fps, com presets entre low e medium. Ou seja, se compararmos com as consolas de 2013 (em especial o PS4), me parece que a GTX 780ti terminou na frente, mas sem grandes diferenças nesses últimos lançamentos.

Se usarmos esse raciocínio de referência, em 2027 talvez poderemos ver jogos rodando no Xbox Series X e PS5 de maneira relativamente próxima da RTX 3080. Claro que aqui estou apenas a supor. Jogos serão cada vez mais optimizados nas consolas, enquanto que no PC, embora também existam optimizações, não são tão específicas como nas consolas.

Outro ponto que gostaria de chamar a atenção foi no minuto 5:12 da análise do John Linneman sobre Destruction All Stars (link: https://www.youtube.com/watch?v=GtredhX92l8). Ele disse que diferentemente de 2013, nesta geração estamos vendo os recursos mais modernos sendo usados em jogos. Ele citou como exemplo Battlefield 4 no PS4 e Xbox One que usavam FXAA, sendo que TAA já era usado em larga escala nos PCs. Isso nos leva a ter uma boa expectativa, de que esta geração possivelmente teremos consolas mais competitivas do que foram os lançamentos de 2013.

Mas claro, PC é uma constante atualização em força bruta. Talvez em 2022 deveremos ter a nova linha 4060, 4070, 4080. Em 2024 a nova linha 5060, 5070, 5080. Então uma 5070 provavelmente já será 3x ou mais superior às consolas lançadas atualmente. Então o que faz o PC estar na frente é a grande disparidade de poder bruto, principalmente do meio para o final de cada geração com as linhas mid-end e low-end que são mais acessíveis ao grande público. Isso se prova facilmente nesta geração: uma GTX 1060 se compara ao Xbox One X, e é muito superior ao Xbox One S. Isso porque estamos falando de uma GPU popular e barata. Com o Xbox Series X, novos parâmetros são colocados em jogo, e um upgrade no PC se faz necessário para acompanhar.

Mas eu não estou disposto a esperar até 2024, por isso comprei minha consola e estou satisfeito. lol. Até lá muita água passará debaixo da ponte, e talvez faremos novas aquisições.

marcio
marcio
Responder a  Carlos Eduardo
8 meses atrás

Concordo em tudo Carlos, gostaria de acrescentar que se manter atualizado no PC é muito caro, digo por experiencia propria, para voce ter a experiencia de console em jogos mais recentes (meio/final da geração) voce tem que atualizar o seu hardware, a não ser que voce abaixe a resolução e abra mão de algumas qualidades graficas, mas que no fim acaba estragando a experiencia…

Relvas
Relvas
8 meses atrás

Essa parte das consolas de geração anterior acabarem a mostrar coisas ao nível de uma RTX2080 é simplesmente para rir. Como já disse, no PC ninguém joga a 30fps, pois se esse fosse o objectivo temos como exemplo o death stranding e o Horizon zero dawn em que uma simples RX470/480 faz o trabalho de uma PS4 pro pois estes jogos são muito bem optimizados.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Relvas
8 meses atrás

Mesmo a RTX 2080TI não roda Watch Dogs Legion em 4k 60fps e presets máximos. Isso já usando DLSS. Então precisa reduzir algo, seja resolução, ou algumas configurações irem para o médio ou low.

Desconsiderando o valor pago, PC high-end é sempre bom. Mas não existe hardware com poder tão acima de tudo o que existe em software. Todos acham o seu limite.

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