Ter a consola mais potente na próxima geração não definirá a aceitação da mesma

A consola mais potente… Uma ideia que tem vindo a ser cada vez mais corrente e que segundo alguns se releva c chave para o domínio do mercado. Quem tiver a consola mais potente terá a vantagem! Mas será que esta ideologia se aplicará verdadeiramente à próxima geração?

Para falarmos sobre o tema deste artigo vamos falar de resolução.

A evolução gráfica sempre esteve ligada a resoluções. 256×192, 320*200, 640*480, 720*512, 800*600, 1024*768, 1280*720, 1920*1080 e agora 3840*2160.

Esta resolução tem acima de tudo vindo a ser algo que de futuro deixará de o ser… uma necessidade!

A evolução gráfica sempre foi importante por um motivo simples. A mesma era baixa, e visualmente o obtido pelas máquinas era algo pixelizado, e sem grande detalhe.



Isso levou à evolução gráfica e da resolução, mas convenhamos que foi apenas com a introdução das chamadas resoluções HD que entramos no domínio de uma definição minimamente competente, e que permitia a definição clara e completa de tudo o que era representado graficamente.

No entanto, mesmo o HD não se revelava completamente capaz, e daí que o Full HD se tenha imposto. A resolução de 1920*1080, existente na atual resolução de consolas é uma resolução capaz e competente, que consegue representar de forma mais do que fiel e com definição clara e cristalina tudo aquilo que se pretende.

Pela primeira vez desde que os sistemas informáticos foram criados, estávamos perante uma resolução que permitia basicamente eliminar a visualização dos pixels que sempre definiram as imagens criadas pelos mesmos.

Mas mesmo 1080p não se revelava a resolução perfeita. Apesar de a resolução ter acrescentado uma densidade de pixels aos ecrãs mais do que adequada, não se notando a diferença, em ecrãs mais pequenos, face a resoluções superiores, o aparecimento dos 1080p levou ao aparecimento de algo paralelo, os ecrãs de grandes dimensões. E o que aconteceu foi que, apesar de os 1080p serem uma resolução excelente e mais do que adequada, com os ecrãs a aumentarem de tamanho, os maiores revelavam os 1080p como algo escassos e a requererem a aplicação de um Anti Aliasing.

E nesse sentido aparecem os 4K. Uma resolução que aparece como pretendendo manter a densidade de pixels oferecida pelos 4K em ecrãs de maiores dimensões.

A questão agora com os 4K é que eles aparentam ter levado o mercado a uma estagnação. Os ecrãs atingiram dimensões mais do que adequadas, e dificilmente modelos maiores passarão a ser um standard de mercado. Ecrãs de 70 e 80 polegadas podemrão vir a tornar-se comuns, mas mais do que isso não é expectável, e o motivo acaba por ser simples, é que pura e simplesmente a maior parte das pessoas, mesmo que os possam pagar, não possuem verdadeiramente um local adequado onde os colocar.

Espera-se por isso que a tecnologia vá estacionar aqui. Basicamente, mesmo que resoluções superiores venham a aparecer, uma vez que haverá sempre quem queira ecrãs maiores, a diferença visual para os 4K nos ecrãs até 80 polegadas não será nunca algo chocante. Daí que no futuro a aposta passará mais pelo aumento da qualidade da imagem que um sistema pode oferecer, e não pelo aumento da resolução.

O que isto quer dizer é que uma consola que possa apresentar algo como 12 Tflops estará já altamente capaz de apresentar jogos com efeitos e qualidade de imagem melhorada a 4K. Se uma XBox One X o faz com a qualidade da atual geração, usando 6 Tflops, estas consolas com o dobro da performance mais depressa o farão, e a qualidade da imagem poderá ainda aumentar mais caso a opção não passe pelos 4K nativos, mas sim por técnicas de reconstrução avançadas e quase indistinguíveis dos 4K nativos.

Ora o que isso quer dizer?

Basicamente na atual geração ao termos duas consolas, uma com 1.31 Tflops e outra com 1.84 Tflops, tínhamos uma diferença de 40% de performance entre as duas!

Ora quando as duas se propunham alcançar a mesma resolução e apresentar a mesma qualidade gráfica, 40% era um valor elevado, tornando assim difícil que uma consola acompanhasse a outra, especialmente numa altura onde a reconstrução de imagem não estava nos planos. O resultado inicial foi de uma consola nos 720p e outra nos 1080p

Mas convêm recordar que na altura do lançamento dessas consolas, os 3 e 4 Tflops eram já uma realidade. As consolas optavam por essas performances por uma mera questão de custos.

Para a futura geração a situação parece mudar, e as performances apontadas para as consolas aproximam-se dos valores de topo que as atuais placas gráficas conseguem debitar, sendo apontados valores acima de 10 Tflops.

Por exemplo, o rumor mais aceite do que correm actualmente é que a PS5 poderá vir a ter 12.9 Tflops,num GPU navi com 56 CU a 1800 Mhz, o  que é um valor de performance claramente alto!

Daí que, aceitando que o hardware usado por ambas as consolas será semelhante o suficiente, vamos tomar esse valor como hipótese para a PS5, e colocar várias hipóteses para a Xbox, vendo para cada um deles, qual seria a diferença entre as consolas!



Hipotese 1: A Xbox Anaconda com 11.1 Tflops

Segundo alguns rumores, a Xbox Anaconda terá 60 CUs a 1450 Mhz, o que lhe traria uma performance de 11.1 Tflops.

Mesmo que a Anaconda tivesse esta performance, a diferença traduzir-se-ia em que? 12%.

12% não é algo significativo… É algo que pode facilmente ser superado com optimizações no API, ou com alterações internas no hardware que trazem ganhos de performance não reflectidos nos Tflops. Não estamos a falar de 40%, mas de apenas 12%, e isto num nível de performance mais do que suficiente para garantir a resolução (algo que na geração passada não se passava). 12% não é verdadeiramente algo significativo, sendo que a qualidade das equipas, o suporte dado à consola, os serviços, o custo, etc, tomam aqui uma posição preponderante, e bem mais relevante que a pequena diferença de performance.

Para que percebam do que estamos a falar, 12% de diferença de performance gráfica efectiva implicaria basicamente uma diferença de 3.2 fps em 30. Quando uma consola estivesse esganada a 30 fps, a outra estaria a debitar 26.7 fps. Uma pequeníssima alteração na qualidade da luz, das sombras,  até mesmo na geometria interna de cálculo, ou outro factor, permitiria facilmente compensar isto de uma forma não visível a olho nu. A diferença, apesar de real, não se tornaria significativa, e o hardware como um todo pode conseguir ele mesmo compensar essa diferença.

Hipotese 2: Xbox Anaconda com 14 Tflops

Aceitemos agora o caso contrário, que a Microsoft colocava o seu GPU a 1850 Mhz, ou algo do género, e dava á sua consola algo como 14,2 Tflops. Que diferença teríamos?

Por incrível que possa parecer, tal seria uma diferença de apenas 10%. Acabava por ser menos do que o caso anterior, o que, mais uma vez, demonstra que os ganhos seriam nulos ou quase nulos, aplicando-se todas as considerações anteriores. Quase ao aponto de não compensar uma aposta num hardware tão potente que teria forçosamente de ser mais caro.

Mesmo que a Anaconda conseguisse alcançar os 15 Tflops, caso a PS5 tivesse 12,9, a diferença seria mesmo assim de apenas 16%. Somente mais 6% do que no caso de cima. Mas repare-se que aqui estaríamos com um GPU com 64 CUs activos a 1850 Mhz, algo que sairia consideravelmente mais caro do que os 56 CU a 1800 Mhz que se refere para a PS5. Seria mesmo um GPU ultra dispendioso pelo facto de não ter qualquer CU desabilitado e como tal não ter margens para lidar com os erros de fabrico.

Basicamente, a diferença no custo não compensaria a diferença de performances.

Conclusões

O relevante perceber-se aqui é que há um ponto de performances para onde uma marca pode apontar, que tornará a sua consola eficaz independentemente das escolhas da concorrência. E que se perceba também que a concorrência também não se tem que preocupar muito com a diferença, pois mais ou menos potente, a sua consola  não terá diferença tão significativa quanto a visualizada na actual geração, sendo que no fundo a diferença será pequena ao ponto de não fazer real diferença e poder ser compensada de outras formas.

Percebe-se por isso que a guerra para a próxima geração não passe verdadeiramente pelos Tflops, mas pelas alterações ao hardware, pela velocidade de colocação dos dados em RAM, pelo suporte RT por hardware e respectiva capacidade desses chips, etc. Basicamente a capacidade global de resposta da máquina, algo que passa além de meros Tflops.



Os Tflops do GPU não terão nesta próxima geração a mesma preponderância que tiveram na atual geração. E isto porque ambas à partida as consolas serão potentes o suficiente, e suficientemente próximas uma da outra para as diferenças não sejam significativas.

Daí que não compense verdadeiramente a aposta num sistema mais caro só para se apresentar Tflops. Uma consola com 15 Tflops contra uma com 12.9 e Ray Tracing por Hardware não se tornaria certamente mais interessante. E da mesma forma, uma consola de 15 Tflops com tempos de loading não se tornaria tão interessante como uma de 12.9 onde os mesmos fossem super reduzidos ou mesmo nulos.

A realidade é que as pessoas estão a tentar ver as coisas pela métrica que aprenderam na geração passada, mas ela aqui, e tudo aponta nesse sentido, poderá não se aplicar da mesma forma, ou se aplicar, representar um ganho reduzido que pode não ser significativo ou ser compensado por outros componente do hardware (como memórias mais rápidas).

Os Tflops nesta geração deverão perder preponderância, e a sua discussão só se torna relevante nesta fase onde nada é conhecido sobre as consolas, até porque para que os mesmos percam a relevância, eles necessitam de ser próximos o suficiente. Mas esse é actualmente (e isto apesar de termos de referir que o conhecido é ainda muito etéreo) um dado que se está a tomar como adquirido pois é para essa proximidade de performances que todos os rumores apontam.

 

 

 



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bruno
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bruno

Aproveito este artigo para colocar uma questao, em geral, aos leitores da PC Manias. Quem aqui acha que esta mais que na altura de ter uma nova geracao de consolas?

Este fim de semana tive a dedicar o meu tempo a 3 titulos que me deixaram de boca aberta: Spider-Man, Devil May Cry 5 e Days Gone.

Devil May Cry 5 esta impressionante. O RE engine e soberbo. Fiquei parvo com a qualidade grafica que eles conseguiram colocar la dentro. Acredito que se em 2013, o trailer tivesse sido apresentado, as pessoas duvidariam que aquilo estava a rodar nas consolas da atual geracao. As particulas, os modelos, tudo a correr a 60 fps a 1080p numa PS4 base.

Days Gone, apesar dos bugs, continua a ser uma maravilha tecnologica – a qualidade grafica extrema, a jogabilidade… Apesar da natureza em mundo aberto e um jogo incrivelmente cinematografico. E ao contrario dos criticos, que efectivamente o que querem e ter jogos curtos que possam avaliar rapido, eu, enquanto alguem que valoriza 60 euros, adoro quando me dao um jogo extremamente longo por 60 euros.

Eu sinceramente acredito, que o que a industria precisa neste momento nao e de mais potencia mas de creatividade. Estamos num momento em que estamos a receber experiencias extremamente polidas, mais do que alguma vez recebemos antes e acho, que o que falta, em vez de mais e melhor hardware, e mais e melhor inovacao na gameplay.

Mal posso esperar por Death Stranding e Ghosts of Tsushima – se os trailers servirem de indicacao da qualidade final – e a Sony tem entrege e cumprido com as promessas de fidelidade visual – entao estamos perante o terceiro salto em qualidade grafica (Uncharted 3 em 2011 ou AC Revelations).

DMC5 e um caso espetacular na minha opiniao.

Agora outro ponto para fazer pensar: A nVidia ainda produz os seus GPUs a 12 nm. O primeiro GPU a 7 nm da AMD foi apenas uma copia de um GPU a 14 nm, com funcionalidades ativadas e uma velocidade de relogio louca.

So estou a dizer o seguinte: nVidia ou AMD, os 7 nm irao introduzir um salto enorme em potencia. Potencial para isso tem – o que falta e estas empresas introduzirem novas arquiteturas.

Imaginando que seria possivel a AMD criar uma arquitetura nova sem o limite das 64 Compute Units, so para dar um exemplo:

Imginemos a sucessora da Vega 56, os 7 nm irao, teoricamente, permitir a introducao de duas Vega 56 na mesma area de uma vega 56 a 14 nm, e mantendo a mesma velocidade de relogio (1150 a 1410 – 1250 p. ex.) o consumo andara na mesma coisa.

E agora olhem para os valores:

(56×2)x64x1250x2 = 17,98 Tflops.

Imaginem agora ganhos em eficiencia energetica (os 7 nm fornecem 2.5 vezes neste campo), estao a ver onde vamos chegar?

Ate agora todas as analises de hardware e do que e possivel, se basearam apenas no que existe hoje. Mas o que existe hoje sao placas a 12 nm ou 14 nm, mais um caso especial de uma copia da Vega 64 a 7 nm, com uma velocidade louca de 1800 Mhz.(e dado que o consumo nao varia de forma linear com a velocidade de relogio, isto pode explicar o porque da vega II ter um consumo de 300 W).

So estou a dizer que nos proximos tempos o mais natural e que sejam introduzidos grandes saltos de potencia -logo, porque e que toda a gente quer uma nova geracao ja?

AlexandreR
Visitante
AlexandreR

Bruno, mas como disse o Mário, os Tflops não são tão relevantes como eram antigamente!
O que vai ser importante é a otimização do equipamento/software, as particularidades de cada uma e o mais importante…. os exclusivos!
Chegamos ao ponto que não irá haver problemas de performance.
Para que esperar mais tempo, para aumentar a performance, se não será perceptível ?

bruno
Visitante
bruno

O problema Alexandre, e que ninguem pode dizer se sera perceptivel ou nao.

O que o mario diz esta certo, mas ele esta a comparar entre 12 e 11 ou 12 e 14.

Eu estou a falar de algo entre 12 e 16-20 Tflops. A diferenca anda no minimo nos 33%. Aqui ja sera mais relevante, porque estamos sempre a falar de mais potencia.

A questao nao e haver problemas de performance ou nao – e dar um salto geracional signficativo. E o valor pelos 400 euros pagos em 2013.

A questao e que, este hardware esta a entregar de forma impressionante, os jogos estao fantasticos.

Mas se reparares… as coisas nao tem sido simples. A elevada qualidade teve um custo para os produtores – os jogos cada vez mais demoram a chegar e, por exemplo a Capcom, demorou quase 5 anos a entregar titulos AAA verdadeiramente de nova geracao porque precisou de desenvolver a tecnologia para isso.

E natural, e uma consequencia da exigencia grafica.

Ao mesmo tempo, o mercado esta contente com os resultados – os jogos estao a ter sucesso, muito merecido e as vendas andam bem.

A minha questao e: alguem, enquanto utilizador pagaria ou gastaria de novo 500 euros agora, enquanto estes titulos estao a entregar o que estao neste momento?

Eu vou ser sincero – no meu caso, tenho imensos titulos ainda por passar na PS4 -, tenho jogos que me vao ocupar pelo menos este e proximo ano…

Em boa consciencia nao entrarei na proxima geracao mesmo que chege no outono de 2020. Ate la tenho TLoU part 2, FF VII remake, Ghosts of tsushima e Death Stranding.

Se alguem me dissesse o mercado esta a abrandar rapidamente, era outra coisa. Mas nao e isso que vejo, pelo contrario, cada vez mais esta a aumentar.

Isto trara consequencias para a proxima geracao.

AlexandreR
Visitante
AlexandreR

O que tu pretendias era que a geração fosse adiada para 2022 ou 2023!
Como o Mário já referiu em post anteriores, podia se esperar um início da nova geração em finais de 2019, sendo a altura lógica para a nova geração.
Esperar muito mais tempo, era impensável…
Primeiro, se não fosse a Sony/MS a lançarem neste espaço de tempo, iriam aparecer companhias a lançar novas consolas mais poderosas e aproveitar este nicho do mercado!
Segundo, as empresas querem lucro, e manter as consolas por mais 3 anos, não é sinónimo de tal…
Tanto a ps4 como a Xbox estão em decadência, as vendas já não são o que eram.
E com o adormecer da Sony e da MS, outras companhias iriam aparecer com consolas mais poderosas, fazendo a Sony e a MS perdendo o comboio desta nova geração!

bruno
Visitante
bruno

Eu nao pretendo nada. So estou a questionar se realmente alguem quer uma nova gercao neste momento – se alguem sente que as atuais consolas tem que ser substituidas. Porque, eu, no meu caso, nao sinto isso.

Falo enquanto consumidor, porque estou satisfeito com a performance da minha PS4 base, e o que mais quero e titulos que tirem total partido do hardware e isso ja esta a chegar em titulos que quando anunciados, muitos acreditaram estar a rodar em hardware next gen (alias, o mesmo disseram de God of War e Days Gone que na realidade rodam como rodam no hardware base).

E sobre nova geracao este ano, so relembro que fora, os CPUs, a tecnologia para as novas consolas ainda nao existe e a ver vamos se existira, porque ate a Navi ja foi confirmada como mais uma iteraccao da GCN – veremos que novidades tras para a mesa.

Relembro tambem que os 28 nm ja existiam desde 2011 e a atual gercao so inicou em 2013, no mesmo processo de fabrico. Logo pelo andar da carruagem… so em 2021, se o paralelismo se mantiver.

Alias,a Sony ja confirmou, como eu me fartei de referir, que ate marco de 2020 nao ha nova geracao ha vista.

Porque nao faz sentido nenhum! 2020 sera aceitavel, concordo, mas com o panorama atual mantenho o tenho defendido desde ha tempos – 2021 e o timming ideal.

Sobre a chegada de novos concorrentes e preciso entender que uma coisa e novos concorrente e outra coisa e fogo de palha;

– Zubor, a empresa chinesa que introduziu a Zubor X ja despediu a equipa e a ver vamos se lanca segundo modelo.

– A MAD box e ainda uma incognita – com os financiadores a retratarem-se.

– O streaming? Do Stadia so temos promessas e 0 catalogo. Vamos ver o netflix e o resto, mas nao acreidot nas performances.

Seja como for, estes servicos vao demorar a chegar – alguem sabe se a Google marcara presenca na E3?

bruno
Visitante
bruno

Continuando…

– Manter as consolas por mais 3 anos nao e sinonimo de lucros…

Nao e o que a tendencia atual diz. Ja se teria esperado uma descido dos lucros por esta altura, com o pico a ter ocorrido, mas a Sony acaba de bater records de lucro. As vendas de hardware tem descido? Sim. Mas a Sony para isso, pode descer a producao.

Mais ainda, a Global Foundries retirou-se da corrida aos 7 nm, e mantem-se a fabricar nos 14/12 nm. Logo, querendo clientes tera que oferecer bons acordos, e por isso nao vejo que os custos estejam a aumentar. Pelo contrario, os 7 nm acabam de chegar e os custos de desenvolvimenot neste nodo acabam por ser mais altos que nos 12/14. O que quero dizer e que empurrar hardware ja, neste nodo podera ser mais custoso que aguardar ate que o processo estejamais maduro… mais uma vez como fizeram em 2013.

– PS4 e Xbox estao em decadencia.

Nao vejo isso. Pelo contrario o que se nota e que, pelo menos a PS4, esta no seu auje. Mais uma vez a divisao gaming da Sony acaba de registar lucros recorde.

Sobre o perder o comboio… a Sony e a MS neste momento controlam o salto grafico. Os servicos de streaming precisam de lancar exclusivos… e disso nada sabemos.

A Nintendo esta no meio de um bom momento com a Switch e nao ira lancar nada.

Quem mais?

Vitor Calado
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Vitor Calado

Os serviços de streaming precisam de lançar exclusivos….e disso nada sabemos

Pois…já disse isto tanta vez, vou repetir mais uma vez.
No modelo de negócios actual os exclusivos são uma mais valia, pois para eu jogar aquele exclusivo de que toda a gente fala vou ter que comprar uma consola especifica para o jogar, e como as consolas não custam vinte e cinco tostões a maioria das pessoas fica vinculada a essa consola por muito tempo e se tem a consola Y logicamente vai comprar todos os outro jogos para a consola Y, assim como acessórios, comandos carregadores câmaras etc etc.
NO streaming os exclusivos não são sinónimo de fidelidade, o Xcloud lança o Halo 7…fixe paga 4 ou 5 euros por um mês de subscrição e jogo o jogo, no mês seguinte o PSNOW lança o uncharted 6…boa, mais 4 ou 5 euros e lá vou eu para a Sony, e assim sucessivamente. claro que existem jogos tipo o fortnite que poderia fixar os jogadores durante vários meses ou até anos, mas quem é dono de um jogo desses geralmente quer espalhá-lo pelo maior número de plataformas e/ou serviços…tudo vai depender da matemática dos dólares

bruno
Visitante
bruno

Nao sei se reparaste, mas contradizes-te a ti proprio no teu comentario.

Acabas de admitir que por causa de exclusivos assinas X ou Y servico.

E dado que um jogo te pode ocupar meses… Pelo menos durante esse periodo nesse servico ficas.

O objectivo de exclusivos no streaming e o de angariar subscricoes, e com isso ter garantia que o cliente o escolhe. E como bem descreves isso acaba por acontecer. Ha empresa pouco lhe importa que tu decidas comprar varios em simultaneo… desde que os subscrevas a eles.

Sobre o eles nao serem relevantes… basta dizer que num modelo mais bem estabelecido que e o streaming the series e filmes, as empresas lutam por subcricoes.

NetFlix – Stranger Things, Altered Carbon

Hulu – HandMaid’s Tale,

Prime Video – The Man in the High Castle.

Seja como for o ponto essencial, nesta primeira fase de consolas vs streaming, os exclusivos vao desempenhar um papel essencial.

Alias, basta ver o que a Epic esta a fazer no PC para perceber que exclusivos tem importancia ate num mercado livre como aquele.

bruno
Visitante
bruno

So para acrescentar… Tudo o que quero dizer e que a preocupacao das fabricantes seria introduzir experiencias que permitissem isto em tempo real nos jogos. E que enquanto o hardware nao der, podem aguardar por novidades:

https://www.youtube.com/watch?v=Qjt_MqEOcGM

João Magalhães
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João Magalhães

Falam por aí que a solução SSD da Sony é muito superior a da MS.

As implicações em um SSD vão muito além de loading mais rápidos.Até para renderizar mundos abertos e cutscenes em tempo real seriam uma vantagem.

Acho que aquele rumor que falavam que Ram do PS5 poderia ser até 4X mais rápida era em relação a solução SSD da Sony.