A análise de Shawn Layden sobre as políticas da Sony de jogos no PC

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Quase poderíamos dizer que concordamos com tudo o que ele diz, mas dado que na realidade fomos nós que referimos primeiro que essa era a nossa forma de ver, é Shawn que demonstra uma concordància com a nossa forma de ver.

O que pensamos sobre as políticas da Sony sobre os jogos no PC já ficou bem claro em vários artigos.

Apesar que preferíamos que tal não acontecesse, e que, se acontecesse, os principais nomes da consola se mantivessem exclusivos, isso não é o que a Sony pensa. E a ideia é levar os jogos da consola para o PC.

Assim sendo a nossa postura sempre foi que tal deveria acontecer quando os jogos estivessem esgotados comercialmente, servindo assim de receita extra e de uma promoção ao que se está a perder ao não se possuir uma Playstation.

E isso é exatamente o que Shawn Layden pensa.



Mas dado que este post é sobre ele, vamos então citar da sua entrevista:

Com sabemos a Sony não optou pela política radical da Microsoft de levar os seus exclusivos para o PC no dia um. Pelo contrário, apesar de ter visto na situação uma possibilidade de rentabilização extra e uma promoção à consola, a Sony usa uma política bem mais discreta.

Tudo começou com Horizon Zero Dawn, lançado para o PC três anos depois de ser lançado na consola, de ter sido ofertado na PSN+ e mesmo ofertado a todos os possuidores da consola.

Depois foi Days Gone, que vendeu pior, e que foi para o PC dois anos depois do seu lançamento, estando ofertado gratuitamente no PS Plus Games Collection a que todos os possuidores de consolas PS5 tem acesso gratuito.

Agora temos o caso de Uncharted 4 e Uncharted: The Lost Legacy que serão lançados 5 e 4 anos depois de saírem na consola da Sony. Unchjarted 4 faz parte do PS Plus Collection, sendo que se desconhece ainda se Lost Legacy será ofertado em breve ou não.

E foi sobre isto que Shawn Layden, ex líder da Playstation nos EUA se pronunciou numa entrevista com a What’s Up PlayStation.



A ideia de ir para o PC – E não acredito que alguma vez vejamos um compromisso de dia e data de saída num jogo para o PC, mas nunca se sabe, e nunca se diga nunca – mas a estratégia, como a estávamos a desenvolver quando estava lá, era ir atrás de novos clientes onde eles estivessem, esses novos potenciais fans.

Dado que eles não vinham a nossa casa, decidimos ir nós a casa deles.

E qual a melhor maneira de ir a sua casa? Porque não lhes levar os nossos jogos mais populares, que já esgotaram o seu potencial no mercado, que já lá estivessem à mais de 18 ou 24 meses, e sem atividade de vendas, e onde não estou a trocar uma venda por outra, e levar isso para a plataforma dos computadores pessoais para lhes dar uma ideia – Vocês decidiram não vir para a plataforma Playstation, pois eis o que estão a perder.

Percebe-se aqui que a ideia já estava a ser estudada à algum tempo, inclusive antes da sua saída. E basicamente, para Layden, não há perda nesta transação, uma vez que uma venda no PC não surge à custa da perda de uma venda na consola, sendo que idealmente ela até encoraja os possuidores de PC a comprarem uma consola.

É uma forma de alcançar novo mercado, é como o vejo. Tentar alcançar clientes aos quais a plataforma não consegue cativar

Sinceramente é uma perspectiva realista, e que tendo esta ideia em mente nunca prejudicará a Playstation, até porque se tal vier a acontecer, a política é sempre reversível. E aquele que gasta uma fortuna para ter o melhor hardware não o quer para jogar jogos que já possuem anos e poderiam ser jogados em hardware inferior. A ideia é o cativar e mostrar… isto que estais a jogar e a gostar é o que nós já jogamos à três anos atrás. Agora imaginem o que estamos a jogar agora e que vocês estão a perder.

Recorde-se as palavras de Hermen Hulst em Junho e que referia que ainda era preaturo falar do planeamento para o PC mas que a consola manteria a mesma prioridade de sempre para novos lançamentos. acrescentando:

Mas quero enfatizar que a Playstation se manterá no melhor lugar para jogar os nossos jogos dos Playstation Studios no lançamento. Lançar jogos no PC nunca acontecerá à custa de criarmos um lineup excitante de jogos na consola

Para Layden o sucesso de Horizon Zero Dawn no PC só mostra que os Gamers daquela plataforma tem apetite por aquele tipo de jogos. E aquilo é o que a Playstation tem para oferecer.



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Sparrow81
Sparrow81
1 mês atrás
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Cansado disso. As pessoas nem sabem o que vai acontecer e já ficam nessa de “ainn, tudo vai pro PC, Jim Ryan tá matando o PlayStation, ainn, é um ambicioso que vai acabar com a marca…”

Agora tá aí, provado que um dos idealistas de jogos no PC foi o tão amado Por muitos Shawn Layden.

Qual o mal do jogo, após esgotado seu potencial de vendas, doado na plataforma playstation, ir ao PC para arrecadar mais um dinheiro e investir ainda mais em novos jogos pra playstation? Ah, já sei, o mal é não poder falar que é EXCLUSIVO e vai perder na hora de brigar por pedaço de plástico.
Depois falam aqui que eu que sou fanboy. Pffff

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Bom, eu tô sem webcam. Então já descarto minha participação.

Daniel Torres
Daniel Torres
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Bom dia Mário, dependendo do dia eu estou disponível, estas declarações do Shawn são bem interessantes de serem discutidas, inclusive esses dias ele deu uma declaração que a ideia dos jogos saírem no Pc foi dele e não do Jim.

Felipe Horvath
Felipe Horvath
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Opa , só falar o dia e hora.

Juca
Juca
Responder a  Sparrow81
1 mês atrás

Acho que o mal será não guentar nível de vendas significativas do meio para o fim da geração, e a queda de receita impactará na produção de vidouros blockbusters da Sony. Mas é só minha modesta opinião.

AlterX
AlterX
1 mês atrás

“The idea of going to PC – and i don’t think you’ll ever see Playstation do a day and date with PC, but you know, never say never – but the strategy as we were developing it when i was there was that we need to go out to where these new customers are, these new fans could be”, he said

“Nunca diga nunca”
Eu adoro essa frase

Deto
Deto
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

A MS repetindo o que ela sempre fez.

Agora faz dummping com vídeo games.

Finn
Finn
1 mês atrás

O Playstation se resume aos seus jogos e ao hardware/serviços, não à exclusividade de jogos e a uma interpretação da filosofia que a empresa tem (baseada em exclusividade). É claro que a Playstation tem que ser leal aos seus princípios e aos seus consumidores, nesse ponto eu não sei se há uma traição da confiança, para mim, não. O Jim parece que sabe o que deve fazer para obter lucro, pelos últimos resultados. A empresa tem de agradar ao seu consumidor, não aos fanboys. E me parece que a maioria dos consumidores não se importa para exclusividade de jogos, ou com a ida deles tardiamente ao PC. Não se sabe exatamente e não é possível prever o custo desse trade off ao colocar alguns jogos antes exclusivos no PC (e por isso a Sony o está fazendo de maneira lenta e gradual, de forma mais amena/inofensiva, com jogos antigos), mas uma migração em massa para o PC me parece muito improvável, para não dizer impossível. Certamente o PS5 ainda venderia bastante, mesmo que todos os jogos para ele saíssem no PC no day 1, do mesmo modo que a MS vendeu mais de 50 mi de consoles (resultado melhor que várias gerações da Nintendo, por exemplo), mesmo lançando todos os jogos no PC, mas se isso seria viável e uma boa jogada, provavelmente ninguém sabe.
Aliás, convém dizer que das 3 fabricantes, a Xbox é a que tem menos tem problemas para convergir com o PC sem grandes perdas para a sua fabricante, porque: usa o mesmo devkit, aposta no GP/Xcloud e ficou na lanterna da geração passada. É mais complicado com a Playstation, porque é a líder (até o Switch passar o PS4) e não faz nenhum sentido neste momento lançar os seus jogos no lançamento no PC e/ou num serviço de streaming, porque sabem que podem vender mais de 10 milhões apenas na Playstation e esperar uns 2 a 5 anos até os relançar no PC, ganhando mais dinheiro com o público de PC, que não deve se importar em gastar mais um pouco nestes jogos antes exclusivos. O problema, ao meu ver, é que embora isso não desagrade completamente ninguém, também não agrada completamente ninguém, nem os consumidores do console e nem os do PC.

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