Os valores de vendas da NPD apareceram, e Crackdown 3 nem sequer aparece na lista.
Crackdown 3 foi um flop. O exclusivo não conseguiu sequer aparecer nas listas dos jogos mais vendidos. Nem no top 20 global, nem sequer no top 10 exclusivo da Xbox. Sendo normal que, mesmo de forma temporária, os jogos exclusivos recém lançados apareçam nas listas de jogos mais vendidos, Crackdown 3 é uma excepção.
Eis uma notícia relativa ao lançamento de Crackdown 2, um jogo que também esteve longe de ser um sucesso, vendendo pouco mais de 40 mil cópias no lançamento, mas que mesmo assim entrou para o primeiro lugar dos mais vendidos da Gametrack (Reino Unido).
Os motivos são diversos, sendo que a fraca qualidade do apresentado será o principal. Mas a sua presença no Gamepass terá de ser igualmente tomada em conta pois o facto de este jogo estar presente no serviço torna a sua compra, mesmo que este fosse um jogo com alta qualidade, muito menos atractiva e desejada. Afinal basta pagar 1 euro por um mês de serviço (e as promoções nesse sentido tem sido muitas), para testar o jogo por um mês. E nesse sentido, as vendas digitais, cujos valores não se conhecem, não deverão também ter sido exactamente famosas.
Aliás, mesmo com o Gamepass a receptividade ao jogo tem sido má… tanto que, apesar de recente, ele nem aparece na lista dos 50 jogos mais jogados na Xbox.
Após 5 anos em desenvolvimento, e publicidade diversa ao longo dos anos, o jogo terá forçosamente um investimento considerável, as fracas vendas do jogo não deixam dúvidas que estas não chegaram sequer para compensar os custos. No Reino Unido, o segundo maior mercado do mundo o jogo vendeu um total de… 4 mil cópias.
Sim… 4 mil cópias! Quatro mil…
Crackdown 3 sells 4000 copies during opening weekend, “barely 10 per cent of what Crackdown 2 managed in 2010”. [UK sales chart]https://t.co/3Z6XXLssA0
— The Hunter 🎮 (@NextGenPlayer) February 18, 2019
Recordemos que Crackdown 3 foi o porta estandarte do Poder da Cloud, um slogan que ficou colado à Xbox, e que ficou agora com uma imagem terrível junto do público pela baixa qualidade do entregue e aceitação do público, tendo sido um jogo falado activamente nos fóruns ao longo dos anos, publicitado por diversas vezes, e um jogo esperado por muitos por ser o jogo que finalmente traria o poder de 12 consolas Xbox One para cada utilizador.
Sinceramente não tenho memória de um jogo Second Party das consolas tão amplamente promovido, tão falado internamente, e com tanto tempo de desenvolvimento ter sido um flop tão grande. Que não gerasse lucros suficientes para se pagar, ainda vá que não vá, o mercado é grande, a oferta é extensa, e os jogos podem dar-se mal. Mas vender 4 mil cópias… isso são valores de vendas que apenas encontramos em jogos de terceiro plano de baixa qualidade e pouco publicitados e desejados, e não em jogos exclusivos e com tanta visibilidade e promoção como a que foi dada pela Microsoft a Crackdown 3.

Crackdown 3 no dia de hoje é aquela piada que é verdadeira, deve ser do poder da nuvem.
Imagina se não tivesse o poder da nuvem!
E essa eu tenho certeza que não é 1° de Abril.rs
Quer melhor resposta do consumidor senão pelas “vendas” dos jogos? Crackdown 3 é um jogo bastante divertido, mas de qualidade mediana realmente; e não está a representar os exclusivos da Microsoft (na minha opinião).
E lamento que o autor tenha se baseado em “falácias”, como quando cita que o mesmo esteve por “cinco anos em desenvimento”. Sim, de fato desde o anúncio até o seu lançamento passou-se “cinco anos”; porém não em desenvolvimento. Este jogo passou por “idas e vindas” de estúdios e a sua demora esteve relacionada diretamente com o “amadurecimento” da nuvem pela Microsoft, para entregar nele um modo online similar em desempenho independente de o consumidor jogar no XONE original ou no XONE X. Tudo isso está devidamente esclarecido na Revista Xbox (aqui no Brasil), edição de fevereiro, por um dos Diretores de um dos estúdios que finalizaram o jogo (que não vou me lembrar agora dos nomes). E cita ainda que praticamente a metade do jogo foi finalizada no último ano antes do seu lançamento, em 2018. Estas são as informações oficiais.
Apesar de esclarecido acima, não muda o fato de Crackdown 3 ser um jogo mediano (AA), que não tem a pretensão de suprir “carência de jogos exclusivos de peso” - como dizem por aí.
Sendo este jogo o último jogo anunciado antes da era Phil Spencer na divisão XBOX da Microsoft, e tendo esta reformulado aquela divisão em vários sentidos, esperamos que a qualidade nos jogos exclusivos da Microsoft volte em grande altura ainda a partir deste ano com Gears 5, Ori, Battletoads…, e continue com os novos estúdios que estão sendo contratados e expandidos, e com todo suporte financeiro, de recursos humanos e de tecnologia da Microsoft, eles possam focar na criatividade e no desenvolvimento de jogos para fazer até melhores jogos do que já fizeram até agora no histórico de cada um deles.
O XBOX merece; e o Playstation também um concorrente a altura.
O autor… eu.. não se baseou em falácia, mas sim em factos.
O jogo esteve 5 anos em desenvolvimento. Foi anunciado em 2014 e entregue em 2019. Se o desenvolvimento se passou a beber cervejas ou a criar o jogo é irrelevante, o facto é que o tempo que se passa entre um anuncio e o lançamento é desenvolvimento.
O jogo teve efectivamente percalços… enormes… Foi anunciado com um motor, e lançado com outro, mas a culpa disso é do responsável pelo jogo, a Microsoft. A empresa fez um acordo para a criação de um jogo, mas não reservou direitos sobre o motor. O que sucedeu foi que a EPIC comprou a Cloudgine e ficou como o motor, e a Microsoft ficou com os direitos sobre o criado, com o que tinha sido criado, mas sem um motor onde executar o que tinha. Daí que teve basicamente de criar um motor novo, que de forma alguma estava ao nível do que foi mostrado em 2015.
Isso já foi tudo escrito neste website, pelo que me estou a repetir.
E crackdown 3 um jogo mediano… porque é um jogo mediano.
Ele foi o porta estandarte da Cloud e as expectativas de quem ainda acreditava na Cloud estavam depositadas nesse jogo. Era nele que estam depositadas as expectativas do “Poder da Cloud”, e o que ele entregasse seria o que definiria as promessas da Microsoft. Fosse bem sucedido e a Microsoft tinha uma enorme arma de marketing para a próxima geração, falhasse e a Microsoft não tinha cumprido com as promessas que fez para a Xbox.
Mas a Microsoft, uma das empresas mais ricas do planeta, que comprou recentemente 6 estúdios, não conseguiu segurar o cloudgine, passando a segunda imagem. Porque?? Não sei… mas o certo é que essa decisão custou-lhe caro. O poder da Cloud acabou enxovalhado num jogo de qualidade abaixo da média e tudo de relevante que foi prometido pela Microsoft no início da geração esfumou-se numa nuvem de meras promessas.
Se o jogo tem ou não a pretensão de suprimir a carência de jogos exclusivos de peso. Não sei, e nem nunca me pronunciei sobre esse assunto! Mas que ele foi talvez o jogo mais publicitado de sempre nesta geração… olha que não andaremos longe disso. Foram publicidades diversas sobre o poder da cloud, foram apresentações de tecnologia, publicidades na TV baseadas na cloud e no que este jogo poderia entregar, nas revistas, etc. O jogo poderia não ser um exclusivo de peso, e realmente o simples facto de ter o nome Crackdown apontava para aí… mas que saiu ficou abaixo de tudo o que se esperava… isso também é verdade!
O artigo de cima não faz considerações sobre o jogo. Mas limita-se a constatar que o jogo foi um FLOP. O que demonstra que não só ele é efectivamente um jogo de qualidade mediana, mas igualmente um jogo que, tal como está, não interessa verdadeiramente a ninguém.
O grande responsável por tudo isto??? Phil Spencer, claro! Don Mattrick anunciou a sua saída da Microsoft para CEO da Zynga ainda antes do lançamento da Xbox. Isso comprova-se nesta notícia de Fevereiro de 2013:
https://www.fastcompany.com/3013767/don-mattrick
A Xbox One foi apresentada em Maio, ou seja 3 meses depois.
O substituto de Mattrick foi Steve Balmer, que quando concorreu a CEO quis vender a divisão, e ele foi substituído quatro meses depois do lançamento da consola, , em Março de 2014, por Phil Spencer.
É com Phil Spencer que o mundo toma conhecimento do jogo, na E3 de 2014 que ocorre 3 meses depois de Phil tomar posse, e é com Phil Spencer que se passam os 5 anos em que o jogo teve problemas diversos.
De resto, tal como tu, espero que a Xbox volte ao de cima, com exclusivos de qualidade. Até porque atualmente, dado que tenho a PS4 e a Xbox base, e os jogos multi são superiores na PS4, é nela que jogo. Mas ao contrário da geração passada, onde acontecia exactamente o contrário e só usava a PS3 para exclusivos, agora não faço sequer isso com a Xbox. Dado que os exclusivos Xbox tem saído para PC, é aí que jogo. Não só tenho melhores gráficos e resolução, como não pago pelo Live para jogar.
Daí que não só desejo que a Xbox volte ao pico, mas acima de tudo que volte a criar as condições para que eu sinta a necessidade de ter uma.
Deixa ver se eu percebo: Jogas no PC com melhores gráficos e melhor resolução e podes jogar multiplayer sem pagar nada pelo LIVE, mas desejas que a xbox volte ao pico para que sintas necessidade de ter uma??? Como assim?? És milionário?? o teu maior desejo é que as empresas te façam gastar o teu dinheiro…se tens um computador que dá para jogar os jogos de forma melhorada e sem pagar nada, deixa-te estar onde estás que estás bem…digo eu
Edit: eu gastei cerca de 2500 euros na xbox X e na TV 4K (comprei o ano passado agora já estão mais baratas), mas o que eu gostaria mesmo era de ter um PC BOM para jogar, só que pelas minhas contas na altura teria de gastar o dobro do dinheiro para ter o sistema que eu desejava…e optei pela X mas o meu sonho não morreu, se os serviços de streaming não funcionarem da forma que eu espero, talvez em 2020 eu tenho o PC dos meus sonhos.
A ver se percebes uma coisa.
As consolas sempre foram uma alternativa aos PCs por serem apetecíveis. Eu, que sempre fui jogador de PC, passei para as consolas pelo facto de estas terem vantagens. Eram um investimento barato, tinham jogos exclusivos, tinham tremendo suporte, eram um eco-sistema fechado e afastado dos hackers e crackers que abundam nos servidores online no PC.
A Microsoft alterou isso tudo. Introduziu o Live pago, aumentando o custo de ter uma consola (apesar de tudo um custo justificável face às vantagens na infra-estrutura), passou os exclusivos para o PC (sem colocar o live, o que se torna um contra-senso, mas o certo é que os possuidores de PC nunca pagariam em massa para jogar online), cortou no suporte, e abriu o eco-sistema ao apostar no Cross Play livre.
Basicamente, face às vantagens que tinha, a consola passou a ser um PC.
Ora a partir do momento que as vantagens que me atraíram desapareceram, o PC tornou-se interessante. Eu aderi à One, e ainda a tenho. Mas quando saiu a X pensei em trocar pois o suporte a resoluções superiores interessava-me. Mas em vez de aderir à X e continuar a pagar o Live, fiz o upgrade ao PC que possuo e que por questões profissionais necessita de ser capaz. Fiquei com uma máquina com specs bem superiores e que joga jogos que a One não joga. O upgrade ficou-me mais barato do que a consola, e poupei no live.
Basicamente a Microsoft acabou com o meu interesse na sua consola. Eu posso beneficiar dos seus jogos sem ela. É isso que eu quis dizer. Que quero voltar a ver o suporte na Xbox, quero ver a mesma voltar ao seu pico, mas acima de tudo quero que a Microsoft volte a criar as condições para que eu volte a optar por uma consola em vez de um PC.
Isto é difícil de entender? A Microsoft criou as condições para que a Xbox deixe de ser um produto apetecível. Aliás cada vez mais, ela está a virar-se para uma fornecedora de serviços, com foco nisso e não no hardware em si.