A existência no YouTube de um trailer de um filme anti-Islão que tem vindo a ser acusado de criar violência no mundo Muçulmano, levou a um pedido em tribunal para a sua remoção. No entanto, um Juiz de Los Angeles rejeitou um pedido. Entretanto a Google, por sua iniciativa, removeu o trailer.
A actriz Cindy Lee Garcia, uma das participantes no filme em causa, foi quem introduziu em tribunal o pedido para a remoção forçada de um trailer de um filme anti-Islão que, pela sua polémica, tem vindo a criar violência junto dos Muçulmanos. No entanto, e apesar de o conteúdo estar a ser polémico, e de o YouTube o ter removido por sua próprioa iniciativa, o Juiz Luis Lavin, rejeitou o pedido. Um dos motivos terá sido o facto de o produtor do filme, igualmente visado, não ter recebido uma cópia da acção.
Curiosamente, um dos argumentos apresentados pela actriz para a remoção do filme era que o mesmo violava, entre outras coisas, a sua privacidade. Um argumento deveras curioso para alguém cuja vida profissional é exactamente aparecer em filmes deste género.
No entanto esse argumento tem uma explicação. É que o produtor do filme Nakoula Basseley Nakoula, foi, como já referido, igualmente visado na acção. O motivo é que a actriz afirma ter sido enganada pelo mesmo que a levou a crer estar a participar num antigo filme de aventuras egípcio. A mesma afirma que os diálogos originais foram depois substituídos por uma nova pista audio que ataca o Profeta do Islão, Muhammad.
Esta situação terá levado a ameaças de morte devido ao facto de o trailer estar na internet, pelo que a actriz teme pela sua vida e dos seus familiares, com os quais, para sua protecção, cortou todo o contacto.
Acredita-se que Nakoula terá sido quem colocou o trailer online, o que a ser verdade viola os termos da sua actual liberdade condicionada. É que o produtor foi acusado em 2010 de uma fraude bancária, e está desde então impedido de aceder à internet sem a permissão dos seus agentes de liberdade condicionada.
No entanto mostrando que neste caso o bom senso impera, e que o processo era desnecessário bastando um diálogo directo e coerente com a empresa, o YouTube já removeu o filme.



Sorry, the comment form is closed at this time.