Serviços de streaming estão em rota de colisão com os limites de tráfego na internet

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Segundo um estudo os limites de tráfego serão um grande entrave aos serviços de streaming, com os utilizadores a rapidamente alcançarem limites de tráfego que muito deles, nem sabiam que tinham.

Tens uma internet sem limites? Muitas das pessoas que respondem que sim, nem imaginam que na realidade isso não é bem assim!

Pessoalmente nunca tive qualquer problema de tráfego. Gasto algumas centenas de Gigas mensalmente e nunca encontrei qualquer limite. Mas isso não quer dizer que não os tenha!

Recorda-me que há alguns anos atrás, ainda no mesmo operador que possuo, tinha exactamente essa mesma ideia, mas isso não impediu algumas pessoas de tomarem conhecimento de um limite que era referido como “política de utilização responsável”.

Um valor alto, bastante alto, mas que alguns na altura frequentemente ultrapassaram. E não tenho dúvidas que esse limite, actualmente, e apesar de bastante mais alto, continua a existir. Porque é coerente que exista para evitar saturação da rede e degradação de serviços.



Ora o estudo, realizado nos EUA nem sequer pretende entrar por aí, e limita-se a analisar as consequências da entrada de um serviço destes em ISPs com tarifários com limites conhecidos. E refere que só aí, num exemplo envolvendo o Stadia, dos potenciais 34 milhões de clientes que são apontados para este serviços, 6 milhões ultrapassariam os limites de tráfego.

Usando o exemplo do Stadia, o estudo refere que o mesmo consomiria 15.75 GB por hora numa resolução 4K com a qualidade máxima. Aplicando isto à média de horas jogadas por semana, que é referida como sendo 22 horas,tal daria um total de 1386 GB por mês. Uma conta por baixo, e que nos atrevemos a corrigir, de forma mais correcta para algo na ordem dos 1500 GB (a conta feita é arredondada considerando o mês com semanas. No nosso caso calculamos ao dia, atirando para o valor médio pois há meses com 31 dias e outros com 30).

Isto é um cálculo que apenas tem em conta o jogo… A estes valores há que se somar outros usos da internet, como streaming de filmes, musica, navegação e downloads.

Estamos a falar de um disparar brutal de consumos. Uma pessoa que gaste actualmente 200 ou 300 GB por mês no seu uso normal, jogando localmente, ao aderia a um serviço de streaming passaria a consumir algo na ordem dos 1.8 Terabytes. Naturalmente que tal terá um grande impacto nos servidores dos ISPs, e na internet em geral. E o que passaremos a ver, especialmente agora que a neutralidade da internet caiu, será ou um aumento generalizado do custo da internet, ou o pagamento adicional para se poder aderir a estes serviços.

O quando o estudo refere que nos EUA há ainda limites na internet fixa tão ridículos como 150 GB, o choque destes serviços com os interesses dos ISPs é claro, sendo que a solução passará sempre pelo cliente sofrer na carteira.

Tal situação entra claramente em rota de colisão com os serviços de streaming, supostamente baratos. A generalização dos mesmos vai levar a grandes aumentos nos consumos, e se até agora quem aderia aos mesmos era o jogador casual, a banalização e tentativa de standarização destes serviços, vai levar a uma massificação do uso, o que trará consequências.



Daí que o futuro não seja brilhante… e os interessados nestes serviços deverão pensar nas consequências dos mesmos, não só para eles, como para todos. Da nossa parte apenas podemos dizer que, não é por falta de avisos.

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