A Ubisoft Montreal é o principal estúdio da Ubisoft e o responsável pelos jogos da série Assassins Creed e pediu mais tempo para trabalhar no seu próximo jogo. Já quanto aos problemas de Unity, eis que, vinda não se sabe de onde, surge uma explicação.

Lionel Raynaud, Vice Presidente de Criativividade da Ubisoft em uma entrevista à Computer and Video Games referiu o seguinte:
Em Montreal queriamos mais tempo para trabalhar no franchise Assassins Creed
Esse tempo não foi algo que fosse verdadeiramente concedido, mas no entanto a equipa foi autorizada a pedir ajuda à Ubisoft Quebec que está a trabalhar em outros projectos, mas que já tem ajudado no passado. E a ajuda de Francois Pelland da Ubisoft Quebec existiu.
Falo com o Francois Pelland muitas vezes sobre o jogo da Quebec, e ele é um amigo. Honestamente não foi um um problema. A Quebec já trabalhou connosco bastante no Franchising… Estamos felizes que tal aconteca e porque temos uma forte experiência também os estamos a ajudar bastante com o jogo que eles estão a fazer agora.
Para Montreal, esta decisão dá-nos mais tempo. Lançamos uma série de jogos Assasins Creed em Montreal todos os anos e por vezes desejávamos que tivéssemos mais tempo para tomar decisões e experimentar mais coisas.
Sinceramente estas palavras parecem uma admissão ligeira da equipa, feita de forma a não se prejudicar, de que as pressões de prazos não permitem chegar aos melhores resultados.
Numa outra temática, o website Wfcctech refere ter descoberto uns e-mails onde a Ubisoft explica os problemas de Unity.
O jogo (no seu estado actual) está a emitir cerca de 50 mil chamadas de desenho no API DirectX 11. O problema é que o DirectX 11 só está equipado para lidar com cerca de 10 mil chamadas no máximo. O que acontece é um” bottleneck” severo com a maior parte das chamadas de desenho a serem cortadas ou rendidas incorrectamente, o que resulta em texturas e NPC a aparecerem de repente. Por outro lado as consolas possuem “acesso ao metal” e praticamente nenhuma sobrecarga de CPU causada pelo API, mas são hardware com bastante menos potência que não se revela capaz de lidar com o stress da quantidade de polígonos. Colocando a coisa de forma simples, há uma péssima passagem para a plataforma PC e algo não optimizado (alguns iriam mais longe ao dizer inacabado) titulo nas consolas.
Sinceramente não sabemos onde a WFCCTech foi buscar estas declarações, ou quem as proferiu uma vez que tal não é dito no artigo. Mas estas são declarações muito sérias, e que nunca deveriam ser publicitadas sem citar claramente a fonte.
Segundo este website há efectivamente aqui um jogo que não foi optimizado para as consolas e que teve uma conversão terrível para PC. E estas situações são gravíssimas pois o jogo possui problemas demasiadamente sérios derivados de tal e nem por isso é vendido mais barato.
A Ubisoft perde com este jogo bastante da sua credibilidade. E vai precisar mostrar muito trabalho no futuro para a recuperar o que é uma infelicidade pois Unity é um jogo excelente que pretendemos analisar em breve.