As ultimas decisões da Sony relacionadas com o online

O relançamento do PSNow, o adoptar oficial do Cross Play, com a remoção do mesmo de beta, são duas decisões recentes da Sony relacionadas com o online.

Nota: Esta notícia pode aparecer um pouco fora de tempo, uma vez que foi adiada para dar entrada a algumas novidades que foram ocorrendo.

Jim Ryan CEO of Sony Interactive Entertainment resolveu falar sobre o PSNow. Na entrevista ele começa por referir que gosta de ser ele a falar, mas que acredita que a Sony é culpada de não terem falado o suficiente sobre o que tem andado a fazer.

O PSNow foi lançado em 2014. Atualmente mudou muito e permite jogar jogos por streaming, ou no caso de jogos PS4, os possuidores dessas consolas já podem fazer download de forma a joga-los localmente.

Ryan refere que o serviço teve várias fases de foco: O tamanho do catálogo, a lista de publicadores suportado, a cobertura geográfica, e agora, desde Março, na cobertura de servidores na Europa Ocidental e Meridional, uma zona territorial que a Sony vê como crítica.



O serviço evoluiu desde 2014. O serviço permitiu ver que muitos passos em falso foram dados, e como tal muitas lições foram aprendidas. Por exemplo o serviço começou por permitir o stream para aparelhos móveis e smarttvs, mas acabou apenas com as PS4 e os PCs. Mesmo assim,  o PSNow reportou um crescimento anual de 40%, tendo actualmente 700 mil subscritores que pagam para ter acesso à livraria de 800 jogos.

Segundo Ryan as queixas principais são o preço e qualidade dos jogos. E foi nesses pontos que a Sony se focou recentemente para esta ultima alteração ao serviço.

Basicamente a Sony anunciou um corte do preço do serviço para metade, e acrescentou alguns jogos de maior interesse como God of WarInfamous Second SonUncharted 4: A Thief’s End, e Grand Theft Auto V. Estes jogos estarão disponíveis apenas até Janeiro, alguma em que outros jogos de interesse os substituirão.

O jogo mais interessante do grupo é o GTA V, especialmente dado que a Take-Two, detentora da Rockstar não é exactamente uma amante destes serviços. E apesar de a Sony não ter nenhuma exclusividade, ela conseguiu convencer a Take-Two a ceder o jogo, num negócio em que Ryan refere apenas que eles não ficam a perder.



Mas porque este foco no PSNow agora, neste exacto momento? Segundo David Cole, CEO of research firm DFC Intelligence, os motivos prendem-se com o lançamento do Google Stadia para o próximo mês, e do facto de o Projecto Xcloud da Microsoft começar a sua beta este mês. Estes acontecimentos mostram que o jogo na cloud dá um passo na sua evolução, e a Sony entende que por isso mesmo deve dar um sério aviso à competição de que está viva e presente não pretendendo relaxar.

Basicamente com isto a Sony diz claramente: “Nós temos a vantagem no preço… e igualmente na quantidade de conteúdo!”

David Cole vê igualmente um ponto forte no PSNow, que é o facto que o seu modelo de funcionamento mostra que ele é claramente um extra e não um substituto, não interferindo assim com o modelo de negócio clássico. – (uma alusão ao Gamepass?)
Numa outra decisão recente, e que não foi anunciada explicitamente, foi dado a conhecer que os esforços da Sony no capítulo do Cross Play para a PS4 saíram agora de Beta, e que como tal a característica está pronta e pode ser usada por quem entender.
Modern Warfare deverá ser o primeiro título a tirar vantagem disso, mas não será, certamente, o último.

 



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Hennan Santos Carvalho
Visitante
Hennan Santos Carvalho

Tenho um elogio a fazer. Você é único cara que vejo a criticar o modelo de negócio da microsoft com o gamepass, mostrando o risco para o mercado de games. Em todos os outros locais que acompanho, houve uma critica pesada a sony por não fazer o mesmo que a microsoft. Oferta seus lançamentos no pacote. Chamaram a empresa de mesquinha, prepotente, etc. Mas nenhum deles se preocupa sobre a rentabilidade do negócio e impactos futuros.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Eles ficam despistando mas pras empresas ao contrário dos usuários, esses serviços deverão tornar a coisa muito mais lucrativa.
Certamente com os clientes fidelizados as formas de monetização e os preços dos produtos serão nivelados de forma que pague as produções e sobre dinheiro.
Eles terão controle total sobre os jogadores, e como temos visto, mesmo se a coisa ficar meio ruim pra nós, haverão provavelmente quem os defenda, além da mídia que dirá o que eles ($$$) quiserem.
Assim devagar vão amançado as pessoas e no final das contas colocam o cabresto.
Parece improvável diante do que já vemos na economia?

Um dia lá atrás, alguém sugeriu juros, criou o conceito de inflação… As pessoas aceitaram e agora sabemos os efeitos desses elementos totalmente artificiais e desnecessários onde só empresas e bancos levam tudo.