Microsoft patenteia um chatbox que permite falar com pessoas que já morreram

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Sinceramente esperamos que tal não passe de uma prova de conceito, pois a ideia é pura e simplesmente mórbida.

Quem possui Netflix poderá já ter acompanhado uma série ali presente denominada Black Mirror. A série é basicamente uma série de horror/terror/drama, que nos mostra consequências não imaginadas do uso e desenvolvimento das tecnologias.

Ora um episódio da série denominado “Be Right Back” aborda exatamente o tema da conversação via uma app com pessoas já mortas. E claro os resultados não são os melhores, com a personagem a sofre severos problemas  perturbações psicológicas devido a tal. No entanto convém referir que a série vai mais longe e a determinada altura há mesmo um robot que é criado com a semelhança física da pessoa morta.

No entanto tudo começa com um chat com uma IA, uma realidade que não parece preocupar a Microsoft, pois esta registou recentemente uma patente para uma tecnologia que poderá ser usada para criar chatbots que substituirão numa conversa pessoas que já faleceram.

A tecnologia baseia-se na análise de conteúdo como, e cita-se: “imagens, dados de voz, publicações nas redes sociais e mensagens eletrónicas” que serviriam para uma IA proceder à gestão do bot que simularia a pessoa em causa numa aplicação de chat.



Diga-se que para além de acharmos este conceito completamente mórbido, questionamos até que ponto o mesmo será legal, especialmente dada a atual legislação de proteção de dados que permite ao possuidor dos dados gerir os mesmos como entende, podendo mudar a situação a qualquer momento. E mesmo que se obtenha consentimento das pessoas em vida para algo assim, como garantir que uma pessoa morta gere e verifica se o uso dos dados está a ser abusivo ou não (algo que a legislação permite que cada um entenda como bem desejar)?

Ora apesar de a tecnologia não poder criar ainda robots que possam passar por humanos, a Microsoft pretende ir até onde a tecnologia permite, com a criação de modelos 2D ou 3D da pessoa simulada, informação obtida com base em imagens e vídeos.

Numa perspetiva menos macabra, a tecnologia pode ser usada noutras vertentes, como a criação de um chatbot de um personagem fictício como um super heroi da Marvel ou outra. E para museus, pode mesmo simular uma figura histórica.

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Livio
Livio
8 meses atrás
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E como vivemos em uma época em que alguns usam as novidades pelo lado do péssimo exemplo não duvidaria de golpes implementados.

Deto
Deto
8 meses atrás
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bem bizarro isso ai.

mas já sabe? a desculpa é “gente morta” mas o uso vai ser para fazer gente fake.

imagine so a CIA clonando alguém on line com chat e deep fake de voz e rosto…

Sparrow81
Sparrow81
8 meses atrás
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Das grandes, a Microsoft é, disparada, a empresa mais bizarra!

Deto
Deto
Responder a  Sparrow81
8 meses atrás

Eles tem q investir em algo antes dos outros.

Depois de tamarem paulada com celular, MP3 player, busca na internet, vídeo game, chat instantâneo, “Ad Sense” etc com a ideia de “vamos esperar alguém lançar algo e fazer sucesso, a gente copia e faz dummping” eles parecem ter aprendido a lição.

Pelo menos com o Gamepass e Xcloud eles viram que isso não dá certo mais e estão apostando em algo que não foram outros que fizeram antes para atestar o potencial. Resta saber se assim eles vão fracassar ou ter sucesso.

Edson
Edson
Responder a  Deto
8 meses atrás

Está enganado! Rsrsrs Já fizeram isto antes, creio que na Coréia do sul, onde a IA simulou uma criança que já havia morrido, conversando com a mãe da menina. A MS não está criando nada!rs

Fernando Molina
Fernando Molina
8 meses atrás
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Se como diz no final do artigo a tecnologia for usada para a criação de um chatbot de personagens famosos ficticios ou figuras históricas acho interessante, fora isso já fica bem bizarro

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
8 meses atrás
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Queria falar com o Elvis.

Ops, Elvis não morreu.

Carlos Zidane
Carlos Zidane
8 meses atrás

Ainda acho que a criação de uma IA ao estilo J.A.R.V.I.S. ou Friday para assistente pessoal é a coisa mais interessante, agora esse “Thriller Bot” aí acho uma bela perda de tempo além de gosto duvidoso…
Mas sobre MS, nesse momento me questiono mesmo é porquê não dimensionaram melhor o Series S, memória unificada 560GB’s, aceitando dessa forma os 10GB, associado a uns 6 Tflop (ao menos 5) e um sistema de compra de jogos digitais parcelados no cartão, aliado ao GP, eu compraria fácil.

Carlos Zidane
Carlos Zidane
Responder a  Carlos Zidane
8 meses atrás

PS: 560GB’s me pareceu exagerado, deixemos pelos 326GB’s, pra 1080p e 1440p está ok.

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