Placa gráfica da PS4 possui características das placas Vulcanic Islands (e a da Xbox One tambem)

Para quem olha para as consolas como possuidoras de hardware 2 anos atrasado, pelo menos no que toca à PS 4 deve olhar de forma diferente pois a consola implementa várias tecnologias de hardware acabado de lançar.

O principal componente de qualquer sistema de jogos é a sua placa gráfica. Independentemente de tudo o que o restante hardware possa oferecer, se a placa gráfica não satisfizer, o sistema está condenado.

Se é verdade que a actual geração de consolas se baseou em hardware na altura actual, a nova geração que está para ser lançada tem vindo a ser criticada pelo facto de as suas placas gráficas serem baseadas em hardware que já está no mercado à dois anos.

Mas, especialmente no que toca à Playstation 4, tal não é assim.

Apesar de a sua placa gráfica não possuir a potência de uma actual topo de gama torna-se agora claro que a mesma possui características que apenas agora apareceram nas novas placas gráficas Vulcanic Islands, que foram anunciadas à umas semanas atrás, e que ainda não se encontram no mercado.



Apesar da gama Vulcanic Islands ser basicamente toda ela baseada num “rebranding” da série 7xxx da AMD/ATI, há duas placas novas, e que são elas realmente a única real evolução desta série. Falamos claro das duas topo de gama, as placas 290, nomeadamente a R9 290x e R9 290.

Estas duas placas são efectivamente as únicas Vulcanic Islands reais que foram lançadas para o mercado, e são efectivamente as únicas duas placas de toda esta série que são de nova geração. Todas as restantes, incluindo a R9 280 são apenas um “rebranding” da série 7xxx com ligeiras alterações nos sistemas de arrefecimento e velocidade de relógio.

E foi a estas novíssimas placas 290 que a PS4 foi buscar alguma da tecnologia que utiliza.

Os slides da AMD relativos à nova Radeon R9 290X Hawaii GPU mostram claramente 8 Asynchronous Compute Engines (ACES), tal e qual como existem na PS4.
Mas mais do que isso, o numero de comandos de computação aceites por cada pipeline é igualmente o mesmo, ou seja 8.
Quer isso dizer que ambas as placas partilham a  capacidade de aceitar até 64 comandos de computação genérica, bem como a capacidade de decidirem por si a sua prioridade de cálculo, optimizando o mesmo e cortando assim tempos de espera por comandos em comandos prioritários que aguardam resultados de outros comandos que ainda não foram processados.

A vantagem deste sistema é permitir que a placa gráfica que processa os comandos pela ordem que lhes chegam passe a funcionar de forma diferente, alterando a ordem dos comandos de acordo com a prioridade, transformando assim esta arquitectura “in-order” num processador “out-of-order”, com todas a vantagens que são reconhecidamente associadas a esta capacidade.



r9 290 arquitectura

Podemos assim constatar que a placa gráfica da PS4 possui uma arquitectura em tudo semelhante à mais pura das Vulcanic Islands, o que a torna claramente numa placa desta família.

Mas e a Xbox One, poderemos enquadrar igualmente a sua placa gráfica nesta família?

A resposta terá de ser tremida pois opções como o uso de apenas 16 ROPS são extremamente limitadoras, mas o certo é que a consola possui algumas características onde se revela superior à 7970.

A 7970 possui dois ACEs que aceitam cada um 2 comandos de computação, num total de 4. O GPU da Xbox One possui as mesmas capacidades da PS4, aceitando um total de 4 comandos por ACE. No entanto a placa apenas possui 2 ACEs, o que lhe fornece uma aceitação total de 8 comandos.

Ou seja, sim, a Xbox One possui igualmente uma estrutura que a eleva acima da arquitectura das placas série 7xxx, podendo-se enquadrar a sua gráfica igualmente na família Vulcanic Islands, isto apesar de estar longe da realidade da arquitectura da R9 290 que a PS4 partilha.

 



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