Qual a melhor postura para a Sony numa nova geração de consolas?

A posição da Sony é ingrata. Por um lado a empresa depende da Playstation para sobreviver, mas por outro, ela não se pode dar ao luxo de entrar numa guerra de performances com a Microsoft, aumentando as perdas nas vendas de consolas para manter preços atractivos, e depois, por um motivo ou outro, a geração correr-lhes mal!

Apesar de neste momento, pelo incrível acumular de erros e de promessas não cumpridas da Microsoft na presente geração de consola, ser incrivelmente difícil imaginar outra situação que não seja a futura Playstation destacar-se no início da nova geração, a realidade é que um cenário mais negro pode ocorrer para a Sony.

A realidade é só uma e é o que é. A Microsoft é uma das maiores empresas do mundo, e com uma capacidade financeira que a Sony não possui. Isso não quer dizer que a Sony não tenha a capacidade para desenvolver um produto melhor que o da Microsoft, pois a realidade é que isso não só já aconteceu, como a realidade financeira de ambas as empresas permitem o desenvolvimento de produtos de topo. O exemplo aconteceu em 2013, onde a então falida Sony superou a já mega gigante Microsoft!

Infelizmente, mesmo com uma Sony revigorada, é na possibilidade financeira de absorver prejuízos na criação de um hardware de topo que depois é vendido a um preço acessível, que a Sony não está em posição de competir com a Microsoft. Tal situação representaria uma perda financeira que teria forçosamente de ser recuperada depois com um grande volume de vendas e grandes adesões aos seus serviços, e se é uma realidade que a Sony parte para a próxima geração numa aparente posição privilegiada, o certo é que nada pode garantir que esse sucesso seja garantido, e a introdução de novos factores como o streaming no mercado, mesmo não sendo desejados, podem levar a um volt face no mercado que conhecemos. E um falhanço da divisão de Gaming teria consequências desastrosas para a Sony.

Esse risco é uma realidade e existe, sendo que a empresa nipónica terá forçosamente de o tomar em conta.



Sabemos a Microsoft tem tentado ao longo dos anos, sem qualquer sucesso, tornar-se líder no mercado dos videojogos, apesar de tambem sabermos os videojogos são apenas uma desculpa para algo bem maior, o controlo total das nossas salas de estar que era prometido com a Xbox One.

Os resultados nesse campo tem sido desastrosos para a Microsoft, pois a sua falta de foco levou a que a tentativa de controlo da sala lhes tirasse mais de metade da quota do mercado dos videojogos que tinha sido obtida na geração 360.

Mas o falhanço da Microsoft, e a sua continuidade na tentativa, só prova uma coisa, que a empresa está decidida a ir até onde puder, e que o perder dinheiro nesse processo não é um problema, mas sim uma possível consequência. E felizmente para a Microsoft, os seus lucros são de tal forma que estas perdas podem ser assumidas sem grande impacto nas contas. E mesmo que tal possa não agradar aos investidores, o máximo que eles se podem queixar é que os lucros poderiam ser maiores.

A perda de dinheiro é uma realidade com que a Microsoft lida diáriamente. O facto de ela ser uma gigante mundial leva a que  variações na bolsa possa levar a alterações nos valores no bolso dos accionistas que mensalmente, e apesar de subidas e descidas, podem  no seu global alcançar valores iguais ou até superiores a todo o valor da Sony. E perante essa realidade, as perdas possiveis da divisão Xbox acabam por ser trocos no bolso da Microsoft.

Atualmente a Microsoft está em investimento na divisão Xbox, e apesar que quem acompanha a história da Microsoft sabe perfeitamente que isto não representa um crescimento, mas sim um recuperar dos erros cometidos nesta geração com o fecho dos estúdios existentes, a realidade é que tal injecta nos investidores uma confiança adicional sobre o futuro. Nadella tem a confiança dos mesmos, e esta aposta em Phil Spencer e na divisão leva a que os investidores se sintam confiantes com quaisquer decisões tomadas, incluindo aquelas que incluam possíveis perdas que possam existir ao se investir numa consola mais poderosa que é vendida a um preço baixo, absorvendo-se prejuízo.

Este artigo acaba assim por ser uma constatação que é basicamente racional e que toma em conta realidades que são as diferentes dimensões das empresas e respectivas capacidades financeiras. O investimento em aquisições de estúdios, a criação de uma consola como a X, o investimento na Xcloud e no Gamepass, vindos de uma empresa que está na sua pior geração de sempre mostra uma disponibilidade económica que dificilmente veríamos noutra empresa na sua posição. É pena que para isso se tenha sacrificado a criação de software exclusivo de qualidade, algo que provavelmente teria tido mais sucesso em promover a marca que o resto, até porque estúdios já existiam e foram fechados. Mas enfim, como já referimos as políticas da Microsoft ao longo da geração foram mais do que más.



Apesar de a Microsoft não ter aprendido que a potência não significa a consola de maior agrado do público, o que é provado pelo facto de a X ser a consola mais potente do mercado, e mesmo assim a Switch estar prestes, em dois anos de mercado, a ultrapassar a base instalada de consolas que a Xbox conseguiu em seis anos, bem como o facto de a PS4 continuar a vender mais de 2:1 face á Xbox, com a PS4 base a ser o modelo mais vendido.

Mas a realidade é que a X conseguiu o feito de aumentar as vendas da Xbox, e nesse sentido a Microsoft tem mais é de estar satisfeita com ela. E nesse sentido o mais certo é não querer abdicar de poder ter a consola mais poderosa do mercado uma vez que a formula funcionou.

Claro que querer e poder é outra coisa. A Sony não precisa de cometer loucuras e aquilo que corre como rumor é que a Sony terá participado na criação da Navi, o que terá diluído os seus custos ao longo dos tempos. Caso a Navi tenha mesmo sido construída em colaboração com a Sony, não só esta empresa pode ter exclusivo consola sobre certas partes da tecnologia presentes no silicone, como poderá ter acesso a preços muito mais baixos do que teria se se tivesse limitado a encomendar um APU costumizado. Isto é o que falta ver se se confirma ou não, mas a Sony poderá ter-se precavido ao longo do tempo, diluindo os seus custos de forma a poder encarar o futuro de forma menos onerosa.

A realidade é que a divisão de videojogos da Sony é a sua divisão mais importante, e foi ela a principal responsável pela recuperação financeira, sendo que ainda hoje ela suporta divisões menos bem sucedidas como é o caso da de telemóveis.

Ora uma consola cara, vendida com grande prejuízo foi o que a Sony teve com a PS3, e isto depois de a empresa vir da sua geração melhor sucedida de sempre com a PS2. Mas se nessa altura a Sony era ainda uma gigante tecnológica mundial, a sua situação neste momento é algo diferente, e uma nova geração como a da PS3 poderia ser desastrosa.

Basicamente o que isto significa é que é nossa opinião que a Sony deve criar a melhor consola que puder, e certamente pode-o, bem melhor que em 2013, fazer, mas deverá fazê-lo com a cabeça no lugar. A Microsoft criar uma consola mais potente poderá ser uma inevitabilidade, pelo que a Sony deve apresentar um bom produto, que convença o mercado, mas sem entrar em loucuras de querer forçosamente bater a concorrência. Com um produto bem concebido a concorrência não o poderá bater por muito mais de 2 Tflops, o que se revela percentualmente um valor algo reduzido e que não fará a real diferença, especialmente se as equipas da Sony continuarem concentradas na qualidade que apresentaram na presente geração. Esse é o motivo pelo qual achamos que a Sony irá lançar a sua consola  sem se preocupar com o que terceiros podem apresentar, e preferencialmente aproveitando ao máximo todos os timings que a tecnologia lhe der.



Para terminar refira-se que este é um artigo baseado numa análise ponderada da realidade das empresas. No entanto, convem não excluir a possibilidade de a Sony, naquilo que seria apenas boa gestão e consciência da sua realidade, ter-se já precavido para esta fase, criando as condições para que o seu produto possa ser acessível e igualmente potente, podendo mesmo bater a Microsoft. Aqui entra em conta o rumor da Navi e da colaboração da Sony com a AMD no seu desenvolvimento. O que esta colaboração implica não se sabe dizer, e tudo o que possa ser lido é mera especulação, mas caso a Sony tenha patentes suas neste GPU que permite à AMD usar no mercado PC, certamente a Microsoft, na sua consola, ficará isolada delas, usando ou uma Navi igualmente alterada com tecnologias suas, ou uma Vega.

Daí que voltamos à questão já abordada em alguns artigos atrás, de que sem sabermos exactamente tudo o que rodeia a Navi e em que consistiu exactamente a colaboração da Sony, tudo o que se diga é especulativo.



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Carlos Zidane
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Carlos Zidane

Parabéns Mário, artigo bastante sensato. Concordo absolutamente.

By-mission
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By-mission

A Sony de 2003/2004 era simplesmente nas devidas proporções o que sempre foi a Microsoft muito dinheiro em caixa e muitas idéias ruins… O Cell foi um investimento oneroso por parte da Sony acredito que naquele altura largos milhões de dólares foram pro espaço sem a Sony se dar conta que estava fazer era demasiado caro… Até para um dos maiores impérios que o mundo já viu.

Na era da PS1 e PS2 o Emotion Engine era algo mais que necessário visto o que se tinha disponível no PC mas no caso do Cell estes perderam muito dinheiro… Muito dinheiro mesmo…

Arrisco a dizer que de tudo que a Sony perdeu como o setor de TVs, som, baterias até mesmo Imagem foi uma amarga quantidade de dinheiro que eles jogaram fora na PS3.

Só digo que a esta altura a dona Sony não está pronta para uma nova PS3 então só resta esperar se a Microsoft vai pagar essa conta ou vais ficar na sua visão de 2013 “mais pé no chão”… Vai para o tudo nada perdendo algum dinheiro como ela está a fazer em cada One X para se gabar “a console mais poderosa do mundo” ou vai se manter na visão de que isto são trocos perto de qualquer outro produto deles..

bruno
Visitante
bruno

A Sony definitivamente ainda conta com muita azelhice la no meio.

Os smartphones apesar de uma performance solida e de contarem com os melhores sensores de imagem no mercado, tem um design ultrapassado se comparados com Huawei, Xaomi, Asus. Margens grandes e lancamente repetidos. Nao e que os produtos sejam maus, mas sao muito caros para o que oferecem.

As TVs, contam com grande qualidade na construcao e sobretudo imagem, mas o design externo, dos modelos LED pelo menos, perde para a Samsung na minha opiniao (a MU8000 e alguns da Q), tendo um preco mais caro, sem haver muita diferenca. E algo que a Sony precisa de melhorar.

Ironicamente, a PS4 foi o sucesso que foi precisamente porque no quesito preco foi bem pensada para uma performance q.b.

Olhando para uma proxima geracao, acho que a Sony, se realmente contribuiu com o design da Navi, algo de que muita gente duvida, sobretudo porque o rumor incial nao afirmava isso… o pior erro que pode cometer e ficar com o hardware para si e nao partilha-lo com as outras.

Por outras palavras, exclusividade no hardware e um erro. A Sony ganha mais em tornar as features publicas e permitir a AMD partilhar isso com o PC e ate com a MS para a sua consola.

O motivo?

Porque assim garante, ou pelo menos, tem mais garantias que essas features serao utilizadas.

Reparem, no tempo da PS3 era necessario usar os SPUs do cell? Quanto tempo demoraram os developers a conseguir isso? Que consequencias teve?

Na PS4 Pro, pelo que tenho entendido, ha muitas features presentes na Polaris e na Vega como o RPM para o checkerboard rendering. A MS, curiosamente, nao escolheu isso… quantos DEVs terceiros tem adoptado o checkerboard? Quase nenhum. Nos sabemos, por conta dos exclusivos, que efectivamente a tecnica permite muito bons resultados, mas a Sony tinha todo o interesse em que a tecnica fosse adoptada em maior escala. E nao foi?

Ter desenhado uma arquitetura e bom, mas so e bom se essa arquitetura for adoptada de forma geral. E a Sony nao pode arriscar-se a que isso nao aconteca, porque ai acontece o que ocorreu na PS3 – hardware com features interessantes, mas que raramente foi utilizado por thirds.

Por outro lado, se partilhar a arquitetura, pode ter dividendos das vendas da AMd, dividendos que troca por desconto nas partes para a consola, permitindo-lhe ter maior performance bruta.

Acho que isto e o mais importante.

Mário Armão Ferreira
Visitante

As eventuais features trazidas às Navi pela Sony serão certamente cedidas para uso no PC. Seria dessa forma que o custo e o investimento na parceria do desenvolvimento compensariam.
Já ceder à Microsoft para a sua consola… aí é que duvido muito. Mas a tua perspectiva é bem vista.

Brunoab
Visitante
Brunoab

A Sony deveria cobrar Royalts da MS, e liberar para a MS usar.

A Sony iria ganhar dinheiro e aumentar a possibilidade de aproveitamento dessas tecnologias em multiplataformas.

daniel
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daniel

Tudo são rumores, logo devemos esperar até meio do ano (gdc ou e3). Mas se for para apostar em uma, acho mais fácil a MIcrosoft ter financiado a GPU, visto que o capital da Microsoft comparado a Sony é muito maior. Chega a ser covardia kkkk. Ainda mais com essa obsessão da Microsoft em sempre querer ter o melhor console a partir de agora ( palavras do Phil).

Ennio Rafael
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Ennio Rafael

Ótimo Bruno, quase um segundo artigo, e quase tão bom quanto o texto do Mário.

José Galvão
Membro

Qual é a melhor postura da Sony para uma nova geração de consolas?

Ir pelo caminho oposto da Microsoft, que diga-se de passagem, está a transformar a divisão Xbox num serviço, na tentativa de abraçar tudo o que puder, para se tornarem na Netflix dos videojogos para alcançar a utopia de alcançar 2 biliões de jogadores, não são por acaso os rumores da ida do gamepass para a Nintendo Switch, acredito plenamente que sim, faz sentido na demência de estratégia que estão a adoptar, estratégia que no papel é muito bonita mas na realidade tem sido falhanço atrás de falhanço.

A Sony (e Nintendo) por sua vez, aposta no modelo tradicional, vender hardware para eu comprar, criando jogos de elevada qualidade para justificar essa compra, é uma formula simples e que funciona, e para isso basta ter uma rede de estúdios de topo e hardware de qualidade com uma relação preço/qualidade aceitável, agora esta treta da cloud streaming, serviços e play anywhere que se expande para tudo o que é serviço vai contra esta formula, o que afecta a qualidade do produto.

Ao longo de todas as gerações de consolas, tirando esta até certo ponto, a consola mais potente nunca liderou, o que liderou foi a consola que tinha os jogos, porque é isso que importa, não é ser a mais poderosa, é ter os jogos, JOGOS, e isso a Microsoft não tem, e com a sua abordagem ao modelo Netflix, é certo que a qualidade vai sofrer, portanto mesmo que a PS5 seja inferior tecnicamente, eu não quero saber, eu quero é os jogos, o público de massas que não vive estas guerras de consolas e que acaba por decidir o vencedor de cada geração, também não quer saber, só querem os jogos, OS JOGOS, jogos de qualidade, QUALIDADE!

Acham mesmo que a Switch que em meros dois anos vai ultrapassar a consola onde se insere a mais potente do mundo por causa de potência ou dos jogos?
É claro que é pelos jogos, sozinho Zelda BOTW ou Mário Odyssey metem no bolso tudo o que a Xbox debitou nos últimos 6 anos porque é só o que interessa, os jogos, e é por eles que eu vou de cabeça para a PS5 e vou passar ao lado de que raio é que a Microsoft está a fazer, porque não só não têm os jogos como são os únicos que estão a forçar um futuro que eu não quero.

Rodrigo Silveira
Visitante
Rodrigo Silveira

Você está enganado. Primeiro que não é a Microsoft quem está querendo implantar esse futuro que você citou acima; ela está se antecipando a ele. Realidades no médio e longo prazo como o projeto xCloud e a internet 5G chegarão ao mercado, e o streaming será algo tão simples e comum, que mudará a forma de fornecer jogos e serviços. É INEVITÁVEL!!! Tanto é que há rumores de que a Google e a Amazon (e até a Apple?) estejam trabalhando numa forma de fornecer serviço de jogos. Portanto, a Microsoft é uma empresa que trabalha anos a frente em qualquer mercado em que atual.

Segundo, tudo isso não anula os consoles e seus jogos tradicionais. Talvez em longo prazo eles comecem a perder relevância, da mesma forma as mídias físicas de jogos, mas no curto prazo não anula o fornecimento de jogos e serviços em consoles, e a Microsoft está para anunciar este ano seus novos consoles para a próxima geração, com mais de uma opção inclusive: um modelo mais barato e simples, mas potente o suficente pra entrada da geração; e um outro modelo mais potente e tradicional, para um público mais rigoroso, exigente.

Terceiro, você dizer que a Microsoft não tem jogos exclusivos é uma “falácia” grotesca; pelo contrário, tem excelentes jogos. Inclusive, no início da geração foi ela quem lançou melhores jogos exclusivos; entretanto, o que afetou a sua evolução nesta geração foram seus erros graves, que afastaram os consumidores, e a Sony aproveitou-se para fazer seu marketing em cima desses erros. A Sony passou a oferecer melhores jogos exclusivos especialmente a partir de 2016 até 2018; e neste período a queda de lançamentos exclusivos pela Microsoft coincidiu com o principal período de reformulação de sua divisão XBOX, que está terminando neste ano de 2019. Jogos exclusivos sempre foram um fator cíclico, este que está a virar novamente agora a favor do XONE. Com o Game Pass e a contratação de novos estúdios, o que a Microsoft pretende é eliminar esse fator cíclico em seus lançamentos de jogos exclusivos e tornar o Game Pass um serviço único e imbatível com lançamentos de jogos diversos, desde singleplayers e multiplayers, desde indies a AAAs. Atribuir de forma tão precipitada a qualidade futura dos jogos dos novos estúdios da Microsoft é uma covardia. A Microsoft já até se pronunciou sobre isso; ela dará aos novos estúdios “first-party” apoio técnológico, financeiro e de recursos humanos para que possam melhorar ainda mais a qualidade de seus jogos, para que esses estúdios de “médio” porte possam crescer. NADA leva a crer que a qualidade desses jogos cairão, a não ser através de desinformações e “falácias” de “fanboys” que pregam pela internet afora o “haterismo” gratuito contra e ela e sua divisão XBOX. A Microsoft, na geração passada, mostrou que seus estúdios, com o seu apoio, podem criar grandes jogos, inovadores, pq isso seria diferente agora?

Quarto, a Microsoft atua com o Windows nos PCs. Entretanto, ela não tem dado o mesmo tratamento ao PC que dá ao seu console XBOX, o que deve começar a mudar já a partir deste ano. Rumores apontam que ela pretende melhorar a forma de fornecer seus jogos e serviços aos PCs, com a mesma qualidade que dá ao console XBOX. A Microsoft nunca se importou com “exclusividade” de seus jogos entre o XBOX e o PC, por vários motivos, e pra mim ela tem razão, é uma política democrática. Em todo mercado é assim, esse tipo de política é elogiada pelos consumidores, mas pq nos games é diferente, de forma a presenciarmos “fanboys” se vangloriando por uma política restritiva nos jogos? Inversão de valores!!! Se na próxima geração eu comprar um “XTWO” é porque jogar em consoles é minha opção e pode ser porque também é a melhor plataforma do mercado pra mim. Mas se pra outro jogar no PC é melhor, bom também, é a opção dele. Vender consoles não dá lucros á fabricante, mas é importante para criar uma base instalada, potencial para consumir jogos, expansões e serviços; estes sim dão lucros. O que a Microsoft quer é superar essa barreira da “venda de consoles”, criando mecanismos de aumentar suas receitas, ao mesmo tempo que oferece benefícios ao consumidor também.

José Galvão
Membro

”a Microsoft é uma empresa que trabalha anos a frente em qualquer mercado que atual”

Só essa tua frase diz tudo, viu-se nesta geração, estão bem lá atrás com tamanha visão do futuro, se queres comprar força, bom proveito.

Edson Romagna
Visitante
Edson Romagna

Rodrigo, deu um show de desinformação! Primeiro: Antes da Microsoft, a Sony já tinha o psnow, ou seja, se a Microsoft antevê o futuro, a Sony onde entra nisso? Segundo: As empresas querem entrar no ramo de streaming não pq consoles não dão dinheiro, até pq, se não desse não faria sentido as empresas estarem nesse ramo por tantas décadas e sim pq streaming é te empurrar assinaturas, construir jogos baratos e tirar o controle desses jogos da sua mão,tirando o poder da compra. E outra, nunca o streaming substituirá o hardware físico e se por acaso o fizer, demorará décadas. Esse conversa vai ser igual o fim das tvs e dos pcs que para muitos, seriam substituídos,porém estão ai firmes e fortes. Política restritiva? Será que não consegue ver o mínimo e perceber que por conta de exclusivos xbox estarem indo para os pcs, naturalmente o console morre por perder relevância comercial. Vc crê msm que uma plataforma se vende sem ter exclusivos que o destaquem, sendo que por mais que tenha exclusivos, o fato de estarem em outra plataforma, divide a base?! Vou te dar um Conselho: Aqui não é mundo mil grau nem windows club para vc vir cheio de bobagens, com os msm dizeres, chamando o pessoal de fanboy e com o msm papo furado desses caras com os msm discursos. Será que é difícil entender que o cara que comprou o playatation por exclusivo,não comprou pelo que havia lançado e sim por saber o que viria. Vc acha msm que um nintendista compra um console da Nintendo pelos lançamentos ou ele compra sabendo que independentemente de Zelda, Pokémon ou Mário não estarem na lineup inicial, esses games chegarão.O que a Microsoft quer é pegar abobalhado que acha que existe almoço de graça, trocando qualidade por quantidade, fidelizando um monte de bobo que acha que está bem por pagar um serviço por 1 real em promoção, mas com a conversa mole dela de dar opções ao consumidor, sendo que o msm estará pagando xbox live, game Pass, etc e ainda vai achar que está levando vantagem. Jogando games como crackdown 3 para virar número de subscrição para a Microsoft e divulgar, ganhando jogo de merda na xbox live gold, pq estão matando a gold em prol do game pass, enquanto no ps, está recebendo games como COD modern warfare remaster na Plus, sendo que a Sony tbm tem serviço de subscrição além da Plus como o psnow que onde está, encontra-se mais vantajoso do que o game pass, além se ter mais de 3 vezes a arrecadação do game Pass e msm assim, ela não mata a Plus, muito.pelo contrário, está deixando-a melhor. Com todo respeito, aqui não! Aqui não é voxel!

Reinaldo
Visitante
Reinaldo

Bom texto Rodrigo.
Para a cartilha toda só faltou vocês dizer que o culpado é o Mattrick!

Pelo que vocês diz, temos que uma empresa que lidera a implementação em massa de um produto não está a tentar impor o seu produto. Está a se antecipar ao mercado.
É como o atleta que vai à frente da corrida. Ele não está a impor a sua posição, ele está apenas a antecipar-se aos outros.
Porque ele não quer impor a sua vitória, ele quer apenas se antecipar aos outros.
A forma como você dissocia as duas coisas que no fundo são iguais é muito legal.

Depois você usa a palavra inevitável… E ate a coloca em maiúsculas! Dizendo que os mercados vão correr em paralelo por muito tempo.
Pode apostar que da minha parte vão sim! Mas não a colocar o meu dinheiro gasto no jogo físico na empresa que tenta antecipar o streaming, mas sim na que pretende manter o mercado normal.
Se o streaming pega… todos fomos pegados. Para não usar um outro termo que o Mário não gostaria.
Daí que na parte em que puder adiar o inevitável, e prejudica-lo se possível. Conte comigo.

Agora como você não vê que o streaming anula os consoles tradicionais, e que é uma ameaça não só a elas, mas a toda a evolução tecnológica gerada pela competição da performance do hardware do mundo gamer, é que não percebo.
Você vê com a carteira, mas quando olha só vê o que pode poupar, mas não o que pode obter pelo dinheiro, esquecendo que esses serviços levarão a um baita de um downgrade na qualidade do que será entregue.

Quanto à “falácia” de dizer que a Xbox não tem exclusivos, é falácia maior (e aqui nem uso as aspas), dizer que ela os tem. Isso é aceitar que o pouco que foi entregue é bom e suficiente. E não foi!
E a Sony não se aproveitou dos erros. Isso implicaria a Sony alterar a sua conduta perante os erros, mas o que a Sony fez foi apenas manter a qualidade que sempre nos habituou desde o seu primeiro console. Lá porque a Microsoft meteu a proverbial “pata na poça” por inúmeras vezes, os outros podem ter beneficiado dos erros, mas não se aproveitaram deles.

E eu também fico agradado com a “renovação” da divisão Xbox. Mas ao contrário de você, não fico contente com ela. Isso porque se passaram 6 anos e estive com o meu console a sofrer por não ter o suporte que merecia. Tive 6 anos a viver de inúmeras promessas que não se concretizaram, e o que tenho agora para o futuro é apenas mais disso… mais promessas! A Xbox comprou estúdios… que legal! Mas tambem os fechou! E agora como aqui já foi deixado claro, com a lista de equipas antes e depois, não está verdadeiramente a renovar nada. Está a repor o que foi cortado.

Acho graça é a frase onde você diz “A Microsoft, na geração passada, mostrou que seus estúdios, com o seu apoio, podem criar grandes jogos inovadores, porque isso seria diferente agora?”

Como é que você mete uma frase onde ignora completamente uma geração… Olha para o passado, admite um futuro, mas esquece um presente.

A resposta talvez pudesse ser… “Porque actualmente já é diferente. Porque na presente geração a Microsoft não entregou o que poderia entregar. Porque a Microsoft não é só agora uma gigante milionária, mas sempre foi uma gigante milionária. Porque a Microsoft está a apostar no PC e no GAAS. Porque o historial de promessas não cumpridas é gigante.”
Sem mais comentário. Poderia escrever muito mais.

O seu último parágrafo é muito interessante, e reflete a política da empresa. E é uma política normal de uma empresa. O que as frases parecem fazer esquecer é que não há só um mercado Xbox e um mercado PC, mas tambem um mercado com Xbox e com PC. E que quem tem e prefere um PC, poderá deixar de comprar uma consola. Daí que uma coisa é promover a Xbox e promover o PC. Outra é promover os dois por igual colocando o mesmo produto nos dois, deixando um mercado potencialmente canibalizar o outro.
São nances! Pequenas coisas que normalmente passam ao lado nesse tipo de frases!

Edson Romagna
Visitante
Edson Romagna

Falou tudo, Reinaldo! Parabéns!

bruno
Visitante
bruno

Sabes Rodrigo… a Sony tambem possui um servico de streaming, ja lancado e atualmente lider de mercado e muito recentemente esse servico tambem permite o download directo de titulos, concorrendo por isso tambem com o gamepass.

Esse servico chama-se PS Now.

E por isso que nao deixa de ser ironico que elogies a MS por se adiantar ao mercado promovendo o Xcloud, quando nem sequer foi a primeira e a concorrente directa ja tem outro, lancado e funcionar, sendo neste momento o melhor valor pelo dinheiro.

Mas o interessante aqui, e quando vejo pessoas a virem defender as inciativas Microsoft como o futuro (o DRM que tentou impor em 2013 tambem era, de acordo com algumas vozes, o futuro), e que quando o assunto e Xcloud as pessoas esquecem-se completamente do PS Now. Alias, quando elogiam os servicos da MS, como o Gamepass esquecem-se completamente que do lado da Sony ha uma coisa chamada PS Now que por acaso e mais barato e tem maior catalogo e faz o mesmo.

O que essas pessoas dizem, ainda de forma mais inexplicavel e que a Sony, que nao so tem uma alternativa, e lider de mercado e a PS a plataforma que maior fatia de mercado possui quer em consolas quer nos servicos, tem que se mexer e colocar uma alternativa no mercado porque o que a MS faz e uam grande iniciativa (nao explicam e como porque os numeros ate apontam para o contrario).

Mas apesar de todas estas ironias, eu entendo porque e que tu e outros se esquecem completamente do PS Now. Porque a Sony tem estado quieta e calada sobre o mesmo, tendo apenas falado dele em 2013 e depois remetendo-o para feiras secundarias como a CEs em que o demonstrou em TVs e mais nada. Na E3 silencio absoluto, e nas outras conferencias o foco tem sido jogo e jogos.

De forma absolutamente oposta, a MS o que tem feito e falar de Gamepass e Gamepass e servicos e mais servicos nestes ultimos anos, com declaracoes constantes de varios responsaveis a afirmarem que singleplayer sao financeiramente inviaveis ao mesmo tempo que tentavm enfiar pela guela abaixo dos consumidores os servicos de subscricao. Isto ate que mais uma vez o tiro lhes saiu pela culatra, a X nao virou o mercado e esses mesmos senhores, dessas declaracoes decidiram de repente passar a mensagem que a MS “sempre” valorizou o singleplayer.

Sabes porque e que a Sony anda quieta e calada sobre o PS Now? Porque entende perfeitamente, ao contrario de ti, que este tipo de servicos irao afectar e muito a qualidade do que iremos receber.

O Netflix e a maior plataforma global de streaming de series e filmes, e os seus lucros sao uma pequena percentagem de receitas. Se os filmes ainda contam com lucros de bilheteira antes de serem disponibilizados em servicos de streaming… quando o negocio e jogos a historia e completamente diferente.

Os jogos custam tanto quantos os filmes e dependem fortemente das vendas iniciais para terem lucro. Devido a este aumento de custo tiveste uma enorme mudanca na industria nos ultimos 10 anos em que passaste do modelo de um jogo de 15 a 20 ou mais horas, para titulos da treta tipo fortenite que sao desenhados de modo a criar vicio e a fazer as pessoas gastarem fortunas para ter skins ou umas armas melhores. E tens vistos estes frutos muito recentemente com loot boxes, skins e escandalos atras de escandalos.

Isto ocorreu so porque o smartphones provaram que o “free-to-play” conseguia ser muito lucrativo. E depois toda a gente quis a sua fatia, e a MS decidiu apoiar isso em cheio ao aceitar EA access e criar o GamePass.

SE passares para algo com uma renda dessas, o ze tolinho acreditar que poupa dinheiro, mas o que tu tens e jogos da qualidade de fortnite ou crackdown 3. Trabalho grafico minimo, fisica e jogabilidade do mais basico, conceito o mais geral possivel – objectivo: desenvolver um jogo o mais barato possivel e ter o maximo de lucro.

POrque so assim e que o servico consegue pagar jogos.

Sobre a MS e exclusivos acho que a falacia grotesca e dizer que a MS ate 2016 estava em vantagem. Os numeros mais uma vez, provam o oposto. O que podes dizer e que ate 2016 a MS ainda lancava jogos, mas a Sony sempre levou muita vantagem excepto no ano de lancamento da consola, tendo sempre tido mais jogos exclusivos lancados que a MS em 2014, 2015 e 2016.

Depois, ainda pior falacia e pintar o quadro que a MS passou por um ciclo normal da industria. Isto e ate uma mentira descarada. A MS fechou estudios e cancelou a maioria do catalogo que possuia e nos dois anos seguintes andou com a E3 as moscas, chegando ao cumulo de tentar vender a X como ma mais poderosa no mercado com… Minecraft a 4k, suportando HDR. EM plena E3.

Vires aqui tintar pintar o quadro que isto nao se passou das duas uma, ou pensas que as pessoas aqui sao ignorantes, ou nao fazes a mais pequena ideia do que escreves.

A divisao Xbox nao passou por uma reformulacao.. o que ocorreu e que os resultados desapontaram e as vendas cairam. Em face disso viraram-se para o lucro facil e andaram a por servicos de subscricao para tentar cativar clientes.

Quando nem assim ganharam, verificaram que realmente precisavam de produzir e entregar mais titulos e agora comecam a readquirir estudios.

O que coloca em check a qualidade dos titulos futuros produzidos por esses estudios e mais uma vez a procura do lucro facil. A MS ja deu a entender que a sua aposta e em servicos de subcricao que o GaaS e a sua politica. E o resultado disso e Crackdown 3, jogo excelente para o Gamepass, pessimo para o mercado tradicional. E isso que vais ter.

Sobre a MS e o PC… nem vale a pena comentar.

Ate 2016 a MS produzia 8 milhoes de consolas por ano. Depois disso, o valor desceu para 4 milhoes. Curiosamente, foi nesse mesmo ano que a Xbox perdeu os exlcusivos.

Exclusivos vendem consolas, e a Xbox sem exclusivos perde mais razoes para ser adquirida. Pode ser democratico, mas e pessimo para a venda de consolas e foi a isso que se assistiu.

Livio
Visitante
Livio

…A Microsoft nunca se importou com “exclusividade” de seus jogos entre o XBOX e o PC, por vários motivos, e pra mim ela tem razão… …Se na próxima geração eu comprar um “XTWO” é porque jogar em consoles é minha opção e pode ser porque também é a melhor plataforma do mercado pra mim…

Gosto de comentar com base na experiência com o produto. Não sou da classe rica e nem me considero da média, mas se quisesse poderia ter as 3 plataformas em forma de console, entretanto só tenho 2, PS4 e XO. Gosto de consoles e não me sinto atraído por PC. Tenho um amigo que a condição financeira é muito melhor e ele praticamente joga todos os jogos de relevância que são lançados. Em uma última conversa que tive com ele soube que ele tem 3 plataformas das 4 disponíveis: PS4, Switch e PC. Na conversa do grupo(Whatsapp) falamos que em breve ele iria comprar um X e sabe o que ele falou?
“Tava em Dúvida entre o X e o PC, aí peguei o PC”
“daqui a pouco Xbox vai ficar irrelevante”
“Mas se bem que isso já é meio verdade”
“Pq exclusivo não tem mais”
“Sai tudo pra PC”

E olha que o cara nem é fanboy, já teve um XO e decidiu vender porque o que estava sendo oferecido não lhe atraia. Não vou dizer que ele é fan, mas gosta de Halo e Gears.

Paulo
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Andrio
Visitante
Andrio

Provavelmente novos consoles….

Brunoab
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Brunoab

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Emulador de Xbox para PC (Aka playanyware sem precisar Port)

Ou os dois