A Sony mudou? Ou será que são os fans da PS5 que estão a fazer uma tempestade num copo de água?

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As recentes atitudes da Sony são polémicas. Suporte Cross Gen após uma afirmação de “Nós acreditamos nas gerações”, e jogos no PC. A Sony mudou, ou será que na realidade são os fans que estão a exagerar?

Talvez não seja a melhor das atitudes começar um artigo pelo fim. No entanto, neste caso será isso mesmo que vamos fazer! Começar o mesmo pelo fim!

E nesse sentido vamos começar logo por dizer que na realidade, a resposta à questão presente no subtítulo é nada mais, nada menos, que um bocado dos dois. A Sony mudou sim, mas não tanto quanto se pensa, e apesar de os fans terem motivos para se queixarem, nem tudo do que se queixam é realmente justo e correto.

Confesso que chegar a esta conclusão não foi algo imediato. Foi necessário ponderar bastante sobre o assunto. A primeira reação foi que a Sony estaria a esticar completamente a corda, mas olhando para o historial passada e a realidade atual, verificamos que isso não é bem assim. E dessa forma, há aqui algum exagero nas queixas dos fans!

Mas por outro lado, há mesmo assim atitudes por parte da Sony que são indesculpáveis, e que mostram uma diferença de postura algo inaceitável, e que pode mesmo danificar a marca.



Mas para percebermos tudo isto temos de ir por partes. E para tal vamos ver a última entrevista do Hermen Holst, o chefe dos estúdios Playstation.

A entrevista, na sua integra, pode ser lida em Inglês neste link. No entanto, para este artigo apenas estamos interessados nas partes que poderão ser mais polémicas. E elas são:

  1. A continuidade da colocação de jogos Playstation no PC
  2. O suporte a  jogos Cross Gen, como God of War, e Gran Turismo 7

Estes dois pontos são os que merecem atenção. No primeiro caso há uma ideia generalizada que os jogos da PS nunca deveriam passar para o PC, e no segundo uma ideia de que a PS5 acaba prejudicada pelo suporte Cross Gen destes jogos, sendo que fica a imagem que a nova consola se encontra a ser prejudicada pelo facto de ter de suportar a PS4.

Vamos analisar estas duas realidades, de forma ponderada!

1 – Colocação de jogos Playstation no PC

Como tenho vindo a revelar, a minha opinião sobre a colocação de jogos Playstation no PC não é radical. Aceito que, após os jogos terem esgotado o potencial de vendas na PS, estes possam ser colocados no PC..



Tal situação serviria como forma de aumentar receitas que serviriam para financiar mais e melhores jogos, bem como uma promoção aos jogos da Playstation, podendo assim conquistar clientes do PC para a consola, algo que nesta altura, com a enorme escassez de componentes e o preço elevadíssimo dos GPUs poderia funcionar.

Mas na minha maneira de ver, para que tal não prejudicasse a marca Playstation deveriam sempre acontecer três situações:

1 – Que os jogos no PC não fossem melhores que as versões Playstation.
2 – Que os jogos que só saíssem para PC quando esgotassem o seu potencial de vendas na consola, e alguns anos após estarem disponíveis na Playstation.
3 – Que os jogos mais nucleares da consola, aqueles que definem o seu ADN por serem jogos intimamente associados ao seu nome, se mantivessem sempre como exclusivos.

Infelizmente o que vemos é que o ponto 1 não acontece. E apesar de as versões PC dos jogos serem basicamente o jogo Playstation, sem melhorias, há pelo menos a possibilidade de melhorias de FPS e suporte a resoluções estendidas, como acontece, por exemplo, com o suporte ao formato 21:9.

O ponto 3 tambem não aparenta ser uma preocupação da Sony, e vimos isso com o anuncio de Uncharted 4 que poderá passar ao PC. Este é um dos jogos sujo nome está intimamente ligada ao nome Playstation, e que, pessoalmente, entendia que não deveria nunca passar.



O ponto 2 é nesta fase ainda prematuro de ser avaliado. Aparentemente a Sony estará a seguir esse conceito, mas nada nos garante que tal assim se mantenha.

Resumidamente, mesmo pensando de forma consciente e ponderada, e não radical, há motivos para se estar desagradado com esta atitude da Sony.

Daí que, a nosso ver, os fans tem efetivamente razões de queixa!

Mas o grande problema é que as pessoas queixam-se misturando os dois pontos de cima. E se no primeiro acabamos de dar razão aos fans, o segundo é mais questionável.

Para que se perceba, vamos citar um comentário/queixa colocado como resposta à entrevista do Hermen Hulst.



* A PlayStation está morta.

Não se deixem enganar por números, o que fez desta divisão o que é agora foi a lealdade à marca, de pessoas que se sentiam tratadas com respeito, algo que agora desapareceu. Ter medo das mudanças, como disse Yoshida, não é razão suficiente de deitar 27 anos de fidelidade à marca, ao lixo, especialmente porque tal é idiota uma vez que tudo que tinham que fazer era seguir a Nintendo como sempre o fizeram: Uma PS5 totalmente compatível com todos os exclusivos PS4 existentes, renovados para 60fps e configurações / resoluções superiores, acompanhados de uma nova geração INTEIRA de novos exclusivos(exclusivos reais, não o que quer que a definição signifique agora), e com todos os lançamentos com modos de 60fps, teria sido uma combinação IMBATÍVEL . Teria vendido como uma loucura, mesmo entre os jogadores de PC, porque as pessoas jogam no PC para maiores taxas de quadros e resoluções, e essas são todas as coisas que já poderiam ter sido feitas na PS5.

A Nintendo está perfeitamente ciente de que vender seus jogos em outras plataformas acabaria por destruir a marca e transformá-la numa editora, porque com elas no PC ninguém preferiria jogar esses jogos na Switch em vez de no PC … ainda que ganhasse com isso TONELADAS de dinheiro (muito mais do que você estão fazendo agora com estes ports), eles  recusam-se a fazer isso. Tudo o que se esta a fazer agora é tratar os utilizadores da PlayStation como camponeses sem valor. Todo o dinheiro e tempo que vai para os ports dr PC poderiam ter sido gastos na atualização de títulos para o próprio sistema, ou em novos títulos. Exclusivos do PS5 poderiam ter sido feitos do zero e especificamente para rodar apenas na arquitetura PS5 para o benefício final do jogo. Os jogos vindos dos PS Studios serão sempre melhores de uma ou outra forma no PC, e esse será sem dúvida o melhor local para os jogar, o que não deixa incentivos de qualquer tipo para se comprar uma consola ou subscrever a PS +, porque ninguém gosta de se contentar com a experiência inferior. As pessoas sempre disseram que as corporações só se preocupam com dinheiro e não se importam com utilizadores, mas, honestamente, essa afirmação sempre pareceu errada em relação à PlayStation porque não era o que Hirai ou Layden faziam os seus clientes sentirem. Esta nova Playstation Ryan / Hulst, é realmente uma corporação até ao âmago, uma empresa desagradável, fria e desrespeitosa que se encaixa totalmente nessa descrição. Existe uma definição para alguém que busca dinheiro às custas de quem cuida dele, acima de tudo, e não importa o quê. E a definição é “prostituta”.

Diga-se que quando li isto a primeira reação foi concordar com tudo em pleno. Afinal acabo de o dizer nas linhas anteriores, a Sony efetivamente mudou, e com esta passagem dos jogos para o PC está a colocar outros interesses, neste caso os financeiros, à frente dos utilizadores, correndo mesmo o risco de danificar a imagem da Playstation, ao retirar-lhe aquilo que eu defini como o ADN da consola, os jogos exclusivos cujo nome estão associados ao nome Playstation.

Mas analisando melhor a coisa, o que vejo é que há neste comentário igualmente uma grande dose de exagero e fanatismo.

Primeiro porque a Sony nunca seguiu a Nintendo, ou a Nintendo seguiu a Sony. Uma situação que poderá ter sido escrita apenas a título de exemplo de políticas seguidas, que sempre foram mais concordantes com a Nintendo do que com a Microsoft, mas que não pode ser tomada à letra. A Sony nunca seguiu ninguém, e sempre trilhou o seu próprio caminho!

Depois porque o cenário que é proposto com os jogos, e que toca no nosso ponto 2 acima referenciado, é completamente utópico. Quanto mais não seja porque a Sony não poderia vender mais consolas do que as que vende, uma vez que tudo o que produz… é vendido em segundos.

2 – O suporte a  jogos Cross Gen, como God of War, e Gran Turismo 7



A realidade é que os jogos que estão a sair, e que vão sair nos próximos anos, são jogos que já começaram o seu desenvolvimento há já algum tempo. E nesse sentido, estes jogos que estão prestes a ser lançados, sejam eles Horizon Zero Dawn, God of War, ou GT 7, são e seriam sempre jogos com uma base PS4, pois começaram a ser desenvolvidos em kits de desenvolvimento da PS4 e com as limitações da consola da anterior geração ali presentes.

Lançar a totalidade destes jogos como exclusivos PS5 seria, isso sim, enganar o patego. Na realidade o que eles podem ter a mais será um Ray Tracing, resolução, fps, ou mais geometria no ecrã, mas nunca serão jogos pensados de raiz para o hardware da PS5. Isto porque quando foram iniciados o hardware em vigor era o da PS4.

Naturalmente isto coloca uma questão, Mas e então o Ratchet and Clank, Rift Apart, o Returnal e o Demon’s Souls? Esses foram vendidos como exclusivos PS5!

Que estes jogos são exclusivos PS5, isso é inegável.., Mas isso dá-nos garantias que não poderiam, com os devidos cortes, sair na PS4? Não! Não dá!

No capitulo do CPU, nenhum destes jogos se destaca do que foi mostrado na geração passada. Poderemos dizer que temos mais partículas afetadas por física, mais NPCs, e mais fps, situações dependentes do CPU. Mas o que não podemos dizer é até que ponto, com os devidos cortes, não poderíamos ter o mesmo jogo na PS4. E isto porque não estamos a falar de uma IA, uma física, ou de algo que não se poderia cortar sem afetar o o jogo. Estamos a falar de situações que acabam por ser ligadas às animações de enfeites visuais, e não à jogabilidade, e nesse sentido, poderiam ser cortadas.



No capítulo do GPU acaba por ser um pouco o mesmo. Mais resoluções, mais geometria, mais efeitos, ou seja, igualmente situações que podem ser cortadas.

Um bom exemplo é o Horizon: Forbiden West. Todos sabemos que ele é Cross Gen, e que sairá na PS4, mas após a sua apresentação a questão unânime dos especialistas que ficou no ar foi: “Como é que a PS4 vai conseguir lidar com aquilo?”-

A realidade é que vai… e todos sabemos disso! Vai ter cortes, vai perder geometria, se calhar fps, resolução perderá certamente, e as texturas serão diferentes, bem como eventualmente os efeitos. Mas o jogo estará lá… E nos restantes jogos isso tambem poderia acontecer. Isto porque a base de desenvolvimento inicial, foi a PS4, e não a PS5, e como tal as componentes nucleares, as da jogabilidade estão pensadas para a PS4.

E isso acontece sempre, quer o jogo seja exclusivo ou não. A exclusividade apenas nos mostra um jogo onde os programadores optaram por não criar uma versão simplificada por entenderem que os cortes seriam demasiadamente notórios. Mas não mostra um jogo concebido a pensar numa PS5, e sim um jogo PS4 cheio de enfeites que a PS5 permite.

E todos os jogos que saíram ou estão para sair sofrem do mesmo. Todos eles são jogos com a génese PS4, que depois levaram em cima mais ou menos alterações específicas da PS5. Alguns, como Ratchet and Clank, levaram essas especificidades no uso do Hardware da PS5 a um nível onde a passagem para a PS4 já se torna impossível, mas isso não invalida a realidade de trás. Apesar de tudo, a génese por detrás deste jogo ainda é PS4.



O facto que um hardware novo nunca é aproveitado de forma total na primeira geração de jogos é uma realidade desde sempre, e que aconteceu em todas as gerações. Aqui a compatibilidade das consolas até permite uma base que simplifica o desenvolvimento para o novo hardware, mas mesmo assim não cria magicamente as alterações aos motores necessárias para se retirar total partido do novo hardware e nem muda o conceito já criado para os jogos em desenvolvimento.

Daí que a exclusividade de nova geração acabam por estar associada ao nível de dependência que foi colocado no jogo do hardware da PS5, mas podendo passar igualmente por outros fatores, que podem ser apenas uma simples decisão internas.

A realidade é que nem todos os jogos previstos para serem lançados possuem características que necessitem forçosamente do hardware da PS5 a um nível que impeça o seu escalamento para a PS4. O novo Horizon Zero Dawn de que falávamos é um bom exemplo, e provavelmente ele até tirará partido do SSD para um maior nível de geometria, mas isso não acontece a um nível que impeça o jogo de correr no HDD da PS4 com uma geometria mais baixa e/ou outros cortes.

Resumidamente, pelo facto que todos os jogos a sair possuírem uma génese PS4, a Sony analisa caso a caso. E decide! Os fatores de decisão não os conhecemos, mas garantidamente aqueles que não podem ser re-escalados para baixo sem cortes radicais na jogabilidade ficam como exclusivos da PS5, ao passo que os outros passam a depender de fatores que nos escapam.

O certo é que se as equipas conseguem, sem afectar o jogo e a jogabilidade, re-escalar o jogo ao ponto de oferecer uma experiência next gen numa consola e uma experiência last gen na outra, mantendo a estrutura nuclear do mesmo, ele é lançado Cross Gen.



Até aí… nada de anormal! E como já foi referido, nem sequer podem haver queixas quando os analistas elogiam Horizon: Forbiden West, reconhecem-lhe os upgrades, e questionam como aquilo correrá numa PS4. Se isso acontece é porque estamos perante um jogo que sabe re-escalar muito bem para a nova geração, criando uma experiência de nova geração, sendo que nesse aspecto esperamos que ele acabe por escalar bem para ambos os lados, e dessa forma conseguir tirar partido dos dois mundos sem prejudicar verdadeiramente nenhum.

Optar por não lançar este jogo na PS4, ficando como exclusivo PS5, isso seria seria enganar as pessoas. Tudo porque privariam uma base de utilizadores gigante de aceder ao jogo, e isso apenas para enganar o ego dos possuidores da PS5 que acreditariam estar perante algo apenas possível na sua consola, quando na realidade, como sabemos, isso não acontece.

Mas e no meio disto tudo, onde fica então a frase “Nós acreditamos em gerações?“. A Sony disse que acreditava em gerações e afinal o que temos são jogos Cross Gen!

Pois, a questão é que isso não é verdade! Na realidade, com o lançamento de Ratchet and Clank a 11 de Junho, no período de 7 meses e um dia desde o seu lançamento  (10 de Novembro), a PS5 recebeu 5 jogos exclusivos.

Astro’s Playroom – Gratuito
Destruction All stars – Ofertado na PSN+
Demon’s Souls
Ratchet and Clank: Rift Apart
Returnal



Olhando para a geração PS4, do lançamento em 2013 até ao final de 2014 ela teve os seguintes jogos exclusivos vindos da Sony, e que só podiam ser jogados nela:

The Playroom – Gratuito
Knack
Killzone Shadow Fall
Resogun
Infamous Second Son

Resumidamente, a PS4 teve até final de 2014 um total de 5 jogos completamente exclusivos da nova consola. A PS5 tem isso em 7 meses, não se sabendo ainda o que mais poderá ai aparecer.

Logo nesse especto, a PS5 não está a ter um tratamento diferente da PS4. E a questão de acreditar em gerações, não fica em causa! A não ser que achemos que a Sony não acreditava nelas tambem em 2013.

O que poderá levar a esta ideia, que como vemos é completamente errada, é o facto de estarem a sair mais exclusivos, mas com suporte Cross Gen. Algo que em 2013 não existiu!



Mas não existiu por um motivo. É que, historicamente, a cada nova geração de uma consola Sony, as diferenças no hardware eram de tal forma radicais, que a programação comum se tornava impossível.

No entanto, mesmo em 2013, os jogos apareciam para as duas consolas. Como exemplos, MLB 13: The Show, era first Party e teve versão PS3 e PS4, e da mesma forma, Little Big Planet 3 teve versão PS3 e PS4.

A questão era que nessa altura, dadas as diferenças radicais no hardware, desenvolver para as duas consolas era basicamente equivalente a desenvolver dois jogos. Tal era custoso! E dessa forma haviam decisões a serem tomadas sobre o que sairia onde!

Mas agora, com a PS4 e a PS5 a partilharem uma base comum de hardware, não há motivos para que se ignore a base existente e a receita monetária que ela pode trazer, eliminado as quebras pesadas de receita que abalavam a divisão, e que as mudanças de geração sempre trouxeram. E muito menos sendo possível, nesta fase inicial onde os jogos começaram o desenvolvimento na PS4, cobrir as duas gerações de forma satisfatória.

Infelizmente, e isto é uma realidade em todas as gerações, a cada nova geração os jogos demoram alguns anos a tirarem partido do hardware. Isto porque os motores não foram ainda adaptados, e isso é algo que requer tempo.



A consequência desse facto é que todos os jogos que estão a sair, e mesmo os que irão sair nos próximos tempos, começaram o desenvolvimento na PS4, e dessa forma passaram por uma fase de concepção onde a consola existente tinha os limites da PS4. Estão, dessa forma limitados na sua génese e dessa forma, a maior parte deles, nesta fase inicial da vida vão-se limitar a escalar para cima, tirando partido da maior potencia da PS5. Geometria, melhores loadings, melhores texturas, melhor luz… mas… o mesmo jogo!
Mas claro, há exceções como o Ratchet and Clank: Rift Apart, que utiliza o SSD de uma forma associada intrinsecamente ao Gameplay, e que como tal, só por isso, vê a PS4 vedada.

O certo é que os inícios de geração estão limitados. Mas esta compatibilidade entre as gerações permite eliminar situações como as que aconteceram em gerações passadas, onde os jogos começaram a ser desenvolvidos no hardware da geração anterior e estavam num ponto de evolução tal onde a alteração para o novo hardware era já impossível. Estas situações levaram a que jogos como God of War 2 saísse como exclusivo na PS2, 6 meses após o lançamento da PS3, e fizeram com que Gran Turismo 6 saísse como exclusivo da PS3, pouco depois de já ter sido lançada a PS4.

Certamente que um exclusivo da Sony para a PS4 lançado agora, não cairia muito bem, e a Sony seria acusade de tudo e mais alguma coisa. Mas o certo é que isso já aconteceu como consequência da diferença física do hardware, e por aqui se vê é que a memória das pessoas é curta, e nesse sentido as queixas nem sempre são válidas. Afinal, como acabamos de explicar, suportar nesta fase a consola antiga não implica cortes que não existiriam se o suporte à geração anterior não acontecesse, e o que está em causa, são apenas egos de quem comprou uma PS5, e ao mesmo tempo um cuidar da base de utilizadores a um nível como nunca foi possível antes.

Conclusões

Resumindo, o que aqui podemos concluir, é que realmente as pessoas tem razões de queixa da Sony na questão dos jogos a serem lançados no PC. È uma filosofia que vai contra aquilo que sempre foi a existente na marca, e que destrói o ADN da consola. Apesar que os extremistas não queriam que qualquer jogo passasse, mais racionalmente percebe-se a necessidade da receita extra! Mas não ao ponto de isso poder custar à marca a imagem da Playstation, e/ou a lealdade dos fans conquistada ao longo dos anos. E a imagem que passa é que a Sony está tão obcecada com os lucros que isso pode trazer que não consegue ver mais nada à frente.

A passagem de jogos deveria ser lenta, deveria ser controlada, e não deveria incluir os jogos nucleares, aqueles historicamente associados ao nome Playstation, que se deveriam manter exclusivos. E isso não está a ser feito, pelo que os fans se sentem traídos e revoltados, e nesse aspeto tenho de lhes dar toda e total razão.

E pelo que se percebe, a Sony pretende passar a lançar todos os jogos no PC sempre que eles esgotarem o potencial de vendas na consola.

Daí que nesse campo iremos sempre criticar esta postura, pois não gostamos desta política, e achamo-la não só danosa para a marca, como desrespeitosa pelo passado da Playstation. Uma crítica em tudo igual à que sempre fizemos quando a Microsoft optou por uma postura semelhante no passado (e até mais gravosa dados os lançamentos no dia 1).

Mas o que vemos é que os fans arrastam a coisa para outros campos… campos onde as suas queixas deixam de ter real razão. Há diferenças face ao passado, sim, mas tambem há realidades diferentes e, ao contrário do que se julga, não há, acima de tudo, um desleixo com a atenção dada à nova geração. A ideia surge pelo Cross Gen, mas como referido estamos a ver sair jogos que iniciaram o desenvolvimento na PS4, jogos que serão sempre PS4 na sua génese, quer se queira, quer não! E desde que devidamente adaptados para a PS5, com alguns deles, pelos conceitos que possuem, a serem mais polidos ao ponto de deixarem de ser possíveis na PS4, a Sony está dessa forma, e por mais algum tempo, a fazer o que deveria ter feito desde sempre, mas que o hardware não permitia: A cuidar da totalidade da sua base de utilizadores, dando suporte a todos, e não apenas de alguns!

E perante a realidade do suporte exclusivo da PS5, as queixas não se justificam e mostram apenas egoísmo e egos. E numa altura onde as pessoas, mesmo que quisessem, não conseguem comprar uma PS5, esta suporte aos dois lados não é descabido.

Mau seria era se o suporte exclusivo à nova geração não existisse!

 



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Danilo Marciel
Danilo Marciel
1 mês atrás
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Sinceramente não posso fazer coisa a não ser elogiar.

Esse artigo está incrível são linhas e mais linhas trazendo a culpabilidade para o usuário e o fã mais uma vez dando a Sony o título de empresa perfeita que jamais toma decisões erradas ou falha.

Fica claro que o problema nunca será a Sony. Não tem como não chegar no final desse texto e não pensar exatamente assim.

O que me intriga é que são decisões tão parecidas com a Microsoft que foi malhada principalmente aqui mas como foram tomadas pela Sony agora do nada se tornam boas e nós os usuários uns chorões…

Seus argumentos são bons Mario e novamente muito bom artigo você consegue dar N motivos para entendermos que mais uma vez o problema não é a Sony e particularmente até eu já estou acreditando.

Nuno Sousa
Nuno Sousa
Responder a  Danilo Marciel
1 mês atrás

É isso mesmo Marciel. O problema são pessoas como nós que só sabemos analisar apenas uma perspectiva e que se calhar só é aquela que mais nos interessa. Somos mesquinhos com certos pontos incapazes de associar ao menos bom o que de muito bom se faz. E quando é assim pouco mais a dizer porque será difícil assumir uma perspectiva maior à realidade do nosso mundo. E por isso a razão deste artigo e o tão bem que foi escrito.
Tenho uma PS5 e posso dizer que nunca me senti tão bem quando comparado com todas as anteriores gerações em igual período. Em hardware e software ultrapassa o que foi feito no passado.
Fica bem

nETTo
nETTo
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Eu fico vendo essas discussões aqui, em sites e foruns sobre isso.

E o que parece é que ao anunciar por exemplo Uncharted 4 no PC a Sony vai deixar de lançar jogos pro PS4/PS5 sabe.

É uma tempestade num pingo dágua sem precedentes.

Falo por mim apenas, nunca fui PC Gamer e nem tenho interesse, então para mim isso ai é nada

nETTo
nETTo
Responder a  Danilo Marciel
1 mês atrás

São decisões parecidas, MAS não iguais

Em 2015 a Microsoft resolveu levar todo o conteúdo do console pro PC e DAY ONE, a Sony ta levando o conteúdo legado de PS4.

Em 2017 a Microsoft criou o Gamepass pro console, em 2019 o levou pro PC com lançamentos de seus jogos Day One também no serviço.

No PC a Microsoft não cobra pelo online em seus jogosm, no console a cobrança permanece até hj.

Em 2020 a Microsoft lançou games que antes seriam do console exclusivamente no PC (Gears T e FS) e somente algum tempo depois os lançará no console.

O que para mim parece é que a Microsoft tem priorizado o PC desde 2015, a Sony ainda está engatinhando nesse rumo.

Mário Armão Ferreira
Responder a  Danilo Marciel
1 mês atrás

Só uma nota dado que falas da Microsoft.
O que aqui se passa nada tem a ver com a Microsoft.
A Microsoft lançou um total de Zero (0) jogos de suporte às suas novas consolas, vindo dos seus estúdios. A Sony deu em 7 meses um suporte exclusivo PS5 igual ao que deu à PS4em um ano.
Logo comparar as duas marcas não tem pés, nem cabeça.

KingsGoku
KingsGoku
Responder a  Danilo Marciel
1 mês atrás

Problema foi influenciadores, igual o Mário por exemplo, que colocaram lá atrás, Cross-Gen como se fosse o apocalipse. Inclusive falando que atrasaria a geração, que o melhor seria seguir em frente, que os jogos se tornaria piores com cross-gen. Tenho prints, dezenas deles do Mário, inclusive artigos e matéria.

Felipe Horvath
Felipe Horvath
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Esse Kingsgoku é uma piada , fica o dia todo na gamevicio defendendo o Xbox e sendo hater do Playstation.

KingsGoku
KingsGoku
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Cross-gen pode limitar a nova geração? Pode! Mas não como antigamente, tanto que a Sony optou por ter cross-gen e mesmo assim, os games estão bonito. Falo que você e outros influenciadores, fez com que isso se mostra-se pior do que realmente é. Fizeram como se fosse o fim do Xbox por ter cross-gen. http://www.pcmanias.com/produtor-de-scorn-diz-aquilo-que-e-coerente-jogos-cross-gen-limitam-a-nova-geracao-e-60-fps-nao-deverao-ser-um-standard/

nETTo
nETTo
Responder a  KingsGoku
1 mês atrás

Égua mano, vai se tratar kkk

Até aqui 🤮

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  KingsGoku
1 mês atrás

Essa visão negativa sobre a limitação cross-gen é geral.

É só resgatar os comentários naqueles sites de flamewar (que você participa) após a apresentação do gameplay de Halo Infinite em Julho/2020. Muitos (e se não me engano inclusive você) defendendo que o jogo não seja mais lançado no Xbox One e seja 100% focado no Xbox Series X para que receba upgrades dignos de nova geração.

Então a argumentação vai de acordo com o que convém. Tudo não passa de narrativa para flamewar. E na boa, aqui é um site onde as pessoas buscam discutir tecnologia de forma adulta. Então por favor, não traga o seu universo de quinta série do ensino fundamental pra cá. Até uma criança sabe que precisa aderir a outro comportamento quando entra em uma sala que só tem adultos.

Daniel Cardoso
Daniel Cardoso
1 mês atrás
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Bom artigo Mário, más no fim continuo a não perceber de quem é a culpa, a ideia que passa é que a culpa é sempre do cliente e não da Sony.

Eu como clinte Sony desde a Ps2, nesta geração Ps5 estou lhes a ganhar um odio e nojo que nem é bom citar, a começar pelo marketing mentiroso, onde tentarem vender Ps5 a torto e a direito na base da mentira, cof cof no meu caso foi GoW, e pior que ser cross gen é eles terem dito que era para este ano, gastei 750 euros para nada, quando podia jogar no meu ps4 no fim das contas, segundo enviar o jogos da playstation para PC, e aqui é onde está pior ainda, como possuidor de ps5 sinto-me um camponês onde a ideia que passa é os PC são os vips e a consola os pobres!? Que por sinal são os que pagam mais caro ainda!? E e no fim faço esta pergunta, aumentaram os preços dos jogos para que!?

Quando foi com a Microsoft, disparei para todos os lados, o que senti naquela época, é o mesmo que estou a sentir com a Sony, e com isso dito, espero sinceramente que a Sony se f*** futuramente.

Sparrow81
Sparrow81
1 mês atrás
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Criticam essa gestão e elogiam a de Shawn Layden. Será que ninguém viu a entrevista do “amigão da comunidade PS” falando que U$60,00 era insustentável, que queria diminuir o tamanho dos jogos para campanhas de 15 horas, etc? U$60,00 é um preço que não foi reajustado por décadas segundo ele. Então sim, até o elogiado e fantástico Shawn Layden não concordava mais com preço a U$60,00 e estava buscando alternativas de aumentar receitas.

AlterX
AlterX
1 mês atrás

Legal
mas quero os jogos da Sony no day one no PC
e ela vai fazer isso, uma hora ou outra
imagina, jogos da Microsoft e da Sony no PC no day one!
vai ser incrivel

AlterX
AlterX
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Bom
com certeza ela fez diversos estudos pra chegar nessa conclusão, isso não pode ser levado como uma decisão errada ou algo do tipo.
no próprio relatório para investidores que vazou, ela mesma diz que quer criar um ecossistema Playstation
que envolve tanto, o console, PC, Mobile e Nuvem, o que reforça que ela quer crescer ainda mais
a divisão Playstation está em expansão, isso é um fato e isso é imparável
e como usuário de PC, eu quero estar na vanguarda, na expectativa com os grandes jogos que virão
no final o que importa são os jogos, e que sejam bons, independente de onde sejam lançados.

muito provavelmente vou me tornar um grande fã de Playstation…
um Sonysta de PC.

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Eu pessoalmente não me importo que a Sony use os jogos da geração passada, para alavancar a rentabilidade da companhia. Porque se não fosse o mesmo, e o lançamento de alguns jogos crossgen, a Sony estaria a ter prejuízo. Não só estaria a perder dinheiro com cada ps5 vendida, como os jogos exclusivos para a ps5, iam ter prejuízo devido a base pouco estabelecida da nova geração. E segundo esta lógica, a mesma já não necessitará de lançar jogos crossgen e jogos no PC a partir de finais de 2022.

O problema é que a Sony abriu um precedente nunca antes visto na companhia, sendo sempre uma opção lançar o jogo no PC. E relativamente ao novo leak do próximo exclusivo, é bastante inteligente!
Uncharted “ supostamente” já esgotou o potencial na consola.
Mas com o lançamento do Filme e com o lançamento do jogo na plataforma PC, irá ter outro potencial. Irá haver uma nova procura, e poderemos ter um novo “The witcher” em vendas.

Concluindo, não se sabe ao certo o que a Sony pretende com o lançamento dos jogos no PC. Será que a visão da empresa mudou? De maneira a englobar a plataforma PC? Ou é só um meio para não ter prejuízos e alimentar os estúdios a curto prazo?

nETTo
nETTo
Responder a  AlterX
1 mês atrás

Rapaz, GV em peso no PCmanias hehehe

Primeiro o Kings e agora vc kk

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  nETTo
1 mês atrás

Só o chorume… 😂😂😂

Deto
Deto
Responder a  nETTo
1 mês atrás

é impressão minha ou o GV flopou pq começaram a banir todo mundo que não era verdinho lá?

pq entra na noticia ruim para o xbox, é só controle de danos e enquanto tem coisa ruim para o play, vira um circo.

AlterX
AlterX
Responder a  nETTo
1 mês atrás

é divertido ver o as opiniões dos fãs de PS

nETTo
nETTo
1 mês atrás

Sim a Sony mudou, E sim os fan(boy)s estão exagerando.

“a, não vou mais comprar PS”
“depois dessa vou pro PC”
“chance da Microsoft é agora” essa aqui é a mais bizarra de todas hehehe

Vitor hugo Reale Pereira
Vitor hugo Reale Pereira
1 mês atrás

Mario se não tivéssemos jogos crosgen e fosse desenvolvido diretamente pro motor gráfico do ps5 teríamos resultados superiores ao de hj? Mesmo nos multiplatarforma? Me questiono se esses consoles vão escalar melhor nessa geração do que na passada, afinal temos muitas placas de vídeos que superam os consoles juntos.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Vitor hugo Reale Pereira
1 mês atrás

Motor gráfico do PS5? Ou motor gráfico preparado para as capacidade do PS5?
A questão é que nenhum motor gráfico está adaptado 100% para o PS5 ainda. Nem a Unreal 5, a que mais exigiu trabalho e pessoas envolvidas, está pronta e só será entregue em 2022. Se você for desenvolver um game para as capacidades da Unreal 5, tem que iniciar o desenvolvimento quando ela estiver pronta. Ou seja, um game com todas as capacidades nextgen só sairá lá por fim de 2023/2024. E é óbvio que esses consoles se sairão melhor que não geração passada, pois estão melhores posicionados que PS4/XOne em 2013.
Quanto as placas de vídeo, SEMPRE foi assim e nem por isso os consoles fizeram feio, imagina agora que os consoles são lançados com uma arquitetura atual.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Vitor hugo Reale Pereira
1 mês atrás

Horizon Forbidden West teve seu desenvolvimento iniciado em 2017 com a Decima Engine suportando as features do PS4. Rumores apontam que as primeiras versões do PS5 SDK chegaram em 2019. Então a discussão está na concepção, o jogo foi concebido dessa forma. Mudar a concepção envolve refazer. E isso custa muito tempo.

A boa notícia é que a Decima Engine pode estar bem adaptada ao PS5, já que estão apontando que a nova IP da Bend Studios usará a Decima Engine https://twitter.com/Onion00048/status/1401107186818990082?s=20 . Então o que for possível de Horizon Forbidden West suportar do PS5 com a concepção do PS4, assim suportará.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
1 mês atrás
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De facto me incomoda o PC receber melhorias e o PS5 não. Por exemplo, a versão PC de Days Gone recebeu as melhorias da versão mais recente da Unreal Engine 4 como software-based screen-space ray traced global illumination. Link: https://www.eurogamer.net/articles/digitalfoundry-2021-days-gone-pc-port-analysis. Poderiam fazer um port nativo para o PS5 com free upgrade suportando as mesmas melhorias. Da mesma forma Horizon Zero Dawn e Death Stranding poderiam no mínimo ter suporte a 60fps para o PS5, como é possível no PC.

Ainda há tempo Sonya. lol.

nETTo
nETTo
Responder a  Carlos Eduardo
1 mês atrás

Isso sim é uma reclamação pertinente.

Deto
Deto
Responder a  Carlos Eduardo
1 mês atrás

acho que no critério de gravidade, o pior é o patch 60fps do HZD.

a desculpa que eles estão tentando lançar o Forbidden West esse ano e não tem tempo para lançar patch no PS5.

Mas tiveram 6 meses lançando patch para PC…

Então a bandeira já está amarela… se isso virar o normal, por ex uncharted 4 sair no PC e ficar sem patch para PS5; isso vai afetar bastante a minha decisão de comprar ou não um futuro PS6.

Danilo Marciel
Danilo Marciel
Responder a  Carlos Eduardo
1 mês atrás

Concordo plenamente! Um descalabro versões melhores pro PC que não tem pro PS5

Fernando Molina
Fernando Molina
1 mês atrás

Mas a Sony lançar Horizon 2 , GOW 2 e GT 7 no PS4 e dizer que vai estender o suporte a grandes jogos a geração anterior até 2023 não foi exatamente o que a Microsoft fez e foi duramente criticada ou eu entendi tudo errado???

Ewertom
Ewertom
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

A Sony disse com todas as letras que acreditava nos ciclos de geracoes e no ato disso mostrou HZD e outros afirmando serem jogos do ps5 e depois a gente viu o que passou.Um pano geral para tapar a sujeira

Ewertom
Ewertom
Responder a  Ewertom
1 mês atrás

A Sony mentiu e omitiu ao mesmo tempo.Até.teve um user aqui que isso poderia ser devida a base instalada do ps5 e tenho certeza que não,pois a ps5 não é a consola mais rapida em vendas da historia.Jin claramente disse aquilo devido as falas do Phil e agiu igual🤷‍♂️🤦‍♂️

Andrio
Andrio
Responder a  Ewertom
1 mês atrás

No caos do hzd ela mostrou no ps5 mesmo, pq até agora o que a gente n viu foi a versão de ps4

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Ewertom
1 mês atrás

Logo após evento ela veio e falou que Horizon seria crossgen. E no mesmo momento que disse acreditar em gerações, falou que a transição de PS4 pra PS5 seria mais suave. Uma frase não anula a outra, certo?

Ewertom
Ewertom
Responder a  Sparrow81
1 mês atrás

Antes do evento ser mostrado o que foi dito era jogos do Ps5 Então.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  Ewertom
1 mês atrás

Muito antes do lançamento do console já foi falado que a transição seria mais suave e Horizon seria crossgen, assim como Miles Morales. Nunca foi falado que GOW E GT7 sairiam só no PS5. Não tô entendendo onde você quer chegar.

nETTo
nETTo
Responder a  Ewertom
1 mês atrás

Mas ela lançar jogos no PS4 não faz ela desacreditar ué

O ciclo do PS4 ainda não acabou me jovem, PS5 tem menos de 7 meses de mercado.

Não tem como a Sony decretar o fim da plataforma pois a mesma conta com uma base gigantesca de consumidores. Diferente da Microsoft que já matou o One X por motivos óbvios né, a base ali não deveria ser muito grande a ponto de manter a fabricação e suporte do console.

Em 2023 acredito que seja o fim do PS4, a partir daí vc poderá cobrar da Sony esse lance de gerações com propriedade.

PS3 teve 3 anos de suporte, teve jogos crossgen também. Enfim, basta uma rápida pesquisa

Fernando Molina
Fernando Molina
Responder a  nETTo
1 mês atrás

Mas ai voces precisam se decidir né, o cross gen era ruim pq ia limitar o Xbox, agora o cross gen é bom e a Microsoft já matou o One, mesmo ela dizendo que o suporte first seria por 2 anos, não to entendendo mais nada

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Fernando Molina
1 mês atrás

Esse é o problema Fernando, as posturas binárias. Ou é preto ou é branco.

Quando Phil Spencer disse que todos os jogos seriam cross-gen por 2 anos, ele aderiu o preto. E por ter sido criticado, automaticamente a narrativa do flame exige que o outro lado busque escolher o branco, isto é, nenhum cross-gen é permitido.

E qualquer um sabe que o branco é utópico. Até o PS3 que foi o videogame que gerou gigantescos prejuízos à Sony teve Little Big Planet 3 e Persona 5 como cross-gen. Então sempre haverá mescla de cross-gen com full next-gen. E basta existir 1 jogo full next-gen para quebrar o preto absoluto. Como basta existir 1 jogo cross-gen para quebrar o branco absoluto.

Concordo que existem mais cross-gen do que o esperado. Concordo que a arquitetura similar está exercendo um papel fundamental nisso. Concordo que o hate em cima do Phil Spencer foi desproporcional e muitos ainda não compreendiam a realidade. Concordo que o cross-gen pode não ser tão ruim quanto parece e Horizon Forbidden West mostrou isso. Tudo isso está sendo revelado para nós.

Mas eu não consigo aderir ao formato binário. Eu acho muito limitado e típico de flamewar. Prefiro a idéia de que entre 0 e 1 existem infinitas possibilidades em números decimais.

PS: só para deixar claro, eu não estou dizendo que você faz flamewar. Só que as suas palavras dizem claramente que mesmo estando de fora do flame, você absorve algumas das narrativas e as replica de maneira formal e educada como acabou de fazer no seu comentário.

Fernando Molina
Fernando Molina
Responder a  Carlos Eduardo
1 mês atrás

Ok obrigado pela resposta Carlos, o assunto morre aqui pra mim

José Galvão
José Galvão
Responder a  Fernando Molina
1 mês atrás

Não há volta a dar nesse aspecto, nós crucificámos a Microsoft por ter dito que ia-mos ter cross-gen por mais dois 2 anos, e agora temos a Sony a fazer o mesmo, mas esse julgamento na praça pública foi feito quando?
Foi feito quando ainda estávamos completamente crentes que em 2021, ver uma PS5/Series numa prateleira seria uma visão comum, mas o que temos hoje, Junho de 2021, é que isso continua a ser uma visão, portanto o que dantes era algo condenável, agora e perante a realidade dos factos, é agora algo compreensível.

Apesar de tudo, o facto é que a PS5 ainda vai recebendo conteúdo exclusivo, logo a exigências que tu devias estar a fazer, não era para nós decidirmo-nos, mas onde é que estão esses jogos cross-gen que a Microsoft disse que ia ter, ao lado de algo exclusivamente next gen, isso é que tu devias estar a perguntar.

José Galvão
José Galvão
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Anda super ocupado à meses?
E já agora que perspectiva é essa que te fez questionar a tua posição?

José Galvão
José Galvão
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

O que o leva a pensar dessa forma, é a teimosia caracteristica dele, ele quando embica para um lado, é para ali e ponto final, da mesma forma que a PS5 e a Series X são uma desilusão a nível de hardware.

A Sony não está a seguir o caminho da Microsoft, ela está é a ser forçada a encontrar um equilibrio entre o modelo tradicional, e o caminho traçado pela Microsoft, são coisas bem diferentes.

A Microsoft está no tudo ou nada, e já percebeu que não consegue ombrear com a Sony no modelo tradicional, já a Sony é lider de mercado mas não pode nem deve menosprezar um investimento de mais de 7 biliões de dólares.

Fernando Molina
Fernando Molina
Responder a  José Galvão
1 mês atrás

Concordo com voce que os caminhos por enquanto são diferentes(já foram mais), mas afirmar que a perspectiva dele não pode se concretizar é muito cedo, se eu fosse voce não afirmaria tanto que a Sony não está a seguir o caminho da Microsoft, mesmo pq não tem nada que garanta que vá seguir, porém também não tem nada que garanta o contrario

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Fernando Molina
1 mês atrás

Fernando,

Algo interessante que estou a ver no lado do Xbox, veja essa matéria: https://twitter.com/VGChartz/status/1401913664555433994?s=20

Esse grande avanço esperado para o Forza Motorsport se deve ao novo motor gráfico FTech que parece ter uma física muito mais aprimorada. Eu fui um dos que fiquei muito bravo por não ter visto gameplay do jogo no ano passado. Mas já sabemos que quando chegar, deverá ser diferenciado.

E olha o que o John Linneman fala de GT 7 cross-gen a partir de 5:40 – https://www.youtube.com/watch?v=JKXkbAI4Cek . É claro que haverá salto visual mesmo sendo cross-gen. Mas veja as possibilidades que ele cita como interessantes caso fosse next-gen.

Então com GT 7 sendo lançado cross-gen em 2022, eu não esperaria um GT 8 full next-gen até 2025. Já Forza Motorsport deverá sair antes disso.

Então veja como a meu ver, o que falta do lado dos canais de Xbox é compreender como as coisas são, explicar corretamente. Isso é uma informação valiosa e importante. Mas muitos querem levar para a perspectiva do flame.

Fernando Molina
Fernando Molina
Responder a  Carlos Eduardo
1 mês atrás

Carlos, eu não passo pano não, é óbvio que a Microsoft está devendo e muito nos jogos first, a única coisa que eu tento por em discussão são algumas incoerencias no meu ponto de vista, eu não sou fanboy como fui chamado aqui

Quanto ao Forza, eu já o acho muito a frente do GT, e o novo vindo somente next gen ai será uma surra, porém sendo lançado em 2022, e somente para os Series, onde fica a promessa dos jogos first serem cross gen pelos próximos 2 anos

José Galvão
José Galvão
Responder a  Carlos Eduardo
1 mês atrás

Eu também gostava muito que o GT7 fosse exclusivo para a PS5, mas com noticias como as de hoje que aponta que pelo menos até metade de 2022, vai haver falta de componentes, não tem como apontar o dedo seja à Sony ou à Microsoft pelos jogos cross-gen.

José Galvão
José Galvão
Responder a  Fernando Molina
1 mês atrás

Não é bem o seguir o caminho da Microsoft, não pode seguir esse caminho.
Agora se vai seguir, pelo menos para já não me parece, a única coisa garantida nesta vida é a morte e os impostos.

Fernando Molina
Fernando Molina
Responder a  José Galvão
1 mês atrás

José, para já eu também não acredito,porém os pequenos primeiros passos foram dados, e repara que a Sony gostou bastante do retorno que o PC dá, por isso não ponho minha mão no fogo

José Galvão
José Galvão
Responder a  Fernando Molina
1 mês atrás

Ao achares que a Sony está-se a aproximar da Microsoft, tens que ter em mente uma coisa, a Sony não é como a Microsoft, a Microsoft não precisa da Xbox para nada, se de hoje para amanhã a Xbox desaparecesse, a Microsoft ia continuar a encher os seus cofres, aliás até os enchia mais.
Já a Sony precisa da PlayStation como do pão para a boca, a Sony não se pode aventurar muito no PC, tipo loucuras de day one na PS5 e PC, sob o risco de perder a liderança do mercado, e quiçá manchar irremediavelmente a imagem da marca.

José Galvão
José Galvão
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Mas não tem 5 minutos para participar?

Ewertom
Ewertom
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Enfim conseguiste falar com o Bruno.Que bom,manda logo um abraço para ele de coração.bom saber que esta bem

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  José Galvão
1 mês atrás

Por sinal, Xbox acaba de perder seu último exclusivo temporário. The medium será lançado no PS5. Como fica a Dev que garantiu que só sairia pra Xbox e PC? Como fica a Microsoft nesse esqueminha de pagar pra chegar ao gamepass e por contrato obrigar a Dev a não falar nada que sairá no PS5? Sete meses de Xbox SX/SS e NENHUM game que se joga só nele. Acho que é o lançamento de console mais desastroso da história! Não lembro de outro console lançado com ZERO conteúdo novo.

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  Sparrow81
1 mês atrás

Eu gostava que a razão do lançamento de alguns exclusivos no PC, foi exclussivamente a mudança de geração. De maneira a que não haja perdas, como é costumo. E a questão de ainda termos jogos crossgen é devido aos motores ainda não estarem preparados como também o número de PS5 não compensarem o lancamento de só exclusivos ps5.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  AlexandreR
1 mês atrás

Como Carlos Eduardo bem falou dias atrás… A transição é mais sua por vários fatores, além da arquitetura permitir. Os motores não estão prontos pra nextgen e os consoles demoraram mais tempo para serem definidos dessa vez, pois esperaram rdna 2 e largaram com tecnologia atual. No PS4 já foi lançado defasado, então provelavelmente já se tinha tudo muito antes do lançamento, inclusive as APIs adaptadas.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Fernando Molina
1 mês atrás

Phil Spencer foi o primeiro a falar abertamente sobre o suporte cross-gen por 2 anos. E muitos associaram esse cross-gen a jogos com nível PS4/Xone até o final de 2022, com o hardware mais recente recebendo melhorias pontuais como resolução e fps. E cá entre nós, a gameplay de Halo Infinite contribuiu bastante para reforçar essa visão.

Após o state of play em que a Sony anunciou o gameplay de Spiderman Miles Morales, este jogo e Horizon Forbidden West foram divulgados como cross-gen, o que também decepcionou a muitos. Só que as gameplays de Spiderman Miles Morales apresentavam algumas melhorias pontuais em relação ao que víamos no PS4, o que diminuiu um pouco a má impressão sobre o cross-gen.

A Gameplay de Horizon Forbidden West mostrou que nessa transição PS4/PS5 é possível ter cross-gen com qualidade relativamente superior no hardware mais poderoso. Então a palavra “cross-gen” perdeu um pouco o peso.

Agora God of War 2 e GT7 foram anunciados como cross-gen, e vemos diversas reclamações que a Sony mentiu, etc… mas se a gameplay de God of War exercer um grande impacto como foi com Horizon Forbidden West, todos se esquecerão de novo do cross-gen.

Resumo da ópera: cross-gen pode soar algo diabólico como palavra. Mas no final o que importa são os resultados. Se Forza Horizon 5 surpreender no evento da Microsoft, o cross-gen vira passado. É assim que funciona.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Mas se os jogos podem ser ajustados para a geração anterior, todos os 7 exclusivos do PS5 poderiam rodar no PS4, caracterizando-os como cross-gen.

Mas nisso entra uma questão importante: não se pode esperar que todos os estúdios trabalhem iguais, e que Demon’s Souls Remake ou Returnal seriam facilmente portados para o PS4 com alguns meros ajustes. Talvez a Guerrilla tenha estrutura para lançar Horizon Forbidden West cross-gen. Já a Housemarque preferiu concentrar o que tem para entregar o melhor Returnal possível apenas no PS5.

Diante disso, o que vejo no discurso da Sony é a questão de prioridades. O PS5 é prioridade. Quem consegue lançar cross-gen sem comprometer as melhorias no PS5 e o prazo de lançamento, que o lance. Quem não consegue faça dedicado à nova geração.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Mas os casos que citou envolve mais no sentido de ser impossível ter a mesma experiência no PS4, não de ser impossível existir versão no PS4, já que como bem disse, a gênese é PS4.

Por exemplo, em ratchet a transição quase instantânea de mundos transforma o gameplay. Jogar para PS4 esperando loadings a cada transição envolve regredir a experiência de gameplay do jogo. Isso para não falar que o jogo sofreria de redução de geometria na PS4, como poderá ocorrer em Horizon.

Em Returnal, tirar a experiência de áudio por RT, iluminação, diversas partículas, e cair esse gameplay frenético para 30fps também pode tirar o sabor do jogo.

O mesmo poderia dizer de Demon’s Souls Remake, que possui cenários de altíssima qualidade, que te faz facilmente parar no cenário e girar a câmera de admiração. Reduzir isso drasticamente no PS4 poderia transformar o jogo. Embora que neste caso de facto a transformação de experiência não envolve gameplay.

Astro é um jogo que está 100% associado ao dualsense.

Destruction Allstars pode ser vários motivos. Talvez por ser multiplayer, 60fps é mais do que obrigatório. Se oscila em 1600p no PS5, 60fps no PS4 fat poderia ficar em um nível de qualidade muito baixo.

Como o PS5 é a prioridade, se o jogo não manter a experiência no PS4, é cortado do cross-gen. Caso contrário, se o estúdio manter o prazo, vira cross-gen. Me parece uma decisão bem razoável.

Mario, só lembrando que Driveclub foi lançado em 2014.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Carlos Eduardo
1 mês atrás

Mário,

Se bem que Ratchet teve alterações estruturais com o SSD, que é o streaming de conteúdo mediante movimentação. Isso não existia nas versões anteriores de Ratchet. Pode ser até adaptado ao PS4, mas naturalmente se carregaria muito menos conteúdo em tempo real, o que possivelmente destruiria a experiência. Então é plausível que alguns pontos da concepção já foram projetados para o PS5.

Eles esclarecem nessa entrevista: https://www.eurogamer.pt/articles/entrevista-ratchet-and-clank-rift-apart-ps5-dualsense-ssd-e-muito-mais

Diante disso, retiro o que disse sobre Ratchet lol.

Deto
Deto
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

Eu uso o áudio 3D no Returnal para saber onde estão os inimigos fora do meu campo de visão

Faço isso sempre.

No PS4 não ia ter como fazer isso

Daniel Torres
Daniel Torres
1 mês atrás
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Olha sobre Gow, Horizon e Gran Turismo serem lançados para Ps4 não me interessa muito, pois temos que ter em mente a quantidade de Ps4 vendidos, para a do Ps5 então um lançamento cross-gen neste momento seria o lógico.

Agora a outra parte dos fãs estarem fazendo tempestade em um copo d’água, isso me faz rir, os fãs que tenho visto estão pedindo para serem respeitados, para se manter a qualidade da marca com seus exclusivos, e pela clareza das informações que a Sony libera, como quais jogos irão ao Pc e quais vão se manter exclusivos, pois sem isso as pessoas vão perder interesse no console, mas pelo visto são os fãs que estão errados, patética esta postura.

Para curiosidade quando foi a Microsoft, foram inúmeros comentários e matérias contra, agora já que é a Sony você praticamente tem que escrever um trabalho de conclusão de curso para fazer um comentário citando fontes, artigos, regras de mercado, etc…, parece que são 2 pesos 2 medidas.

Ps: Está mais do que claro o que citei há um tempo atrás, a Sony pode fazer o que quiser assim como a Microsoft, e todo mundo vai e tem que aplaudir.

Ítalo Gabriel
Ítalo Gabriel
1 mês atrás
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Tive todos os Playstations até hoje, e a 4 meses atrás vendi o meu 4 e comprei o 5, concordo com tudo o que foi dito no artigo mas o que mais me irrita é o Uncharted 4 possivelmente chegar ao PC. O que me atraiu a comprar um PS3 foi o Uncharted 3, e como fã ao extremo da série fiz pré venda do 4 com meses de antecedência, e feliz por ter meu PS4 para joga-lo, pra mim ele, The Last of Us, God of War são jogos que você associa ao PlayStation imediatamente, é a casa desses jogos… a possibilidade deles chegarem ao PC enfraquece muito o nome da marca e me deixa descontente e me faz repensar se eu devo mesmo comprar um console PlayStation ou investir em um PC

Ítalo Gabriel
Ítalo Gabriel
Responder a  Mário Armão Ferreira
1 mês atrás

li sim e foi justamente nele que eu pensei

José Galvão
José Galvão
1 mês atrás
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Já havia dito antes que todos os exclusivos fazem a marca Playstation, uns são mais conhecidos que outros mas que no fim do dia, depois de esgotado o potencial de vendas, é um ”peso morto” seja ele mais ou menos conhecido, eu também não me agrada sair jogos PS no PC, mas percebo o motivo.

No que toca ao cross-gen, eu acho que há aqui um grande equivoco, embora exista um grupo considerável de pessoas que está descontente com o cross-gen e se faz ouvir alto e bom som, penso que o grosso do barulho nem vem da parte dos fãs, mas dos media que como sempre aproveitam a onda, e dos fanboys da Xbox que usam isto como arma de arremesso contra a malta da PS, é daqui é que vem praticamente toda a indignação, uma indignação artificial levada a cabo por pessoas que ou querem ganhar dinheiro com o assunto, ou servir de argumento numa qualquer flame war.

Gervas69
Gervas69
1 mês atrás
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Acho que aqui a culpa é realmente dos fãs.
A Sony é uma empresa e que tem de fazer dinheiro.
A pandemia veio estragar os planos e as vendas da PS5 devem estar abaixo do esperado pela quebra de produção.
Ou seja não compensa fazer jogos exclusivamente para a PS5.
Enquanto não conseguirem repor os stocks de PS5 para a consola passar a dar lucro não vão esquecer a PS4, acho que a justificação será apenas económica que outra coisa que possam dizer.

Fernando Medeiros
Fernando Medeiros
1 mês atrás

Vim para descobrir pelos comentários se as pessoas já entenderam que a conversa sobre as gerações geralmente não tinha nenhum motivo técnico e era só uma estratégia de marketing para aumentar as vendas do PS5, e assim que a Sony percebeu que a pandemia afetaria a disponibilidade do produto, eles tiveram que fingir que isso não aconteceu e fazer versões PS4.
Já surgem boatos de Demon Souls Remake ter uma versão PS4, e provavelmente em breve Returnal tenha uma versão PS4. O Rachet and Clank não deve ser possível mesmo por causa das transições do SSD, mas de repente com uma adaptação…
Se não tivesse escassez de componentes para fabricação de consoles, a Sony teria sustentado a narrativa falsa por mais uma geração.
O que é super curioso é que a empresa que planejou os dois anos de crossgen, é a que tem mais jogos de nova geração anunciados. Por enquanto, não tem nenhum exclusivo first party do Xbox One planejado para 2022, e Forza Horizon 5 deve encerrar os novos lançamentos de estúdios internos para o One. E é conhecido que pelo menos Stalker 2 e Starfield são jogos de 2022 para Xbox Series. Perfect Dark, Fable, Avowed, Hellblade 2, Everwild, Contraband, State of Decay 3, Forza 8 e Redfall são todos jogos exclusivos do Series. Indiana Jones também deve ser, assim como futuros jogos dos estúdios que ainda não revelaram projetos.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Responder a  Fernando Medeiros
1 mês atrás

Mas os 2 anos de suporte ao Xbox One terminam em Novembro/2022. Stalker 2 e Flight Simulator não serão lançados para o Xbox One. Então o Phil mentiu? Vamos conceder um desconto porque assim como The Medium, o Stalker 2 também é um jogo multiplataforma que deverá ser lançado no PS5.

A parte onde eu concordo com você é que a Sony escondeu que God of War Ragnarok e GT7 estariam no PS4. Então não é nenhum absurdo concluir que a Sony omitiu essa informação para que as pessoas migrem rapidamente ao PS5.

Mas dizer que Demon’s Souls Remake e Ratchet and Clank Rift Apart rodam no PS4 é o mesmo que dizermos que Ryse roda no Xbox 360 ou Gears of War 1 roda no Xbox clássico. É possível? Sim, claro, com severas adaptações e cortes. Então seguindo a sua lógica, com exceção do Nintendo 64 (já que Mario 64 é virtualmente impossível de rodar no Super Nintendo), todo mundo sustenta narrativa falsa em todas as gerações.

Então de um lado temos a Sony dizendo acreditar em gerações, mas uma parte dos seus jogos anunciados são cross-gen. E você já se questionou do por que o Phil Spencer disse sobre cross-gen por 2 anos? Será que ele pensa o contrário?

Você por um acaso já se questionou por que a maioria dos jogos que você citou são meras CGIs sem data? Inclusive algumas dessas CGIs nem sequer foram construídas pelos estúdios que irão desenvolver os jogos (Fable, State of Decay 3). Hellblade 2 foi anunciado no TGA em 2019 e nem sequer entrou em full production ainda.

A razão disso é simples, a Microsoft só tinha Halo Infinite para o lançamento. A maior parte desses demais jogos estão em early development. Como a Microsoft não tinha muito o que mostrar para curto prazo, se viu forçada a revelar o seu roadmap de longo prazo. A Sony ao contrário mostrou seus lançamentos de curto e médio prazo, já que tinha conteúdo para o primeiro ano da consola. Ainda não sabemos o roadmap de longo prazo da Sony. Por exemplo, o que virá das parcerias com Deviation, Firewalk e Haven? Caso a Sony faça um evento no mês que vem, deverá revelar mais jogos. O que virá? Não sabemos. De qualquer forma, ainda temos o que ver em God of War Ragnarok, GT7, FF16, Forspoken, Pragmata, Abandoned, Hogwarts, etc. Então mesmo que não seja feito nenhum novo anúncio, esses jogos já anunciados carecem de maiores detalhes, e creio que não esperaremos até 2024 para jogá-los.
E outro ponto curioso é que embora o discurso fosse sobre 2 anos de cross-gen, a Microsoft fez seu evento em 2020 destacando em sua maioria jogos que não rodariam no Xbox One. Inclusive me soa estranho terem apresentado Forza Motorsport que é um projeto de longo prazo, pois estão reconstruindo a Ftech, e omitiram Forza Horizon 5 que é um jogo de curto prazo e cross-gen. Seria porque caso revelassem Forza Horizon 5 em 2020, as pessoas seriam instigadas a permanecerem no Xbox One e não realizar pré-venda do Xbox Series?

Está vendo como nessa discussão não tem mocinho? É cada um jogando de acordo com os seus respectivos interesses. O discurso do cross-gen é conveniente quando não se tem next-gen para entregar em curto prazo. A Microsoft adquiriu vários estúdios, mas leva-se muito tempo para entregar os frutos que estamos esperando. A Playground é uma exceção, pois assim como a Guerrilla, tem expertise para entregar uma experiência com cara de next-gen mas aproveitando de toda a base da geração anterior.

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