Mai 042012
 

Assassins Creed III é um jogo esperado com grande expectativa, e que fechará a trilogia de episódios da serie com o mesmo nome.

Mas uma situação recente coloca em risco o término da série e o lançamento deste último jogo, tudo devido a John L. Beiswenger.

John L. Beiswenger é um nome que não dirá muito à maior parte das pessoas, mas é um autor de ficção que resolveu colocar a Ubisof em tribunal por plágio e violação dos seus direitos de autor. O motivo para a acção é que segundo Beiswenger, os criadores do franchising Assassin’s Creed roubaram as ideias usadas no jogo do seu livro intitulado Link, uma história sobre uma descoberta científica que permite que memórias ancestrais seram “acedidas, chamadas, revividas e re-experimentadas” usando uma invenção em tudo semelhante ao Animous usado no jogo. Ainda segundo o autor, o livro inclui temas de assassinos, a Bíblia, o Jardim do Eden e o Fruto proibido, tudo situações abordadas pelo franchising.

Por esta violação o autor solicita ao tribunal uma indemnização por danos causados pelos quatro jogos lançados desde 2007, mas tambem pelos lucros nas vendas dos livros diversos sobre a série, incluindo guias, comics e mesmo dois trailers, no valor de 5.25 milhões de dólares. Mas mais ainda, o autor quer que o tribunal impeça o lançamento de Assassins Creed III e tudo o que esteja relacionado com ele.

Se John L. Beiswenger tem razão só o tribunal poderá decidir face às semelhanças encontradas entre a sua obra e o jogo. É certo que no tocante à ficção quase que se pode dizer que mais nada pode ser inventado e que apenas há novas maneiras de se contar uma história, sendo que com 7 mil milhões de seres humanos neste planeta as semelhanças entre o que se cria e que outro pensou são quase inevitáveis. No entanto há efectivamente uma série de pontos referidos pelo autor que parecem realmente importantes. É que, aparentemente, as semelhanças vão muito além do superficial e tocam vários pontos que são de extrema relevância no jogo. Mas seja como for há que ver até que ponto o conceito do livro não é muito mais genérico ao ponto de os pontos comuns serem quase inevitáveis, uma vez que a ideia de reviver as memórias genéticas é algo que já vem de 1981 com o romance de Alan Hathaway “They Died Twice”. Mas isso competirá ao tribunal decidir

Seja com for há que questionar o motivo porque apenas em 2012 este autor decidiu avançar com o processo, quando o primeiro jogo da série foi lançado em 2007. Será que esperou para ver o sucesso e uma forma de obter algum dinheiro com o processo? É que infelizmente, particularmente nos EUA, essa situação é bastante comum.

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