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Retomando o nosso artigo

Nov 042011
 

Numa altura em que a velocidade de transferência entre periféricos é essencial dada a grande capacidade de processamento que os actuais sistemas informáticos se revelam capazes, a velocidade de leitura de um disco rígido revela-se um factor de extrema importância, particularmente porque este é um componente crítico e o local onde toda a informação armazenada se encontra.

Ao longo dos tempos tem vindo a ser usados métodos que aceleram os picos de transferência e armazenam informação sobre os sectores do disco rígido onde a informação se encontra, de forma a poder ser acedida mais rapidamente. Falamos naturalmente das caches que actualmente possuem valores entre os 8 aos 32 megas, sendo que no entanto este último valor é difícil de ser encontrado, tornando-se assim a margem superior mais comum, os 16 Megabytes.

Mas independentemente dos picos obtidos com estes métodos, nada substitui a real capacidade de velocidade de leitura dos discos rígidos, e numa altura como esta, convenhamos que discos de 5400 rpms estão ultrapassados, apenas sendo aceites em portáteis de baixo custo, onde os processadores usados se revelam mais lentos.

Nesse sentido, e reconhecendo essa realidade, a Seagate anunciou que vai abandonar a produção de discos de 3,5″, o formato usado nos computadores de secretária, com 5400 rotações por minuto. Esta medida, que entrará em vigor em Fevereiro do próximo ano, tornará assim os discos de 7200 rpms a velocidade mínima apresentada para estes discos, produzidos por esta marca.

Os motivos que levaram a Seagate a esta situação prendem-se naturalmente com as performances, especialmente depois de ter sido anunciada uma nova tecnologia que permite a produção pratos de maior capacidade de armazenamento. Assim, com mais dados numa mesma superfície, a velocidade de leitura necessita de aumentar, sob pena de péssimas performances, e nesse sentido a Seagate acabou assim com os discos a 5400 rpms.

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  5 Responses to “Discos Seagate serão todos no mínimo a 7200 rpms.”

Comments (5)
  1. Pratos com maior capacidade de armazenamento, não requerem maior velocidade de rotação. Pelo contrário. Maior densidade de informação num disco rígido implica por si só maior velocidade de leitura com a mesma rotação. É por isso q as velocidades de leitura/escrita dos discos têm aumentado bastante, mantendo as mesmas 7200rpm há muitos anos.

    Acabar com os discos 3,5? com 5400rpm terá mais a ver com não terem grande razão de existir nos desktops. Fazem sentido nos portáteis, devido ao menor consumo, aquecimento e ruído. De resto, só em discos externos USB 2.0, incapazes de aproveitar a velocidade de um 7200rpm.

    Os Western Digital Green, usados nos discos externos da marca, mas também vendidos avulso, usam rotação variável de acordo com a tarefa.

    • Quando falamos em maior densidade de informação é uma realidade que uma agulha mexendo-se à mesma velocidade no mesmo espaço vai ler mais dados. Nesse aspecto tens razão.
      No entanto o aumento de densidade não implica só um maior número de dados no mesmo espaço de uma pista, mas igualmente um maior número de pistas. Daí que o compromisso que referes tem um limite após o qual há que alterar mais qualquer coisa.

      Quer isso dizer que o número de dados no disco, bem como o número de pistas a procurar para encontrar esses mesmos dados, aumenta radicalmente. E para resolver isso tens várias alternativas.

      Caches maiores (grande custos), mais cabeças de leitura (implica alteração do processo de fabrico das cabeças para serem menores e implica igualmente custos), ou aumento dos rpms.

      • As cabeças não andam a percorrer as pistas todas de cada vez q é preciso aceder a um certo ficheiro. A FAT serve para alguma coisa. Mas sim, com um prato moderno de 500GB uma só cabeça demora mais tempo a percorrer as pistas todas do q num prato antigo de 50GB, mantendo-se as rotações iguais. No entanto nesse processo lê 10 vez mais informação. O disco moderno não deixa de ser MUITO mais rápido a ler os 50GB que esgotavam o disco antigo. Lembro-me do tempo (praí há 10anos) em q um disco de topo lia uns 30MB/s. Os de hoje andam nos 150MB/s. Isto com as mesmas 7200rpm. Sem contar com os WD Raptor de 10000rpm.

        Claro que os discos também têm uma capacidade muito maior, e o pessoal enche-os com vídeos HD, etc, que não deixam de demorar “eternidades” a copiar.

        Mas se a preocupação da Seagate é o desempenho, por que será q não têm um único modelo “consumer” com mais de 7200rpm? Para servidores têm, mas não têm nenhum concorrente aos Raptor. Parece-me q esta medida terá MUITO mais a ver com as fracas vendas dos modelos 3.5″ de 5400rpm, e talvez com uma poupança de custos ao deixar de produzir motores diferentes para 5400rpm.

  2. Engraçado, com os discos a aumentarem deste modo e com os SSD cada vez mais aptos para serem usados pelo SO……. pensava ou deduzia eu que às marcas apostam-se em discos de 3.5″ maiores em GB e cada vez mais “Greens” para usar como armazenamento de dados, NAS e backups.

    Penso até que anteriormente a Seagate tinha modelos a 5900rpm nestas condições….

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