Retomando o nosso artigo

Numa altura em que a velocidade de transferência entre periféricos é essencial dada a grande capacidade de processamento que os actuais sistemas informáticos se revelam capazes, a velocidade de leitura de um disco rígido revela-se um factor de extrema importância, particularmente porque este é um componente crítico e o local onde toda a informação armazenada se encontra.
Ao longo dos tempos tem vindo a ser usados métodos que aceleram os picos de transferência e armazenam informação sobre os sectores do disco rígido onde a informação se encontra, de forma a poder ser acedida mais rapidamente. Falamos naturalmente das caches que actualmente possuem valores entre os 8 aos 32 megas, sendo que no entanto este último valor é difícil de ser encontrado, tornando-se assim a margem superior mais comum, os 16 Megabytes.
Mas independentemente dos picos obtidos com estes métodos, nada substitui a real capacidade de velocidade de leitura dos discos rígidos, e numa altura como esta, convenhamos que discos de 5400 rpms estão ultrapassados, apenas sendo aceites em portáteis de baixo custo, onde os processadores usados se revelam mais lentos.
Nesse sentido, e reconhecendo essa realidade, a Seagate anunciou que vai abandonar a produção de discos de 3,5″, o formato usado nos computadores de secretária, com 5400 rotações por minuto. Esta medida, que entrará em vigor em Fevereiro do próximo ano, tornará assim os discos de 7200 rpms a velocidade mínima apresentada para estes discos, produzidos por esta marca.
Os motivos que levaram a Seagate a esta situação prendem-se naturalmente com as performances, especialmente depois de ter sido anunciada uma nova tecnologia que permite a produção pratos de maior capacidade de armazenamento. Assim, com mais dados numa mesma superfície, a velocidade de leitura necessita de aumentar, sob pena de péssimas performances, e nesse sentido a Seagate acabou assim com os discos a 5400 rpms.
















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Pratos com maior capacidade de armazenamento, não requerem maior velocidade de rotação. Pelo contrário. Maior densidade de informação num disco rígido implica por si só maior velocidade de leitura com a mesma rotação. É por isso q as velocidades de leitura/escrita dos discos têm aumentado bastante, mantendo as mesmas 7200rpm há muitos anos.
Acabar com os discos 3,5? com 5400rpm terá mais a ver com não terem grande razão de existir nos desktops. Fazem sentido nos portáteis, devido ao menor consumo, aquecimento e ruído. De resto, só em discos externos USB 2.0, incapazes de aproveitar a velocidade de um 7200rpm.
Os Western Digital Green, usados nos discos externos da marca, mas também vendidos avulso, usam rotação variável de acordo com a tarefa.
Quando falamos em maior densidade de informação é uma realidade que uma agulha mexendo-se à mesma velocidade no mesmo espaço vai ler mais dados. Nesse aspecto tens razão.
No entanto o aumento de densidade não implica só um maior número de dados no mesmo espaço de uma pista, mas igualmente um maior número de pistas. Daí que o compromisso que referes tem um limite após o qual há que alterar mais qualquer coisa.
Quer isso dizer que o número de dados no disco, bem como o número de pistas a procurar para encontrar esses mesmos dados, aumenta radicalmente. E para resolver isso tens várias alternativas.
Caches maiores (grande custos), mais cabeças de leitura (implica alteração do processo de fabrico das cabeças para serem menores e implica igualmente custos), ou aumento dos rpms.
As cabeças não andam a percorrer as pistas todas de cada vez q é preciso aceder a um certo ficheiro. A FAT serve para alguma coisa. Mas sim, com um prato moderno de 500GB uma só cabeça demora mais tempo a percorrer as pistas todas do q num prato antigo de 50GB, mantendo-se as rotações iguais. No entanto nesse processo lê 10 vez mais informação. O disco moderno não deixa de ser MUITO mais rápido a ler os 50GB que esgotavam o disco antigo. Lembro-me do tempo (praí há 10anos) em q um disco de topo lia uns 30MB/s. Os de hoje andam nos 150MB/s. Isto com as mesmas 7200rpm. Sem contar com os WD Raptor de 10000rpm.
Claro que os discos também têm uma capacidade muito maior, e o pessoal enche-os com vídeos HD, etc, que não deixam de demorar “eternidades” a copiar.
Mas se a preocupação da Seagate é o desempenho, por que será q não têm um único modelo “consumer” com mais de 7200rpm? Para servidores têm, mas não têm nenhum concorrente aos Raptor. Parece-me q esta medida terá MUITO mais a ver com as fracas vendas dos modelos 3.5″ de 5400rpm, e talvez com uma poupança de custos ao deixar de produzir motores diferentes para 5400rpm.
Claro, nem tenho dúvidas… mas a questão é que a Seagate a comunicar isto usa Marketing… e claro diz que é pela performance… Mas que haverá outros factores, isso há!
Engraçado, com os discos a aumentarem deste modo e com os SSD cada vez mais aptos para serem usados pelo SO……. pensava ou deduzia eu que às marcas apostam-se em discos de 3.5″ maiores em GB e cada vez mais “Greens” para usar como armazenamento de dados, NAS e backups.
Penso até que anteriormente a Seagate tinha modelos a 5900rpm nestas condições….