Segundo Tim Sweeney os exclusivos não só funcionam, como são uma ferramenta poderosa que aumenta e muito as receitas.
Num negócio, seja ele qual for, o que demarca uma produto de outro é exactamente a diferença. E que maior diferença do que oferecer algo que mais ninguém tem?
Esse é o princípio dos exclusivos, e do facto de empresas como a Sony, Nintendo e Microsoft possuírem equipas dedicadas à produção de jogos exclusivos para os seus produtos. A venda dos jogos importa, mas mais do que isso, eles servem para criar uma base de utilizadores que ao aderirem ao seu produto, acabam por ficar associados à marca.
Recentemente instalou-se uma polémica no universo PC, com a EPIC a comprar a exclusividade de jogos de terceiros para venda na sua loja. A empresa adquire os jogos e impede que todo o qualquer tipo de vendas relacionadas com esse jogo possam ser realizadas fora da sua loja.
Tim Sweeny explica o porquê:
UbiSoft agreed to a co-exclusive on UPlay and the Epic Games store. Epic Games seeks exclusive games in order to have a unique lineup of games so there’s another reason for gamers to come to our store.
— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) March 15, 2019
Basicamente a explicação é curta e simples. Ao haver um jogo desejado que só pode ser adquirido ali, as pessoas vão àquela loja. E ganhando habituando-se à loja, indo lá por este e outros jogos exclusivos, acabam por comprar lá mais coisas. Basicamente o negócio sobe e torna-se mais rentável devido à presença de exclusivos.
Os jogadores de PC queixam-se da situação, alegando que a atitude da Epic é anti concorrêncial, mas sem razão. Na realidade a questão da exclusividade da Epic prende-se apenas com a sua loja. Vista a coisa, o facto de o jogo estar apenas disponível na sua loja não cria dano a ninguém, e quando muito pode perturbar a conveniência dos utilizadores que estão habituados a comprar tudo no Steam. Mas a verdade é que o produto é exactamente igual ao do Steam, sem qualquer limitação ou característica diferente, sendo que apenas obriga à abertura de uma página web diferente para a sua compra. E isso não é o que acontece, por exemplo com a Windows Store, onde os jogos que ali existem são criados para a Universal Windows Platform, não fazem por defeito Cross Play com o Steam, não suportam Duplos GPUs, Windows 7, mods, overlays, etc.
Basicamente a Epic usa os exclusivos como ferramenta para chamar clientes, mostrando que a exclusividade continua a ser uma ferramenta poderosa, e rebatendo os argumentos de quem pensa em sentido contrário.
A exclusividade é uma ferramenta de venda que pode existir em qualquer modelo de negócio, e uma forma de tornar um serviço mais atractivo face ao da concorrência. O sucesso anunciado da loja da EPIC é nesse aspecto uma realidade que mostra a relevância dos exclusivos como ferramenta de negócio, sem ser no entanto realmente perturbadora do mercado ou do modelo de vendas.
E a Epic afirma à boca cheia que irá continuar a adquirir mais exclusivos, pois eles são a ferramenta mais poderosa que possuem para aumentar as suas vendas.
I understand your sentiment and the convenience factor of a single store, but Epic is absolutely committed to this path. Exclusives are by the far the most potent tool for our 88% revenue share making inroads against 70% stores.
— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) March 16, 2019
Só por curiosidade, para quem não percebeu os números de Tim Sweeney, a Epic trabalha com margens de 12%, deixando 88% para os criadores. A Steam trabalha com 30%, deixando 70 para os criadores. A frase de Tim mostra que a loja da EPIC não só dá mais a ganhar, como com os exclusivos, eles conseguem rentabilizar mais a sua loja, ganhando todos com isso.

Se um jogo de Xbox one sai pro PC, ele não é considerado exclusivo… Então por quê esses jogos comprados pela Epic, que também terão versão pra consoles, são considerados “exclusivos”?… Pra mim é tudo multiplataforma…
A definição de exclusivo é algo que só existe de forma única em algo.
O seu valor como exclusivo depende depois do nível da exclusividade.
Por exemplo: Um exclusivo Xbox tem um valor, uma vez que só pode ser jogado na Xbox. Tal quer dizer que se o quiseres jogar, terás de adquirir uma Xbox.
Já se o jogo sair para PC, ele passa a ser apenas um exclusivo consola. Basicamente já não precisas de adquirir uma Xbox pois se tiveres um PC também o jogas. O valor passa a ser apenas como diferenciador no mercado consola, mas com menos valor do que o caso anterior pois deixa de ser uma ferramenta igualmente valiosa na venda da consola.
Neste caso a exclusividade não mexe com a plataforma, mas apenas com a loja que vende o jogo. A venda é exclusiva da loja da Epic.
Então, a venda é exclusiva da loja da Epic… Mas pra jogar tais jogos, eu não preciso da loja de Epic, nem mesmo de um PC, basta ir nas lojas dos consoles Playstation/Xbox e comprar o Control, o Metro Exodus, etc…. A definição de exclusivos era mais simples em gerações passadas, hoje parece meio confuso… Dá até o que pensar sobre o “exclusivo” do Google Stadia, que estará disponível pra vários tipos de hardware(sei que é por streaming,mas…). Antigamente era só o jogo anexado em um hardware específico, sem funcionar em nenhum outro lugar…
“marckos”, essa questão de falar que um console perde exclusividade porque o jogo está no PC é uma grande bobagem. Estritamente falando, é até correto, já que o jogo está em mais de uma plataforma. Mas na prática influencia muito pouco nas vendas de um console.
Peguemos o exemplo da Microsoft, que é mais comum para essa situação. Se um exclusivos da Microsoft está lançado apenas no console XBOX, isso não valoriza mais ou menos a plataforma XBOX (na minha opinião). Essa de “eu não preciso de um XBOX pra jogar o jogo” é uma “falácia”; da mesma forma eu posso dizer que “eu não preciso de um PC para jogar o jogo”. Ora, a plataforma é só um meio, uma preferência pessoal. E neste caso não desvaloriza o console XBOX por vários motivos, dentre eles:
1. A maior parte do público prefere jogar nos consoles; cada plataforma tem suas vantagens e desvantagens, de modo que o consumidor tem uma preferência: consoles ou PC. Veja que eu falo em maior parte do público, pois pode sim haver um quantidade menor, restrita de consumidores que poderiam jogar o jogo em qualquer plataforma; mas a maioria jogará no PC ou no console de forma previamente escolhida, independente de onde ele estiver.
2. Saindo um pouco da preferência pessoal, mas estando diretamente ligado a isso, o público de jogos em PCs tem algumas particularidades. De início ele foge à maioria das pessoas pelo simples fato de que aqui demandar certa nostalgia por tecnologia, conhecimento pelo menos básico em hardware e software, e capacidade de dar manutenções periódicas. A grande maioria das pessoas sequer se enquadra na “possibilidade” de ter um PC pra jogos. E mesmo os que se enquadram nisso, uma grande quantidade só quer a praticidade de um console (como eu).
3. A Microsoft atua nos PCs com seu sistema operacional e sua Loja oficial. Deixar de lançar seus jogos ao PC (na minha opinião) não é bom pra ela, pois ela se limitaria ao mercado tradicional de consoles. Imagina que se todos os jogos exclusivos da Microsoft fossem lançados somente no console XBOX, o aumento de vendas de consoles por causa disso seria irrisório diante da base instalada existente, e ela deixaria de ter receitas com o público de PCs. Isso de forma alguma desmerece o seu console, pois quem prefere consoles continuará jogando no XBOX.
4. Outro fator é que a venda de um console não dá lucro à fabricante, sendo somente um meio de acesso aos jogos. Para a Microsoft, abrir mão dessa quantidade irrisória de consoles a mais vendidos é muito vantajoso, pois ela passa a ter acesso a um mercado além dos consoles, que é o de PCs, e indiretamente ainda “eleva” seus serviços e outros produtos. E como já falei, não influencia quem prefere consoles, pelo menos não em relação à grande maioria.
Eu poderia ir mais além e apoiar inclusive que os jogos da Microsoft (os que fossem possíveis) fossem lançados no Switch, e há razões pra isso, principalmente porque a biblioteca de jogos é completamente diferente. Mas vou me ater ao citado acima, apenas com relação a “console vs PC”.
Agora, de forma definitiva, o que não faria mesmo nenhum sentido seria se os jogos da Microsoft fossem lançados no PS, pois aqui o público é o mesmo e a biblioteca de jogos é 98% a mesma. É o mesmo público, idêntico, e neste caso sim desvalorizaria o console XBOX, no exemplo citado.
Olá Rodrigo Silveira, pelo que entendi da sua postagem, você não acredita que exclusivos ajudem na venda de consoles… Até onde comecei a ler o PC Manias, essa ideia já iniciou MUITAS discussões por aqui…
Eu acho que hoje os exclusivos de plataforma não tem o mesmo peso que antigamente, mas ainda são importantes SIM, ainda mais pros consoles… Eu tenho um PS4 pelos exclusivos, sem eles eu não compraria um… Tive o primeiro X-Box, e o 360, mas não comprei um X-Box One porque seu exclusivos começaram a sair pra PC, então prefiro jogá-los ali…Sei que a Microsoft ganha do mesmo jeito com o jogo indo pro PC, mas acho que o console dela perde potenciais compradores por conta disso…
Outro detalhe é que no passado, eu dava mais importância pra essa coisa de exclusivo… Hoje pra mim, se a Sony, Nintendo e Microsoft virassem empresas de jogos multiplataforma, eu não me importaria tanto… O que me importa mesmo é que elas continuem fazendo grandes jogos, mas sabendo que com isso elas reduziriam as vendas drasticamente ou matariam seus consoles…
O próprio Detroit Become Human vou preferir jogar no PC, e não mais no PS4…O que é estranho é que no PC, que sempre foi uma plataforma super aberta, começar com essa coisa de jogos exclusivos entre lojas digitais,que ainda acho que não são exclusivos de fato, pois posso comprar esses “exclusivos da loja da Epic” em outras lojas digitais, no console… E com o streaming ganhando cada vez mais força,podendo jogar qualquer jogo em várias plataformas, essa noção de exclusivo vai cada vez mais desaparecendo… Se vai ser bom ou ruim, só esperando pra ver….
Isso que você diz vale apenas para uma pequena parcela do mercado, onde você está inserido, de pessoas que podem ter duas plataformas, sendo uma delas o PC. Veja que pra chegar no seu caso eu tive que inserir duas restrições. A primeira, que você pode ter uma segunda plataforma (realidade de uma parcela insignificante da população brasileira). E a segunda, que pra você uma delas pode ser um PC (que pra maioria é uma preferência descartada na origem). Só de ter uma segunda plataforma você já perdeu em custo-benefício; está jogando dinheiro “fora” (na minha opinião, com todo respeito). Mas se você pode ter uma segunda plataforma, tem condições pra isso, sem problema algum. Mas neste caso estamos discorrendo sobre uma realidade insignificante de consumidores. Na prática, um jogo de um console estar também num PC não desmerece de forma alguma este console, pois, como falei, a grande maioria do público é diferente, e quem prefere jogar num console jogará neste da mesma forma.
Não percebo o que estás a querer dizer!
Estás a dizer que os exclusivos são apenas show off?
O competidor mais directo das consolas é, e sempre foi… o PC.
É a esse mercado que se vai buscar as pessoas. As consolas surgem como uma forma simplificada e mais directa e optimizada de ofereceram jogos, mas não competem verdadeiramente com o Pc a nível de performances. Competem isso sim a nível de preço oferecendo performances de topo a preços mais baixos.
Agora perguntas… porque motivo, se os PCs são mais potentes, não são líderes na qualidade dos videojogos.
Por dois motivos:
-Os PCs de topo são caros.
-Os PCs mais potentes não são assim tantos que justifique programar tendo-os como base, pois tal não rentabilizaria o investimento.
Ora este segundo ponto é essencial. Somente persnte uma boa base de utilizadores justifica verdadeiramente investir na criação de jogos para uma determinada plataforma ou segmento de hardware.
As consolas nesse aspecto são uma boa aposta pois as mesmas possuem um historial de vendas que à partida garante no futuro um retorno do investimento. Mas claro, os primeiros jogos são mais adaptações do que realmente um verdadeiro esforço na criação de algo que tire partido do hardware. Afinal, o futuro do produto está dependente da aceitação do público.
E é aí que entram os exclusivos. Os fabricantes de consolas necessitam de garantir que o seu mercado vai crescer. Que as suas consolas vão vender. E os exclusivos ajudam de várias formas.
- São jogos apetecíveis que não podem ser jogados em mais lado nenhum e que como tal aumentam as vendas da consola, ajudando a criar a tão desejada base de utilizadores.
- São jogos que aumentam a livraria da plataforma, tornando-a mais apetecível e atraindo novos utilizadores..
- São jogos que exploram o potencial da consola de forma mais aprimorada nos primeiros tempos, mostrando parte daquilo que são as suas potencialidades, e atraindo os clientes para a compra antecipada que define o mercado.
Ora tu dizes que não vês nada de mal nos exclusivos no PC…
E o mal torna-se claro quando terias de corrigir cada uma das realidades de cima:
- São jogos apetecíveis que podem ser jogados tambem no PC e que como tal aumentam as vendas da consola, mas não atraem os possuidores de PC que podem desfrutar dos mesmos jogos, diminuindo assim potenciais vendas.
- São jogos que aumentam a livraria da plataforma e do PC, tornando ambos mais apetecíveis e atraindo novos utilizadores. Mas dividem o mercado que pode assim optar por duas plataformas em vez de apenas uma para os jogarem,
- São jogos que exploram o potencial da consola e do PC, de forma mais aprimorada nos primeiros tempos, mostrando parte daquilo que são as suas potencialidades. Infelizmente não é garantido que atraia os clientes para a consola, pois estes podem optar pelo Pc, que apesar de poder ser mais caro é mais potente e versátil. As vendas iniciais das consolas, que ajudam a definir o mercado podem ficar comprometidas face a uma concorrência por esta divisão.
Pá, mais simples não consigo explicar.
Mário, desculpe discordar de parte do seu comentário:
1. Não, para a maioria das pessoas os consoles não concorrem com os PCs, pois para esta maioria existe uma preferência pré-definida. Para uma minoria, restrita, que não se importa em jogar tanto no console quanto no PC, aí sim vale o que dizes. Mas para a maioria, não. Jogar no PC também tem desvantagens consideráveis, e as principais são: - hackers (motivo pelo qual eu nunca mais jogo em um PC; estes atrapalham totalmente a experiência online); - necessidade de conhecimento básico em hardware, software e manutenção (o que foge à maioria). PC é um local para quem tem pelo menos nostalgia por tecnologia, além de ser pouco prático em relação a um console. Por esses fatores citados a maioria sequer cogita um PC para jogar jogos.
2. E, PASME, é exatamente isso: jogos exclusivos são um bônus; um “show off”. A biblioteca de jogos exclusivos é pequena; não chega a 5% da biblioteca de jogos relevantes numa plataforma? O mesmo vale para o tempo de gameplay médio num ano - que não ultrapassa 10% para jogos exclusivos? E todos os dados dizem exatamente isso, na prática. Tendo o XBOX e o PS como referências, nestes os jogos mais vendidos e os mais jogados são multiplataformas: GTA, FIFA, CoD, BF, Minecraft, Fortnite, e por aí vai… Quem “manda” são os jogos multiplataformas. Mas não estou dizendo que jogos exclusivos não sejam importantes; pelo contrário; ADMITO que eles vendem consoles, INFELIZMENTE. E lamento muito, pois FORAM TODOS ENGANADOS. Pois isso está baseado em uma política RESTRITIVA; e estamos todos “aplaudindo” algo que é péssimo ao consumidor. Em outros mercados nós estaríamos condenando isso. “Mas é assim que o mercado funciona”… Somente porque nós “aceitamos” essa “imposição”. Particularmente, eu não escolho uma plataforma por causa de um ou dois jogos; isso seria colocar a minha inteligência em “xeque”. O que vale para mim, acima de tudo, é a plataforma e o que ela me retorna como consumidor; é a plataforma que fica 100% com você. Bons jogos nunca faltarão, sejam multiplataformas ou exclusivos. Mas nós aceitamos essa política de “forçar” o consumidor a ter um console. E para essas pessoas - admito que sejam a maioria, eu criei uma definição “irônica”:
NOTA: Comentário alterado pela Moderação - Parte do comentário foi apagado por revelar tomadas de posição claras para um dos lados.
Não serão toleradas mensagens desse género nos comentários.
Antes do mais Rodrigo, espero que o teu último parágrafo não se repita. Foste extremamente forte e revelaste uma postura para um dos lados que considero inaceitável. Não te querendo julgar nesta fase, pois temos pouco contacto, refiro que a escreveres algo do género terás de o fazer para os dois lados.
Caso contrário, a mensagem não entrará.
Quanto ao que referes, vamos por pontos:
1 - Torna-se irrelevante se as pessoas acham que as consolas e os PCs são ou não concorrentes. Porque são! O PC é o único mercado que não tem investimento de exclusivos, e como tal o único que não oferece competição, sendo aí que as consolas mais facilmente angariam mercado. Mas é nele também que estão os hardcore gamers, aqueles que vivem obcecados pelas performances.
As consolas de meio de geração, tanto a Pro como a X foram criadas com o intuito de refrescar o interesse nas consolas perante o desfasamento de performances face ao PC. O PC estava a roubar mercado às consolas e as consolas contra atacaram para ir buscar mercado ao PC.
Mas eu compreendo o que queres dizer. Eu próprio, PC Gamer até 2014, e tendo nessa plataforma a minha preferida, fugi dele por algumas das desvantagens que referes. Mas também te digo que desde que a Microsoft lançou os seus exclusivos no PC, deixei de pagar o Live, jogando-os todos no PC. Se isto não acaba por ser um ataque e uma concorrência à consola… não sei o que é!
O PC não é uma consola. Mas o meu PC arranca em 6 segundos, e apesar de ter de me levantar para mover o rato para clickar duplamente no icone do jogo que está no ecrã, estou a jogar mais depressa do que a minha Xbox One demora a arrancar. E uma vez no sofá com o comando da 360 da mão e a imagem na TV, nem me lembra que ali está um PC.
O PC atrai-me. Sempre me atraiu, pela versatilidade e potência. Perdi-lhe o interesse devido aos cheaters e hackers. Mas metam o Cross Play com o PC como standard, e a ter de gramar com eles de novo, volto para o PC.
2 - A biblioteca de exclusivos é efectivamente pequena. Mas não é um show off! É o diferencial! Eu pergunto-te.
Tens o Netflixo e o FlixoNet. Ambos custam o mesmo, e tem os mesmos filmes, mas o Netflixo tem séries e filmes exclusivos. Aderes ao FlixoNet?
Não me venhas dizer que sim… porque sabemos que não! A única forma do Netflixo concorrer seria com exclusivos tambem, e depois seria a qualidade e quantidade deles que faria a diferença.
E não nego que os jogos mais jogados são os multi. Isso nunca esteve em causa. Mas os multi são isso mesmo… multi! Tens mais do que uma consola! E isso quer dizer que se escolhes a A sobre a B não é pelos multi, é por outra coisa. E uma delas são os exclusivos.
E não, os exclusivos não são uma política restritiva, apesar de concordar que alguns são. Os franchisings estabelecidos assinarem contratos de exclusividade, são efectivamente uma restrição, e sobe a qual já me pronunciei contra várias vezes. Mas a maior parte dos exclusivos não são franchisings estabelecidos. São jogos criados ou patrocinados pelo fabricante da consola para a sua consola. Isto não tem nada de bom ou de mau para o consumidor. Ele tem a escolha! Se quer esses jogos, compra a consola! É como se queres os exclusivos Netflix, assinas o serviço Netflix, se queres os HBO, assinas a HBO. Isso existe no hardware com as tecnologias patenteadas, existe no software com os produtos exclusivos, existe nas Tvs com programação, existe na Musica com contratos com artistas, existe nos canais de desporto com a compra de jogos. É uma realidade do mercado! O cliente não está preso a nada, tem a escolha! Quer A, escolhe A, quer B, escolhe B.
Agora o cliente querer A e querer B, e vir dizer que não o poder ter sem ter de pagar o outro produto é mau para o consumidor… Por amor de Deus! Mesmo que possa haver verdade nisso, não vamos confundir a beira da estrada com a estrada da beira e subverter as coisas.
Eu pergunto-te:
Porque motivo não posso ter o windows no meu iPad, ou o iOS no meu PC?
Porque não posso usar os meus produtos Firewire na ficha USB ou usar os produtos USB na ficha Firewire?
Porque não posso ver os canais do operador Meo na minha Box da Nos e não posso ver os canais da Nos na box da Meo?
O motivo é exactamente o mesmo porque não podes jogar jogos PS4 na Xbox e jogar jogos Xbox na PS4. São produtos diferentes, concorrentes, e cada fabricante quer vender o seu.
Ninguem força o consumidor a nada. Ele pode escolher o que quer… o consumidor é que não pode querer subverter a realidade das coisas, alegando que quer tudo num só produto, porque não quer pagar dois, e que ao não lhe darem o que ele quer, estão a ser anti consumidor.
Isso é demagogia, é utopia, e eu diria mesmo uma fantasia desmedida. Mesmo sendo uma verdade que o consumidor acaba explorado!
Mário, desculpe pela “definição” irônica.
Entretanto, preciso deixar observado aqui que preferências estão tomadas em diversos comentários neste blog; e em muitos deles com “falácias” que são “jogadas” pela internet afora; permitindo que eu conclua que estas podem ser tomadas apenas de um dos lados.
Mas sem a pretensão de questionar qualquer atitude sua - apenas de deixar a minha humilde percepção. E que fique evidente o pedido de desculpas de minha parte.
O problema não é a definição Rodrigo… É que temos de conviver com as pessoas e não criar situações que possam levar a discussão. Qualquer tomada de partido radical por um dos lados não é aceite aqui. Mas de resto há que se defender o que se acha correcto, seja do lado A ou B.
Entendi Rodrigo, mas não acho correto analisar isso somente olhando pro que acontece no Brasil;Consoles e Pcs obviamente são vendidos em várias partes do mundo, então tem que analisar mundialmente… Se no Brasil é mais difícil adquirir duas plataformas,devido às altas taxas em cima de eletrônicos, o mesmo não acontece na Europa, Ásia, Reino Unido e América do Norte, onde ficam os maiores mercados…
Quem por lá tem um PC, e por acaso decide pegar um console(são MUITAS pessoas que fazem isso), o diferencial vai ser o exclusivo, já que não pode tê-lo no PC… Então vai ser mais comum ter combos PC+Switch ou PC+PS4(meu caso)… PC mais um Xbox perde o sentido, pois dá pra ter os mesmos jogos rodando melhor no PC e sem pagar pra jogar online…
Então no mercado de PC gamers, onde tem milhões de potenciais compradores, o Xbox One acaba perdendo pros outros consoles,pelo menos vejo assim…O Xbox One pra mim tem os melhores serviços, mas mesmo assim tem perdido pro Switch e Ps4 em vendas mensais… Por quê será?
E penso que exclusivos, desses anexados somente a uma plataforma, podem estar com seu dias contados, pois caso o streaming avance de forma significativa, qualquer game poderá ser jogado em várias plataformas, mesmo que não nativamente…Aliás até com jogos nativos está acontecendo isso, com exclusividades cada vez mais temporárias…
Os exclusivos são o modelo de negócios principalmente da Sony e da Nitendo, no caso da Nitendo elas dependem muito dos exclusivos para vender consolas pois as consolas deles nas últimas gerações são sempre mais fracas pelo que se não fossem os exclusivos as vendas seriam irrisórias.
Eu acho que existe uma confusão grande, pois pessoas como eu que sou contra os jogos serem exclusivos não digo que eles não são ferramentas poderosas, só que eu sou consumidor para mim se não existissem exclusivos era uma grande alegria, no momento actual poderia jogar o GoW e o Uncharted 4 na Xbox one X, só isso já era uma enorme mais valia.
Tenho um PC mais uma X mais uma PS4 mais todas as ligações ao sistema de som, mais as ligações de energia, mais as ligações dos comandos, mais 4 comandos, mais um teclado e um rato, mais as ligações da Net, mais as ligações das 2 TVs á energia e por HDMI ás consolas e PC é uma estupidez de equipamento e fios para apenas um utilizador regular…se o Forza Gears e halo sair na PS4 e na switch e no PC vai-me afectar em quê??? não estou a ver, eles que saiam quanto mais cedo melhor…e vice versa para as outras consolas
Não existirem exclusivos de terceiros é algo que eu, tal como tu, desejava. Já exclusivos First Party, é um desejo que nem vale a pena ter pois isso vai contra o conceito por detrás da sua existência.
Os exclusivos First Party existem para separar um produto dos restantes, e apenas para isso! Enquanto o modelo de criação de jogos First Party estiver associado à venda de um produto, ele existirá!
Quanto ao que referes, tal é consequência de várias empresas e formatos. Não há um mercado uno. Não há um mercado de Gaming e nem nunca vai existir. Mesmo com o streaming a concorrência e os exclusivos vão existir associados a serviços. Querer um mercado único é uma utopia, um desejo que só pode ser formulado sem consciência da realidade das coisas. Diria mesmo uma inconsciência!
Mas mais do que isso, ninguém é obrigado a ter vários sistemas! Tu (termo não literal pois refere-se a todos nós que estamos na mesma situação) tens vários porque queres! Mas mais do que querer… porque podes!
Mas o certo é que só com um dos sistemas estarias bem servido. Fosse ele qual fosse!
Tanto é que o Stadia terá games exclusivos!
Só um adendo, Vitor! A Nintendo começou a ter hardwares mais fracos na geração Wii, pois antes disso, ela tinha grandes hardwares, mas ela é sem dúvida a única das 3 que consegue vender pelo seus jogos. Os exclusivos da Sony alavancam as vendas do PlayStation, os exclusivos da Nintendo vendem seus consoles em quase totalidade e há uma diferença nisso. Pode gostar ou não dos jogos da Nintendo, mas querendo ou não, eles possuem um apelo maior que os da Sony no quesito vendas e tbm são dotados de qualidade.
Vais-me desculpar Edson, mas isso e algo que nao se pode concluir com certeza. (exeto o fator qualidade, esse e certo).
Isso porque a Sony recebe jogos de thirds e a Nintendo, maioritariamente, so conta com os seus proprios jogos.
A PS3 na geracao passada vendeu uma media de 12 milhoes de consolas por ano. Isto ultrapassou a Wii-U mas nao ultrapassou a Wii. A PS4 conta com uma media de 18 milhoes de consola ao ano, ate ao momento.
A switch ate ao momento vendeu uma media 16 milhoes de consolas ao ano.
O que quero dizer e: nao se pode afirmar ou negar que a presenca de mais thirds na switch incrementaria ou nao as vendas. Por outro lado, nao se pode afirmar ou negar que a PS4 teria ou nao um desempenho semelhante ao da Switch ao receber o mesmo nivel de suporte.
Da mesma forma, nao se sabe se os exclusivos PS venderiam mais ou menos, se a consola nao recebesse tantos titulos thirds.
Boa
O fato de tantas empresas aceitaram colocar exclusividade temporária seus jogos fala muito sobre como elas se sentem em relação ao domínio do steam por tanto tempo.