Sabias que sempre que adquires uma aplicação na Google Play, gratuita ou não, o teu nome, morada e e-mail é fornecida ao criador da mesma?
Vivemos numa era onde os dados pessoais e privados parecem não ter valor. Qualquer lojeca de esquina acha-se no direito de questionar o seus clientes, sob o pretexto de criar uma ficha, sob dados privados como nome, morada, telefone e outros. E depois não é anormal esses dados, particularmente os mais sensíveis como o número de telemóvel, aparecerem em listas que os usam para SMS publicitários e outras situações.
Saiba-se porém que existe legislação que protege esses dados, bem como uma comissão criada no sentido de averiguar estas situações (e que em Portugal não faz absolutamente nada senão receber salários ao fim do mês como já tive oportunidade de constatar por duas vezes).
Seja como for, os dados privados são isso mesmo, privados. E se há um que é sensível é o e-mail, por se revelar um meio fácil, barato e eficaz, ao poder conter conteúdo multimédia, de envio de publicidade não solicitada. Mas pode igualmente ser usado para fins menos lícitos, situação ainda mais problemática.
Ora sabe-se agora que na aquisição de aplicações da Google Play, os dados que a Google possui sobre a pessoa, incluindo nome, morada e e-mail, são fornecidos ao criador da aplicação. E esta situação está a deixar os próprios criadores apreensivos pois não pretendem ter acesso a estes dados pessoais dos seus clientes, achando mesmo que a situação é ilícita, imoral e nada correcta.
Dan Nolan é Australiano, residente em Sidney, e um dos criadores de aplicações Androide que se sente inconfortável ao possuir esta informação, achando que não há qualquer necessidade de tal acontecer, e como tal expôs a situação.
Segundo ele esta informação pode ser usada de maneiras positivas ou negativas, sendo que com ela seria mesmo possível importunar clientes que solicitassem o dinheiro de volta ou escrevessem análises negativas. Poderia ainda usar os mails para o envio de virus, malwares ou outros que permitissem até o acesso a passwords e contas bancárias. E este senhor, acha, e a nosso ver, muito bem, que a Google não deveria depositar em qualquer pessoa que desenvolve um programazeco qualquer para o seu sistema operativo, toda esta informação. Afinal nem todos poderão ser tão sérios.
Mas mesmo que todos os criadores sejam sérios há um outro problema. A divulgação massificar destes dados torna o acesso aos mesmos mais fácil. E desta forma já não se precisa de hackar os bem protegidos computadores da Google para se aceder a estes dados, bastando entrar num computador portátil qualquer de um criador e que possui apenas, e se tal, as defesas básicas.
O pior da situação é que a Google não refere em parte nenhuma que esta cedência de dados existe. E não permite aos clientes optar pela não cedência. É uma situação imposta pela Google, violando claramente a legislação de muitos países, como é o caso de Portugal. E não falamos aqui de uma ou duas pessoas, mas de todo o universo de clientes da Google Play.
Comparativamente, os sistemas Apple apenas fornecem ao criador uma lista com a quantidade de vendas por país e um cheque. Nada mais!
Fonte: News.com.au

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